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sábado, 30 de junho de 2012

Ministério Público quer impedir o pagamento de comissão aos corretores de imóveis

Prática executada na negociação de lançamentos imobiliários é considerada abusiva e infringe o código do consumidor, diz MP.

O Ministério Público pretende abolir a cobrança de comissão apartada durante a negociação de lançamentos imobiliários, pois entende que isso infringe o código do consumidor e é uma "prática contratual abusiva" contra o cliente. A informação foi anunciada por Rodrigo Bicalho, membro do conselho jurídico do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), durante o primeiro painel da Comissão da Indústria Imobiliária do 84º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), realizado ontem (28).

A comissão ao intermediador do negócio pode ser paga pela incorporadora, sendo, assim, inclusa ao preço do imóvel. Mas "essa prática acarreta incidência de impostos em cascata, pois a comissão seria tributada pela incorporadora, pela intermediadora e pelo corretor", explica Bicalho. Desta forma, aumentaria a comissão e, obviamente, o valor do imóvel.

"Se formos cumprir o que determina a legislação, não teremos nenhum corretor disposto a trabalhar para nós", argumentou Marcos Augusto Netto, presidente do Secovi-MS. Por isso, o pagamento de comissão apartada é mais habitual.

Bicalho lembrou que há jurisprudências em vários Estados a favor da comissão paga a parte e disse que existe a negociação de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público de São Paulo para "separação clara do preço do imóvel e da corretagem na publicidade e na tabela de vendas do imóvel".

Mesmo assim, Augusto Netto alertou que é questão de tempo para o Ministério Público abolir o pagamento de comissão apartada, pois o movimento já chegou às principais capitais. Além disso, conta com apoio do Ministério das Cidades e do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Confeci).

Claudia Brito, diretora jurídica da imobiliária Lopes, Carlos Henrique Passos, diretor do Sinduscon-BA, e Francisco Maia, presidente da comissão de direito da construção da OAB-MG, também participaram do debate e defenderam a comissão apartada, assim como os demais debatedores. Agora, o setor busca negociações com o Ministério Público e com os órgãos de defesa do consumidor para evitar que a prática seja abolida.



quinta-feira, 28 de junho de 2012

Férias de julho: aluguel de imóvel de campo está até 150% mais caro

Passar as férias em cidades como Campos do Jordão, Atibaia e Águas de Lindoia está até 150% mais caro neste ano, se comparado com a temporada de 2011. Conforme pesquisa divulgada pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) nesta terça-feira (26), os alugueis diários aumentaram em 5 dos 11 tipos de imóveis ofertados.

Em Campos do Jordão os aumentos ficaram entre 7,75%, para casas de quatro dormitórios, e 30%, para os apartamentos de dois dormitórios. Já as casas com dois dormitórios foram os únicos tipos de imóveis que tiveram os valores estáveis em relação à temporada passada.

Em Atibaia, apesar de não ter sido considerada na pesquisa de 2011, o aluguel mais caro da região é de R$ 862,50, para casas de quatro dormitórios.

Na cidade de Águas de Lindoia, foi encontrado o maior aumento da temporada, de 150% para casas de dois dormitórios, cujo aluguel diário passou de R$ 200 para R$ 500.

"Opções mais baratas podem ser encontradas, evidentemente, mas é preciso cuidado com quem faz a oferta e com o tipo e a localização do imóvel", adverte o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto.

"Já cansamos de ver casos de gente que pagou pelo que não existia, ou, existindo, nada tinha a ver com o imóvel prometido", conta Neto.

Preços
De acordo com a pesquisa, em Campos do Jordão foram encontrados os alugueis mais caros. Porém, considerando o valor da locação para casas de dois dormitórios, Atibaia teve a maior diária, de R$ 675.

Os imóveis mais caros da temporada, considerando as três cidades, estão localizados em Campos do Jordão. Na cidade, a diária para uma casa de quatro dormitórios é de R$ 1.158,33.

