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isso, preços administrados deverão avançar 9,3% em 2015.
Se confirmada, será a maior alta dos administrados em 11 anos.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central
informou nesta quinta-feira (29), por meio da ata de sua última reunião,
ocorrida na semana passada, quando os juros subiram para 12,25% ao ano, que
estima um aumento de 8% no preço da gasolina e de 27,6% na energia elétrica em
2015.
De acordo com a autoridade monetária, a hipótese de
elevação de 8% no preço da gasolina, estimada pelo BC, reflete, em grande
parte, o aumento da tributação anunciada pelo governo na semana passada, por
meio da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), do PIS e da
Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
Já a estimativa de alta de 27,6% no preço da energia
elétrica em 2015, ainda de acordo com o Banco Central, é reflexo do repasse às
tarifas do custo de operações de financiamento, contratadas em 2014, da Conta
de Desenvolvimento Energético (CDE).
O governo anunciou, recentemente, que não pretende mais
fazer repasses à CDE - um fundo do setor por meio do qual são realizadas ações
públicas - em 2015, antes estimados em R$ 9 bilhões. Com a decisão do governo,
as contas de luz dos brasileiros podem sofrer em 2015, ao todo, aumentos ainda
superiores aos registrados no ano passado. Especialistas avaliam que a alta de
energia, neste ano, pode chegar a até 40%.
Custo de produção maior
O custo de produção de eletricidade no país vem aumentando principalmente desde do final de 2012, com a queda acentuada no armazenamento de água nos reservatórios das principais hidrelétricas do país.
Para poupar água dessas represas, o país vem desde
aquela época usando mais termelétricas, que funcionam por meio da queima de
combustíveis e, por isso, geram energia mais cara. Isso encarece as contas de
luz.
Entretanto, também contribui para o aumento de custos no
setor elétrico o plano anunciado pelo governo ao final de 2012 e que levou à
redução das contas de luz em 20%.
Para chegar a esse resultado, o governo antecipou a
renovação das concessões de geradoras (usinas hidrelétricas) e transmissoras de
energia que, por conta disso, precisaram receber indenização por investimentos
feitos e que não haviam sido totalmente pagos até então. Essas indenizações
ainda estão sendo pagas, justamente via CDE.
Gás de cozinha e telefonia fixa
O Banco Central estimou ainda, na ata do Copom divulgada na manhã desta quinta-feira, que o preço do gás de cozinha deve ter um aumento de 3% neste ano, enquanto que a telefonia fixa deve ter alta de 0,6% em 2015.
Preços administrados
Com a alta da tributação sobre gasolina e fim de repasses para a conta de luz, o Banco Central informou que prevê, para o conjunto de preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros), um aumento de 9,3% neste ano. Se confirmada, será a maior alta desde 2004 - quando houve aumento de 9,77%.