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domingo, 31 de julho de 2011

O paraíso do setor imobiliário


Segundo colocado no ranking nacional do mercado, DF se firma como uma atraente praça para se investir em imóveis. Construção civil ganha força com empreendimentos de alto-padrão e qualidade
 
DANIEL GUERRA

dguerra@jornaldacomunidade.com.br  Redação Jornal da Comunidade

Dizem que Brasília é “um eterno canteiro de obras”. Essa frase, tradicional na história da cidade, nunca refletiu tanto o momento vivido pela capital dos brasileiros. Para toda parte onde olhamos, vemos alicerces de prédios a serem erguidos, um portão de casa sendo trocado, um empreendimento comercial a ser inaugurado ou um condomínio murado. Tudo isso ajuda a explicar o boom da construção civil no Distrito Federal.

No início de junho Brasília sediou o III Encontro Brasileiro dos Corretores de Imóveis (Enbraci), que reuniu centenas de autoridades, empresários e investidores interessados, principalmente, no bom momento vivido pelo setor imobiliário do DF. Na ocasião, o presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), João Teodoro da Silva, previu mais crescimento. “O momento imobiliário do país é ímpar e os indicadores mostram que não para por aí. A curva de investimentos é crescente e um dos ícones desse momento é Brasília”, mencionou.

A decisão de apostar em imóveis é totalmente influenciada por aspectos locais do empreendimento e varia entre cidades, estados e regiões, tornando necessária uma leitura peculiar de cenários para conseguir, principalmente, a rentabilidade esperada. Seja para morar ou investir, a verdade é que o mercado de Brasília apresenta segurança jurídica e credibilidade.

Prova disso é o aumento de cursos superiores no setor e a grande procura de profissionais e interessados em capacitação cada vez mais elevada. Levantamento feito em 2010 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) revela um aumento nacional de 30% na procura pelo curso de engenharia civil. Na capital federal, as instituições de ensino superior confirmam esse interesse dos vestibulandos.

Olhar especial sobre a cidade

 Adriano Cancian, diretor comercial da Lopes Royal Empreedimentos Imobiliários, recomenda aos investidores um olhar especial sobre Brasília. Assim como na procura, o momento de otimismo no DF também é observado na oferta.

Cancian associa o momento, também, à melhoria no acesso ao crédito bancário. Diariamente, empreendimentos imobiliários são lançados e as vendas se esgotam em poucos dias.

O diretor afirma que a valorização média dos imóveis no DF gira em torno de 20% ao ano. “O mercado aqui está consolidado, oferecendo as opções de compra na planta ou de unidades prontas, o que é pouco visto até mesmo em algumas capitais. As condições de financiamento em Brasília também são excelentes”, lembra.

Adriano acredita que investir em imóveis na capital é aplicar bem o dinheiro. “Desde os imóveis básicos até aqueles de alto-padrão, o nível de retorno é satisfatório. Costumo brincar dizendo que hoje os jovens casais de Brasília deixaram de lado a etapa do primeiro aluguel, pulando direto para a primeira compra”, completa.

Investimento de retorno garantido

Pablo Bueno, sócio da Domus Imobiliária, traça uma comparação entre os perfis de investidores em imóveis no Distrito Federal. “Genericamente, temos os que compram para investir, caso mais comum entre os trabalhadores da iniciativa privada, e os que compram para residir, como acontece com grande parte dos servidores públicos”, avalia.

O perfil predominante do investidor imobiliário é aquele mais conservador, que busca resultados mais expressivos a longo prazo. Ultimamente, é comum ver uma atitude mais ousada, caracterizada por investimentos oriundos de clientes cada vez mais jovens e que buscam pré-lançamentos com resultados financeiros obtidos antes da conclusão da obra.

Um exemplo desse panorama é o cirurgião-dentista Roberto Rabelo, morador de uma cobertura duplex na cidade de Águas Claras. Além do imóvel em que mora, ele também possui uma outra cobertura na mesma região, empreendimento que decidiu alugar.

“Tenho segurança, diversão, conforto e o dinheiro do aluguel me proporciona bom suplemento de renda. A primeira vantagem é o visual privilegiado; a segunda é o espaço diferenciado, maior e com área de lazer. É muito bom, porque posso fazer reuniões sociais, receber amigos e não incomodar os vizinhos”, salienta.

Roberto vê Brasília como um dos fortes polos de investimento imobiliário da região Centro-Oeste e também do Brasil. “O retorno é certo porque os imóveis realmente ganharam padrão avançado nos últimos anos”, avalia. Ele tem razão: o portal de internet iG realizou um levantamento sobre a valorização de imóveis de alto-padrão nos últimos três anos em oito capitais brasileiras e o resultado é de otimismo para o DF.

Fonte:

Valores dos aluguéis de imóveis em TL subiram acima da realidade

30/07/2011 » 08h10min.

Ana Cristina Santos

Antonio Alves de Souza A baixa oferta de imóveis para locação em Três Lagoas diante do crescimento da demanda, impulsionado pela chegada de funcionários das indústrias, provocou uma verdadeira “inflação” nos valores dos aluguéis na cidade. A variação no aumento dos preços, atualmente, gira em média entre 100% e 250%, dependendo do imóvel, segundo o presidente da Associação dos Corretores de Imóveis, Antônio Alves de Souza, o Toninho. Ele citou como exemplo uma casa que normalmente era alugada por R$ 600 e hoje não sai por menos de R$ 1.400. Ou um apartamento, cujo aluguel cobrado era de R$ 1.500, passou a ser locado por R$ 4 mil.

Em entrevista ao Jornal do Povo, Toninho comenta os motivos para os exorbitantes aumentos dos preços de aluguéis na cidade e analisa o atual momento do segmento imobiliário, marcado pela explosão de construção de novas moradias.

Jornal do Povo- Qual a realidade do setor imobiliário hoje em Três Lagoas?

Antonio Alves de Souza-O setor, hoje, é o retrato da cidade que está em crescimento, recebendo investimentos públicos e privados. Os imóveis que estão sendo avaliados, na situação econômica atual da cidade, estão com preço justo. Mas em algumas situações, os proprietários estão agregando questões que ainda poderão acontecer, por isso estão elevando o preço.

JP - Essa especulação é passageira?

Toninho-O investidor sabe que, quando acabar o período de construção das grandes obras, o preço do aluguel volta ao normal. Isso vai de dois a três anos.

