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domingo, 29 de abril de 2012

São Paulo: Impostômetro chega a meio trilhão de reais na quarta-feira (2)

Em 2011, esse valor foi alcançado no dia 4 de maio, ou seja, dois dias mais tarde na comparação entre os dois períodos
O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) alcançará quarta-feira (02), às 10 horas, R$ 500 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais pagos pelos brasileiros desde 1º de janeiro deste ano. Em 2011, esse valor foi alcançado no dia 04 de maio, ou seja, dois dias mais tarde na comparação entre os dois períodos.

Para o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, a redução dos juros bancários pode ser favorável para diminuir os tributos. "Espero que com a queda dos juros nos bancos privados e públicos, também os impostos sejam diminuídos para turbinar a economia e, assim, favorecer os consumidores", afirma.

O Portal do Impostômetro elenca algumas sugestões do que pode ser feito com os tributos pagos. Com R$ 500 bilhões é possível, por exemplo:

§  Construir mais de cinco milhões de quilômetros de rede de esgoto

§  Construir mais de cinco milhões de postos de saúde equipados

§  Construir mais de nove milhões de postos policiais equipados

§  Contratar mais de 35 milhões de professores para o ensino fundamental por ano

§  Comprar mais de cinco milhões de ambulâncias equipadas

§  Fornecer mais de um bilhão de cestas básicas para a população

Em todo o ano passado o painel totalizou R$ 1,5 trilhão, um recorde histórico desde a sua criação, em 2005. Segundo a projeção do Portal do Impostômetro, no último dia deste ano os brasileiros terão pago ao leão o montante de mais de R$ 1,6 trilhão em impostos.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/economia-e-financas/sao-paulo-impostometro-chega-a-meio-trilhao-de-reais-na-quarta-feira-2/54692/ - 29-04-2012.

Questionando com Todos (8) 2012.

Como estamos em ano de eleições está na hora da população, quando algum elemento solicitando voto, não aceite barganha que não seja no mínimo uma casa e um automóvel assim possa justificar melhor nosso voto e estes tributos absurdos onde temos um hospital referencia em São Paulo e vários outros que são um verdadeiro lixo pelo país.

Pense bem antes de dar ouvido a qualquer elemento para não eleger pilantra que só pensa em grupinhos como partidos, templos de enganadores, jovens com ideais ultrapassados como descriminação seja ela qual for são diretamente sustentada por políticas ou profetas falsos sem idealismo ou com um único propósito criar falsas esperanças nas escolas, hospitais, segurança e até o que todos nos sonhamos em ter uma habitação digna e honesta com superação de nossos sonhos hoje ou de um futuro próximo.

Número de reclamações sobre taxas imobiliárias irregulares cresce 57%

Dado foi divulgado pela Associação dos Mutuários e Adjacências de SP.
Diretor do PROCON de Rio Claro disse que consumidor deve ser ressarcido.

Do G1 São Carlos e Região

As reclamações sobre a cobrança de taxas indevidas no momento da compra de um imóvel aumentaram 57% em relação ao primeiro trimestre de 2011, no Estado de São Paulo, segundo um levantamento feito pela Associação dos Mutuários e Adjacências de São Paulo.

O Serviço de Assessoria Técnica e Imobiliária (Sati), taxa cobrada pelas empresas para uma consultoria, só pode ser cobrado quando solicitado pelo comprador.

O delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) de Rio Claro (SP), Luiz Antônio Pecini, disse que não há necessidade que a cobrança seja feita a todos os consumidores. “A justificativa que se dá para a cobrança dessa taxa é justamente no que diz respeito ao acompanhamento em todo o período da compra, o que eu acredito que não haja necessidade, porque não significa que todo mundo vá ter um problema” revelou.

saiba mais


No Estado de São Paulo, a taxa representa 0,88% do valor do imóvel. De janeiro a março deste ano, a associação de mutuários registrou 477 queixas por causa do Sati.

Não é obrigatório
O Creci alertou que o comprador não é obrigado a pagar essa taxa. O problema é que muitas vezes ela vem embutida no pagamento sem o consumidor perceber. Segundo a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), o consumidor que pagar a taxa indevidamente tem o direito de receber o dinheiro de volta.

Sérgio Santoro, diretor do Procon de Rio Claro, explicou que quem for cobrado sem ter solicitado o Sati deve procurar o órgão de defesa do consumidor. “O comprador deve garantir e buscar os seus direitos e a devolução dessa taxa ser paga” disse.