Lotação
Segundo a pesquisa CRECISP apurou com as imobiliárias, os proprietários limitam o número de pessoas que poderão ficar nos imóveis alugados nessas três cidades. O limite é de seis para apartamentos de dois dormitórios e de oito para os três dormitórios. Nas casas aceita-se até 10 nas de dois dormitórios e 15 nas de quatro dormitórios.

Veja tabelas a seguir e compare os valores de casas e apartamentos nas regiões mais procurados neste inverno no estado de São Paulo:

Alugueis de casas em 2012
Região
2 côm.
1 quarto
2 quartos
3 quartos
4 quartos
5 quartos
Campos do Jordão
-
R$ 500
R$ 550
R$ 992,86
R$ 1.158,33
-
Atibaia
-
-
R$ 675
R$ 560
R$ 862,50
-
Águas de Lindoia
-
-
R$ 500
-
R$ 1.000
-
Fonte: Creci-SP



Alugueis de apartamentos em 2012
Região
2 côm.
1 quarto
2 quartos
3 quartos
4 quartos
5 quartos
Campos do Jordão
-
-
R$ 650
R$ 1.125
-
-
Fonte: Creci-SP


Fonte: Info Money

Cidade de SP: imóveis com aluguel de até R$ 1.000 são os mais locados em abril

SÃO PAULO - O número de imóveis alugados na capital paulista em abril foi 14,09% menor do que o registrado no mês anterior, revelou pesquisa do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) divulgada nesta quinta-feira (28). Os imóveis com aluguel de até R$ 1.000 tiveram a preferência, com 52,14% dos contratos.
Dentro desta faixa de valor, destacam-se as unidades com aluguel de R$ 401 a R$ 600, que registraram participação de 20,15%. Em seguida, aparecem imóveis de R$ 801 a R$ 1.000, que representaram 13,47% do total de locações.

Valores Não foram registrados aluguéis de até R$ 200, enquanto os de R$ 1.601 a R$ 1.800 registraram a menor representatividade, de 3,29%, conforme a tabela abaixo:

Valor do aluguel

Percentual de contratos

até R$ 200

nulo

de R$ 201 a R$ 400

7,56%

de R$ 401 a R$ 600

20,15%

de R$ 601 a R$ 800

10,95%

de R$ 801 a R$ 1.000

13,47%

de R$ 1.001 a R$ 1.200

10,62%

de R$ 1.201 a R$ 1.400

5,48%

de R$ 1.401 a R$ 1.600

8,32%

de R$ 1.601 a R$ 1.800

3,29%

de R$ 1.801 a R$ 2.000

5,15%

acima de R$ 2.000

15,01%

Fonte: Creci-SP

Devoluções e inadimplência Ainda segundo a pesquisa realizada pelo Creci-SP, em abril, os descontos concedidos pelos proprietários sobre os valores inicialmente pedidos pelo aluguel de seus imóveis variaram de 5,16% na zona C (Aeroporto, Água Branca e Bosque da Saúde) a 9,71% na zona D (Água Rasa, Americanópolis e Aricanduva).

Na zona B (Aclimação, Alto da Lapa e Brooklin) desconto foi de até 5,50%, enquanto na zona A (Alto da Boa Vista, Alto de Pinheiros e Campo Belo) foi de até 6,50%. Já na zona E (Brasilândia, Campo Limpo, Cangaíba) o desconto foi de até 7,00%.

O levantamento aponta ainda que 55,05%% dos imóveis alugados em abril foram devolvidos às imobiliárias.

Quanto à inadimplência, ela passou de 4,23% dos novos contratos em março, para 3,76% em abril. Uma queda, portanto, de 11,11%.

