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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Imobiliária de Campinas oferece serviço a expatriados


Executivos estrangeiros que chegam à região, cada vez em maior número, contam com atividades de apoio no setor de imóveis, um segmento rentável
Por: Milton Paes
CAMPINAS
A Região Metropolitana de Campinas (RMC) abriga cerca de 50 das 500 maiores multinacionais presentes no País A boa fase da economia brasileira, quando comparada às economias de mercados maduros da Europa e dos Estados Unidos que enfrentam uma grave crise, tem provocado a atração de investimentos estrangeiros em novas linhas de produção, graças à excelente infraestrutura da RMC. Esta expansão trouxe a falta de executivos, profissionais especializados e técnicos. Para suprir o “apagão de mão de obra”, as companhias trazem a cada ano, e cada vez mais, um número grande de estrangeiros para suprir suas necessidades. De acordo com pesquisa da consultoria Manpower Group, no Brasil 14% das companhias têm solucionado a escassez de profissionais qualificados recrutando trabalhadores de outros países.
Dados do Ministério do Trabalho e Emprego apontam que a concessão de visto de trabalho a estrangeiroscresceu 25,9% em 2011. Foram 70. 524 profissionais com visto para trabalhar no País, ante 56.006 em 2010. Desse contingente, 40% são orientais (China, Coreia e Japão), 25% europeus (espanhóis, alemães, franceses e italianos), 20% americanos e 15% mexicanos e de outros países da América do Sul.
A localização privilegiada da RMC para distribuição, boa infraestrutura, a presença do Aeroporto de Viracopos, maior terminal de importação e exportação de cargas do País, são alguns dos aspectos que atraem os investimentos globais. Outro ponto é que após as crises de 2008 e 2011, muitas matrizes de multinacionais focaram suas ações no Brasil, enviando executivos para fortalecer suas atividades locais ou abrir fábricas e iniciar as operações.
De olho nesse mercado de expatriados a Rede Provectum, imobiliária com 25 anos de mercado e nove unidades em Campinas e Valinhos, acaba de lançar em setembro um departamento especializado em suporte aos executivos e profissionais em fase de transferência para as cidades da RMC. Ligado à Gerência de Locação, o setor vai oferecer serviços que vão desde a busca por imóveis, orientação sobre a cultura local, além de acompanhamento a escolas, hospitais, entretenimento, entre outros. Os serviços são para facilitar a adaptação do profissional e de seus familiares ao novo ambiente. O gerente de Locação da Rede Provectum, Ronaldo Lopes, disse que um grande número de profissionais estrangeiros, de executivos a profissionais técnicos, desembarca na região de Campinas anualmente. “O departamento de RH das empresas muitas vezes tem uma dificuldade em atender às necessidades e instalação do profissional e de sua família numa região, que muitas vezes nem o RH conhece por estar localizado em São Paulo e precisa de alguém que encontre escola para os filhos; profissionais da área de saúde, transporte para os filhos, condomínios que apresentem as opções de imóveis que sirvam melhor à família e ao profissional em si. E serviços de apoio como empresas de mudança, jardineiros e empregados”, explica.
Segundo Lopes, nesses últimos meses a nacionalidade desses expatriados tem sido bem diferenciada. “Nesse momento a Toyota está construindo uma unidade em Artur Nogueira, então obviamente esses executivos de nível mais alto preferem Campinas para fixar residência”, diz. 

domingo, 28 de outubro de 2012

Veja como as grandes construtoras encontram clientes através da internet e faça o mesmo


O Corretor de imóveis pode usar as mesmas ferramentas usadas pelas grandes construtoras e conseguir chegar até o cliente sem grandes investimentos.
imobiliário têm investindo pesado em mídias on-line com recursos como anúncios em grandes postais de anúncios, vídeos ou animações em 3D, sites com grande quantidade de imóveis além de chats para interagir com o cliente e facilitar na escolha do imóvel e criar um banco de dados de futuros contatos.
Os principais motivos para essas empresas investirem nesse tipo de mídia é que o custo de um cliente que vem da internet é muito baixo e a grande maioria dos clientes vem ao site do incorporador espontaneamente o que reduz ainda mais o custo.
Ninguém pode negar o grande crescimento do comercio eletrônico nos últimos anos e esse boom também esta chegando ao mercado imobiliário, essa tendência já vem crescendo a alguns anos e podemos sentir esse aumento observando o crescimento dos grandes portais de imóveis classificados e como o valor dos anúncios nesses portais aumentou nos últimos meses.
O Corretor de Imóveis também pode captar clientes na internet sem muitos custos. Veja Algumas Dicas:
Site Pessoal - antigamente só um cartão de visitas com o telefone já era um ponto de partida para o corretor de imóveis se comunicarem com o cliente, porem hoje a maioria dos clientes gostam de ver os imóveis através da internet antes de agendar uma visita. Existem hoje varias empresas que oferecem sites pessoais para corretores e imobiliárias por valores muito baixos. Então se possível invista em um site.
Redes Sociais - hoje encontramos qualquer pessoa através das redes sociais, corretor de imóveis use as redes sociais para se comunicar com seus clientes e informar seus amigos sobre sua profissão, conheço vários amigos que conseguiram boas indicações de amigos e uma indicação já é meio caminho andado para a venda.
Divulgação - Não adianta ter um grande site se você não divulga-lo. Além dos grandes portais de imóveis existem vários Portais de Imóveis Gratuitos onde o corretor de imóveis pode divulgar seus imóveis sem gastar nada. Uma boa dica é não anunciar todos seus imóveis de uma só vez então procure anuncia-los aos poucos. Assim você vai ter novos anúncios sempre e aumenta a chance dos clientes visualizarem seus imóveis
Nós do Blog Marketing e Publicidade Imobiliária criamos uma lista de Sites e Portais Gratuitos onde você pode anunciar seus imóveis. Clique Aqui e Veja
Parcerias - Também é fundamental que o corretor de imóveis tenha varias opções de imóveis para oferecer a seus clientes e uma excelente opção para acessar os estoques das maiores construtoras e incorporadoras do Brasil é O Corretor da Vez um site totalmente gratuito para o Corretor de Imóveis, onde você além de consultar os estoques pode enviar propostas direto ao incorporador.
Autor: Rony de lima Meneses,