JP - Em qual percentual o valor do aluguel está inflacionado?

Toninho-  De 100% a 250%. Isso ocorre, principalmente em relação aos imóveis que não estão em oferta. Temos poucos imóveis de 250 a 300 metros quadrados, que são considerados com padrão de qualidade. Esses sofrem mais especulações. Apartamentos, por exemplo, são poucos. No Edifício Rames Tebet, fala-se em aluguéis de R$ 4 mil a R$ 4,5 mil.

JP- O preço dos aluguéis está realmente “salgado”?

Estão. Para amenizar, a Prefeitura está procurando investir em casas populares para atender a famílias de baixa renda. O que está faltando é investimento no setor de construção. Quando isso acontecer, haverá uma queda no preço. Um imóvel alugado por R$ 2 mil ou R$ 2,500 em Três Lagoas pode ser locado, com o mesmo padrão, por R$ 800 em Campo Grande.

JP- Muitos empreendimentos estão sendo construídos no município?

Ainda são poucos em relação à quantidade de pessoas que estão vindo para Três Lagoas. A cidade não tem cultura de investidores no mercado de locação. Há pessoas que preferem investir em sua propriedade rural. Alguns até que estão investindo em salões comerciais para locação e na construção de hotéis.

JP- Há algo mais que impede a construção de mais apartamentos?

Toninho- O Plano Diretor tem travado algumas construções. Existem vários projetos para construir condomínios verticais, mas estão parados devido à exigência da ocupação do solo ser de apenas 20% na região da Lagoa Maior. Esse é outro agravante que inibe o empresário de investir na cidade, a qual acaba perdendo o empreendimento. Não é apenas a chegada de novos moradores que causa especulações, mas a falta de imóveis. Temos que encontrar um denominador comum, que seja bom para o investidor e para o meio ambiente. 

JP- Hoje é fácil adquirir um imóvel em Três Lagoas?

Toninho- Não. Os bancos têm dinheiro. Estão até premiando corretores que convencerem clientes a fazerem financiamento, mas o grande problema é que, em Três Lagoas, muitos imóveis não são averbados. Para haver financiamento, o imóvel precisa estar regularizado e averbado.

JP- Houve um valorização dos imóveis nos últimos anos?

Toninho- Sim. Isso é natural em razão da infraestrutura que os bairros estão recebendo. Antes não havia asfalto, água, luz e esgoto. Hoje, a situação é outra.

JP - Existe uma região da cidade que deverá se expandir mais?

Toninho- Eu chamo Três Lagoas de cidade democrática, porque ela cresce por todos os lados. Aqui não existe divisão de classes por bairros. Existem terrenos em bairros mais distantes e existem construções com um bom padrão.

Fonte:

Análise das condições de financiamento deve anteceder busca do imóvel

25/07/2011 às 09h05min - Atualizada em 25/07/2011 às 09h05min

Em tempos de boom do crédito habitacional, corretores relatam que é comum atender clientes que visitam imóveis acima do seu poder de compra porque não têm a real noção de quanto podem conseguir de financiamento.

Além do valor poupado para a entrada, é preciso levar em conta quanto o trabalhador vai poder dispor do salário para o pagamento das prestações, análise que muda de acordo com o banco.

"Há muita gente que não consegue financiamento porque já tem a renda comprometida com a parcela do carro, a escola dos filhos, o plano de saúde", afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo).

"As pessoas estão sempre procurando um pouco acima do seu potencial. E depois vem a pechincha, a contraproposta."

Pesquisar a taxa de juros é apenas uma das "missões" do futuro mutuário, já que a prestação é composta de outros itens, como seguros de morte e invalidez do tomador do empréstimo e do imóvel e a tarifa de administração do contrato, que fazem o CET (Custo Efetivo Total) do financiamento variar caso a caso.

"Por isso, é recomendável fazer simulações para verificar a instituição financeira que oferece as melhores condições", afirma José Pereira Gonçalves, especialista em mercado imobiliário (veja exemplos abaixo). "O desconhecimento se deve ao fato de a transação imobiliária ser muito rara."

Um erro comum, por exemplo, é confundir o dinheiro depositado na conta individual do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), que o mutuário pode usar na compra de imóveis de até R$ 500 mil, e a linha de financiamento com recursos do fundo, que reúne as contas de todos os trabalhadores.

Nesse caso, as taxas de juros ""limitadas a 8,16% ao ano mais TR"" são menores do que as cobradas em empréstimos com recursos da poupança, mas a linha somente está disponível para moradias de até R$ 170 mil e para famílias com renda até R$ 4.900 ""valor que será elevado para R$ 5.400 em breve, após a publicação de portaria no "Diário Oficial da União".

Saber quanto custará a moradia ao fim do financiamento exige uma análise individual, mas, em um empréstimo com pagamento em 20 anos, com 20% de entrada, o mutuário pagará aproximadamente o dobro do valor do imóvel, diz Marcelo Prata, presidente da Canal do Crédito, corretora especializada em financiamentos do setor.

No entanto, ressalta, é importante lembrar que, nesse período, provavelmente haverá valorização do imóvel.

Apesar de os bancos oferecerem financiamentos com prazo de pagamento de até 30 anos, o período contratado tem chegado, na média, a duas décadas. E o mutuário paga em menos tempo: oito anos, de acordo com a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

GASTOS EXTRAS

Os mutuários devem reservar o equivalente a aproximadamente 5% do valor do imóvel para despesas extras. É o custo de realizar o sonho da casa própria sem percalços.

Antes de liberar o financiamento, os bancos cobram uma taxa para avaliar o imóvel (ativo que será a garantia em caso de inadimplência) e outra para fazer a análise jurídica de documentos.

Depois de efetivar o negócio, o mutuário ainda terá de arcar com o custo do registro no cartório e com o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) recolhido à prefeitura.

"Quando a transação é feita com financiamento, os próprios agentes financeiros, de certa forma, acabam servindo de 'consultores', pois só concedem o crédito se não houver restrições na documentação", afirma Gonçalves.

Na aquisição da primeira moradia, há descontos nesses dois últimos itens, o que reduz o percentual para cerca de 4% do valor do imóvel, segundo cálculos de Prata.

Há bancos que incorporam essas despesas no valor financiado ""às vezes, a única forma de viabilizar o pagamento de gastos "inesperados".