Hipótese de bolha imobiliária é descartada por fundos e incorporadoras

SÃO PAULO - A hipótese de uma bolha imobiliária no Brasil foi descartada hoje por executivos de incorporadoras,...
SÃO PAULO - A hipótese de uma bolha imobiliária no Brasil foi descartada hoje por executivos de incorporadoras, fundos de investimento e bancos, que se encontraram na capital paulista para debater as oportunidades e riscos do setor. As opiniões desses representantes do mercado vão na contramão do alerta feito nesta semana pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), que apontou distorções no mercado brasileiro causadas pelo forte ciclo de alta no preço dos imóveis.

Na avaliação do diretor executivo da gestora de recursos GP Investiments, Antônio Ferreira, o Brasil não tem características que sinalizem a formação de uma bolha. Ferreira observa que a maioria dos negócios com imóveis no País é realizada por pessoas que buscam moradia e não ganhos com aluguel ou revenda, favorecendo a especulação, como ocorreu na bolha dos Estados Unidos.

Além disso, os financiamentos nos bancos privados brasileiros representam cerca de 55% do valor dos imóveis, o que indica um nível de endividamento moderado das famílias ante os EUA, onde esse valor chegava a 110%, comparou, durante encontro realizado pelo Centro de Tecnologia de Edificações (CTE) nesta manhã, em São Paulo.

O diretor da GP também acredita que a escalada no preço dos imóveis está fundamentada na ampliação do total de consumidores capazes de adquirir uma casa própria nos últimos anos, beneficiados pela melhora da renda e da oferta de crédito. "O preço subiu, mas tem fundamento na demanda", afirmou Ferreira.

Na avaliação do diretor de Relações com Investidores da incorporadora Eztec, Emílio Fugazza, a escalada dos preços também está relacionada ao aumento dos custos para construção das habitações. "O preço subiu, mas as margens de lucro das empresas de construção caíram", disse, atribuindo o cenário à alta dos custos com mão de obra e terrenos.

A tendência é que o mercado imobiliário continuará em expansão e que o apetite dos bancos pelo crédito habitacional siga crescente, na opinião do gerente geral de crédito imobiliário do Banco do Brasil em São Paulo, Francisco Martinez. Segundo ele, o crédito imobiliário deve atingir o montante de R$ 1,3 trilhão até 2020 no País, o que significa sair de uma fatia equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) atualmente para 16% nos próximos oito anos, patamar semelhante ao já verificado em países como Chile e México.

O executivo lembra que o Brasil tem um déficit de 7 milhões de moradias, verificado principalmente entre as classes de renda média e baixa, o que caracteriza uma demanda reprimida. "O sonho da casa própria continua em primeiro lugar na mente dos brasieiros. Isso explica a estratégia dos bancos de varejo em aumentar seus negócios de crédito imobiliário, que representam uma oportunidade importante de relacionamento de longo prazo com os clientes", disse.

Martinez frisou que o Banco do Brasil tem objetivo de assumir a segunda posição no mercado de crédito habitacional até 2014. Hoje, o banco tem 3,7% do mercado e ocupa a quinta posição. A Caixa Econômica Federal segue em primeiro lugar, com cerca de 70% do mercado.

Crise imobiliária obriga cidade da Califórnia a pedir concordata

Cidade de Stockton não consegue nem pagar salários de policiais e bombeiros após viver boom imobiliário. Cerca de 15% da cidade está desempregada
Sem condições de honrar pagamentos básicos, como os salários dos policiais e bombeiros, Stockton, na Califórnia, está prestes a se tornar a maior cidade dos Estados Unidos a pedir concordata.

Segundo Ann Johnston, prefeita de Stockton, localizada a 144 Km a leste de São Francisco, o conselho municipal aprovou a decisão, que considerou a "mais difícil e comovente" que a cidade litorânea de 290 mil habitantes jamais enfrentou.

Para Johnston, entretanto, a medida era incontornável, uma vez que Stockton sofreu pesadas perdas durante a crise do subprime, que, iniciada no setor imobiliário dos Estados Unidos, contagiou os mercados e precipitou a tormenta financeira de 2008.