Nome do corretor na escritura de imóvel


O deputado Douglas Fabrício (PPS) apresentou projeto de lei na Assembleia Legislativa que obriga os cartórios do Paraná a incluir nas escrituras públicas o nome e o número de inscrição do responsável pela intermediação de negócios imobiliários junto ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI).
Segundo o parlamentar, a obrigatoriedade acaba praticamente com a sonegação do imposto de renda e também com os falsos corretores.
Além disso, com a aprovação da proposta, o verdadeiro profissional passará a responder civilmente por seus atos, caso venha a prejudicar alguma das partes envolvidas no negócio. Fabrício sustenta que a iniciativa representa “um avanço para o bom profissional que atua no mercado imobiliário e trará mais profissionalismo para a carreira”.
*Em resumo, ficarão os verdadeiros corretores e os chamados “picaretas” de imóveis vão se estrepar.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

O que mudou com a portabilidade do financiamento imobiliário?


A valorização dos imóveis pode complicar a portabilidade dos financiamentos entre bancos. Confira o que mudou
Aline Lima (redacao.vocesa@abril.com.br)  22/10/2012
A troca do financiamento imobiliário de um banco que cobra taxa de juro maior para outro com taxa menor pode, na prática, tornar-se financeiramente inviável.
A nova lei que facilita a migração de dívida remove um dos principais empecilhos até então apontados para a portabilidade do crédito: o custo de um novo registro do imóvel, que pode chegar a 3% do valor do bem. Porém, o banco que recebe o crédito originado por outra instituição vai fazer um novo contrato. E é aí que as coisas podem complicar, uma vez que um novo contrato requer uma nova avaliação do imóvel. 
O que mudou?
A nova lei de portabilidade reduz o custo da troca de dívida imobiliária de um banco para outro que cobre uma taxa de juro mais baixa.
Não há mais necessidade de se fazer um novo registro do imóvel, custo que pode chegar a 3% do valor do bem. Permanece a taxa de registro da garantia (em São Paulo, ela custa 530 reais para um financiamento de 350 000 reais).
Cuidado: a valorização dos imóveis nos últimos anos pode, na prática, elevar o saldo devedor do empréstimo que migrar de um banco para outro.
Verifique o saldo devedor de seu financiamento atual, vá a outros bancos e simule quanto ficaria esse saldo quando calculado pelo valor atualizado do imóvel.
  

