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domingo, 30 de outubro de 2011

Imóveis: especialistas afastam risco de bolha, mas preços podem cair.

Notícias
Comentários: (2)

26 de outubro de 2011 • 15h31 Por: Diego Lazzaris Borges

SÃO PAULO – Quem comprou um imóvel há 36 meses por R$ 100 mil na cidade de São Paulo, hoje deve vendê-lo por algo em torno de R$ 190 mil. Isso é o que indica o índice de preço de imóveis Fipe Zap, que mostra uma valorização média de 90% dos imóveis nos últimos 3 anos na cidade. Só nos últimos 12 meses, a alta de preços beira os 30%, tanto na capital paulista quanto no Brasil.

Mas será que esta valorização tão expressiva pode indicar a formação de uma bolha no setor? De acordo com especialistas do mercado imobiliário, a chance de uma bolha no mercado brasileiro é pequena, mas os preços dos imóveis devem cair em algumas regiões.

Segundo o diretor-presidente da Vitacom Incorporadora, Alexandre Lafer Frankel, a bolha imobiliária se forma quando há um aumento infundado nos preços praticados por metro quadrado, como aconteceu nos Estados Unidos em 2008.

No Brasil, segundo ele, a valorização dos imóveis está sendo favorecida pelo crescimento da demanda, aumento do crédito e crescimento do número de pessoas que investem neste tipo de bem. “O que está acontecendo é uma recuperação de um mercado que, por falta de financiamento habitacional, ficou parado por mais de duas décadas”, afirma.

De acordo com Frankel, o forte aumento de preço não se trata de um movimento especulativo. “A elevação de preços é definida pela oferta e demanda. Nos últimos anos, verificamos uma procura acentuada diante de uma escassez de ofertas, principalmente nos grandes centros urbanos”, afirma Frankel.

O vice-presidente do Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças) e autor do Livro “Imóveis, Seu Guia Para Fazer da Compra e Venda um Grande Negócio”, Luiz Calado, também não acredita na formação de uma bolha neste momento. “Eu acho que esse aumento de preços se trata de ajuste de ciclo de mercado”, afirma.

Especulação
Segundo Frankel, a especulação é um dos principais
riscos para que uma bolha se forme, mas ele ressalta que, no mercado brasileiro, este tipo de negócio é insignificante em relação ao volume total de transações.

“Uma das possibilidades de bolha imobiliária é quando um especulador compra um imóvel na planta, com objetivo de vender em um prazo bem curto. Se acontecer qualquer problema e ele mudar de planos, pode desistir da compra com facilidade”, diz Frankel.

“Mas a maioria das construtoras fazem uma venda consistente, com análise de crédito. Poucos fazem venda desse tipo. Por isso, esse risco praticamente inexiste no mercado imobiliário brasileiro”, continua.

O executivo acrescenta que o crédito imobiliário no Brasil é bastante conservador, o que contribui para afastar as chances de uma formação de bolha. “Nosso país tem regras fortes para o financiamento de imóveis”, diz. “O comprometimento de renda do brasileiro com este tipo de crédito é bastante limitado e não existe alavancagem”, continua o executivo.

Preços
De acordo com Calado, o preço dos imóveis, de uma maneira geral, deve se estagnar a partir de agora e pode haver redução. “Eu enxergo um cenário de manutenção ou de queda de até 20% ao longo do tempo, não de um mês para o outro”, diz. “Acho que estamos no topo e tem uma chance muito grande de cair”, completa.

Para Frankel, em muitos locais, o preço dos imóveis deve se estagnar um pouco e apresentar alta próximas dos índices de inflação. Já em locais com maior escassez e necessidade de novos empreendimentos, os preços ainda podem subir mais”, acredita.

Segundo ele, em relação ao custo de vida da população, os imóveis ainda não atingiram um patamar de preço de preço tão elevado. “Se compararmos o custo de vida de outras cidades do mundo com o preço dos imóveis, verificamos que o Brasil ainda tem um dos menores preços”, diz.

sábado, 29 de outubro de 2011

'Vou defender o colégio enquanto puder', diz mãe de aluna do Christus.


Alunos estão sofrendo hostilidades, afirma mãe de
aluna (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Maria de Jesus assinou nota em favor da escola, onde também estudou.
Ela reclama da pressão psicológica com novas provas e da hostilidade.


Maria de Jesus, mãe de uma aluna do 3º ano do colégio Christus, assinou nota em favor da escola que, segundo o MEC, teve acesso antecipadamente a 14 questões que estavam presentes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). "Eu sou ex-aluna do colégio e conheço a idoneidade da instituição. Saí do colégio para entrar na universidade, assim como meus irmãos, e agora minha filha. Vou defender o colégio enquanto eu puder, por conhecer", afirmou ao G1.

A mãe da adolescente que quer tentar vaga para o curso de Direito na Universidade Federal do Ceará (UFC), que usa o Enem como critério de seleção, defende que esse problema está prejudicando a filha dela e a todos os alunos que terão de passar novamente por um exame desgastante como o Enem. "Eles não têm culpa se, por algum motivo ou outro, vazou. Eu particularmente não acredito na participação da escola", argumentou.

Disputa entre escolas
Maria de Jesus lamenta ainda a hostilidade que a filha e os colegas da escola estão sofrendo. "Infelizmente, os alunos de outros colégios não conseguem diferenciar isso aí. Acabam 'marginalizando' os alunos do colégio Christus. Há uma disputa muito grande entre esses colégios", reclamou.

