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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

MPF quer fim de taxa de corretagem em venda direta de imóveis

Segundo a procuradoria, consumidor é obrigado a pagar 5% sobre o valor do imóvel mesmo sem a intermediação de corretores.
SÃO PAULO - O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação civil pública contra a Caixa Econômica Federal, o Conselho Regional dos Corretores de Imóveis da 4ª Região, o Sindicato dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais e a Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais, para impedi-los de cobrar taxa de corretagem das pessoas que adquirem imóveis remanescentes dos chamados Feirões da Casa Própria.
O MPF pede que a Justiça Federal declare a nulidade da cláusula que exige a obrigatoriedade da intermediação de corretor nas operações de venda direta de imóveis, proibindo-se a Caixa de exigir a contratação. Segundo o MPF, a cobrança seria ilegal e abusiva, porque obriga o consumidor a pagar uma comissão de 5% sobre o valor do imóvel, ainda que não tenha havido qualquer intermediação de corretores no processo de compra e negociação.
De acordo com o procurador da República, Fernando de Almeida Martins, autor da ação, os imóveis que não são vendidos nos leilões patrocinados pela Caixa são posteriormente negociados com o primeiro interessado que apresentar proposta de valor igual ou superior ao mínimo estabelecido no edital do leilão.
Ao comprador não seria dada a opção de escolher a contratação do serviço. Caso queira adquirir o imóvel, ele é obrigado a pagar a taxa de corretagem. Para o MPF, é clara a configuração de venda casada, pois o banco não oferece qualquer liberdade de escolha ao interessado.
O MPF afirma que, segundo o banco, a contratação obrigatória dos serviços de corretagem fundamenta-se em convênio, válido em Minas Gerais, firmado no ano de 2000. Nesse acordo estaria expressamente consignado que a remuneração do corretor será custeada diretamente pelo comprador.

Economia brasileira cresce 1,5% no 2º trimestre, diz IBGE.

Em valores correntes, PIB alcançou R$ 1,2 trilhão no segundo trimestre.
Destaque foi para a agropecuária, com crescimento de 3,9%.
A economia brasileira cresceu 1,5% no segundo trimestre deste ano, na comparação com os três meses anteriores, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o PIB em valores correntes alcançou R$ 1,2 trilhão no segundo trimestre.  É o melhor resultado neste tipo de comparação desde primeiro trimestre de 2010, quando a alta foi 2%.
O destaque foi para agropecuária, com crescimento de 3,9%, seguida por indústria, com alta de 2%, e serviços, com alta 0,8%.

Na comparação com o segundo trimestre de 2012, o PIB cresceu 3,3%. Nesse caso, a alta na agropecuária foi de 13%, seguida por indústria, com aumento de 2,8%, e serviços, com alta de 2,4%, diz o IBGE.
No primeiro semestre do ano, a expansão foi de 2,6% em relação a igual período de 2012. No acumulado em 12 meses, o crescimento foi de 1,9% em relação aos 12 meses imediatamente anteriores.

Subsetores
No segundo trimestre na comparação com o primeiro, todos os subsetores que formam a indústria apresentaram resultados positivos, com destaque para o desempenho da construção civil, que cresceu 3,8%.
A indústria de transformação apresentou crescimento de 1,7%, seguida pela extrativa mineral (1%) e por eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (0,8%).
Dentro de serviços, o subsetor comércio é destaque, com alta de 1,7%. Demais atividades também cresceram no péríodo: intermediação financeira e seguros (1,1%), transporte, armazenagem e correio (1,0%), serviços de informação (0,9%), outros serviços (0,7%) e atividades imobiliárias e aluguel (0,7%). O subsetor de administração, saúde e educação pública manteve-se praticamente estável, com variação positiva de 0,1%.

A despesa de consumo das famílias e a despesa de consumo da administração pública apresentaram crescimento de 0,3% e 0,5%, respectivamente, no período.

O investimento, denominado no PIB como formação bruta de capital fixo, teve alta de 3,6%.

Com relação ao setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 6,9% e as importações aumentaram em menor ritmo: 0,6%.

Resultado supera 'prévia'

O resultado do PIB veio bastante acima do previsto por meio do indicador conhecido como "prévia do PIB", do Banco Central. A instituição havia divulgado, no último dia 15, que a atividade econômica do país tinha subido 0,89% na comparação com os três meses anteriores. O resultado, porém, é do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador que não é o oficial do PIB e foi criado para tentar ser um "antecedente" do resultado.