Cobrança à parte
De acordo com o Creci, o comprador pode solicitar o Sati, porém o contrato deve ser feito de forma separada. “Eu entendo que essa taxa não pode ser cobrada justamente com a venda. Quando uma pessoa entra em uma imobiliária, não está buscando a contratação de um serviço de assessoria, ela está buscando a compra de um imóvel”, explicou o delegado do Creci.

Caixa reduz juros imobiliários em até 21%

Erica Martin
Do Diário do Grande ABC

A Caixa Econômica Federal anunciou a redução de até 21% da taxa de juros do crédito imobiliário. No entanto, as mudanças só começarão a valer para contratos assinados a partir do dia 4, quando começa o 8° Feirão Caixa da Casa Própria.

Para os interessados em financiar um imóvel, no valor de até R$ 500 mil, por meio do SFH (Sistema Financeiro Habitacional), os juros vão cair de 10% para 9% ao ano, neste caso, a mudança é válida para todos os clientes do banco, independentemente do tempo e do grau de relacionamento com a instituição. Mas se o contratante já se relacionar com a instituição - tiver, por exemplo, conta-corrente, poupança, investimentos, cartão de crédito e cheque especial - além da conta-salário, a taxa cairá para 7,9% ao ano.

A partir do dia 4, o consumidor que transferir a dívida imobiliária para a Caixa também será beneficiado pelas mudanças. Entretanto, os clientes da instituição que assinarem o contrato habitacional antes da data (ou que já estão pagando pelo financiamento) não irão usufruir das quedas nos juros.

FGTS - Se o mutuário financiar o imóvel no valor limite de R$ 170 mil, dentro das regras do FGTS e, além do relacionamento com a Caixa, receber o salário pelo banco, a taxa será reduzida de 8,4% para 7,9% ao ano. Para o consumidor que ainda tiver cotas de FGTS, o custo dos juros cairá para 7,4% ao ano.

Neste caso também estão inclusos os financiamentos enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida, na faixa de renda acima de R$ 3.100.

Para imóveis que custam acima de R$ 500 mil, as taxas vão baixar de 11% ao ano para 10%. Se tiver relacionamento e conta-salário, os juros anuais serão de 9%. "De qualquer forma, a taxa de juros para a compra do imóvel ainda é cara, a mudança pode estimular o consumo, mas o brasileiro continuará pagando, pelo menos, duas vezes o valor da casa que comprou, quando terminar de quitar a dívida", comentou o educador financeiro da Dsop, Reinaldo Domingos.

Apesar da boa notícia, os consumidores serão impulsionados, cada vez mais, a usar os empréstimos bancários para comprar, o que, para Reinaldo, não estimula a educação financeira. "Em vez de ajudar a readequar a vida financeira do consumidor, para que ele possa guardar o próprio dinheiro, a queda dos juros incentiva o aumento do endividamento. Ele sabe que pode comprar a prazo com juros baixos e não se educa para pagar à vista", comentou.

De acordo com o professor de Finanças da FGV (Fundação Getulio Vargas) Samy Dana, o consumidor deve continuar atento não só aos juros, mas às outras taxas inclusas no trâmite do empréstimo. "Têm muitos bancos que cobram altas taxas do seguro obrigatório do imóvel. Além de um valor para abertura de crédito, por exemplo. Na prática a taxa que era para ser de 9% ao ano sobe para 10% ou 11%", explicou.

Ele também lembrou que é importante analisar com cuidado as cláusulas do contrato, principalmente para dívidas de longo prazo - entre 20 e 30 anos. A maioria dos contratos, de acordo com Dana, não permite a mudança de taxa de juros caso haja redução no futuro. "Portanto, se a taxa cair para 6% ao ano, o banco não vai voltar atrás", explicou o professor. Segundo ele, o ideal é negociar com o banco a inclusão de uma cláusula que permita a negociação dos juros no futuro.

FEIRÃO - Em São Paulo, o 8° Feirão Caixa da Casa Própria será entre os dias 18 e 20, no Centro de Exposições Imigrantes. Serão mais de 430 mil imóveis novos, usados e na planta que estarão em negociação.

São 760 construtoras, 400 imobiliárias e 460 correspondentes da instituição.

A última edição do evento registrou mais de 450 mil visitantes e a movimentação financeira foi superior a R$ 10 bilhões, em negócios assinados e encaminhados.

Quem quiser simular os custos e as parcelas do imóvel que pretende comprar poderá acessar o simulador habitacional na internet no endereço www.caixa.gov.br

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Desemprego sobe pelo 3º mês seguido no Brasil em março

Economia
Todas as capitais pesquisadas têm alta na taxa, com destaque para Fortaleza e Salvador

A taxa de desemprego no Brasil aumentou pelo terceiro mês consecutivo em março, ao passar de 10,1% em fevereiro para 10,8% no mês passado. As informações são da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), divulgada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) nesta quarta-feira (25).