sábado, 20 de outubro de 2012

Horário de verão: Governo pretende reduzir os gastos em R$ 280 milhões


Os relógios deverão ser adiantados em uma hora neste domingo (21/10). O horário brasileiro de verão vai até o dia 17 de fevereiro de 2013. Moradores das regiões sul, sudeste e centro-oeste e do estado de Tocantins devem adiantar os relógios em uma hora. Nos demais estados não haverá mudança no horário.
O objetivo do horário de verão, é a economia do consumo de energia por meio do aproveitamento da luz natural do dia. Assim, a prática reduz a demanda em períodos considerados como “horários de ponta” (das 18 às 21hs), onde o consumo é bem maior.
No Brasil o horário foi experimentado pela primeira vez no verão de 1931/1932. Até 1967, sua implantação foi feita de forma desorganizada, sem muitos critérios. Depois de passar 18 anos sem que o horário de verão fosse instituído, a medida voltou a vigorar no verão de 1985/1986 em caráter de emergência pelo governo, preocupado com o baixo índice dos reservatórios das hidrelétricas, que na época obrigou a população a racionar água. A partir de 1985/1986, o horário de verão passou a ocorrer todos os anos, sem interrupção.
Em  2008, o então presidente Luís Inácio Lula da Silva assinou o decreto de número 6.558, que estabelece os padrões para as futuras horas de verão em parte do território nacional. Segundo o artigo primeiro do decreto, fica instituído que a hora de verão de todos os anos tem início a partir de zero hora do terceiro domingo do mês de outubro, até a zero hora do terceiro domingo do mês de fevereiro do ano seguinte.
O secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner, disse que mudança de horário proporciona um ganho considerável para a segurança  do sistema elétrico brasileiro. “Menor demanda implica maior segurança para o sistema, que não fica tão ‘estressado’. Há também maior flexibilidade operativa para liberar instalações para manutenção e redução da geração de energia térmica para atender a esse consumo”, explicou o secretário.
De acordo com expectativas do governo, com a adoção do horário de verão, será evitado um gasto de R$ 280 milhões com o acionamento de usinas térmicas neste ano para suprir a demanda no horário de pico. Segundo Grüdtner, a redução da demanda de energia no horário de pico neste ano deve ser de cerca de 4,5%, o que representa 2,2 mil megawatts. A redução total de consumo deverá ser de 0,5%.
O horário vai gerar economia
A partir da zero hora do próximo domingo (21/10), os relógios de quem mora nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, além do estado de Tocantins, deverão ser adiantados em uma hora. Nesta data, entra em vigor no país, o horário de verão, que se estenderá até 17 de fevereiro do ano que vem.
Com essa medida, a Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig estima uma redução na demanda diária máxima de energia de até 4%, o que corresponde a cerca de 320 MW, em Minas Gerais.
Essa energia equivale, por dia, a uma redução no horário de pico comparável à demanda no mesmo horário de Juiz de Fora e Sete Lagoas, cidades de porte médio do interior de Minas, ou de uma grande cidade com 750 mil habitantes. Em termos de geração, equivale a 2,4 usinas do porte da Usina Térmica Igarapé (com 131 MW de potência).
Durante os 119 dias, ou praticamente quatro meses, de Horário de Verão, espera-se uma economia de energia de até 0,5% (88.000 MWh), o que seria suficiente para abastecer a capital mineira durante dez dias. Para o consumidor residencial, por sua vez, a redução mensal pode chegar a 5%, sem a mudança dos hábitos de consumo. Essa economia pode ser ainda maior, se o consumidor seguir as dicas listadas abaixo.
Segundo Wilson Fernandes Lage, engenheiro de Operação do Sistema da Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig, o principal benefício do Horário de Verão é o aumento da confiabilidade e segurança na operação do sistema elétrico, o que acaba reduzindo o risco de apagões. “Isso é alcançado pela redução da demanda máxima durante o horário de pico de carga do sistema elétrico brasileiro, que ocorre no período das 18 às 22 horas”, afirma.
Ainda segundo o engenheiro, o Horário de Verão pode gerar uma série de outros ganhos. “Com a sua adoção, é possível, por exemplo, facilitar a programação de manutenções, reduzir a necessidade de geração térmica para atendimento de ponta, minimizar a necessidade de investimentos para atendimentos localizados e preservar o meio ambiente, já que a poluição que seria produzida pela queima de combustível fóssil é evitada”, explica Wilson.
De acordo com Wilson Lage, como nesta época os dias ficam mais longos, a economia registrada, principalmente nas regiões mais ao Sul do Estado, pode ser bastante significativa. “Quanto maior a distância da linha do Equador, maior o efeito do horário”, comenta.
Esta é a 42ª edição do Horário de Verão que, desde 2008, possui data fixa de início (terceiro domingo de outubro) e término (terceiro domingo de fevereiro). Essa medida é adotada em cerca 84 países do mundo, sendo que os países do Hemisfério Norte adotam a medida entre março e outubro, enquanto que no Hemisfério Sul o horário de verão é adotado entre outubro e março.
Confira algumas dicas para economizar energia
Reduzir termostatos Seja no chuveiro, aquecedor, condicionador de ar, geladeira ou freezer, reduzir um grau centígrado na temperatura do termostato pode representar uma economia de até 5% da sua conta.
Desligar quando não estiver em uso: Equipamentos elétricos e eletrônicos produzidos no Brasil antes de 2001 tendem a consumir bastante energia mesmo quando em stand-by, mas mesmo os aparelhos mais modernos tendem a consumir alguma energia durante todo o tempo em que estão ligados na tomada – levando a até 35% de desperdício. Conectar carregadores, sintonizadores de TV a cabo, o aparelho de TV e o de DVD e mesmo o seu computador em uma régua ou estabilizador que disponha de chave liga/desliga pode ser uma forma prática de interromper este circuito sem tirá-lo fisicamente da tomada.
Iluminação: Evite acender lâmpadas durante o dia, aproveitando ao máximo a iluminação natural. Prefira as lâmpadas fluorescentes compactas, pois elas duram mais e gastam menos energia. Pinte paredes e tetos com cores claras, que refletem melhor a luz, diminuindo a necessidade de iluminação artificial.
Geladeira: Evite abrir a geladeira frequentemente. Quando for usar o eletrodoméstico, retire de uma só vez os alimentos de que precisa. Não guarde alimentos ainda quentes. Para saber se a borracha de vedação está em bom estado, faça o seguinte teste: coloque uma folha de papel entre a porta e a geladeira, feche a porta e tente retirar a folha, se ela sair com facilidade, está na hora de trocar a borracha. Repita o teste em vários pontos da porta da geladeira. Não utilize a grade traseira para secar roupas ou calçados.
Tomadas e fios: Tomadas quentes são sinônimo de desperdício. Por isso, evite o uso de benjamins. Emendas mal feitas ou com fios de bitolas diferentes causam perda de energia.
Celulares e Câmeras: Nunca deixe seu aparelho "dormir" carregando. Ou seja, dê a carga e retire-os da tomada. Para câmeras digitais que não usam pilhas, aplica-se a mesma regra do celular. Só carregue o tempo necessário especificado no manual.
Computadores: Quando não estiver usando, mantenha o monitor desligado e o estabilizador desconectado da tomada. Dê preferência aos notebooks que consomem menos energia. Um computador ligado durante uma hora por dia consome em média 5 kWh por mês. No decorrer de um ano, a economia decorrente do desligamento do computador durante uma hora a menos será de 60 kWh. Não deixe os acessórios do computador (impressora, estabilizador, etc.) ligados sem necessidade.
País economizará R$ 3 bi com horário de verão
O horário de verão começa no próximo domingo (21), quando os relógios deverão ser adiantados em uma hora, e termina no dia 17 de fevereiro. Com a medida, o País irá economizar cerca de R$ 3 bilhões em gastos para a construção de novas usinas.
O horário de verão deste ano poderá evitar gastos estimados em R$ 3 bilhões na construção de novas usinas térmicas a gás, que seriam necessárias para garantir a segurança do suprimento de energia no horário de pico, se não houvesse a medida.
“Se não houvesse redução da demanda, o País teria que instalar usinas para atender às necessidades. Então, não instalando usinas, os gastos deixam de ser feitos”, disse o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner.
Segundo ele, a mudança de horário proporciona um ganho considerável para a segurança do sistema elétrico brasileiro. “Menor demanda implica maior segurança para o sistema, que não fica tão 'estressado'. Há também maior flexibilidade operativa para liberar instalações para manutenção e redução da geração de energia térmica para atender a esse consumo”, explicou o secretário.
Economia
De acordo com expectativas do governo, com a adoção do horário de verão, será evitado um gasto de R$ 280 milhões com o acionamento de usinas térmicas para suprir a demanda no horário de pico. Segundo Grüdtner, a redução da demanda de energia no horário de pico neste ano deve ser de cerca de 4,5%, o que representa 2,2 mil megawatts. A redução total de consumo deverá ser de 0,5%.
O estado do Tocantins adotará o horário de verão pela primeira vez. A Bahia, que aderiu ao sistema no ano passado, vai ficar de fora. Segundo Grüdtner, o governo baiano pediu a retirada por causa da rejeição da medida pela sociedade. O horário de verão é adotado em todos os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
A medida é adotada sempre nesta época do ano, quando os dias são mais longos por causa da posição da Terra em relação ao Sol, e a luminosidade natural pode ser melhor aproveitada.
História
O horário de verão foi instituído pela primeira vez no Brasil no verão de 1931/1932, pelo Presidente Getúlio Vargas. Sua primeira versão durou quase seis meses, vigorando de 3 de outubro de 1931 até 31 de março de 1932.
No verão seguinte, a medida foi reeditada com a mesma duração da primeira versão. Posteriormente, o horário de verão foi retomado em períodos não consecutivos, nos anos de 1949 até 1953, de 1963 até 1968, e nos tempos atuais a partir de 1985. O período de vigência é bastante variado, mas a média nos últimos 20 anos está em torno de 120 dias de duração.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Preços dos imóveis devem continuar subindo em 2013, dizem especialistas.