Ela relatou ainda que o problema com o Enem está afetando a filha e os colegas, que estão sofrendo com a pressão psicológica com os próximos vestibulares, como da Universidade de Fortaleza (Unifor) e da Universidade Estadual do Ceará (Uece)."Eu vejo que ela passou o ano todo estudando e ela não pode ser penalizada. Se tiver havido alguma fraude, que seja penalizada a pessoa que fez isso. Mas não os alunos, que não tiveram culpa de nada", defendeu.





Questionando com Todos VII


Mais uma vez o Enem foi vitima ou as instituições privada deste país vêm dando os maiores incentivos a todos como faltar com a ética educacional, pois são as únicas que aparece ou querem desaparecer quando algum mestre se é que é mestre causa a maior prevaricação nacional.

Com isto o que chama atenção é a seguinte observação será que a nossa maldita classe burguesa não está tentando boicotar um direito conquistado pela maioria de ilustres estudantes de classe baixa, a chegar a uma universidade, procurando meios de impedir mentes brilhantes a se destacar, até reconheço a falta de estrutura que as escolas têm seja ela municipal ou estadual, mas mesmo assim elas vêm mostrando grandes mentes como grandes mestres coisa que uma instituição privada só consegue se for pagando ou talvez boicotando.


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Serviços da Telefônica terão a marca Vivo a partir de 2012

24/10/2011 18h54- Atualizado em 24/10/2011 19h01
Informação foi confirmada em evento no Rio, nesta segunda-feira.
Telefonia fixa tem só 50,7% de penetração fora do estado de SP, diz diretor.

A partir de 2012, todos os produtos e serviços da Telefônica, incluindo telefonia fixa e banda larga, passarão a usar a bandeira Vivo. A informação foi confirmada pelo diretor-presidente da Telefonica Brasil, Antonio Carlos Valente, durante evento realizado nesta segunda-feira (24), no Rio de Janeiro.

Na semana passada, a companhia manifestou a intenção de aquisição de 100% da TVA, de quem detém até então 49%, devido a restrições regulatória existentes até recentemente.

Valente afirmou que a companhia trabalha com a possibilidade de uma ação futura integrando todos os serviços ofertados, inclusive a televisão, mas ressaltou que isso só será feito futuramente.

“Certamente vamos continuar dentro da trajetória de oferecer serviços que o mercado deseja, incluindo televisão por assinatura, mas não queremos apressar nada. Isso será feito quando for o caso”, disse, sem estabelecer metas para a unificação.

Atualmente, Telefonica e Vivo têm 29,5% do market share de telefonia móvel no país, 36,8% do mercado pós-pago, 43% de móvel em dados, 69,6% de linhas fixas em São Paulo e 58,8% de banda larga fixa em SP.

Durante o evento, o diretor geral da Vivo, Paulo Cesar Teixeira, disse que há hoje 52,6 milhões de domicílios fora do estado de São Paulo, com apenas 26,7 milhões de linha em serviço fixo, o que significa uma penetração de 50,7%. “É um mercado muito grande e isso justifica a nossa estratégia de entrada na telefonia fixa”, disse ele.

O foco inicial da companhia são os clientes Vivo que não têm telefone fixo, ou áreas que não são atendidas por internet fixa tradicional, já que a tecnologia utilizada para a internet ofertada no combo é a mesma dos modens móveis da Vivo. Segundo os executivos, o objetivo não é concorrer em termos de velocidade, mas atender a uma demanda por integração de serviços, com a qualidade Vivo, segundo Valente.

Em julho do ano passado, a Telefônica fechou com a Portugal Telecom a compra de sua participação na Vivo por 7,5 bilhões de euros. A operação tornou a empresa espanhola a maior operadora de telecomunicações do Brasil em clientes e em receita.


Questionando com Todos VI


Com esta majestosa troca, troca de marcar ou mesmo contabilizando grandes lucros aos poucos as empresa de telecomunicações vem dominando mercado, mas quem ganha é o consumidor ou as empresa, pois até o momento o caso de tarifas não obteve nada, por que será! Ou será apenas mais uma grande promessa dos nossos patéticos representantes.

Devemos bater o pé, pois os lucros deles são enormes e o consumidor tem que ficar na mão por quê? Queremos e temos que exigir o fim desta maldita tarifa na conta telefônica.

Acidente de Trânsito X Menor que Mata; Uma questão para Todos.

Motorista que atropelou e matou dois garis em São Paulo paga fiança
Segundo testemunhas, Mirabelli estava em alta velocidade

24.10.2011 | Atualizado em 24.10.2011 - 21h59min.

Redação CORREIO

O motorista da Hilux que atropelou e matou dois garis em São Paulo no sábado (22) pagou a fiança de R$ 50 mil estipulada pela Justiça e segundo a Folha Online pode ser liberado da delegacia ainda hoje.

Fernando Mirabelli foi indiciado sob suspeita de homicídio doloso, quando há intenção de matar ou a pessoa assume que isso é um risco. A polícia diz que Mirabelli voltava de uma balada quando perdeu o controle do carro e invadiu a marginal Pinheiros, atingindo três garis que trabalhavam no local - dois morrram e o terceiro está ferido.

Segundo testemunhas, Mirabelli estava em alta velocidade e a Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que o motorista tinha sinais de embriaguez e tentou fugir do local após o atropelo. O motorista se recusou a fazer exame de dosagem alcoólica, mas passou por exame clínico.

As vítimas fatais, Alex Damaceno de Souza, 26 anos, e Roberto Pires de Jesus, 36, foram enterradas ontem. Ademir Abrantes Dantas continua internado em um hospital paulista - ele sofreu uma fratura na bacia.