A cidade enfrenta um déficit orçamentário estimado em US$ 26 milhões (R$ 52 milhões) e o pedido de concordata deverá ser feito ainda nesta quarta-feira.

Ao recorrer ao capítulo 9 da Constituição americana, que rege a lei de falências, Stockton, diz Johnston, poderá reavaliar sua dívida com os credores e pagar por serviços básicos, como os salários da polícia e do corpo de bombeiros.
AP
Placa de apartamento à venda em Stockton,
que sofre para honrar suas contas
Cortes drásticos

O boom imobiliário trouxe imensos benefícios para Stockton. Com o orçamento inflado pelo imposto sobre a propriedade, a cidade conseguiu desenvolver seu litoral, construindo uma nova marina e um complexo desportivo, além de negociar uma generosa pensão e vantajosos benefícios de saúde para funcionários municipais.

Mas, nos últimos três anos, autoridades da cidade têm enfrentado um déficit crescente de US$ 90 milhões (R$ 180 milhões) através de uma série de cortes drásticos.

Stockton eliminou um quarto do contingente de policiais da cidade, um terço do número de bombeiros e, no geral, 40% de todo o efetivo de funcionários.

A cidade também cortou salários e benefícios médicos.

Afetada pela crise, Stockton ocupa as primeiras posições entre as cidades americanas em termos de desemprego e criminalidade.

Uma em cada 195 casas da cidade entrou com pedido de execução de hipoteca em maio, segundo a consultoria RealtyTrac.

Mais de 15% da população de Stockton está desempregada - quase o dobro da média nacional.

Edifícios da cidade foram tomados pelos bancos e placas como "Fora de Serviço" são comuns nas ruas.

Até a prefeitura teve de se transferir para uma nova sede, uma vez que, sem dinheiro, o imóvel acabou tomado.

De partida

Mike Brooking, de 50 anos, natural de Stockton e proprietário de uma cafeteria, critica as autoridades locais pela crise. Segundo ele, a administração municipal gastou exageradamente com pensões e benefícios médicos.

"A prefeitura garantiu o seguro-saúde a funcionários e suas famílias mesmo sem estarem trabalhando", disse Brooking. "Com essa gastança, não conseguiram pagar pelo subsídio depois. E também não podem pagar por ele agora. O pior é que todo mundo ficou sem garantias", acrescentou.

"O efetivo de polícia foi reduzido, a criminalidade avançou a uma taxa desesperadora e não há empregos", enumerou.

Uma loja na mesma rua da cafeteria de Brooking foi fechada no mês passado.

Com foco na venda de fotos para passaporte, o estabelecimento comercial não resistiu à crise. George Estrada, um programador de computador de 35 anos, que trabalhava no local a meio expediente, ajudou a vender os ativos da loja no site Craigslist.

"O banco Wells Fargo assumiu alguns poucos estacionamentos que a cidade possuía", acrescentou Estrada.

"Agora, eles (Well Fargo) controlam até a ex-sede da prefeitura. Stockton poderia ser rebatizada como a "cidade de Wells Fargo", ironiza.

Estrada afirmou também que é muito difícil para jovens trabalhadores qualificados encontrar emprego. "Todo mundo aqui quer abandonar a cidade", disse. "As pessoas preferem buscar empregos em São Francisco ou Sacramento."

Stockton está situada no coração de uma das regiões mais produtivas do cinturão de agricultura dos EUA.

Alta criminalidade

A cidade foi construída às margens de um corredor marítimo vizinho ao rio San Joaquin, por onde os produtos dos campos da Califórnia são transportados desde o porto de Stockton.

A cidade sempre teve na agricultura seu principal sustento - mas tanto Estrada quanto outros jovens qualificados não têm interesse em trabalhar nas fazendas da Califórnia colhendo cerejas, amêndoas ou outros produtos.

Como resultado, as fábricas de conservas têm, em grande parte, desaparecido, enquanto a agricultura foi largamente mecanizada.