SÃO PAULO - A tendência para 2013 no mercado imobiliário é que os preços continuem crescendo nas capitais. É o que acredita especialistas que acompanham o setor.
O professor de Economia da FGV (Fundação Getulio Vargas), Paulo Gala, crê que os preços dos imóveis, em geral, vão continuar subindo, mas num ritmo mais lento. “Os preços estão subindo mais lentamente e mesmo assim as pessoas ainda estão (e continuarão) comprando”, expõe o professor ao ressaltar os impactos na compra pelas ofertas de crédito imobiliário.
Já o CEO da Vitacon Incorporadora e Construtora, Alexandre Frankel, acredita que, em 2013, os preços continuarão a subir, ao menos, durante o primeiro semestre. “O efeito da queda na taxa de juros só deve começar a ser sentido após os seis primeiros meses do próximo ano para os compradores de imóveis", diz ele, comentando que somente num prazo mais longo os custos dos empréstimos deverão diminuir para os bancos, refletindo a queda da taxa Selic, que na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) foi reduzida de 7,5% para 7,25%.
Frankel diz não acreditar tanto nos impactos da redução da Selic num curto prazo, até por conta da alta demanda por novos empreendimentos nas capitais. “São Paulo e Rio, por exemplo, passam por um caso atípico de grandes capitais com dificuldades em colocar novos projetos no mercado, prejudicando assim a oferta que é bem menor que a demanda, gerando uma sustentação aos preços”, diz ele explicando que nos primeiros seis meses de 2013 a alta vai passar dos dois dígitos – de no mínimo 10%. No mês de setembro, o preço dos apartamentos usados aumentou 0,9% em relação a agosto e o metro quadrado está custando em média R$ 6.862, conforme dados do indicador Fipe/Zap, baseado em seis capitais brasileiras. Estes são só mais alguns números que mostram o aumento dos preços de imóveis no Brasil. 
Otimismo A questão da contínua alta nos preços imobiliários dos últimos anos é polêmica. O professor Gala não se mostra pessimista e descarta a possibilidade de ocorrer formação de bolha no curto prazo.
“As pessoas continuarão comprando imóveis, o crédito facilitou e é possível parcelar em 35, 40 anos e além disso, a porcentagem do PIB (Produto Interno Bruto) destinada ao crédito imobiliário ainda é baixa”, lembra ele citando que existem países com níveis maiores como é o caso da África do Sul (mais de 42%) e do Chile (mais de 18% do PIB). “Não dá para dizer que existe bolha. No médio e longo prazo pode até surgir problemas no setor, mas por enquanto não”, finaliza.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Fundos de Investimento Imobiliário


Este nova modalidade de investimento imobiliário vem atraindo cada vez mais investidores.
Investir em fundos imobiliários é um novo jeito de investir no setor imobiliário, que vem atraindo cada vez mais investidores. Fundos Imobiliários são fundos que investem exclusivamente em ativos imobiliários e geridos por instituições financeiras que exploram este setor através de locações, arrendamentos, vendas, incorporações, etc. Iniciado em 1993 com a chancela da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o primeiro fundo imobiliário instalado no mercado brasileiro foi o Memorial Office, criado em 1994 para possibilitar a construção do Edifício Memorial Office Building, em São Paulo. Formado por cotas, o investidor ao comprá-las, não compra meramente um papel, mas sim, uma pequena fração de um imóvel.