O número de novos mutuários no mercado imobiliário cresce em ritmo acelerado. Entre junho de 2010 e maio de 2011 (dado mais recente divulgado), os financiamentos com recursos da poupança atingiram R$ 66,8 bilhões.

O montante representa crescimento de 59% na comparação com os 12 meses anteriores, de acordo com a Abecip. Em quantidade (465 mil unidades), a expansão foi de 32%.

Fonte:

Corretor de Imóveis como fazer um planejamento comercial

21 de julho de 2011, às 11h46min


Nos últimos anos o mercado imobiliário esta em pleno crescimento, e seguindo essa tendência o numero de corretores de imóveis vem aumentando a cada dia o que vem gerando muita concorrência entre os profissionais do mercado imobiliário.

Por esse motivo é imprescindível que o profissional esteja sempre atento as novidades e tendências do mercado e se prepare para atender todo tipo de cliente alem de planejar sua atuação mesmo antes de iniciar uma negociação.

O Corretor de imóveis de sucesso que se mantém atualizado e evita o improviso na hora de executar uma venda.

Abaixo algumas dicas de planejamento comercial

1. Prepare-se mentalmente antes de atender o cliente criando um cenário mental positivo, isso com toda certeza vai ajudá-lo a alcançar seu objetivo quando estiver na frente do cliente.

2. Faça um levantamento completo do imóvel que vai oferecer ao cliente, com isso você estará preparado para oferecê-lo ao cliente com mais segurança e conhecimento.

3. Pesquise os imóveis do mesmo perfil na região, porque assim você poderá fazer um comparativo na frente do cliente. Não deixe de fazer um comparativo dos pontos positivos e negativos do seu e dos outros imóveis assim você terá como responder as objeções do cliente.

4. Tenha objetivos claros e definidos, porque isso vai lhe dar foco e objetividade na hora de negociar, mas não se esqueça de escrevê-los e ler sempre que possível.

5. Faça uma lista com as possíveis objeções que o cliente possa ter durante a negociação isso ira ajudar durante a negociação

6. Identifique as necessidades do cliente, porque isso ira ajudá-lo a conquistar a sua confiança na hora da negociação.

"Manter-se atualizado e em constante planejamento para se diferenciar dos concorrentes e encantar os clientes na hora da venda é uma atitude fundamental para atingir sucesso em vendas!"

Autor: Rony de lima meneses,
Responsável pelo Blog Marketing e Publicidade Imobiliária
www.publicidadeimobiliaria.com

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/corretor-de-imoveis-como-fazer-um-planejamento-comercial/56836/  30/07/2011 – 16hs30min.




sábado, 30 de julho de 2011

Venda de imóveis usados cresce em maio, aponta Creci

27/07/2011 às 05h33min - Atualizada em 27/07/2011 às 05h33min



A venda de imóveis usados no Estado de São Paulo cresceu 11,72% em maio na comparação com abril, informou nesta terça-feira o Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo). O levantamento foi feito com com 1.539 imobiliárias de 37 cidades.

De acordo com o conselho, houve ainda alta na locação de imóveis residenciais no mês. O número de casas ou apartamentos alugados aumentou 5,11% no período.

O Creci avalia que o resultado aponta para uma "expressiva recuperação".

De acordo com a entidade, um dos motivos para a mudança de sinal nos dois mercados foi o comportamento dos preços e dos aluguéis novos em maio.

O Índice Estadual de Preços de Imóveis Usados Residenciais, que mede o comportamento do conjunto de preços médios de imóveis usados e de aluguéis residenciais, registrou queda de 3,8% em relação a abril. Nesse mês, quando vendas e locação tiveram forte queda, o índice havia acusado aumento de 12,75%.

Segundo o conselho, ele é composto pela média de todos os preços de venda dos imóveis usados e dos aluguéis residenciais contratados em imobiliárias credenciados pelo Creci-SP.

"O preço mais baixo é o melhor estimulante para as vendas e a locação, mas no caso das vendas, especialmente, o papel do financiamento é sempre fundamental, e ele se manteve forte em maio", destaca José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.

"O imóvel é usualmente o bem mais caro que as famílias costumam comprar, daí a importância do crédito bancário para a estabilidade e o crescimento sustentado do mercado imobiliário", ressalta.

Os financiamentos responderam pela maioria das vendas em três das quatro regiões do Estado que compõem a pesquisa.

Na Capital, 54,89% das casas e apartamentos foram vendidos com crédito concedido pelos bancos, percentual que foi de 52,65% no interior e chegou a 71,51% nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco.

Somente no litoral as vendas à vista superaram as feitas por financiamento, com 52,85% e 38,34% respectivamente.

domingo, 24 de julho de 2011

Muitos corretores de imóveis não gostam da administração de imóveis, mas podem ter certeza que é uma fatia do mercado imobiliário muito interessante e lucrativa.

Julho 1, 2011
São Paulo – Pelo segundo mês consecutivo, a caderneta de poupança registrou captação líquida negativa, com total de R$ 1,301 bilhão em maio. Os depósitos chegaram a R$ 107,404 bilhões, e as retiradas, a R$ 108,706 bilhões. No mês de abril a diferença foi de R$ 1,762 bilhões, segundo dados do Banco Central. Para analistas, os números revelam a saída de investidores para linhas mais lucrativas, já que em cenário de alta nas taxas de juros e inflação a poupança demonstra baixa rentabilidade.

O aumento dos valores retirados, contudo, afeta diretamente o crédito imobiliário. De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), os financiamentos para a carteira com recursos da poupança atingiram a marca dos R$ 6,16 bilhões no mês de abril, acréscimo de 42% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em maio, o volume de crédito para imóveis atingiu 62% dos depósitos dessa linha de investimento, afirmou Dyogo Oliveira, secretário adjunto do Ministério da Fazenda.

A representatividade do tipo de investimento fica nítida no balanço do primeiro trimestre da Caixa Econômica Federal, que tem como “carro-chefe” de sua carteira o crédito imobiliário, responsável por 61,5% das operações. O saldo totalizou R$ 113,1 bilhões, acréscimo de 50% em relação a março de 2010 e de 8% na comparação com o último trimestre de 2010.

A poupança é a principal fonte de recursos para esta linha de financiamento, com captação de R$ 61,7 bilhões nos três primeiros meses de 2011, o que representa 52,7% de participação. O FGTS totalizou R$ 55,02 bilhões.