A rede de supermercados Wal-Mart deverá abrir, em breve, sua primeira filial em Stockton, "mas ninguém quer trabalhar lá", acrescenta Estrada.

Estrada, que já tem um emprego como programador de computador, quer sair da cidade porque, segundo ele, as oportunidades em Stockton são "muito limitadas".

Para ele, a parte mais difícil de viver em Stockton, entretanto, tem sido o aumento da violência. A polícia concorda.

"Assistimos a um crescimento da taxa de criminalidade aqui em Stockton", diz o policial Joe Silva, natural da cidade e há 16 anos trabalhando no departamento de polícia local.

"No ano passado, registramos um recorde de 58 homicídios e, só neste ano, foram 31 assassinatos. A título de comparação, no mesmo período de 2011, o número foi de 17."

Muitos creditam o aumento da violência aos problemas econômicos enfrentados por Stockton. Em 2008, a cidade possuía um orçamento que lhe permitia manter 441 policiais.

Hoje, são apenas 317, segundo Silva. Ele, entretanto, afirmou que há um certo otimismo na corporação por causa do novo chefe de polícia, Eric Jones.

Silva acrescentou que Jones prometeu que mais policiais seriam contratados e novas estratégias de policiamento colocadas em prática em alguns dos bairros mais perigosos.

Os habitantes de Stockton esperam que, com as mudanças, a cidade fique fora este ano da lista da Forbes "das cidades mais miseráveis dos EUA".

No ano passado, a cidade ocupou o 11º lugar no ranking. Mas, em 2010, subiu para a 1ª posição.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Há vagas para corretor de imóveis

Em um primeiro momento, muitas pessoas podem achar dispensável a intermediação de um corretor em uma transação imobiliária, mas certamente mudarão de ideia ao descobrir a complexidade da burocracia e da jurisdição na compra, locação e administração de imóveis.

"Hoje, o corretor de imóveis se tornou um consultor imobiliário. Além de fazer a intermediação de vendas e locação, direciona os clientes para o melhor negócio", afirma Marisa Marutaka, delegada regional do sindicato estadual da categoria (Sindimóveis-PR), em Maringá.

Marisa diz que as imobiliárias precisam
 de profissionais na área de venda
Chamados de "agentes de comércio", durante o período de colonização do Brasil, quando atuaram primeiro na comercialização de imóveis rurais e depois atraindo investidores para terras a serem desbravadas, os profissionais conquistaram o status de corretores de imóveis em 1942, por meio de uma carta sindical do Ministério do Trabalho. A regulamentação da profissão ocorreu vinte anos mais tarde.

Com a regulamentação da categoria e a criação de conselhos federal e regionais, a profissão deixou de ser uma atividade secundária e se transformou na principal fonte de renda de muitas pessoas.

Essa mudança de cenário, aliada aos novos rumos do mercado imobiliário, aumentou a exigência da qualificação dos profissionais e, em 1978, uma alteração na lei concedeu aos corretores o título de técnico em transações imobiliárias.

Hoje, para ser um corretor de imóveis é preciso ter o curso técnico em transações imobiliárias. O curso com grade multidisciplinar - onde o aluno aprende matemática financeira, língua portuguesa, avaliação imobiliária, noções de informática, direito e legislação e operações imobiliárias - é a porta de entrada para o exercício da atividade. Outra exigência da profissão é o registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná (Creci-PR).

Ainda há opções de cursos específicos que, mesmo sem a obrigatoriedade, são bastante procurados por profissionais que buscam especialização para atuar em determinada área.

"Atualmente é tão ampla a área de atuação do corretor que alguns buscam especialização em lançamentos, imóveis de terceiros, financiamento, fazendas, locação universitária, locação de temporada, avaliadores, entre outros. Também existem cursos superiores de gestão de negócios imobiliários e MBA em Gestão Imobiliária", destaca Marisa.

