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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Juros futuros revertem tendência e fecham em alta na BM&F

SÃO PAULO - Após abrirem a sessão em queda, as taxas dos principais contratos de juros futuros reverteram a tendência e fecharam em alta nesta segunda-feira (27). No começo do dia, o mercado repercutiu a fala do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sinalizando que a política monetária adotada pela instituição deve ser mantida.

"O BC sinalizou recentemente que há probabilidade de que tenhamos no futuro uma taxa de política monetária (Selic) de um dígito; essa estratégia não se alterou até o dia de hoje", afirmou Tombini. Ele enfatizou que a tendência de queda na taxa neutra de juros, segundo pesquisa realizada pelo BC na semana passada, está de acordo com a estratégia adotada pela autoridade monetária desde agosto.

Por sua vez, o relatório Focus desta segunda-feira reduziu as projeções inflacionárias para fevereiro. A expectativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em fevereiro foi para 0,47%. Na mesma linha, o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) apontou desaceleração, para 0,05%, mesmo caminho dado ao IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), que passou de 0,17% para 0,11%.

Em relação às variações para o acumulado de 2012, a projeção do mercado para o PIB (Produto Interno Bruto) foi mantida em 3,30% pela terceira semana consecutiva. Caminho semelhante foi dado ao IPCA, cuja expectativa ficou em 5,24%, assim como a taxa básica de juros, a Selic, mantida em 9,50%.

De acordo com o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, a desconfiança de uma inflação em alta mais tardiamente tem evitado que a queda nos juros de vencimento mais longo seja significativa. Para o economista, apesar dos fundamentos terem melhorado, o mercado não vê como crível os juros em um dígito por muito tempo no País.

"Acreditamos que haja espaço sim para a queda responsável dos juros, o que garantirá ganhos permanentes para a economia brasileira no médio prazo entre outro canais via um câmbio menos apreciado", afirma Perfeito.

Indicadores de inflação
Nesta manhã, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou que o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) apontou variação positiva dos preços de 0,07% na terceira semana de fevereiro.

Já a FGV (Fundação Getúlio Vargas) revelou o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), apontando deflação de 0,06% no encerramento do mês de fevereiro. O indicador apontou queda de 0,31 ponto percetual em relação à janeiro, quando a variação foi positiva em 0,25%.

Nos subgrupos do índice, o IPA (Índice de Preços no Atacado) apresentou taxa de variação de -0,26%, enquanto o índice no mês anterior foi de -0,07%, puxado pela reversão brusca de produtos agropecuários, enquanto os industriais seguiram com perda de fôlego da deflação. Para a equipe de análise da Rosenberg Consultores Associados, o índice deve reverter o movimento de deflação nos próximos meses, com a descompressão da queda do minério de ferro, a saída gradual da queda sazonal em carnes e alguma pressão de commodities.

Contrato de janeiro de 2014 fechou com taxa de 9,84%
O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 9,84%, 0,06 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.

Outros contratos que fecharam com bom volume negociado foram os com vencimento em janeiro de 2013, que registrou taxa de 9,33% e o de janeiro de 2015, com taxa de 10,38%. No fechamento de sexta-feira, as taxas apontadas por estes contratos eram 9,28% e 10,34%, respectivamente.

A seguir confira o fechamento das taxas dos principais contratos de juros futuros na BM&F:

Vencimento
Taxa atual
Taxa anter
Diferença
Contr Neg
Março de 2012
10,31
10,28
+0,03
49.395
Abril de 2012
9,95
9,95
0,00
46.600
Maio de 2012
9,81
9,80
+0,01
41.445
Junho de 2012
9,65
9,66
-0,01
18.500
Julho de 2012
9,54
9,52
+0,02
61.920
Outubro de 2012
9,38
9,34
+0,04
3.705
Janeiro de 2013
9,33
9,28
+0,05
120.460
Abril de 2013
9,38
9,32
+0,06
3.055
Julho de 2013
9,51
9,45
+0,06
22.261
Outubro de 2013
9,69
9,61
+0,08
750
Janeiro de 2014
9,84
9,78
+0,06
204.110
Abril de 2014
10,00
9,95
+0,05
2.490
Julho de 2014
10,16
10,11
+0,05
355
Outubro de 2014
10,23
10,23
0,00
5
Janeiro de 2015
10,38
10,34
+0,04
48.172

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Selic para março de 2012 segue em 10%

            Analistas mantiveram a aposta para o comportamento da taxa Selic em 2012. De acordo com pesquisa Focus divulgada hoje pelo Banco Central (BC), o mercado manteve pela 15ª semana consecutiva a aposta de que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve reduzir a taxa básica da economia, a Selic, para 10% ao ano em março. Atualmente, a taxa está em 10,50%. Portanto, o mercado prevê redução de 0,50 ponto porcentual na reunião marcada para os dias 6 e 7 do próximo mês.