Fonte: http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/motorista-que-atropelou-e-matou-dois-garis-em-sao-paulo-paga-fianca/ - 24/10/2011 – 23hs40min.


24/10/2011 - 09h15

Sobrinho mata tio por causa de R$ 10,00 em Rondonópolis

Izabel Torres

De Rondonópolis



Uma dívida de apenas R$ 10,00 acabou em morte na cidade de Rondonópolis, no Sul de Mato Grosso. O autor do crime, um menor com 15 anos de idade, sobrinho da vítima. O homicídio aconteceu no Residencial Lúcia Maggi, na região do Anel Viário.

Segundo a mãe do menor, ela estava dando banho no filho mais novo quando ouviu a discussão entre o irmão José Laurindo da Silva, de 29 anos e o filho dela, A.L.S de 15 anos. O adolescente, segundo a mãe cobrava do tio o valor que ele havia pego emprestado e o tio dizia que não tinha o dinheiro naquele momento para saldar a dívida.

Ainda de acordo com relatos de dona Iria, irmã da vítima, a discussão se agravou e quando ela saiu do banheiro viu o irmão agarrar o sobrinho pelo pescoço. Daí o menor saiu e logo voltou armado com um revólver.

Quando José Laurindo saía na porta da sala foi recebido por balas. O menor, segundo informações desferiu vários tiros, dois acertaram a cabeça do tio dele que caiu morto na frente da casa de nº 19 da Quadra 6 daquele residencial.

Depois de matar o tio, o menor fugiu levando com ele a arma do crime. Ele ainda não foi localizado pela polícia, pois a mãe do menor não colaborou; ela não quis revelar à PM quais as características do filho, nem mesmo quais as roupas ele estava usando.

O menor, segundo a mãe, não tinha até então nenhum problema com a polícia e era trabalhador. “Ele só é muito nervoso, desde pequeno que qualquer coisa tira ele do sério”, disse a mãe em prantos ao perder o único irmão.

Fonte: http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=390336 – 24/10/2011 – 23hs57min.





Questionando com Todos V



O motorista que mata ou o menor que tem acesso fácil a uma arma!

Qual a diferença leis que repreendem ou beneficiam pessoas mais do que a propria justiça pode enxergar ou é tão cega que não é capaz de preparar pessoas capaz de acompanhar o que nos cercam, mas o que nos cercam? Uma sociedade incapaz de reconhecer que não temos menores, mas menores cada vez mais adultos, dos que são realmente adultos tentando serem menores talvez tão menores que usam de pseudos intelectuais em rede nacional a esclarecer que a violência domestica é uma das causas, mas que na verdade já está no instinto do individuo quando nasce, mas com tanta tecnologia ou mesmo informação ainda sim não é capaz de lapidar um cidadão consciente de direitos e obrigações.

Quantas vezes podemos ler em qualquer jornal de grande circulação ou grandes emissoras noticiando mais um caso de menor que usa arma para matar ou roubar e ainda sim, temos uma justiça e representantes governamentais tratando este caso como se fosse problema de tratamento, para não reconhecer uma lei de menor já ultrapassada da década de 60 nos dias atuais ou talvez, não é mudar a leis, mas sim mudar as coisas ultrapassadas que nos representa.

Já no caso de leis de transito o que falta é transparência nos órgãos fiscalizadores entre eles a capacidade de oferecer exemplos e daí quem sabe não solicitar a consciência de motoristas, mas impor por que, o fato do cidadão ter ou obter um carro seja nacional ou importando ele não é dono da estrada, mas se tem a capacidade de suja-la com os restos de sua maravilhosa carroça então se deve tratar o mesmo com severas penas entre perder totalmente o direito de conduzir até mesmo uma bicicleta quanto mais um carro por oferecer um perigo maior a sua presença maldita em contaminar vias onde leva em lugares maravilhosos a conhecer.

Voltando em armas, devemos questionar ou refletir melhor, está patética lei do desarmamento somente surtiu efeito, nos cidadão de bem enquanto marginais juvenis e outras tranqueiras produzida pela massa tem acesso total a qualquer tipo de arma. Já o cidadão tem que rezar, se enjaular, pedir para nossas figuras representativas patéticas o clamor de aumentar o efetivo policial com um salarial pilantra e quantos milhares de pilantra ganhando salários fora de uma realidade que o policial não tem ou para quem realmente estuda tem que aceitar a realidade figurada ou cheio de promessa cretina.

sábado, 22 de outubro de 2011

LCI: isenta de IR, aplicação atrai investidores em busca de maior rentabilidade.

Por INFOMONEY, INFOMONEY.
SÃO PAULO - Aliar segurança com maior rentabilidade. Esse é o objetivo dos investidores que buscam alternativas mais atrativas de aplicações de renda fixa.

As LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) têm atraído os investidores, por conta de seu caráter conservador e de baixo risco, mas com uma rentabilidade maior do que muitas alternativas mais tradicionais, principalmente por conta da isenção do Imposto de Renda, na fonte e na declaração, para os investidores pessoa física.

Entenda o investimento Diferentemente das Letras Hipotecárias, lastreadas em hipotecas, as LCIs podem ser lastreadas em créditos imobiliários garantidos por hipoteca ou por alienação fiduciária de bem imóvel.

O que isso significa? De maneira mais simples, significa que as instituições financeiras autorizadas a emitirem LCIs usam parte de suas carteiras de créditos imobiliários como garantia para uma aplicação que pode ser oferecida a seus clientes. Os recursos aplicados, por sua vez, são direcionados para financiamentos habitacionais.