Em Maringá, são cerca de mil corretores credenciados no Creci. Número insuficiente, de acordo com a avaliação da delegada regional do Sindimóveis-PR, para atender à demanda do mercado.

"A maioria das empresas do ramo imobiliário procura por bons corretores para negociar as inúmeras construções e loteamentos em andamento na cidade. Há um campo amplo de trabalho", ressalta.

Ela destaca ainda como atrativo à profissão a remuneração. "O corretor de imóveis recebe 6% do valor do imóvel vendido. Quando vinculado a uma imobiliária, a divisão deste valor varia entre as empresas", acrescenta.

Sobre o perfil ideal para atuar na profissão, Marisa afirma que o corretor precisa ter uma visão global do mercado imobiliário, entender o que ocorre no mundo e saber qual será os reflexos desse cenário mundial na atividade dele. "Ser comunicativo e habilidoso com as palavras também são requisitos importantes", frisa.

Fonte: http://maringa.odiario.com/empregos/noticia/580098/ha-vagas-para-corretor-de-imoveis/ -26/06/2012.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Criação de empregos formais cai 44,5% em maio, para 139 mil vagas.

Segundo governo, esse é o pior resultado para maio desde 2009.
No acumulado do ano, foram abertas 877 mil empregos com carteira.

A criação de empregos formais recuou 44,5% em maio deste ano, quando foram abertas 139.679 vagas com carteira assinada, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgadas nesta quinta-feira (21) pelo Ministério do Trabalho. Em maio do ano passado, foram abertas 252.067 vagas de emprego formais.

O resultado do mês passado foi o pior para meses de maio desde 2009, quando foram criadas 131.557 vagas. Em maio de 2010, foram criados 298 mil empregos – recorde para este mês.

Desde o ano passado, o Ministério do Trabalho está revisando os dados de meses anteriores para incorporar declarações entregues fora do período tradicional de apresentação. Com esta revisão, o mês de maio de 2011 somou 288.749 empregos criados. Neste caso, embora a comparação não seja a mais apropriada (pois compara um número revisado com outro sem revisão), a queda do emprego formal foi de 51,6%.

Acumulado do ano


No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, segundo o Ministério do Trabalho, foram criadas 877.909 vagas formais de emprego. Isso representa uma queda de 21% frente ao mesmo período do ano passado - quando foram abertas 1,11 milhão de vagas.

Trata-se, também, do pior resultado para o período de janeiro a maio desde 2009, quando foram abertas cerca de 250 mil vagas abertas. O recorde histórico para o período permanece sendo o ano de 2010, quando, de janeiro a maio, foram criados 1,38 milhão de empregos.

Os números de criação de empregos formais do acumulado deste ano, e de igual período de 2011, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo (até o mês de abril). Os dados de maio ainda são considerados sem ajuste.

Crise financeira


A queda no número de empregos formais criados, tanto em maio quanto no acumulado deste ano, acontece em meio à nova etapa da crise financeira internacional – que teve início em setembro de 2008 com o anúncio de concordata do banco norte-americano Lehman Brothers.

No primeiro trimestre deste ano, por exemplo, a economia brasileira cresceu apenas 0,2% na comparação com os três últimos meses do ano passado. Para combater a desaceleração da economia brasileira, que vem sendo registrada por conta do fraco ritmo de crescimento ao redor do mundo, a equipe econômica anunciou, nos últimos meses, uma série de medidas.

Além de o Banco Central estar baixando os juros desde agosto do ano passado, o governo também reduziu o IPI para a linha branca (máquinas, fogões e geladeiras), para automóveis, desonerou a folha de pagamento de alguns setores, liberou crédito para as empresas e para os estados do país com juros mais baixos, baixou o nível do compulsório (recursos que têm de ser mantidos pelos bancos no BC) e também reduziu a alíquota do IOF para empréstimos de pessoas físicas.