A PED leva em conta os dados do emprego em sete regiões metropolitanas brasileiras: Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal.



No mês passado, mais 175 mil pessoas entraram no contingente de pessoas sem emprego, o que elevou o número de desocupados para 2,4 milhões.

Segundo o Dieese, o resultado decorre do aumento da PEA (População Economicamente Ativa), que foi incrementada em 84 mil, e redução do número de pessoas ocupadas em 92 mil.

Já o contingente de pessoas empregadas nessas regiões metropolitanas ficou em 19,9 milhões em março, depois de marcar 20 milhões em fevereiro.

Capitais
A taxa de desemprego aumentou em todas as capitais brasileiras pesquisadas na passagem de fevereiro para março, segundo o Dieese e a Fundação Seade. Os avanços foram registrados em Fortaleza, onde o desemprego saltou de 8,5% para 9,6%, e Salvador, onde a taxa subiu de 15,8% para 17,3% - maior percentual entre as capitais pesquisadas.



No Distrito Federal, o desemprego está em 13,3% agora, após marcar 12,4% em fevereiro, o que coloca a capital federal na seguda colocação do ranking de regiões com maior percentual de desocupados. Recife, com 12,3% de desemprego, está na terceira posição.

Em São Paulo, o desemprego está em 11,1% - a menor taxa para março desde 1990. Porto Alegre tem 7,6% de desempregados e, por último, aparece Belo Horizonte, com 5,4% de taxa de desemprego - a menor entre as capitais.

Setores
A indústria, a construção civil e os outros setores da economia, que incluem serviços domésticos, apresentaram corte de vagas de trabalho em março. As fábricas tiveram saldo negativo de 53 mil postos de trabalho, enquanto outros setores cortaram 47 mil pessoas e a construção, 35 mil.

De acordo com Alexandre Loloian, da Fundação Seade, as chuvas atrapalharam a construção no 1º trimestre e o comportamento do emprego foi quase que idêntico em todo o País, com perdas de postos de trabalho em todas regiões. Mesmo assim, não há uma explicação clara para os cortes.


- Não há informação precisa da causa em cada região, mas houve as liberações de financiamento imobiliário recentemente. Os cortes são muito pontuais e a expectativa é de que o nível de emprego melhore no setor durante o ano.

Bolso

O salário médio real (descontados impostos) dos ocupados, grupo de todos os trabalhadores, formais ou não, ficou em R$ 1.459 em fevereiro - o Dieese leva em conta os dados do mês anterior. Já os assalariados passaram a ganhar, em média, R$ 1.516.


A remuneração média dos trabalhadores em geral subiu em São Paulo (para R$ 1.582), Fortaleza (R$ 987), Recife (R$ 1.077) e Distrito Federal (R$ 2.254). Por outro lado, recuou em Belo Horizonte (R$ 1.441) e em Salvador (R$ 1,029).


Fonte:
R7.com

Financiamentos para compra e construção de imóveis crescem 9,4%

São Paulo – Os financiamentos para construção e aquisição de imóveis cresceram 9,4% em março, na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando aos R$ 6,8 bilhões, de acordo com balanço divulgado hoje (25) pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Segundo os dados, no primeiro trimestre do ano, o total financiado foi R$ 17,6 bilhões, 9,9% a mais do que nos três primeiros meses de 2011. Nos últimos 12 meses, os financiamentos passaram de R$ 62,2 bilhões para R$ 81,5 bilhões, com aumento de 31%.

O balanço mostra ainda que foram financiados, em março, 40 mil imóveis, 7% mais do que em março de 2011. Entre abril de 2011 e março de 2012, o número de imóveis financiados chegou a 491,9, com crescimento de 9% com relação ao mesmo período do ano anterior.

Na poupança, foram depositados, no mês passado, R$ 2,5 bilhões, valor maior do que os saques. No trimestre, esse valor chegou a R$ 1,9 bilhão. Na comparação com março de 2011, houve crescimento de 10,9%.

De acordo com o presidente da Abecip, Octavio de Lazari, a estimativa de crescimento de 30% nos financiamentos imobiliários está mantida pela entidade, mesmo que esteja um pouco abaixo do aumento registrado em 2011 (42%). “Tudo isso dependendo das medidas adotadas pelo governo, é claro. Mas em janeiro já tínhamos projetado essa taxa menor, o que não quer dizer que seja ruim. Crescimentos em torno de 50% parecem exagerados porque não são sustentáveis por tantos anos”.