Para os analistas, em abril haverá redução adicional de 0,50 ponto porcentual, o que levaria a taxa para 9,50%. Após esse encontro, a Selic seguiria nesse patamar até o fim do ano, expectativa mantida há 11 semanas na pesquisa Focus.

Para 2013, o mercado prevê a retomada dos ciclos de aumento do juro básico da economia em março, quando o juro subiria 0,50 ponto, para 10,00%. Depois, é esperada elevação de 0,25 ponto em maio e também em junho, o que levaria a taxa para 10,50%. Esse patamar deve ser mantido até o fim do ano.

A pesquisa Focus mostrou ainda que analistas mantiveram a previsão de que a Selic média no decorrer de 2012 deve ficar em 9,69%, expectativa mantida há três semanas. Para 2013, a projeção de juro médio caiu ligeiramente, de 10,50% para 10,46%, ante 10,50% de um mês atrás.

Inflação

O relatório mostra que os analistas do mercado financeiro mantiveram a previsão de aumento da inflação em 2012, mas voltaram a elevar a expectativa para 2013. A pesquisa mostra que a mediana das estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano seguiu em 5,24%. Há um mês, estava em 5,28%, segundo a pesquisa Focus realizada com cerca de 80 analistas do mercado todas as semanas.

Para 2013, porém, foi repetida a trajetória observada uma semana antes e a aposta de inflação no próximo ano subiu mais uma vez: a mediana das expectativas passou de 5,02% para 5,11%, ante 5% registrados quatro semanas antes.

O IPCA é o índice de preços usado no regime de metas de inflação, cujo centro está em 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos porcentuais para mais ou menos. Ou seja, com limite mínimo em 2,5% e máximo em 6,5%.

Nesta semana, houve novamente recuo das expectativas para a inflação de curto prazo. Para fevereiro de 2012, a previsão de inflação caiu pela segunda vez seguida e passou de 0,48% para 0,47%. Para março, a expectativa seguiu em 0,45%. Há um mês, o mercado previa altas de 0,56% e 0,48%, respectivamente para cada um dos dois meses.

Apesar desse recuo da projeção para fevereiro, a projeção suavizada para o IPCA nos próximos 12 meses subiu de 5,27% para 5,28%. Há um mês, estava em 5,30%. No grupo dos analistas que mais acertam as previsões na pesquisa Focus do BC, a mediana das previsões para o IPCA em 2012 no cenário de médio prazo foi mantida em 5,18% após duas semanas seguidas de queda das expectativas. Para 2013, em trajetória contrária, houve elevação de 4,76% para 5,02%. Quatro pesquisas antes, esse grupo apostava em altas de 5,41% e 5,25%, respectivamente.

IGPs

Essa foi a quarta semana consecutiva de redução das previsões para a inflação medida pelos IGPs em 2012. De acordo com a pesquisa Focus, a mediana das estimativas para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2012 caiu de 4,65% para 4,64%, na quarta diminuição seguida.

Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que reajusta a maioria dos contratos de aluguel, a previsão recuou de 4,62% para 4,60%, movimento também repetido há um mês. Quatro pesquisas atrás, analistas apostavam em altas de 5,01% para o IGP-DI e de 5% para o IGP-M em 2012.

Para 2013, a aposta para o IGP-DI seguiu a mesma trajetória e passou de 4,93% para 4,90%. Para o IGP-M do próximo ano, a projeção foi mantida em 5%. Há quatro semanas, a previsão era, respectivamente, de 4,92% e 4,98% para os dois índices de inflação.

A pesquisa também mostrou que a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em 2012 subiu nesta semana de 5,02% para 5,08%. Há um mês, a expectativa dos analistas era de alta de 5,22% para o índice que mede a inflação ao consumidor em São Paulo. Para 2013, a mediana das estimativas foi em tendência contrária e caiu de 4,88% para 4,85%, ainda acima dos 4,80% estimados há quatro semanas.

Economistas mantiveram ainda a estimativa para o aumento do conjunto dos preços administrados - as tarifas públicas - em 2012 em 4%, previsão repetida pela quinta semana. Para 2013, a previsão de alta dos preços administrados manteve-se em 4,50% pela 107ª pesquisa consecutiva.

PIB

O mercado financeiro manteve a previsão de crescimento da economia brasileira. De acordo com a pesquisa Focus, foi mantida a expectativa de que o Produto Interno Bruto (PIB) de 2012 avance 3,30%, aposta repetida pela terceira pesquisa seguida. Para 2013, analistas seguem com a aposta de crescimento de 4,10%, número repetido há duas semanas. Há um mês, o mercado previa expansão de 3,27% e 4,15%, respectivamente, para cada ano.