Setores da economia


Os dados do Ministério do Trabalho mostram que os que mais contribuíram para a geração de vagas com carteira assinada em maio deste ano foram: agricultura (+46.261 postos), Serviços (+44.587 postos), Indústria de Transformação (+20.299 postos), Construção Civil (+14.886 postos) e Comércio (+9.749 postos).

"O bom dinamismo do setor agrícola está associado, em grande parte, às atividades vinculadas à presença de fatores sazonais na região Sudeste, relacionadas, principalmente, ao cultivo de Café (+25.995 postos) e de Cana de Açúcar (+12.250 postos)", informou o governo.

Regiões do país


Em termos geográficos, acrescentou o governo, todas as cinco regiões evidenciaram expansão do emprego. A região Sudeste gou 101.876 postos formais no mês passado, enquanto que a região Centro-Oeste criou 13.473 vagas com carteira assinada. A região Sul, por sua vez, foi responsável pela abertura de 9.913 postos de trabalho, ao mesmo tempo em que a região Nordeste abriu 9.060 vagas. Já a região Norte registrou a abertura de 5.357 postos de trabalho em maio.

Construção civil alavanca índice de empregos com carteira assinada no Acre

Setor tem ainda “puxado” crescimento em outros setores, segundo o Ministério do Trabalho.

O setor de construção civil é apontado pela superintendência do Ministério do Trabalho no Acre, como o responsável pelo súbito crescimento de empregos com carteira assinada no Estado no último ano. O fato, é que o setor desencadeia o crescimento de outros setores.

“A construção civil despontou no Estado e, consequentemente, gera aumento no setor de serviços e em outros como o metalúrgico e os pré moldados”, explica o superintendente do MT no Acre, Manoel Rodrigues de Souza. Ele acrescenta que, com a geração de empregos, quem ganha é o Acre, que tem um grande potencial turístico.

Acre tem o maior índice de geração de empregos do país

O aumento no número de carteiras assinadas aos empregados no Estado do Acre é destaque em todo o Brasil, segundo dados do Ministério do Trabalho por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O aumento é referente a termos percentuais em comparação aos meses de abril e maio. O acréscimo no período foi de 1,06% no número de trabalhadores com carteira assinada. Seis estados tiveram queda no estoque de empregos em maio: Roraima, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Alagoas e Rio Grande do Sul.

Mais uma vez, tal desempenho foi proveniente da geração do emprego principalmente nos setores da Construção Civil onde foram criados 546 postos de trabalho. O Comércio ficou em segundo lugar no número de contratação com 111 novos postos.

Na série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo, nos cinco primeiros meses do ano, houve um acréscimo de 1.937 postos de trabalho celetistas, o equivalente a 2,55%. Ainda na série com ajustes, nos últimos 12 meses, verificou-se crescimento de 6,86% no nível de emprego ou 5.006 novos postos de trabalho.

Em números nacionais, conforme o Caged, a criação de empregos formais registrou, em maio, o pior resultado desde 2009. Foram 139.679 vagas com carteira assinada no mês passado em todo o país, número 44,5% menor que o dos postos de trabalho abertos em maio de 2011, que foi de 252.067.
O melhor desempenho para meses de maio foi o de 2010, com 298.041 postos formais de trabalho criados.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Internet agiliza locação e compra da casa própria

Juliana Fontanella

O estudante de Arquitetura e Urbanismo, Guilherme Catani, levou uma semana para encontrar o apartamento que precisava. O acadêmico, de Pato Branco, estuda na Universidade Estadual de Maringá (UEM) e precisava deixar o apartamento de um quarto onde morava por outro para dividir com os amigos. Ele entrou na internet, encontrou vários anúncios e fez a escolha.

De acordo com ele, os anúncios trazem mais opções e dispensam a peregrinação pelas imobiliárias. "Nós vimos o anúncio, então visitamos a imobiliária. Eles nos atenderam bem e encontraram uma opção melhor ainda", conta.