Assim, as Letras de Crédito Imobiliário são vistas em todo o mundo como um investimento de baixo risco, pois têm garantia real, que é o imóvel financiado com seus recursos.

O perfil do investidor De acordo com Vitor Bidetti, diretor da Brazilian Mortgages, primeira companhia hipotecária independente no mercado, qualquer pessoa física ou jurídica pode optar por este tipo de aplicação, desde que tenha o valor mínimo disponível exigido pelas instituições.

"Hoje, a partir de R$ 20 mil ou R$ 30 mil é possível entrar neste mercado", afirmou Bidetti. Segundo ele, a média da instituição é de aplicações em torno de R$ 200 mil ou R$ 300 mil.

Segura, a aplicação tem atraído, segundo o especialista, o típico investidor brasileiro. "As LCIs são procuradas por aqueles com perfil mais conservador, que buscam diversificar o portifólio, visando um retorno interessante, aliado ao baixo risco", definiu Bidetti.

Quanto ao prazo, segundo Vitor, o montante deve ficar aplicado por, no mínimo, dois meses. "Não existe um prazo máximo, pois depende do lastro da instituição, mas a maioria dos investimentos gira em torno de 2 a 12 meses". Segundo ele, é até possível oferecer um prazo maior, "mas não é comum o investidor querer um papel tão longo e é essa liquidez que também chama a atenção dos investidores".

Vantagens e riscos da aplicação As LCIs conferem aos seus tomadores direito de crédito pelo valor nominal, juros e, se for o caso, atualização monetária.

Frente a alternativas, como fundos de renda fixa e CDB, a isenção de imposto de renda é o que torna o investimento em LCIs mais atrativo. "Uma LCI, num prazo de 180 dias, que promete rendimento de 90% do CDI, garante esses 90%. Para um CDB com a mesma rentabilidade líquida, seria necessário um rendimento bruto de 116,13%, ou seja, praticamente impossível de encontrar", exemplificou, de acordo com a tabela abaixo:

Fonte: Banco Ourinvest

Além disso, a liquidez e o baixo risco são outros diferenciais.

"O único risco da aplicação, por conta de ser um título privado, é o de a própria empresa ter problemas", explicou Bidetti. "No entanto, a instituição só pode emitir letras com base em lastros de créditos já desembolsados, ou seja, um limite que dá segurança ao investidor", completou.



Ganho de capital na venda de imóvel: veja como proceder

Por INFOMONEY, INFOMONEY.
SÃO PAULO - Um dos pontos mais comemorados da MP do Bem (MP nº. 252 de 15 de junho de 2005), que depois foi regulamentada pela Lei no 11.196 de 21 de novembro de 2005 foi, sem dúvida, a concessão de isenção no ganho de capital obtido com a venda de imóveis após 16 de junho de 2005. Isso desde que os valores sejam usados na compra de outro imóvel em um prazo de até 180 dias após a venda do primeiro imóvel.

Porém, ainda que a iniciativa tenha sido vantajosa do ponto de vista de redução dos gastos com impostos, a medida continua gerando dúvidas para os contribuintes no que refere à declaração de Imposto de Renda. Como incluir o rendimento obtido com a venda do imóvel? E no caso de uso parcial do ganho para a aquisição de um segundo imóvel, qual o tratamento a ser dado, e como calcular o imposto de renda devido sobre esse ganho de capital?

Rendimento isento

Segundo a Cenofisco, mesmo que a compra do 2º imóvel não tenha sido concluída no ano-base da declaração, se a intenção do contribuinte for de usar os ganhos obtidos com a venda do 1º imóvel na compra de outra propriedade, então é preciso incluir o valor do ganho de capital na Ficha de Rendimentos Isentos e Não Tributáveis.

Nos casos em que apenas parte do ganho foi utilizada na compra do 2º imóvel, somente esta parcela deve ser declarada como Rendimento Isento e Não Tributável, ficando o restante sujeito ao recolhimento de imposto de renda.

Como calcular IR sobre ganho de capital?

Mas, como calcular o imposto sobre o ganho de capital que não foi utilizado na compra de um 2º imóvel? Nesse caso, é bom lembrar que cálculo do imposto devido com ganho de capital é feito através de outro programa em separado: o de Ganho de Capital. O programa, que também está disponível no site da Receita Federal, permite que o contribuinte escolha entre três situações distintas:

  • Uso integral do ganho de capital
  • Nos casos em que o contribuinte vendeu o imóvel e usou integralmente do ganho de capital na compra de outra propriedade residencial em até 180 dias será concedida isenção integral sobre o ganho de capital, e não será preciso pagar imposto de renda sobre o ganho com a venda;

Uso parcial do ganho de capital

Situação em que o contribuinte utilizou apenas parte do ganho de capital para a compra de outro imóvel residencial. Nesse caso, o imposto de renda devido será proporcional à parcela não utilizada na compra do segundo imóvel, sendo que no cálculo do ganho de capital o contribuinte não deve ser esquecer de aplicar o fator redutor;

Ganho de capital não foi utilizado

Nos casos em que o prazo de 180 dias já se expirou, e o contribuinte não efetuou a compra de outro imóvel, o imposto de renda será devido sobre a totalidade do ganho de capital.