Para se investir nestes fundos, basta apenas abrir uma conta numa corretora da bolsa de valores, apresentando somente o CPF e comprovante de residência. Há uma longa lista de razões por estes fundos ganhar cada vez mais adeptos. Por ser negociado na BMFBOVESPA, toda a comercialização de cotas se dá através da plataforma digital do site da corretora, oHome Broker, da mesma forma que as ações, garantindo enorme praticidade e comodidade ao investidor. Os preços das cotas variam bastante, com a maioria delas a preços bastante acessíveis, dando condição ao pequeno investidor de participar ativamente deste mercado. O investidor ganha na valorização das cotas e também nos rendimentos(aluguéis) distribuídos mensalmente pelo fundo. Investir em algo tangível, como imoveis, propicia segurança ao investidor, pois ele sabe que não há o risco do capital aplicado virar "pó". 
Como dito no primeiro parágrafo, estes fundos são administrados por empresas especializadas no setor. Desta maneira, o investidor fica tranquilo ao saber que os imóveis que investiu, são geridos por profissionais extremamente capacitados, poupando seu tempo, esforços e inúmeras preocupações  que o mesmo teria, caso estivesse envolvido com problemas típicos que envolvem imóveis tradicionais, como por exemplo, toda a administração, cobranças, reformas, burocracias, escrituras, certidões, taxas, comunicação com inquilinos, etc.
Outra vantagem deste investimento é a oportunidade do indivíduo investir em empreendimentos dos mais variados tipos e portes. Grandes empreendimentos que alguém jamais podesse imaginar investir um dia. Há fundos que investem em centros empresariais, prédios residenciais, galpões, hospitais, universidades, terrenos e shoppings centers, permitindo ao indivíduo diversificar bastante sua carteira de imóveis, além de quando o investidor achar necessário, poder optar por vender apenas parte das cotas que possui de determinado fundo, o que não seria possível se o mesmo quisesse vender ''parte'' de um imóvel tradicional que possui. Esta possibilidade de fracionamento só é possível nos fundos imobiliários.

Vale ressaltar também o atual contexto econômico que vivemos. Neste atual cenário de juros baixos, com a taxa SELIC em 7,25%, e a inflação em 5,5%, praticamente obriga o indivíduo que busca boa rentabilidade, migrar da renda fixa, para outros tipos de investimento, como por exemplo, ativos de renda variável, caso não deseje ver seu capital corroído pela inflação. E renda variável, os fundos imobiliários vêm ganhando bastante destaque em relação aos outros ativos financeiros, principalmente pelas altas valorizações das cotas, acompanhada de bons aluguéis. A isenção de Imposto de Renda nos rendimentos, também é outro fator bastante importante na atração de investidores, sendo somente tributado, o ganho de capital das cotas no ato da venda. 
Recentemente, mais um marco foi alcançado. Do mesmo modo que as ações negociadas na BMFBOVESPA possuem um índice (IBOVESPA) que serve como referencial e como comparação do desempenho das ações, os fundos imobiliários agora também possui, o IFIX, composto pelos 43 fundos mais negociados na Bolsa de Valores. A rentabilidade acumulada desde o início dos registros em 2010, até agosto deste ano ficou em 50,6%, frente a um desempenho de -17,7% do Ibovespa.
Há riscos em se investir em fundos imobiliários, como em qualquer outro investimento. Pode-se apontar a baixa liquidez de alguns fundos, o risco de inadimplência de inquilinos, desvalorizações, problemas com documentações e ausência de informações importantes aos investidores por parte das administradoras.
Fundos Imobiliarios é uma forma moderna e prática de se investir em imóveis e as perspectivas são bem favoráveis. A previsão é que este mercado triplique nos próximos três anos, o que pode atrair mais investidores institucionais e consolidar a distribuição destes produtos nos bancos de varejo.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Copom reduz a taxa básica de juros pela 10º vez seguida

Comitê de Política Monetária baixou em 0,25 pontos percentuais a Selic para 7,25% ao ano. Primeira queda da taxa foi em agosto do ano passado, quando passou de 12,5% para 12%.

Pela 10º vez seguida, o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a taxa básica de juros, mas a decisão não foi unânime e os economistas já dizem que essa divisão indica que o fim da queda nos juros está chegando.

Foi a primeira vez no ano em que os economistas se dividiram nas apostas: o Copom iria manter ou baixar de novo a taxa básica de juros? Apesar da recente alta da inflação, venceu a turma que previu queda.

“A alta da inflação é vista como temporária pela autoridade monetária já que o crescimento moderado vai levar a inflação a cair num segundo momento”, fala o economista-chefe do banco Santander, Maurício Molan.