Sobre o primeiro trimestre, o vice-presidente de Controle e Risco da Caixa, Raphael Rezende Neto, afirmou que o fato não reflete a posição atual da instituição financeira. “Observamos que o mercado teve queda na poupança. Apesar disso, a Caixa aumentou a participação, já que saiu de 33,9% no primeiro trimestre do ano passado para 34,5% nos primeiros meses deste ano. Também já observamos crescimento na captação em torno de R$ 1 bilhão em maio. Por esses motivos, a captação em poupança não prejudica o funding para o imobiliário”, concluiu o executivo.

No entanto, fontes do mercado financeiro apontaram que a Caixa já realiza um estudo para fontes de captação de recursos complementares à poupança.

Para Celso Grisi, economista e diretor presidente do Instituto de Pesquisa Fractal, a principal fonte de recursos para financiamento de imóveis continuará com a poupança, e por esse motivo o Banco Central e o Ministério da Fazenda devem tomar medidas para aumentar o pagamento próximo da taxa básica de juros, a Selic, que está em 12% ao ano. “Se essa fonte ficar ainda mais escassa, tende a encarecer o crédito imobiliário. O governo terá de recompor a remuneração financeira, que será repassada para os agentes financeiros e, assim, para os consumidores.”

No período de 1º de maio a 1º de junho de 2011, a remuneração dos depósitos em poupança estava em 0,65% ao mês, o que corresponde a 0,5% a.m. mais TR, que no período ficou em 0,15%.

No que se refere ao destino dos investimentos retirados da poupança, o mercado de renda fixa é apontado por analistas como a melhor alternativa. Até 31 de maio de 2011 a captação líquida no mês totalizou R$ 3,354 bilhões. Na soma do ano, o valor chegou a R$ 47,492 bilhões, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

“Os títulos privados de renda fixa chegam a 12,83% ao ano. Mesmo se se retirar o imposto de renda, esse investimento dá rentabilidade de mais de 50% do que a poupança, cerca de 9% a.a.”, afirmou Clodoir Vieira, economista-chefe da Sousa Barros Corretora. Para o especialista, a Selic deve baixar a 9% ou 10% a.a., e a inflação, a 2% ou 3%, para que a poupança volte a ser rentável.

Fonte: DCI

http://www.acharimoveis.com/blog_imobiliario/muitos-corretores-de-imoveis-nao-gostam-da-administracao-de-imoveis-mas-podem-ter-certeza-que-e-uma-fatia-do-mercado-imobiliario-muito-interessante-e-lucrativa/ - 24/07/2011 – 10hs44min

ORKUT para Todos.

Eu odeio corretor de imoveisInício > Comunidades > Atividades > eu odeio corretor de imoveis

 
descrição:

Em toda profissão encontramos maus profissionais,aliás o Brasil é campeao de formação de maus profissionais. Logico que não podemos esquecer que temos excelentes profissionais em todas as areas e formados muitas vezes no interior do Brasil.

É interessante ressaltar que a profissão mais antiga do universo que é a de corretor de imóveis na atualidade é campeã de se possuir profissionais despreparados, semi-alfabetizados, mal formados, mal criados, sem etica profissional, por que também nao ressaltar mal vestidos, muitos até desperfumados....

E de tanto ouvir reclamações sobre este profissional e por conviver com tais profissionais tai um espaço para voce falar, criticar e também elogiar os bons profissionais desta area, que existem e são importantes na nossa sociedade......

Quem já não passou pela situaçao de ter que vender, comprar ou alugar um imóvel. É um momento decisivo na vida da gente e ai é importante a figura do Corretor. A profissão é linda..............

idioma:

Português (Brasil)

categoria:

Atividades

dono:

J.Clarindo de Paula

moderadores:

tipo:

moderada

privacidade do conteúdo:

aberta para não-membros

local:

Sao Vicente, SP, 11310-, Brasil

criado em:

27 de janeiro de 2007

membros:

62

Fonte:  http://www.orkut.com/Community?cmm=27043656&hl=pt-BR – 24/07/2011 – 10hs34min.

Fiscalização do Creci/SE é referência nacional

07/07/2011- 11h37min
O Conselho de Sergipe ocupou o 9º lugar no Ranking Geral de Fiscalização entre as 24 regionais espalhadas pelo país, e segue em busca de melhor posição para 2011


O Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Sergipe (Creci/SE) tem desempenhado o papel de fiscalização com bastante rigorosidade, tornando-se, inclusive, referência nacional. No ano passado, com o aumento das vendas imobiliárias, a entidade intensificou as fiscalizações aos profissionais e imobiliárias.

O objetivo foi combater os falsos corretores e garantir o mercado de trabalho para aqueles profissionais que estão legalizados junto ao órgão. O resultado foi imediato. O Conselho de Sergipe ocupou o 9º lugar no Ranking Geral de Fiscalização entre as 24 regionais espalhadas pelo país, e segue em busca de melhor posição para 2011.

Um dado bastante importante é que o número de corretores inscritos no Creci/SE teve um aumento surpreendente no ano passado (34,7%), alcançando o 1º lugar nacional. A quantidade de imobiliárias também cresceu no Estado (41,5%), ficando na 2º posição.

De acordo com Dalton Marques, coordenador de Fiscalização do Creci/SE, a inspeção também ocorre com freqüência na região litorânea do Estado, onde se situam as praias. “Temos atuado bastante na Barra dos Coqueiros, Atalaia Nova, Praia do Saco, Abaís, Caueira e muitas outras. Além disso, realizamos diligências mensalmente nas cidades mais movimentadas, como Lagarto, Estância e Itabaiana”, informa.

Sérgio Sobral, presidente do Conselho, alerta as pessoas a denunciarem casos de contraventores que estejam agindo em Sergipe. Além disso, ele destaca que o corretor que não estiver em dia com suas obrigações junto ao Conselho deve quitar seus débitos o mais rápido possível para evitar cobranças judiciais e assim exercer tranquilamente a profissão.

Fonte: Creci/SE

Mercado está movimentado, mas faltam bons corretores imobiliários

20/07/2011 às 10h42min - Atualizada em 20/07/2011 às 10h42min

Mercado está movimentado, mas faltam bons corretores imobiliários

O governo divulgou os últimos números sobre contratações: em junho foram criadas mais de 215 mil vagas, 6,5% a mais que o mesmo período do ano passado

As grandes cidades precisam de gente preparada. O Bom Dia Brasil fala sobre o mercado de imóveis, que está disputadíssimo. Todo mundo quer comprar um apartamento, mas falta quem faça uma boa venda. O mercado está se movimentando dentro do Brasil. Tem corretor saindo do Sudeste, indo para o Nordeste ou para o Centro-Oeste. Quem tem bons corretores, não quer perder pra concorrência.