Em algumas situações o prazo de 180 dias termina após o último dia útil do ano-base, de forma que o contribuinte não sabe ao certo como preencher a declaração de ganho de capital. Nesse caso, a recomendação é de que o contribuinte preencha a declaração de ganho de capital e informe que pretende utilizar, integral ou parcialmente, o valor do ganho de capital na compra de um 2º imóvel. Com base nessas informações, o programa automaticamente calcula o valor do imposto devido.

Multa após 180 dias

Porém, caso a 2ª compra não tenha sido concluída após 180 dias, o contribuinte terá que recolher o imposto de renda incidente sobre o referido ganho, acrescido de juros e multa de mora.

Vale notar, contudo, que o cálculo de multa levará em consideração o último dia útil do mês subseqüente ao da apuração do ganho de capital. Assim, caso a venda do 1º imóvel tenha sido concluída em 1º de dezembro, e em 1º de julho o contribuinte ainda não tiver comprado o 2º imóvel, terá que recolher imposto com multa, sendo que essa será calculada com base em 31 de janeiro seguinte até o dia do recolhimento do imposto.

Para quem gostou da possibilidade de isenção, a Receita lembra que só será possível usufruir deste benefício uma vez a cada cinco anos.



Permutas imobiliárias: na hora de decidir por uma, faça as contas!

Por INFOMONEY, INFOMONEY.
SÃO PAULO - A permuta é uma prática bastante comum no mercado imobiliário. Nela, uma pessoa que possui um terreno sem uso se associa a uma empreendedora, cedendo o local em troca de unidades ou participação em vendas futuras do empreendimento. Contudo, para não fazer um mau negócio, é preciso que o proprietário do terreno analise bem as contas.

De acordo com o professor coordenador do Núcleo de Real Estate do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), João da Rocha Lima Jr., é preciso levar em consideração variáveis importantes, como a taxa de retorno que o proprietário obterá com o investimento.

"A permuta imobiliária é indicada para quem não precisa de dinheiro em curto prazo. Ao optar por este tipo de investimento, o proprietário deve sempre calcular sua taxa de retorno, pois a renda do negócio deve ser maior do que se ele colocasse esse imóvel disponível para o mercado financeiro", explica.

Formatos O formato mais comum de permuta é a troca do terreno por uma fração das vendas futuras. Segundo Lima Jr., esta é a melhor opção para o proprietário do terreno, que troca um valor à vista por uma expectativa de valor muito maior a prazo, especialmente se ocorrem aumentos dos custos de construção durante o período de obra, resultando assim em aumento de preço das unidades.

"A permuta por fração nas vendas é a que traz menos riscos para o proprietário, pois, na troca por unidades, ele terá que competir em situação desigual com o empreendedor pelas vendas destes imóveis", diz.

Por outro lado, alerta o especialista, o proprietário do terreno precisa ter ciência de que corre risco em relação ao tempo de recebimento dos valores e da variação para baixo do preço de venda das unidades. "Pelo prêmio de mais receita de venda do terreno, pode comprar os riscos de velocidade de vendas e de comportamento de preços no mercado", diz.

Apesar disso, completa o professor, "o maior risco para quem cede o terreno é o de performance". O risco de performance consiste na não-conclusão do empreendimento pela empresa. Para se precaver, Lima Jr. aconselha que o dono do terreno faça um bom contrato e sempre exija fiança bancária.



Tesouro Direto interessa, mas gera dúvidas em investidores; conheça a modalidade.

Por INFOMONEY, INFOMONEY, Atualizado: 21/10/2011 17h39min.
SÃO PAULO - O Tesouro Direto tem chamado a atenção de muitos brasileiros. Prova disso é o resultado de uma enquete recente do Portal InfoMoney, que perguntava para os leitores por qual investimento – além do mercado acionário - eles tinham mais interesse ou dúvidas: um terço dos respondentes citou o Tesouro Direto.

Se você também se interessa por esta aplicação ou tem alguma dúvida sobre como investir, é interessante entender, em primeiro lugar, o que são títulos públicos.

"Os títulos públicos possuem a finalidade primordial de captar recursos para o financiamento da dívida pública, bem como para financiar atividades do Governo Federal, como educação, saúde e infraestrutura", diz o site do Tesouro Nacional. Isso quer dizer que, ao aplicar nestes títulos, é como se o investidor estivesse “emprestando” dinheiro para o Governo, em troca de uma rentabilidade mensal.

E o Tesouro Direto nada mais é do que um programa de venda de títulos públicos a pessoas físicas, desenvolvido pelo Tesouro Nacional em parceria com a CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia).

"Por se tratarem de títulos da dívida do Governo, o Tesouro Direto é um dos investimentos mais seguros que existem", afirma o professor do Ibmec – RJ, Marcos Heringer.

Como investir?

De acordo com o Tesouro Nacional, qualquer pessoa que more no Brasil e que possua CPF (Cadastro de Pessoa Física) pode adquirir estes títulos, desde que tenha cadastro em uma corretora habilitada. As compras podem ser feitas pelo próprio site do Tesouro Direto ou, então, pelo homebroker da corretora – desde que ela disponibilize esta opção.

Atualmente, é possível investir a partir de uma fração equivalente a 0,2 de um título público, o que significa um investimento mínimo de cerca de R$ 100. Entretanto, o Tesouro Nacional anunciou recentemente uma mudança nas regras e, a partir de 2012, será possível investir ainda menos – uma fração de 0,1 de um título público, com piso próximo a R$ 30.

“O Governo anunciou uma série de novidades para popularizar este tipo de investimento”, diz o diretor da Valore Investimentos Personalizados, Sérgio Quintella.