O levantamento semanal mostra ainda que a mediana das expectativas para o crescimento da produção industrial em 2012 reagiu após três semanas consecutivas de piora das e subiu de 2,50% para 2,60%. Quatro semanas antes, economistas trabalhavam com crescimento industrial de 3%. Para 2013, a expectativa de avanço do setor industrial também subiu e passou de 4% para 4,05%.

Analistas reduziram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2012, de 36,70% para 36,20%. Para 2013, a expectativa caiu de 35,05% para 35%. Há quatro semanas, as projeções estavam em, respectivamente, em 36,95% e 35,80% do PIB para cada um dos dois anos.

Câmbio

O mercado financeiro manteve todas as projeções para o dólar em 2012 e 2013 na pesquisa Focus. De acordo com o levantamento, a previsão para a taxa de câmbio no fim de 2012 e também no fim de 2013 foi mantida em R$ 1,75. A previsão para o dólar no fim deste ano foi mantida pela terceira pesquisa seguida. Para 2013, a aposta segue inalterada há 12 semanas. Há um mês, o mercado projetava o dólar a R$ 1,80 no fim de 2012 e a R$ 1,75 no ano seguinte.

Para o câmbio médio, o cenário é idêntico. A previsão de dólar médio em 2012 e também em 2013 é de R$ 1,75. Há um mês, analistas previam câmbio médio de R$ 1,78 em 2012. Para 2013, a expectativa segue inalterada há oito semanas.

Fonte: http://www.dgabc.com.br/News/5944055/selic-para-marco-de-2012-segue-em-10.aspx - 28/02/2012.                                                             

BC compra dólar em leilão à vista com taxa de corte de R$ 1,7079

Por Silvana Rocha, da Agência Estado, estadao.com. br,
O Banco Central fez um leilão de compra de dólar à vista - o primeiro desta segunda-feira - e fixou a taxa de corte em R$ 1,7079. Quando o BC 'chamou' o leilão, o dólar à vista estava em leve alta de 0,06%, a R$ 1,7070 no balcão - preço que se mantinha há instantes. No mercado futuro, o dólar março 2012 estava em queda de 0,18%, a R$ 1,7080 quando o leilão foi anunciado e, há instantes, reduzia as perdas para 0,09%, a R$ 1,7095.

Na sexta-feira, o dólar fechou em queda ante o real, mesmo após o Banco Central voltar a comprar moeda duas vezes no mercado. A divisa norte-americana caiu 0,29%, para R$ 1,7060.

A desvalorização da moeda norte-americana, que na mínima chegou a R$ 1,7020 nesta sexta-feira, chamou o BC ao mercado. A autoridade monetária realizou dois leilões de compra de dólares no mercado à vista praticamente seguidos um do outro, que ajudaram a afastar a cotação do nível de R$ 1,70, considerado pelo BC como um 'piso informal', segundo o mercado. As taxas de corte definidas foram R$ 1,7059 e R$ 1,7057.

'A linha da 'guerra cambial' parece estar traçada no nível de R$ 1,70 no mercado à vista. 'Não vemos nenhuma clara operação de curto prazo nesses níveis, mas o mercado pode continuar testando o Banco Central e buscaremos uma chance de ficarmos comprados em dólar se isso acontecer', afirmou a equipe de estrategistas do Nomura Securities em e-mail a clientes.

Na véspera, a autoridade monetária também havia feito uma intervenção dupla no mercado, comprando dólares nos mercados futuro e à vista. O BC voltou a atuar no mercado no início deste mês, lançando mão ainda de operações no segmento a termo.

Apesar da ofensiva da autoridade monetária, alguns especialistas entendem que o BC está apenas enxugando uma sobra de recursos no mercado. 'Nada demais. Até porque se ele tivesse atuado forte, o dólar teria passado a subir', afirmou o operador de uma corretora paulista, que pediu anonimato.

Para o gerente de câmbio de um banco nacional, o BC tem comprado dólares para conter o aumento da volatilidade do mercado e considera a manutenção dessa estratégia enquanto os fluxos de recursos continuarem mirando o Brasil.

'Tem todo um cenário favorável a essas entradas no Brasil. O BC vai continuar comprando, embora eu ache que essas operações apenas limitem uma apreciação do real', afirmou, também pedindo anonimato.

Segundo ele, caso o dólar mantenha a atual trajetória de queda, crescem as chances de o governo adotar medidas no âmbito tributário, como o fez no ano passado com os derivativos cambiais.

O Brasil tem recebido fortes fluxos de dólares por causa das boas perspectivas econômicas. Só em fevereiro, até o dia 17, o fluxo cambial estava positivo em US$ 6,520 bilhões, segundo dados do próprio BC.



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