“O Banco Central entende que é necessário dar estímulos à economia, ela ainda se mostra muito fraca neste momento”, diz a economista do Link Corretora, Marianna Cota.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central baixou em 0,25 pontos percentuais a Selic para 7,25% ao ano. É o 10º corte seguido. A primeira queda da taxa foi em agosto do ano passado, quando passou de 12,5% para 12%.

A decisão do Banco Central não foi unânime. Cinco diretores votaram a favor da queda dos juros e três pela estabilidade da taxa. Segundo os economistas, essa divisão entre os diretores do BC indica que o período de corte de juros está chegando ao fim.

“Esses diretores que votaram contra entende que já é suficiente e que é necessário um tempo para ver como a economia vai reagir a esses cortes que já foram implementados no passado”, fala Marianna.

Os consumidores só vão sentir essa queda de juros daqui a seis meses, pelo menos, mas o economista-chefe do Santander, Maurício Molan, lembra que o mercado vive de expectativas e que a redução na Selic favorece o consumo e o investimento.

“A redução deve melhorar as expectativas do empresariado, melhorar as expectativas do consumidor também e favorecer um crescimento maior da demanda doméstica, do consumo e dos investimentos”.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Estamos à beira de uma catástrofe imobiliária, diz economista.


Políticas fiscal e monetária estão contribuindo para a alta dos preços. Para pesquisador do IPEA, o problema é do Governo.

SÃO PAULO - Apesar de muita gente acreditar que o Brasil está livre do risco de ter uma bolha no setor imobiliário, há também muita gente que não duvida da existência deste risco, inclusive existem indícios científicos em relação aos rumos do País para a formação deste fenômeno, que com a excessiva oferta de crédito, acaba permitindo ao indivíduo comprar mais do que realmente pode.
O professor e pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Adolfo Sachsida, diz que as pessoas pensam que o País está livre do risco de bolha porque nos Estados Unidos, onde a bolha explodiu, o volume de empréstimos destinados ao setor imobiliário correspondia a mais de 50% do PIB, enquanto que no Brasil chega a 5%, 6%. “O fato de estes números serem menores aqui significa que os estragos de uma futura bolha serão menores, mas não exclui a possibilidade de ocorrer este fenômeno no atual cenário que o Brasil está”, diz o economista, que junto ao pesquisador Mário Mendonça, publicou umestudo  para o Ipea apontando a possibilidade concreta da existência de uma bolha no mercado de imóveis do Brasil.
Nos últimos três anos, o preço médio dos imóveis em algumas metrópoles brasileiras subiu em média 150%. O valor alto assusta, mas quando vemos na prática, nos apavoramos mais ainda com a evolução insustentável do setor de imóveis no Brasil, que com o crescimento acelerado da oferta de crédito infla a bolha de preços imobiliários.
“Estamos próximos de uma catástrofe imobiliária”, alerta o professor Adolfo Sachsida, que explica que os estímulos à economia pelo Governo estão sendo aplicados de maneira errônea pelas políticas fiscal e monetária e estão levando ao mau crescimento do setor, com a alta desenfreada dos preços nas metrópoles pesquisadas: São Paulo, Rio, Salvador, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e Brasília.
Quanto à Política Fiscal, Sachsida afirma que o Governo deveria gastar menos e reduzir os impostos, pois assim o brasileiro teria mais dinheiro no bolso para comprar imóvel e não precisaria tomar tanto crédito para financiamentos. “Quando o Governo joga um rio de crédito, a demanda vai para cima e como a oferta de imóveis não a acompanha, o resultado é a elevação dos preços”, diz ele, afirmando que as construtoras não são culpadas, já que estão respondendo aos estímulos das atitudes do Governo no mercado.
Em relação à Política Monetária, o economista afirma que o governo tem adotado uma política extremamente permissiva com a inflação, desprezando o combate dela para o segundo plano
Um dos indícios de bolha é a atual situação do mercado. Sachsida afirma que se perguntarmos aos vendedores de imóveis como está o ano, eles dizem que as vendas estão bem mais fracas. “Isso é um sinal amarelo para o mercado”, alerta.
Soluções
“O Governo deveria parar de ser ganancioso e diminuir os impostos”, Sachsida acredita que o modelo expansionista do Governo está errado e que o natural seria que as pessoas comprassem seus imóveis sem a necessidade deste dinheiro artificial conseguido pela alta expansão do crédito nos últimos meses. Segundo ele, se os impostos baixam, o poder de compra do consumidor aumenta.
Juros vão subir
O professor Sachsida se preocupa com o fato de o governo estar expandindo demais o crédito, sobretudo no setor imobiliário, pressionando a taxa de juros artificialmente para baixo. Conforme diz, isso dá uma falsa impressão de que temos poupança para financiarmos grandes projetos.
Os juros nos EUA e na Europa nunca foram tão baixos e para o economista, essa situação não vai permanecer por muito tempo. "Quando a taxa de juros internacional subir, o Brasil será obrigado a fazer o mesmo por aqui, colocando em situação delicada as pessoas que pegaram empréstimos pós-fixados, que é a esmagadora maioria”, completa.
Em crítica ao Banco Central, Sachsida fala que hoje o Regime de Metas de Inflação não é mais respeitado. “O BC deve explicações à sociedade brasileira pelas políticas que vem adotando”, finaliza o pesquisador.