Ministro da Fazenda

Na noite de quinta-feira (29), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a nuvem cinza colocada sobre o país começa a se dissipar por conta da retomada do crescimento e da redução da inflação.
“A redução da inflação, a retomada do crescimento, tudo isso começa a dissipar essa nuvem cinza que foi colocada sobre o nosso país. Temos de trabalhar para que a confiança aumente cada vez mais e seguir nessa trajetória rumo ao crescimento sustentável”, disse, durante participação de evento da revista "IstoÉ Dinheiro", em São Paulo.


Reajuste de 6,6% do salário mínimo será o menor em 15 anos Projeto do mínimo de R$ 722,90 recebe críticas.


Os ministros do Planejamento, Mirian Belchior, e da Fazenda, Guido Mantega, defenderam a proposta
Brasília – Os trabalhadores que recebem o salário mínimo serão atingidos em cheio pelo baixo crescimento da economia no governo Dilma Rousseff. Segundo a proposta de Orçamento de 2014, encaminhada ontem pelo Ministério do Planejamento ao Congresso, o reajuste do rendimento básico no país será de apenas 6,6%, o menor em 15 anos. O valor a ser pago a partir de janeiro próximo foi fixado em R$ 722,90, com impacto de R$ 29,2 bilhões no caixa da Previdência Social. Em relação ao salário atual, o aumento vai representar um ganho de R$ 44,90 para aposentados, pensionistas e trabalhadores que recebem o menor salário vigente no país. Como a proposta será votada no Congresso, valor pode ser alterado.

O novo piso nacional consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) para 2014, documento divulgado ontem pela equipe econômica e que foi duramente criticado. “Do ponto de vista de impacto fiscal, esse reajuste é até algo positivo. Como o ganho real será pequeno, o peso nas contas públicas também será menor”, avaliou Cristiano Oliveira, economista-chefe do banco Fibra. “Já vimos reajustes maiores. Em termos reais, o do ano que vem vai ser um dos menores em anos”, disse. Para Oliveira e outros especialistas, o problema do Orçamento não está no mínimo, mas nas “previsões irrealistas” usadas para desenhá-lo, o que pode prejudicar a execução dos gastos públicos em 2014.

Nos cálculos de Alexandre Póvoa, economista-chefe da Canepa Asset, o planejamento orçamentário do próximo ano deve ser revisado para pior. Ele explica que a projeções para Produto Interno Bruto (PIB) de 4% para 2014, e de inflação em 5%, estão exageradamente otimistas. Esses números são usados para prever receitas e despesas e, por isso, segundo analistas, deveriam ser o mais corretos possível. “Eles estão fora de qualquer previsão”, disse Póvoa. “Esse Orçamento é algo complicado. Se torna completamente informal, principalmente quando o gestor anuncia uma meta de superávit primário, mas não se compromete com ela”, ponderou o economista.
Estimativas ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebateu as críticas durante a apresentação do documento. Classificou o Orçamento como conservador e disse que as projeções para receitas e despesas podem apresentar números melhores no decorrer do ano do que o previsto. “Os 4% de PIB não estão relacionados diretamente com a receita”, disse. “É sim um Orçamento conservador do ponto de vista da receita, que pode ser melhor do que o esperado”, defendeu o ministro.

Mantega ainda afirmou que os 4% de crescimento se baseiam na perspectiva de ligeira melhora da economia internacional. Segundo ele, as previsões macroeconômicas são apenas parâmetros para o Orçamento e que o que vale como projeção do governo são as do Banco Central. “Vamos ter de fazer ajustes nesse Orçamento quando ele for implementado”, disse. “É um Orçamento estimativo. Ele é praticamente refeito no início do ano à luz da realidade que lá teremos”, admitiu.


sábado, 3 de agosto de 2013

Reajuste do IPTU acima da inflação só pode ser feito por lei, decide STF.