No fim, o trabalho conjunto entre o anúncio online e o atendimento do corretor fez o grupo fechar o negócio. "Eles nos instruíram durante o processo, acompanharam, mandaram e-mails. Demorou ainda um pouco, porque os documentos de fiador tiveram que ir para outra cidade, serem assinados e reenviados", destaca.

A experiência de Guilherme é cada vez mais comum, tanto na locação como na compra e venda de imóveis. Em três meses, de 14 de março a 14 de junho, 19.055 propostas foram enviadas para as imobiliárias e os corretores cadastrados na seção de Classificados do portal odiario.com.

Uma semana foi o tempo necessário para Guilherme fechar o negócio

A delegada regional do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Paraná (Sindimóveis), em Maringá, Marisa Marutaka ressalta que a rede mundial de computadores auxilia na concretização dos negócios, porque o cliente chega com uma ideia clara do que quer, como fez Guilherme. "Hoje, não imagino uma imobiliária sem usar a internet para apresentar os imóveis", afirma.

Rafaela Cristina da Silva, responsável pelo Marketing da Imobiliária Opção, tem uma equipe exclusiva para atender os internautas e responder cada proposta ou pedido de informação que chega pelo site. Desde janeiro de 2010, a Opção já recebeu 592 propostas pelo odiario.com, sem contar os telefonemas originados pelos anúncios virtuais.

O vice-presidente da Regional Noroeste do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi), Roberto Granado Martines, o Téo Granado, declara que as ligações e as propostas via e-mail aumentaram sensivelmente com os anúncios online.

"O portal odiario.com, por exemplo, foi formatado para oferecer praticidade ao cliente, o que realça o interesse dele", acrescenta.

Téo Granado considera ainda que a capacidade de atualização instantânea e a comodidade da pesquisa ser feita em casa ou no ambiente do trabalho impulsionam a atividade. "Desde que passamos a investir em mídia eletrônica, fechamos vários negócios, que começaram com a pesquisa pela internet", ilustra.

domingo, 17 de junho de 2012

Cartas e telegramas vão ficar mais caros a partir da semana que vem

Agência BRASIL


O preço do envio de cartas e telegramas vai ter um aumento médio de 7,5% a partir da próxima semana. Os novos valores dos serviços foram publicados hoje (14) no Diário Oficial da União, mas só valem depois da publicação de uma portaria específica do Ministério das Comunicações.

O preço das cartas com peso de até 20 gramas passarão de R$ 0,75 para R$ 0,80, com uma variação de 6,7%. Já o primeiro porte da carta comercial terá o valor reajustado de R$ 1,10 para R$ 1,20, com uma variação de 9,1%. A tarifa dos telegramas nacionais também será reajustada, em média, em 7,5%. A tarifa da Carta Social, destinada aos beneficiários do Bolsa Família, permanece inalterada (R$ 0,01).

O envio de encomendas não terá reajuste. Para os serviços internacionais, o valor das cartas (documentos prioritários e econômicos) e dos telegramas internacionais será corrigido em torno de 7,5%.

Segundo os Correios, a última alteração no valor das tarifas ocorreu em março de 2011. Os serviços são reajustados anualmente, com base na recomposição dos custos repassados aos Correios durante o período, como aumento dos preços dos combustíveis, contratos de aluguel, transportes, vigilância, limpeza e salários dos empregados.

Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/noticias/cartas-e-telegramas-vao-ficar-mais-caros-a-partir-da-semana_152085/ - 17/06/2012.



Questionando com Todos. (13) 2012.

O maior problema deste aumento, talvez possam dizer não é somente o aumento, mas sim a falta de profissionalismo pela maioria dos nossos ilustres entregadores de carta que nunca chega na data certa e quando chega já está vencendo prazo de pagamento ou de comparecimento do destinatário ou mesmo causando prejuízo ao remetente. Então a pergunta será que já não é hora de fazer uma profunda reforma nos correios do Brasil todo dando mais ênfase em um gerenciamento transparente e bem mais objetivo com participação da iniciativa privada.

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