Conselho do FGTS eleva valor de imóvel do Minha Casa Minha Vida


Limite máximo, para SP, RJ e DF, passou de R$ 170 mil para R$ 190 mil.
Juro, para quem ganha entre R$ 3,2 mil e R$ 5 mil, caiu para 7,16% ao ano.
O Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) decidiu, nesta quinta-feira (4), corrigir os valores dos imóveis que podem fazer parte do Minha Casa Minha Vida - programa habitacional do governo com subsídios para população de baixa renda -, segundo o ministro do Trabalho, Brizola Neto, que também é presidente do conselho.
"A gente está ampliando as possibilidades de acesso ao projeto e reajustando os valores praticados. Todas as faixas foram reajustadas. Queremos fomentar as políticas sociais que o fundo promove, garantindo perenidade dos programas. Este é o maior programa habitacional em escala mundial. Este setor é um vetor do desenvolvimento nacional", afirmou Brizola Neto a jornalistas.
Segundo ele, está preservada a saúde e a perenidade do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. "O trabalhador é remunerado, no FGTS, em TR mais 3% ao ano. Os recursos do trabalhador estão garantidos", declarou.
"As medidas são importantes para impedir a redução no ritmo da construção civil, pois informações do agente operador Caixa demonstram um recente decréscimo no número de lançamentos imobiliários", informou o ministro.
Valor máximo do imóvel
Segundo ele, o valor máximo do imóvel do Minha Casa Minha Vida para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal passou de R$ 170 mil para R$ 190 mil. Para cidades com mais de um milhão de habitantes e demais capitais do país, o valor máximo do imóvel subiu de R$ 150 mil para R$ 170 mil.
Para cidades entre 250 mil e 1 milhão de pessoas, o valor máximo do imóvel financiado subiu de R$ 130 mil para R$ 145 mil. Municípios com população entre 50 mil e 250 mil pessoas tiveram o valor máximo do imóvel aumentado de R$ 100 mil para R$ 115 mil. Para as demais cidades, o valor do imóvel subiu de R$ 80 mil para R$ 90 mil.
O valor dos imóveis foi atualizado em 13% calculado com base no reajuste do INCC de agosto, informou o Ministério do Trabalho. Segundo o ministro Brizola Neto, a mudança tem como objetivo adequar aliar os empréstimos do FGTS à política de redução de juros.
Subsídio
Além de corrigir o valor dos imóveis inseridos no Minha Casa Minha Vida, o Conselho Curador do FGTS também reajustou o valor dos subsídios a fundo perdido, concedidos a quem ganha menos (até R$ 1,6 mil de renda mensal), segundo Brizola Neto. Neste caso, o valor do subsídio passou de R$ 23 mil para R$ 25 mil.
Já o subsídio para quem utiliza recursos do FGTS para reduzir a taxa de juros cobrada passou de R$ 13 mil para R$ 16 mil. O governo lembrou que os subsídios são concedidos para quem ganha até R$ 3.275. Os valores dos subsídios para quem ganha entre R$ 1,6 mil e R$ 3.275 serão regulamentados posteriormente, informou o governo.
Faixas de renda
O ministro do Trabalho informou que também foram corrigidas as faixas intermediárias de renda do Minha Casa Minha Vida. A faixa 1 não foi alterada. Deste modo, permanece sendo para quem ganha até R$ 1,6 mil. A faixa 2 de renda, que antes variava de R$ 1,6 mil a R$ 3,1 mil, passou a ser até R$ 3.275.  A faixa 3 de renda passou a ser de R$ 3.275 a até R$ 5 mil. Com base nas faixas de renda, são calculados os subsídios. Quem ganha menos, tem subsídio maior.
Taxa de juros
O Conselho Curador do FGTS, segundo informou o ministro do Trabalho, também decidiu nesta quinta-feira baixar os juros da faixa 3 de renda, ou seja, para quem ganha entre R$ 3.275 e R$ 5 mil. Neste caso, a taxa de juros, que antes era de 8,17% ao ano, passou para 7,16% ao ano.
As outras faixas não tiveram juros alterados. Assim, permanecem em 5% ao ano para a faixa 1 (quem ganha até R$ 1,6 mil). Para quem ganha entre R$ 1,6 mil e R$ 2.455, ficou também em 5% ao ano. Para as pessoas que têm renda de R$ 2.455 e R$ 3.275, os juros são de 6% ao ano.
"Foram beneficiadas também com a redução de juros as famílias com renda entre R$ 2.325,01 e 2.455,00, cuja taxa cai de 6% para 5%, e renda entre R$ 3.100,01 e R$ 3.275,00, que caiu para 6% ao ano com a atualização aprovada hoje", acrescentou o Ministério do Trabalho.
Nas transações no âmbito do FGTS, a renda familiar pode chegar a R$ 5.4 mil. Porém, a taxa permanece em 8,16% para rendas superiores a R$ 5 mil, acrescentou o governo federal.