Quando aumento for para correção da inflação pode ser realizado por decreto.
Segundo associações, maioria das cidades já reajusta por meio de lei.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (1º), por unamidade, que as prefeituras só podem reajustar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) acima da inflação por meio de lei aprovada nas câmaras municipais.
Conforme o entendimento dos ministros, os prefeitos podem editar decreto para o aumento somente para efetuar a correção do valor pela inflação. A decisão foi tomada na primeira sessão do Supremo após o recesso do Judiciário, que não contou com a presença do presidente da Corte, ministro Joaquim Barbosa.
A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e a Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais Brasileiras (Abrasf) informaram que os municípios já realizam o reajuste por meio de lei. Segundo a CNM, há poucos casos pelo país de aumento por decreto, mas a entidade não informou em quais municípios isso ocorre.
A decisão tem repercussão geral e deve ser adotada por tribunais de instâncias inferiores em processos sobre o mesmo tema. Os ministros destacaram, durante o julgamento, que o Supremo já vinha decidindo desta forma.
O Supremo analisou recurso da Prefeitura de Belo Horizonte contra decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que decidiu que o aumento não poderia ser feito por decreto.
Durante o julgamento, o ministro Luís Roberto Barroso, que participou da primeira sessão no Supremo após tomar posse em junho, sugeriu a possibilidade de se permitir que uma lei delegue ao chefe do Executivo a possibilidade de reajustar e fixar critérios técnicos para o aumento.
“A questão é buscar um equilíbrio para proteção do contribuinte. Mas o prefeito fica refém da Câmara Legislativa e, por animosidade política ou populismo, pode ficar privado da sua maior fonte de receita”, afirmou Barroso.
Presidente da CNM, Paulo Ziulkoski disse que poucas cidades editaram decretos de reajuste. Segundo ele, isso acontece porque prefeitos têm dificuldade de aprovar o aumento na câmara. "Quando o prefeito tenta atualizar, a população se reúne, os vereadores contestam, há uma pressão e não se consegue. Com isso, o município perde arrecadação."
Ziulkoski destacou que o STF deveria ter "modulado" a decisão, ou seja, estabelecido o que deve ser feito nos casos onde as prefeituras reajustaram por decreto. Como isso não foi analisado pela corte, deverá ser tratado em eventuais recursos contra a decisão.
O consultor jurídico da Abrasf, Ricardo Almeida, destacou que algumas capitais, como Rio de Janeiro e Porto Alegre, fizeram tentativas de reajuste por decreto, mas que foram rejeitadas. "Como decisões do Supremo contrárias à edição de decretos vêm sendo tomadas nos últimos dez anos, essa decisão já era esperada."
Para Almeida, a "novidade" do julgamento foi o fato de que Barroso admitiu a possibibilidade de que uma lei delegue ao prefeito. "É um tema sensível e que pode ter desdobramentos interessantes para os municípios."

Preço do m² sobe no ano mais do que o dobro da inflação, diz FipeZap

Valor de imóveis teve aumento de 1,1% em julho, segundo levantamento.
Índice acumula no ano alta de 7,3%; IPCA variou 3,2% até julho.
O preço médio do metro quadrado dos apartamentos prontos em 16 cidades brasileiras subiu para R$ 6.900 em julho, o que representa alta de 1,1% na comparação com junho, conforme ÍndiceFipeZap Ampliado, divulgado nesta sexta-feira (2). Com isso, o preço anunciado acumula no ano, até julho, alta de 7,3%.
De acordo com a pesquisa, o aumento dos preços dos imóveis do ano já é mais do que o dobro da inflação. "Considerando a variação do IPCA (IBGE) de 3,2% no ano, o aumento no preço dos imóveis é cerca de 2,3 vezes maior do que o aumento médio dos preços da economia como um todo", destaca o levantamento que considerou para julho a variação do IPCA esperada pelo mercado segundo o Boletim Focus, do Banco Central do Brasil.
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), considerada uma prévia da inflação oficial usada nas metas do governo, acumula variação de 3,52% até julho.
O aumento do preço do metro quadrado em julho foi igual ao apurado em junho, quando a alta também foi de 1,1%. No acumulado dos últimos 12 meses, o aumento no valor de imóveis é de 12%, segundo o FipeZap.
Nas 16 cidades cujos preços são monitorados, Curitiba teve a maior alta no mês de julho (+3,7%). Belo Horizonte foi a única cidade a registrar queda no preço médio do m², com variação de -2,4%.
Nos últimos 12 meses, além de Curitiba (+19,6%), as maiores altas foram encontradas no Rio de Janeiro (+15,4%), Niterói (+14,0%), São Paulo (+13,9%) e Porto Alegre (+13,3%).
Rio de Janeiro é a cidade com o metro quadrado mais caro (R$ 9.424 em julho), seguida por Brasília (R$ 8.473) e São Paulo (R$ 7.361). Entre as cidades pesquisadas, o preço mais barato segue sendo o encontrado em Vila Velha (R$ 3.646).
Bairros mais caros
Segundo o levantamento, no bairro do Leblon, no Rio, o preço do metro quadrado no mês de junho chegou a R$ 22.234. Na mesma cidade, a Pavuna tem o metro quadrado mais barato (R$ 1.952). Em São Paulo, o preço mais caro segue sendo o do bairro Vila Nova Conceição (R$ 13.025 o m²), com Artur Alvim na “lanterna” de custos (R$ 3.336 o m²).
O Índice FipeZap Composto – que acompanha a evolução média do preço nas sete cidades que originalmente faziam parte do indicador e que tem série histórica maior – subiu 1% em junho, ante maio.
O Índice FipeZap foi desenvolvido e é calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com o portal ZAP Imóveis. O indicador acompanha o preço médio do metro quadrado de apartamentos prontos em 16 municípios brasileiros com base em anúncios da internet. Os municípios abrangidos são: Rio de Janeiro, São Paulo, Niterói, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, São Caetano do Sul, Florianópolis, Porto Alegre, Santo André, Salvador, São Bernardo do Campo, Vitória, Curitiba e Vila Velha.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Cadastro positivo começa a valer nesta quinta-feira