Além da redução da aplicação inicial, entre as novas regras, também será possível efetuar compras programadas de títulos, com valor e prazo predeterminado. Ou seja: se o investidor quiser aplicar R$ 200 por mês durante 5 anos, não vai precisar entrar no site do Tesouro Direto para fazer a aplicação a cada 30 dias. Basta fazer uma única programação e o valor será retirado automaticamente da sua conta na corretora todos os meses.

Rentabilidade

Os títulos do Tesouro Direto possuem prazos para resgate diferentes e, na hora de comprar, o investidor escolhe uma data de vencimento do título. O tempo para receber o pagamento pelo título muda de acordo com as necessidades de financiamento do Governo, e varia de prazos menores, como um ano, até títulos com vencimento em mais de 30 anos. Lembrando que é possível vender o título antes do vencimento, mas, neste caso, a rentabilidade pode ser prejudicada.

Os títulos se dividem em duas classes: prefixados e pós-fixados. No primeiro caso, o investidor já sabe qual será o retorno no momento da emissão, desde que ele mantenha o papel até o seu vencimento.

No caso dos pós-fixados, não há como saber antecipadamente qual será a rentabilidade, já que esses papéis têm seu rendimento atrelado a algum indicador de mercado (inflação ou taxa básica de juro) e pagam um adicional em relação a este referencial.

Principais títulos disponíveis para compra*:

LTN - Letra do Tesouro Nacional - Título com rentabilidade definida (taxa prefixada) no momento da compra. O pagamento é único e feito na data de vencimento do título ou de seu resgate;

LFT - Letra Financeira do Tesouro – Este título tem rentabilidade diária vinculada à Selic (taxa de juros básica da economia). O pagamento é único e feito na data de vencimento do título ou de seu resgate;

NTN-B - Nota do Tesouro Nacional, série B - Possui rentabilidade vinculada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos no momento da compra. O pagamento dos juros é realizado semestralmente e o valor do título é pago na data de seu vencimento ou de seu resgate;

NTN-B Principal - Título com a rentabilidade vinculada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos no momento da compra. O pagamento é único e feito na data de vencimento;

NTN-F - Nota do Tesouro Nacional, série F – Possui rentabilidade prefixada, acrescida de juros definidos no momento da compra. Os juros são pagos semestralmente e o valor do título é pago na data de seu vencimento ou de seu resgate.

*Fonte: site do Tesouro Direto

Projeto final: aproveite o tempo livre para rever a monografia.

Por INFOMONEY, INFOMONEY.
SÃO PAULO - Em ritmo alucinante, você não vê a hora de aproveitar suas próximas férias para relaxar, viajar com amigos...enfim descansar! Mas se pensar bem, poderia reservar parte desse tempo livre para zerar uma pendência que assusta qualquer universitário: seu trabalho de conclusão de curso...Programe-se!

Depois de anos se dedicando à universidade, essa é a hora de mostrar o que você aprendeu e garantir o tão sonhado diploma.

Reta final Se você está na reta final do curso, aguardando só o próximo e último semestre para se ver livre e pronto para o mercado de trabalho, a dica é tirar as férias para ajustar os últimos detalhes da monografia (ou trabalho final).

Revise os textos, as referências bibliográficas e os capítulos. Pense na apresentação... aproveite que você está mais descansado e sem tantos compromissos para prestar atenção aos errinhos que ficaram para trás nas primeiras versões do trabalho.

Se o projeto é individual, estabeleça metas e encare como um "trabalho diário". Planeje suas atividades de forma que tenha tempo e disposição para realizar todos os seus compromissos e terminar a tarefa.

Trabalho em equipe No caso de "trabalho em grupo", encare também como um emprego. Afinal, saber trabalhar em equipe já é um grande diferencial e, diga-se de passagem, se você sobreviver ao estresse e nervosismo de todos os seus colegas (e o seu mesmo) às vésperas da formatura, você estará preparado para encarar qualquer grande empresa.

Uma dica, neste caso, é estabelecer encontros com uma periodicidade pré-estabelecida, de acordo com a necessidade do trabalho. Procure marcar sempre para o mesmo dia da semana, respeitando o tempo de cada um. Assim fica mais fácil evitar os conflitos de agenda.

De olho no futuro E se você pensa que só porque ainda está no terceiro ano, ou apenas iniciou a faculdade, terá tempo de sobra para pensar sobre o trabalho de graduação, é melhor rever seus conceitos.

Que tal destinar algumas horinhas das suas férias para pensar num tema para seu projeto? Normalmente as faculdades têm arquivos de trabalhos antigos, que podem ser de base e inspiração. Verifique os horários de funcionamento da biblioteca nas férias e "agende" uma visitinha.

Se a instituição exigir que o projeto seja feito em grupo, vá pensando nas pessoas que você tem mais afinidade e que tenham os mesmos gostos de você. Mas, cuidado! Não é porque seu melhor amigo vai se dedicar a um trabalho que você não gosta e não entende nada, mas no qual ele é um expert, que vocês terão que trabalhar juntos.

Essa pode ser uma oportunidade de se aproximar de pessoas que tenham os mesmos gostos e interesses que você e que, num futuro, podem virar seus colegas de trabalho.

Siga bons exemplos Essa dica vale para todos, tanto aqueles que já estão na reta final do curso como para os que ainda têm alguns anos pela frente. Algumas universidades costumam, no início do segundo semestre, fazer simulações de "banca", com alunos já formados, para que as "próximas vítimas" se preparem e se ambientem com o clima da apresentação final.