O governo divulgou os últimos números sobre contratações: em junho foram criadas mais de 215 mil vagas, 6,5% a mais que o mesmo período do ano passado. Já no acumulado do semestre houve uma queda de 3,5% na comparação com o primeiro semestre de 2010. Uma realidade que não vale para os corretores de imóveis. O número de credenciados para atuar neste mercado aumentou 13% em 2010 e falta bons corretores.

Vida de corretor de imóvel é assim: não tem hora para chegar nem para sair do trabalho. “Dia santo, feriado, sábado e domingo são os dias nos quais a gente mais trabalha. É o dia em que o cliente está na rua”, conta a coordenadora de equipe Marcella Arruda de Faria.

Nada de salário fixo no fim do mês. O rendimento depende do desempenho. “Tudo bem, porque realmente o retorno é muito bom. A gente pode ganhar o que muita gente não ganha em um ano de uma vez só”, diz o corretor de imóveis, Vinícius Lima.

Em Brasília, a venda de um apartamento de um quarto dá, em média, R$ 4 mil de comissão. O mercado está aquecido.Tem gente comprando até imóvel no exterior. “Miami, Barcelona. Em Portugal, na cidade do Porto e vice-versa. O europeu, principalmente, procura a segunda residência no Brasil e, em particular, no Nordeste”, afirma o corretor de imóveis Rômulo Lima.

Com as vendas em alta, fica mais fácil ganhar comissões, o que torna a profissão atraente. O número de corretores credenciados cresceu 13% no último ano. “Pessoas que se formaram, por exemplo, em direito, em economia, em administração de empresas e em outras tantas estão abandonando suas profissões de formação acadêmica e vindo trabalhar no mercado imobiliário. O que é bom pra nós, naturalmente, porque melhora o nosso contingente de profissionais”, diz o presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, João Teodoro.

As imobiliárias reclamam: falta qualificação. O diretor comercial Leonel Alves diz que já teve que dispensar muitos candidatos. “A cada dia que passa, são mais currículos chegando a nossa empresa, mas acontece que as pessoas acreditam que vender imóvel é muito simples, Vendeu qualquer coisa pode vender imóvel. Na verdade, não é assim”, alerta.

As empresas desprezam quem não tem perfil ou currículo. Por outro lado, fazem tudo pra manter os bons corretores. Quem vende bem é disputado pela concorrência. O que fazer pra segurar a equipe? Dar “mimos” para os corretores. “Computador, máquina fotográfica, passagem, hospedagem em hotel, viagem para o exterior. Mas o que o corretor mais gosta, que é dinheiro”, diz o dono de imobiliária Daniel Dall'oca.

Célia está com prêmio na mão e dinheiro no bolso. “Quem é que não gosta de ganhar um prêmio, de ser premiada? E esse prêmio em dinheiro também é isso: um grande incentivo pra todos nós corretores”, conta a corretora de imóveis Célia Ávila.

Para ser credenciado o corretor precisa ter curso profissionalizante e segundo grau completo, mas a maioria tem ensino superior: 64% dos corretores registrados no Conselho Federal.



O que um vendedor de imóvel nunca diz ao comprador

Compra de apartamento na planta pode esconder despesas elevadas que só serão notados meses ou anos após a assinatura do contrato





Imóvel na planta: é preciso conhecer as regras para fazer as contas corretas

São Paulo - O roteiro a seguir é de um filme bastante assistido por compradores de imóveis. O consumidor vai ao estande onde está sendo lançado um empreendimento imobiliário. Há várias atrações gratuitas: comida e bebida, um show com algum artista famoso e possivelmente até um sobrevoo de helicóptero pelo bairro. No centro do picadeiro, há um apartamento generosamente decorado por algum arquiteto famoso que transforma em realidade o imóvel que só ficará pronto dentro de três anos. O lindo apartamento de 45 metros quadrados de área útil custa 450.000 reais. O preço assusta muita gente, mas, após alguns minutos de conversa com o corretor, o sonho não parece impossível. O vendedor diz que pelos próximos três anos o consumidor pagará parcelas mensais de 2.000 reais. Na entrega das chaves, será necessário desembolsar mais 28.000 reais. O pagamento antecipado, portanto, somará 100.000 reais – sacrificante para muitas famílias, mas vantajoso diante da realização do sonho da casa própria. O corretor então lembra que, dos 350.000 reais que ainda restam, 80.000 reais poderão ser abatidos com o uso do FGTS do comprador no momento da entrega da escritura e das chaves. Os demais 270.000 reais serão financiados por um empréstimo bancário com prazo de amortização de 20 anos e uma taxa de juros efetiva de 11% ao ano pela tabela Price. Cada prestação é estimada em 2.700 reais. O vendedor lembra que o valor das parcelas mensais é parecido com o que o comprador paga de aluguel. O negócio parece mesmo interessante.

No entanto, Marcelo Tapai, da Tapai Advogados, um escritório que se especializou em ações judiciais contra incorporadoras, explica que esse roteiro não passa de ficção. O comprador vai descobrir logo que qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. O primeiro choque será dado pelo INCC, o índice de inflação do setor da construção civil, que serve para corrigir contratos de compra de imóveis na planta. A cada mês, o INCC vai incidir sobre todo o saldo devedor do comprador. Se o INCC ficar em 1% logo no primeiro mês, a dívida será acrescida em 4.500 reais. Para quem acha que a estimativa de INCC de 1% é muito alta, é importante lembrar que apenas no último mês de maio o indicador alcançou 2,94%. É possível, portanto, que os pagamentos de 2.000 reais mensais não sejam suficientes nem para compensar o INCC e que, ao final de três anos, a dívida do comprador seja superior ao débito inicial.