Preço de imóvel usado baixa e venda cresce 47,61% na cidade de São Paulo


Preços menores e fim de férias fizeram o mercado de imóveis usados registrar forte recuperação das vendas em agosto na cidade de São Paulo. Em comparação com julho, o crescimento foi de 47,61% segundo pesquisa feita como 447 imobiliárias pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP).
Depois de aumentar 9,04% em junho, o preço médio do metro quadrado de imóveis usados na capital baixou 5,66% em julho e em agosto teve nova redução, de 11,33%. Nos últimos 12 meses, porém, o preço médio acumula alta de 16,03%, três vezes mais que a inflação de 5,24% medida nesse mesmo período pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE.
O mercado de locação residencial também reagiu em agosto. O número de imóveis alugados foi 32,05% maior que o de julho e o valor do aluguel médio teve alta bem mais modesta, de 0,77%, que a do mês anterior, que foi de 5,11%. Mas assim como o preço dos imóveis usados, também o valor médio do aluguel acumula alta maior - 11,73% - que a inflação de 5,24% desses últimos 12 meses
- O fim das férias sempre impõe novo ritmo aos dois mercados, de locação e de venda de imóveis usados, mas no caso das vendas houve o estímulo adicional da redução dos preços - afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.
Ele enfatiza que a recuperação havida em agosto não pode ser interpretada como tendência para os últimos meses deste ano.
- Seria ideal que o mercado de imóveis usados tivesse um comportamento mais linear, como o dos automóveis, mas ele se caracteriza pelo permanente “efeito gangorra” em que meses de alta são sucedidos por meses de baixa - explica Viana Neto.
Ele descarta o risco de supostas “bolhas especulativas” ameaçarem a estabilidade do mercado de imóveis usados, “que tem uma instabilidade natural para quem olha apenas no curto prazo”, destaca o presidente do Creci-SP.
- Se houvesse uma movimentação artificial e especulativa, o crescimento acumulado de 33,17% no volume negociado este ano teria feito com que os preços explodissem e não que se limitassem a essa alta de 16,03% em 12 meses - justifica Viana Neto.
Ainda segundo ele, “no mercado de imóveis usados o que infla os preços é o déficit crônico e estrutural, e enquanto ele existir com a dimensão mastodôntica que tem hoje, de mais de 1 milhão de moradias apenas aqui em São Paulo, os preços naturalmente tenderão a aumentar e mudar de patamar”.
Do total negociado nas 447 imobiliárias consultadas pelo Creci-SP, 60,58% foram apartamentos e 39,42% casas. A maioria das vendas - 50,63% do total - foi feita com financiamento da Caixa Econômica Federal e de bancos privados, ficando as vendas à vista com 44,4% dos negócios efetivados. O restante dividiu-se entre vendas feitas por meio de consórcios (2,07% e com financiamento direto do proprietário (2,9%).
A maioria dos imóveis usados vendidos nesse período na capital tinha preço médio superior a R$ 200 mil, com 83,4% do total negociado nas 447 imobiliárias pesquisadas pelo Creci-SP. Os descontos médios concedidos pelos proprietários sobre os preços inicialmente pedidos variaram de um mínimo de 4,2% na Zona B ao máximo de 7,38% na Zona E.
Entre os preços que mais baixaram em agosto figuram os dos apartamentos de padrão médio construídos há mais de 15 anos e situados em bairros valorizados da Zona A, Alto da Boa Vista, Alto de Pinheiros, Brooklin Velho. O preço médio do metro quadrado baixou 28,19%, de R$ 6.724,82 em julho para R$ 4.829,41. Casas de padrão médio tiveram redução menor - as construídas há mais de 15 anos e situadas em bairros da Zona C, como Jardim Umuarama, Lapa, Mandaqui, ficaram 7,67% mais baratas com o preço do metro quadrado baixando de R$ 3.931,10 em julho para R$ 3.629,63 em agosto.
No mercado de locação, a pesquisa Creci-SP apurou que do total alugado em agosto na capital 53,87% foram apartamentos e 46,13% foram casas. Inquilinos com contratos que estavam em vigor devolveram a essas mesmas imobiliárias o equivalente a 60,31% das novas locações. Este número foi 3,55% maior que o de julho.
A maioria dos imóveis alugados em agosto situou-se na faixa de até R$ 1.200,00 mensais, com 60,09% do total de contratos. O aluguel que mais aumentou foi o de apartamentos de três dormitórios situados em bairros da Zona C, como Mirandópolis, Mooca e Santa Cecília. O aluguel médio passou de R$ 2.502,44 em Julho para R$ 4.486,39 em Agosto, uma alta de 79,28% O aluguel que mais baixou foi o de casas de dois dormitórios situadas em bairros da Zona B, como Chácara Flora e Alta da Lapa. A queda foi de 34,92%, com o aluguel baixando de R$ 1.728,57 em Julho para R$ 1.125,00 em Agosto.
A maioria dos contratos teve o fiador (42,99%) como garantidor das locações em casos de inadimplência, seguido pelo depósito de três meses do aluguel (30,64%), pelo seguro de fiança (24,98%) e pela caução de imóveis (0,7%) e locação sem garantia (0,7%).
Os proprietários concederam descontos sobre os valores iniciais dos aluguéis que variaram de 8,79% na Zona A a 14,95% na Zona E, segundo a pesquisa Creci-SP.
Estavam inadimplentes em agosto nas 447 imobiliárias pesquisadas 4,1% dos inquilinos, número 18,5% maior que os 3,46% que havia ficado inadimplentes em julho.
As ações judiciais propostas nos Fóruns da capital em agosto aumentaram praticamente tanto quanto em julho: alta de 13,66% e de 13,61%, respectivamente. Novamente as ações renovatórias tiveram crescimento maior que as demais (+ 50%), seguidas pelas ações de rito sumário (+ 16,95%), consignatórias (16,67%), de rito ordinário (+ 7,44%) e por falta de pagamento (+ 2,47%).

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