Com nome incluído, bom pagador terá chances de negociar juro mais baixo.
Inclusão pode ser feita em banco ou serviço de proteção ao crédito.
O cadastro positivo de bons pagadores começa a valer nesta quinta-feira (1º). A partir de agora, quem paga as contas em dia poderá pedir sua inclusão em um banco de dados que ficará disponível para consulta do mercado. Com o nome incluído, o consumidor terá mais chances de negociar menores taxas e prazos mais longos quando for pedir empréstimo em uma instituição financeira ou fazer o financiamento de um bem, segundo especialistas consultados pelo G1.
Como a inclusão dos nomes no cadastro positivo é opcional, aqueles que quiserem ingressar devem fazer um pedido formal à instituição financeira com a qual tem ligação ou nos serviços de proteção ao crédito. Será possível solicitar a retirada do nome do cadastro a qualquer momento.
“Os consumidores que pagam bem terão uma reputação de crédito positiva. A expectativa é que as empresas, reconhecendo isso, atraiam esses consumidores, ofertando melhores condições – o que antes não tinham chance de fazer”, disse o presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro. Segundo pesquisa da Serasa, o cadastro positivo poderá incluir perto de 26 milhões de pessoas que hoje não acessam o crédito do mercado crédito porque não têm como comprovar renda ou porque só compram à vista.
O cadastro funcionará da seguinte forma: quando uma pessoa quiser buscar crédito em uma instituição financeira, poderá autorizá-la a acessar seus dados nesse cadastro positivo. Considerado "bom pagador", o consumidor prova que tem as contas em dia e, deste modo, barganha melhores condições.

As empresas terão chance de emprestar com mais segurança, na avaliação do presidente da Serasa. “As empresas vão perder menos, evitando que o próprio consumidor dê um passo maior do que a perna. As relações de consumo serão mais saudáveis e mais sustentáveis. O que se quer é mais transparência nessas relações [liberação de crédito], com bases objetivas, não subjetivas.”
Para Leonardo Soares, diretor-executivo de produtos da Boa Vista Serviços, administradora do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), os efeitos práticos não serão imediatos, mas poderão ser perceptíveis por volta de três anos.
Loureiro explica que os serviços de proteção ao crédito fazem uma varredura de todos os locais onde o consumidor tem compras financiadas, crédito contratado e repassa essas informações ao cadastro.

"Na verdade, não se trata propriamente de um cadastro, mas mais um relatório do comportamento do consumidor no mercado. Se ele deixou de pagar duas prestações de um empréstimo durante um ano, por exemplo, mas quitou depois, não deixará de ser visto como bom pagador”, disse Loureiro.

Na avaliação do SPC Brasil, outra consequência direta do cadastro positivo e da avaliação personalizada do modelo de concessão de crédito será a redução significativa dos índices de inadimplência e de superendividamento.
“Não há desvantagens previstas para o consumidor. É possível que o cadastro positivo gere maiores custos financeiros, juros maiores aos maus pagadores. Mas a expectativa não é essa, é que haja reduções aos bons pagadores e não aumento aos maus”, disse Fernando Segato, da Crowe Horwath, Macro Auditoria e Consultoria.
“As experiências internacionais que podemos nos referir, de países como Chile, México, Estados Unidos, foram muito positivas, levando ao incentivo de acesso ao crédito, melhoria no controle financeiro pessoal, etc. Dessa forma não há porque crer que no Brasil a experiência não seja similar e traga bons benefícios para o mercado de crédito e aos consumidores”, afirmou Segato.

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