Procure saber a datas dessas apresentações e se programe para assistir o máximo que puder. Caso a sua faculdade não faça esse tipo de preparação, leve a dica ao seu orientador, professor ou até para a diretoria. Boa sorte!



Novo cálculo para aviso prévio

Muito bom para os empregados e ruins para os empregadores que a partir de agora terão que desembolsar mais dinheiro para pagar a indenização ao empregado, no caso de ser demitido.
O STF – Supremo Tribunal Federal votou em 22 de junho e aprovou a nova

medida em que o aviso prévio passará da forma atual que são 30 dias, para indenização baseado no tempo de serviço do empregado na empresa. Forma de pagamento do aviso prévio que já constava das leis trabalhistas, mas que não eram aplicadas na prática.

Ainda, não foram definidas as regras e serão estudadas pelos ministros depois do retorno do recesso do Judiciário, a partir de 3 de agosto, mas, pela proposta, poderá ficar da seguinte forma:

A cada ano trabalhado, o empregado terá 1 mês de indenização de aviso prévio:

10 anos trabalhados = 10 salários de direito como aviso prévio que o patrão terá que pagar.

A previsão é que será mais uma carrada de processos trabalhistas tramitando nos tribunais solicitando o pagamento de quem acabou de ser mandado embora no sistema antigo e que, por direito, teria que receber 1 aviso por ano trabalhado.

E é mais um encargo trabalhista pesando sobre os empresários que já pagam um montão de impostos que acabam inviabilizando muitos negócios de empresas que tem pouca margem de lucro.

Depois de muitos anos de parado no Congresso Nacional, Foi sancionado pela Presidenta Dilma mais um benefício aos trabalhadores que permanecer muitos anos na mesma empresa.

Nova Lei do Aviso Prévio foi aprovada, veja o que diz:

A partir de hoje está valendo a nova lei de 90 dias para o Aviso Prévio, porém, tem algumas regras para serem cumpridas:

  • 30 dias até um ano de trabalho
  • 3 dias por ano trabalhado a mais até completar mais 60 dias.

Fonte: http://asnovidades.com.br/2011/novo-calculo-para-aviso-previo/ - 16/10/2011 – 15hs43min.


STF vai definir fórmula de cálculo de aviso prévio

Constituição prevê que valor pago ao funcionário demitido sem justa causa deve ser proporcional ao tempo de serviço, no entanto, nenhuma lei foi aprovada para regulamentar cálculo.

Felipe Recondo, da Agência Estado


BRASÍLIA - Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vão definir uma fórmula de cálculo do aviso prévio que deve ser pago a todo trabalhador em caso de demissão sem justa causa. A Constituição prevê que o valor do aviso prévio deve ser proporcional ao tempo de serviço. Entretanto, desde 1988, nenhuma lei foi aprovada pelo Congresso para regulamentar essa fórmula de cálculo.

O caso foi levado ao STF por quatro trabalhadores da empresa Vale do Rio Doce, um deles demitido depois de 30 anos de serviço. Eles pediam que o Supremo, na falta de uma legislação específica, obrigasse a empresa a pagar um aviso prévio compatível a esse tempo de serviço.

Os ministros concordaram que precisam estabelecer uma fórmula de cálculo, mas não chegaram a um consenso sobre esses parâmetros. Uma das propostas aventadas pelos ministros era estabelecer que, a cada ano de serviço, o empregador tivesse de pagar 10 dias de aviso prévio, sendo que o mínimo seriam os 30 dias já previstos em lei. Por essa fórmula, um dos trabalhadores da Vale receberia o equivalente a 300 dias trabalhados com o aviso prévio.

Outra proposta que surgiu entre os ministros foi limitar o pagamento do aviso prévio ao equivalente a 60 dias de trabalho, caso o empregado estivesse há mais de 10 anos na empresa. Como não houve consenso sobre a fórmula de cálculo, os ministros decidiram adiar o julgamento e não há data para a retomada do mesmo. Até lá, o Congresso poderia colocar em votação um dos mais de 40 projetos que tramitam na Câmara e Senado sobre o tema.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Senado aprova texto-base do projeto que redistribui renda do petróleo

19/10/2011 20h51 - Atualizado em 19/10/2011 21h10
Projeto reduz recursos para a União e os estados produtores.
Proposta ainda depende de aprovação da Câmara dos Deputados.

O Senado aprovou na noite desta quarta-feira (19) o texto-base do projeto que redefine a divisão dos recursos provenientes da exploração do petróleo. O projeto segue para a Câmara dos Deputados.



O relatório aprovado, de autoria do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), determina a redução de 50% para 42% da parcela da União na chamada participação especial, tributo pago pelas empresas pela exploração de grandes campos de petróleo, principalmente os recém-descobertos na camada pré-sal.

A participação especial não inclui os royalties, valores que a União, estados e municípios recebem das empresas pela exploração do petróleo. Os repasses variam de acordo com a quantidade explorada. Em relação aos royalties, o relatório traz uma redução de 30% para 20% na fatia destinada ao governo.

Para compensar o governo, o relator propôs que a partir de 2013 a União receba uma compensação na participação especial de 1% por ano, até chegar a 46% em 2016.

Áreas de exploração
Vital do Rêgo fez duas modificações no relatório antes da votação. Por pressão dos estados produtores, ele retirou do projeto a proposta de redefinição das chamadas linhas geodésicas, que definem as áreas de exploração de petróleo no mar.

Se as modificações não fossem feitas, o Rio de Janeiro e o Espírito Santo perderiam o direito de receber recursos provenientes de alguns campos de petróleo. Vital do Rêgo aceitou fazer as modificações para viabilizar a votação do projeto nesta quarta-feira.