Ainda crente de que fez um bom negócio porque os imóveis estão se valorizando muito rápido, o cliente pagará todas as prestações previstas. Na data estipulada em contrato para a entrega das chaves, no entanto, a incorporadora poderá não entregá-lo. A escassez generalizada de equipamentos e de mão de obra tem atrasado a entrega de boa parte dos empreendimentos lançados no Rio de Janeiro e em São Paulo. Cientes disso, as incorporadora incluem na maioria dos contratos uma cláusula que estabelece que não é devida indenização ao cliente em caso de atrasos de até 180 dias na entrega do imóvel. Nesse período, o consumidor terá sua dívida corrigida mensalmente pelo INCC. Além disso, mesmo não tendo cumprido sua parte no acordo, a incorporadora vai cobrar a parcela das chaves de 28.000 reais porque o contrato especifica aquela data.

Outra possível fonte de estresse para o comprador ocorrerá quando a obra obtiver a certidão do habite-se, que atesta que o empreendimento atende as exigências da legislação municipal. Nessa data, a incorporadora poderá trocar o índice de correção do contrato do INCC pelo IGP-M. Até aí, não há muita diferença. O problema é que sobre o saldo devedor também serão cobrados juros de 12% ao ano – contra a taxa zero usada até então. Para transferir a dívida para um banco e conseguir juros mais amigáveis, o comprador precisará estar com as chaves e a escritura em mãos. Isso costuma ocorrer três meses após a concessão do habite-se. Segundo Tapai, no entanto, há casos em que a certidão vem um ano antes da entrega das chaves – para desespero do comprador.

Quando finalmente receber as chaves e a escritura e correr para o banco para financiar o imóvel por uma taxa efetiva de juros equivalente a 11% mais TR, uma nova surpresa poderá ocorrer. O imóvel comprado por 450.000 reais poderá ter se valorizado no período de três anos. Aparentemente positiva, a notícia tem um lado perverso. O FGTS só pode ser usado para abater o saldo devedor de imóveis de até 500.000 reais. Se o banco avaliar que agora o mesmo apartamento custa 600.000 reais, por exemplo, os 80.000 reais que estão depositados na conta do comprador no FGTS não poderão ser sacados.

A dívida, estimada neste momento em 500.000 reais, por exemplo, terá, devido ao valor do imóvel, de ser totalmente financiada fora do SFH (Sistema Financeiro da Habitação), que, em tese, oferece juros um pouco mais baratos. Para conseguir pagá-la, o comprador terá de elevar o prazo estimado para a quitação do empréstimo de 20 para 30 anos – arcando, portanto, com maiores custos financeiros para adquirir o mesmo bem.

Justiça

Segundo Tapai, há formas de evitar que a compra do imóvel na planta se transforme em um filme de terror. É importante conhecer as regras e fazer muito bem as contas antes de comprar um imóvel na planta. Ter economizado boa parte do dinheiro necessário antes de comprar o imóvel também ajuda. Optar por um apartamento seminovo ao invés do imóvel na planta pode ser outra solução.

No caso das pessoas que já assinaram o contrato de compra e se sentem prejudicadas financeiramente, é possível atenuar os prejuízos na Justiça. Muitos juízes concedem liminares contra o pagamento da parcela prevista para a mesma data das chaves se as mesmas não tiverem sido entregues. Também há jurisprudência favorável no STJ (Superior Tribunal de Justiça) para que a correção do saldo devedor só seja alterada de INCC para IGP-M mais 12% ao ano no momento da entrega das chaves – e não na data da concessão do habite-se. Já no caso de atraso na conclusão da obra, a Justiça costuma entender que as incorporadoras têm o direito de corrigir o saldo devedor. O que pode ser questionado é apenas o indicador de correção: INCC ou IGP-M.

Se o comprador se sentir economicamente prejudicado pelo atraso porque teve de pagar aluguel por mais um ano, por exemplo, poderá mover uma ação contra a incorporadora cobrando danos morais e materiais. Para ganhar essa ação, entretanto, é importante ter documentos, fotos ou testemunhas que sirvam para provar que as promessas feitas pela incorporadora no momento da compra do imóvel não foram posteriormente cumpridas.





Ilegalidades na compra e venda de imóveis em construção


03/jul/2011

Uma breve análise das ilegalidades praticadas pelas construtoras na compra e venda de imóveis novos na planta.


O mercado brasileiro vem observando o crescimento expressivo dos números e negócios imobiliários. O mercado vem batendo seguidos recordes diante dos avanços institucionais recentes que garantiram um ambiente de maior segurança ao investidor, combinado ao crescimento da renda das famílias.

O aumento é tão expressivo que o crédito imobiliário saltou de pouco mais de R$ 5 bilhões em 2002 para R$ 57 bilhões em 2009, números que foram superados em 2010.

Com isso, as construtoras e incorporadoras vem praticando inúmeras ilegalidades, valendo-se da vantagem econômica e técnica que possuem frente aos consumidores, para baterem suas metas e acumularem lucros recordes.

Uma das mais comuns e infelizes ilegalidades constantes dos contratos parecem estar com os dias contados. O prazo para entrega do imóvel novo, que praticamente nunca é respeitado, vem seguido de uma cláusula unilateral da possibilidade de prorrogação por até 180 dias. Prática comum nas escrituras, esta cláusula pode ser afastada por sua abusividade e patente nulidade, diante da proteção exercida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Por outro lado, ainda que não obedeçam ao prazo estabelecido, raramente (ou quase nunca) há estipulação de multa pelo atraso na entrega em favor do consumidor comprador, havendo previsão contratual apenas de multa em favor da construtora vendedora para o caso de atraso no pagamento de qualquer parcela. Este ponto vem sendo observado pelos Tribunais que estabelecem a multa, por equidade, em favor do consumidor para o caso de atraso, além de fixação de juros, como bem preceitua o Código Civil quando trata do inadimplemento das obrigações.

Estas situações ensejam o questionamento judicial dos contratos, muitas vezes facultando aos consumidores a rescisão do negócio por culpa da construtora, como em recente caso envolvendo um dos mais nobres empreendimentos no Rio de Janeiro (http://www.conjur.com.br/2010-mai-29/cyrela-indenizar-compradores-nao-entregar-imovel-prazo).