Outro ponto retirado do projeto permitiria ao governo estabelecer parcerias com empresas para a exploração de petróleo.

Estados produtores
O relatório também traz perdas para os estados produtores, que terão parcela de royalties reduzida de 26,25% para 20%. A participação especial destinada aos estados produtores passa, segundo o relatório, de 40% para 20%.

Antes da votação, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) apresentou um projeto alternativo à proposta apresentada por Vital do Rêgo. Assinado pelos senadores das bancadas do Rio e do Espírito Santo, o projeto foi rejeitado pelo plenário.

Pelo texto de Dornelles, os estados produtores manteriam a mesma parcela de royalties que recebem atualmente, que é de 26,5%. Os estados não produtores receberiam recursos adicionais provenientes da diminuição da parte que cabe à União e do aumento de impostos sobre as empresas petrolíferas. “Hoje é um dia derrota”, afirmou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Municípios
No relatório, Vital do Rêgo afirma que a proposta é uma “solução para os mais de cinco mil municípios que têm direito a uma parte da riqueza da nação, independentemente de sua localização geográfica e que, atualmente, recebem somente algo em torno de 6% dos royalties e, absolutamente nada das receitas da participação especial”.

O relatório prevê a criação de um fundo especial que “destinará para a totalidade dos municípios, já em 2012, o equivalente a R$ 4 bilhões, que serão distribuídos de acordo com o mesmo critério de rateio do Fundo de Participação dos Municípios. Isso representa um aumento de quase sete vezes em relação aos valores de 2010”.

O fundo especial também destinará, segundo o relator, R$ 4 bilhões a todos os estados e ao Distrito Federal. “Isso beneficiará diretamente os 17 Estados (além do Distrito Federal) que, atualmente, encontram-se praticamente alijados do processo de distribuição das receitas de petróleo”, diz trecho do relatório.

Em 2010 o fundo especial destinou a todos os estados R$ 160 milhões. A previsão no relatório é que até 2020 o fundo especial esteja distribuindo cerca de R$ 16 bilhões para estados e outros R$ 16 bilhões para os municípios.

Projeto
O projeto aprovado é de autoria do senador Wellington Dias (PT-PI) e estima para 2012 uma arrecadação com petróleo de R$ 28 bilhões, incluindo royalties e participação especial. A proposta foi apresentada como alternativa para a chamada emenda Ibsen, que prevê distribuição mais igualitária dos recursos entre os estados produtores e não produtores. Os estados produtores rejeitam a emenda porque não querem perder recursos.

Aprovada no Congresso, a emenda foi vetada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A eventual derrubada do veto do ex-presidente está prevista para ser votada em 26 de outubro no Congresso



Preços de imóveis usados voltam a crescer

Após queda durante dois meses, em São Paulo, preços de imóveis usados voltam a crescer.


A variação média foi 36,44% em relação a junho, maior percentual desde setembro do ano passado. As vendas de casas e apartamentos foram 13,53% maiores que as de junho

São Paulo - Depois de dois meses de queda, os preços dos imóveis usados e do aluguel residencial deram um salto em julho no Estado de São Paulo. A variação média foi 36,44% em relação a junho, maior percentual desde setembro do ano passado. As vendas de casas e apartamentos foram 13,53% maiores que as de junho e a locação de imóveis residenciais cresceu 26,06%.

Os números foram apurados em pesquisa feita pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Crecisp) com 1.478 imobiliárias de 37 cidades, incluída a Capital. Os valores levantados mensalmente compõem o índice estadual de preços de imóveis usados e aluguéis residenciais (IEPI-UR/Crecisp), cuja variação, em julho, foi de 36,44%.

"Compradores e locatários aproveitaram as férias para fechar negócio e mudar de imóvel, o que pressionou o conjunto dos preços", afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Crecisp. "Mas essa pressão não tem origem apenas em decisões pontuais, ela é, na verdade, decorrente do déficit histórico de moradias do Estado e do País", acrescenta. Só este ano, até julho, o índice Crecisp acumula alta de 36,7%.

As 1.478 imobiliárias consultadas alugaram em julho 3.057 imóveis, o que fez o índice de locação evoluir de 1,6407 em junho para 2,0683 em julho. Essa alta de 26,06% no número de casas e apartamentos alugados reflete o bom desempenho da locação nas quatro regiões que compõem a pesquisa estadual do CRECISP: Capital (+ 40,6% na comparação com junho), Interior (+17,24%), Litoral (+ 27,48%) e as cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco (+ 22,94%).

Os aluguéis de até R$800,00 predominaram em três das quatro regiões: Interior (58,66% do total de novas locações), Litoral (58,24%) e a região formada pelas cidades do A, B, C, D mais Guarulhos e Osasco (61,38%). Na Capital, aluguéis de até R$1.200,00 responderam por 52,86% das locações de julho.

Casas foram mais alugadas (1.659) que apartamentos (1.398) e o fiador continuou sendo a forma preferencial de se dar garantia ao dono do imóvel em caso de inadimplência do inquilino. A pesquisa CRECISP constatou que ele esteve presente em 82,15% dos contratos formalizados no Interior, em 50% dos contratos do Litoral, em 48,3% na Capital e em 44,58% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco.

O maior valor de aluguel encontrado pela pesquisa Crecisp em julho foi de R$ 12 mil por apartamentos de quatro dormitórios, na região central de Bertioga. O menor valor de um aluguel - R$150, foi o de casa de um dormitório em bairros periféricos de Araraquara.



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