Por seu turno, numa derradeira demonstração de força das construtoras e fraqueza dos consumidores, aquelas contratam serviços de corretagem, escolhem a empresa ou corretores, fixam os percentuais de remuneração, mas empurram para o consumidor a obrigação de custear este serviço prestado à própria construtora para divulgação do seu produto e prospecção de clientes. De fato, o custo da corretagem pode ser ajustado entre as partes, mas o silencio jamais pode denotar que o consumidor anuiu com esta imposição. Até porque, via de regra, no momento da contratação o comprador comparece num stand de vendas do lançamento imobiliário, é recebido num apartamento modelo com um gelado espumante e gentilezas que tornam aquele sonho presente. Depois de tocarem naquele sonho, decididos a comprar o imóvel, os consumidores sentam à mesa com um representante da vendedora que indica o preenchimento de uma meia dúzia de cheques, dando um recibo daquele sinal de venda. Após festejos, parabenizações e sensação de aquisição de um sonho, passada a euforia inicial, o consumidor constata que pagou pela corretagem daquele negócio, uma prestação de serviços contratada pela e para a construtora, nem mesmo tendo opção de escolha. É o conhecido pacote fechado, não restando ao consumidor qualquer liberdade para contratar ou não.

Se por um lado há a clara ilegalidade na imposição do custeio daquele serviço contratado pela construtora, com bases, prazos, valores, condições negociados exclusivamente por ela, por outro há quem diga que o consumidor assumiu aquele “serviço”, com o que data vênia não há como concordar. Até porque as construtoras ao contratarem a corretagem e imputá-la a pagamento pelo consumidor, exonera-se da tributação que teria sobre seu faturamento, sem contar com o enxugamento de sua folha de pagamentos, uma vez que não precisa mais de sua força de vendas, utilizando-se de uma disfarçada terceirização, que é diretamente paga pelos consumidores.

Por seu turno, não só o Código de Defesa do Consumidor protege os compradores desta abusividade e ilegalidade, como também o Código Civil estabelece pelo princípio da atração das formas que todos os negócios acessórios ao principal devem revestir das mesmas formalidades. Desta forma, o contrato de corretagem, ainda que se entenda válido, para que pudesse se imposto ou assumido pelo consumidor, teria que constar da escritura pública de promessa e/ou compra e venda. E assim, minimamente por não revestir desta formalidade, trata-se de um negócio nulo, sem qualquer amparo legal.

Não bastasse, o próprio Código de Defesa do Consumidor traz garantias suficientes para afastar esta cobrança dos consumidores que, uma vez tenham suportado tais encargos, tem a faculdade de postular na justiça seus direitos, para declarar a ilegalidade desta cobrança e fazer incidir a norma protetiva do parágrafo único do artigo 42, que determina a devolução em dobro da quantia cobrada indevidamente, acrescido de correção monetária e juros legais, como vem assegurando as decisões mais recentes dos Tribunais.

CRECI reitera que é contra a venda casada, mas honorários são justos

DA REDAÇÃO 15/07/2011 23H10
O Conselho Regional dos Corretores de Imóveis da 14ª Regional, CRECI/MS, reitera o posicionamento contrário à venda casada e apoio irrestrito aos órgãos de proteção ao consumidor no combate a esta prática. “No início do ano passado recebemos o superintendente do Procon, Lamartine Ribeiro e ele nos falou que havia problemas pontuais, mas que não era comum em nosso mercado e sim uma prática adotada por algumas empresas que vieram de fora do Estado”, diz o presidente do Conselho, Eduardo Francisco Castro.

Em artigo publicado nesta semana no jornal Correio do Estado, o advogado Alexandre Bonácul Rodrigues, lembra que a venda casada do imóvel e serviço de corretagem é ilícita e que o comprador do bem precisa estar atento ao contrato para verificar se não há cláusulas abusivas transferindo para ele a responsabilidade de pagar pelos serviços do intermediador. Eduardo Francisco Castro corrobora com o advogado quando ele lembra que o compromisso com os honorários do corretor de imóveis é de quem contratou o profissional, ou seja, no caso das incorporadoras que buscam o serviço do intermediador para vender suas unidades são elas quem devem de pagá-los sem repassar os custos ao comprador do imóvel. Alexandre cita que a cobrança indevida,que chega a representar 6% do valor do imóvel, enseja na devolução em dobro, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor.

Porém, a despeito do que o articulista classifica como “malfadada cobrança de pagamento de honorários de corretagem ou comissão de venda como remuneração aos serviços do corretor ou empresa que intermediou e/ou fechou o negócio”, o presidente do CRECI/MS lembra que a remuneração dos corretores de imóveis é o justo pagamento pelo serviço prestado, como ocorre com qualquer outro profissional liberal. “Este profissional, como qualquer outro, exerceu o seu trabalho e, portanto, deve ser remunerado por isso. O que queremos que fique claro que é que a venda casada é ilícita e perniciosa, mas o recebimento de honorários pelo corretor de imóveis é justo e quem deve pagá-lo é quem o contratou, sem a transferência dessa responsabilidade. Há quase um ano o CRECI/MS, assim como o Secovi/MS e o Sindimóveis/MS já se posicionaram contrários à prática da venda casada e juntas estas entidades se colocaram à disposição do Procon para o que for necessário”, finaliza Eduardo.



http://www.correiodoestado.com.br/noticias/creci-reitera-que-e-contra-a-venda-casada-mas-honorarios-sao_117841/ - 24/07/2011 – 9hs00min.

Sergipe é campeão de crescimento na profissão pelo segundo ano consecutivo

Publicado em: 04/07/2011 08:39:44
O Estado de Sergipe destacou-se, pela segunda vez consecutiva, campeão no aumento de corretores de imóveis ao longo do ano de 2010, em termos percentuais. No ano passado, houve uma expansão de 34,7% no número de profissionais inscritos na categoria. Em 2009, a categoria se expandiu 29,1% no Estado. O levantamento foi divulgado no último mês de maio pela revista mensal do Sistema Cofeci-Creci (Conselhos Federal e Regionais de Corretores de Imóveis).

O presidente do Creci-SE, Sérgio Sobral, atribui o avanço do Estado nesse aspecto a três fatores principais. “Em primeiro lugar, o mercado imobiliário está em amplo crescimento em Sergipe, assim como em todo o Brasil. Nosso Creci tem realizado também um trabalho de divulgação da profissão, com cursos e palestras mensais, além de oportunidades de qualificação para os corretores já em atividade. O terceiro fator é a fiscalização séria do exercício ilegal da profissão”, explica.

Sérgio Sobral analisa que, devido à fiscalização que vem sendo praticada pela entidade, os interessados em atuar no mercado de imóveis ingressam oficialmente na profissão, em vez de estar atuando à margem da lei. Depois de Sergipe, os Estados que tiveram crescimento mais expressivo da categoria, ao longo de 2010, foram: Goiás, com 25,6%, Paraíba, com 25,1%, Paraná, com 24,4%, Ceará, com 22,8%, Mato Grosso, com 22,1% e Distrito Federal, com 21,8%.

Em todo o Brasil, no ano passado, a profissão de corretor imobiliário deu um significativo e novo salto, aumentando 13% em relação ao ano de 2009. Aproximadamente 30 mil novos profissionais ingressaram no mercado de trabalho imobiliário brasileiro.

Google+ será aberto ao público no dia 31 de julho

Redação SRZD | Tecnologia | 23/07/2011 16h22
A rede social da gigante da internet, Google+ estará aberta para o público a partir do dia 31 de julho. Não será mais preciso receber um convite para participar da nova comunidade virtual, segundo informou na quinta-feira a página oficial do Google no Facebook. A partir da data, todos os internautas poderão criar seus perfis e conhecer a ferramenta.
A maior vantagem do Google+ em relação as demais redes sociais, é que a Google desenvolveu uma maneira mais prática de separar os contatos de acordo com o que acontece na vida real. O novo "sistema" de seleção é conhecido como "circulos", grupos de amigos que tem a intenção de manter os padrões do dia a dia na internet.
Ainda que tenha movimentado a rede, o Google+ recebe críticas por ser muito parado se comparado a atividade dessa ferramenta com a de outras. Mesmo assim, o Google Plus ganhou o posto de maior rival do Facebook.
Mas a Google defende que o Google+ não é uma rede social, mas uma ferramenta que permite compartilhar informações de maneira diferente. A Google também informou que não vai aceitar perfis privados, mas as informações obrigatórias muito poucas para que os perfis possam se tornar públicos.
http://www.sidneyrezende.com/noticia/138710+google+sera+aberto+ao+publico+no+dia+31+de+julho

23/07/2011 – 21hs56min.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Copom sobe juros para 12,50% ao ano no 5º aumento consecutivo

20/07/2011 18h59 - Atualizado em 20/07/2011 19h23

Taxa de juros permanece no patamar mais alto desde o começo de 2009.
Objetivo da autoridade monetária é atingir IPCA de 4,5% em só em 2012.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, colegiado formado pelos diretores e pelo presidente da autoridade monetária, se reuniu nesta quarta-feira (20) e decidiu subir a taxa básica de juros da economia brasileira em mais 0,25 ponto percentual, para 12,50% ao ano. Os juros permanecem, deste modo, no patamar mais alto desde janeiro de 2009.

Este é o quinto aumento consecutivo da taxa de juros, que vem subindo desde o início deste ano com o objetivo de conter pressões inflacionárias. Para evitar uma alta maior dos preços, o BC atua para conter a procura por produtos e serviços. Em 2011, os juros brasileiros avançaram 1,75 ponto percentual, visto que estavam em 10,75% ao ano no final do ano passado.

Ao fim do encontro, o BC divulgou a seguinte frase: "Avaliando o cenário prospectivo e o balanço de riscos para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, neste momento, elevar a taxa Selic para 12,50% a.a., sem viés". Com isso, retirou do comunicado a avaliação de que os juros subiriam por um "período suficientemente prolongado" de tempo, o que pode ser uma indicação de que o processo de aumento dos juros estaria próximo do fim.


Sistema de metas para a inflação
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Na última semana, os economistas do mercado financeiro mantiveram sua previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2011 em 6,31%, informou o Banco Central. Para 2012, por sua vez, a previsão dos economistas dos bancos para o IPCA permaneceu estável em 5,20%. O BC já informou que busca a convergência da inflação para a meta central de 4,5% somente em 2012.

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Expectativa do mercado e juros reais
A decisão sobre a taxa de juros veio em linha com o que acreditava a maior parte dos analistas do mercado financeiro. O mercado financeiro também espera mais um aumento dos juros em setembro, para 12,75% ao ano - patamar no qual deverão fechar 2011.

Em 12,50% ao ano, de acordo com estudo do economista Jason Vieira, da corretora Cruzeiro do Sul, em parceria com Thiago Davino, analista de mercado da Weisul Agrícola, a taxa real de juros (após o abatimento da inflação) do Brasil permaneceu para 6,8% ao ano, mais do que o dobro do segundo colocado (Venezuela, com 2,4% ao ano). A taxa média de juros de 40 países pesquisados está negativa em 0,8% ao ano.

O professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), José Dutra Sobrinho, avaliou que não seria necessário um novo aumento na taxa básica de juros da economia brasileira. Em 12,25% ao ano, segundo ele, a taxa já se encontrava em um patamar extremamente elevado, e resultaria em uma inflação em torno de 6,3% neste ano - abaixo do teto de 6,5% do sistema de metas.

"Essa taxa de juros representa um chamariz para os aplicadores do mundo. Se pegar os megaespeculadores, eles têm chance de pegar dinheiro no Japão a uma taxa próxima de zero. E aplicam a 12% ao ano. Esses caras investem aqui com lucro extraordinário. O brasileiro ajuda a pgar os juro para os especuladores do mundo", disse Dutra.

Cenário econômico
Para Sidney Nehme, da NGO Corretora, que acreditava em um novo aumento dos juros, embora a economia sinalize um "arrefecimento" no nível de atividade, ela ainda se mostra bastante aquecida. Segundo ele, o número de empregos criados em junho (215 mil vagas formais), fechando o semestre com 1,4 milhão de empregos com carteira, ainda é "expressivo".

Ele citou, porém, o resultado do IPCA-15, que apontou alta de 0,10% em julho, após crescer 0,23% no mês anterior. "Como a metodologia do IPCA-15 é a mesma do IPCA sendo diferente tão somente o período de pesquisa, o indicador pode ser considerado bom, já que o Focus [pesquisa feita pelo BC com os bancos] esta projetando o IPCA de julho em 0,20%, e efetivamente poderá ser menor", informou.

Nehme também tem alertado que a taxa de câmbio baixa, em torno de R$ 1,60, é boa para o controle da inflação. "Aparentemente, a manutenção da taxa cambial no entorno de R$ 1,57 até R$ 1,60 deixa o governo numa área de conforto, já que é contributiva para o controle inflacionário e a melhor dentro do possível para o momento", informou em seu comunicado.

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