Lazari reforçou que, no caso do financiamento imobiliário, isso é mais latente porque envolve uma cadeia produtiva extensa. “É melhor crescer menos e as próprias construtoras e incorporadoras assumiram isso. O crescimento grande do ano passado gerou carência de insumos e mão de obra. Por isso, as construtoras precisaram colocar seus canteiros de obra em dia para evitar atrasos na entrega e a insatisfação do cliente”.

Na avaliação dele, a redução de juros para o financiamento imobiliário anunciada pela Caixa Econômica Federal deve impulsionar o crédito, mas de forma tímida, pois a Abecip não acredita que haja espaço para reduções muito expressivas. “Mesmo que as taxas de juros sejam reduzidas, o que acreditamos que deve ser pouco, isso não vai bater no crescimento do crédito imobiliário hoje. Pode refletir em 2013 e 2014, mas não muito. Para este ano, não vemos mudanças muito significativas”, avaliou.

Fonte: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2012/04/25/financiamentos-para-compra-e-construcao-de-imoveis-crescem-94/ - 26/04/2012

sábado, 21 de abril de 2012

Caixa anuncia nova redução nos juros para pessoa física e empresas

Banco já havia feito corte nas taxas no início de abril.
Instituição diz que novos juros acompanham o último corte da Selic.

A Caixa Econômica Federal anunciou que reduzirá, pela segunda vez, as taxas de juros de crédito para pessoa física e jurídica - o primeiro corte ocorreu no dia 9 de abril. Os novos juros começam a valer nesta segunda-feira (23). Nesta quinta-feira (19), o Banco do Brasil também informou que reduziu, também pela segunda vez, os juros cobrados de consumidores e empresas.

A instituição, em nota, disse que as novas taxas acompanham a decisão do Comitê de Políticas Monetárias (Copom) de reduzir a Selic. Na última reunião do comitê, foi anunciada o corte da taxa de juros para 9%. Nos últimos dias, também anunciaram a queda de suas taxas o HSBC, o Santander, o Bradesco, o Itaú Unibanco e o Barisul. Porém, o corte ocorreu uma única vez.

Produto
Anunciadas em 09/04
A partir de 23/04
Consignado INSS – taxa mínima
0,84%
0,75%
Consignado INSS – taxa máxima
1,80%
1,77%
CDC (Salário) – taxa mínima
2,39%
1,80%
Financiamento de veículos - taxa mínima
0,98%
0,89%

Fonte: Caixa Econômica Federal

A nota da instituição ainda diz que, com as novas reduções, "reafirma seu posicionamento de oferecer as melhores taxas de mercado e facilitar o acesso ao crédito a todos os cidadãos brasileiros."

De acordo com a Caixa, o corte atinge as taxas mínimas e máximas para o empréstimo consignado - aposentados INSS, e as taxas mínimas para financiamento de veículos e Crédito Pessoal – CDC Salário.

Para as empresas, haverá redução das taxas de novos produtos. O banco destaca as operações de Capital de Giro parcelado – Crédito Especial Empresa com garantia do FGO – Fundo Garantidor de Operações. Os juros vão variar de 1,29% ao mês a 2,05% ao mês.

Na operação de antecipação de recebíveis imobiliários - Construgiro, voltada às empresas de construção civil, as taxas terão uma mínima de 0,97% ao mês e máxima, de 1,46% ao mês (acrescidas da Taxa Referencial).

Mercado de fundos imobiliários pode triplicar em três anos

Por Juliana Schincariol
RIO DE JANEIRO, 20 Abr (Reuters) - O mercado de fundos imobiliários pode triplicar nos próximos três anos, impulsionado pela queda das taxa de juros, o que pode atrair mais investidores institucionais, e também consolidar a distribuição destes produtos nos bancos de varejo.

"O volume aproximado do mercado, de 25 bilhões de reais em patrimônio líquido, deve triplicar nos próximos três anos", afirma Frederico Paglia, associado da RB Capital, citando dados da consultoria Uqbar. A gestora tem sete fundos listados em bolsa, com de 740 milhões de reais em capital subscrito.

Em 2012, as emissões em análise para registro de oferta da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) somam 3,14 bilhões de reais. Nove operações já foram registradas no ano até o momento, todas primárias, em um total de 1,9 bilhão de reais. Em todo o ano de 2011, foram 39 ofertas, que somaram 7,6 bilhões de reais.

O mercado começou a ganhar força em 2008, após a CVM permitir maior flexibilidade dos produtos, que antes só podiam ter participação direta nos empreendimentos imobiliários, e passaram a poder investir em ações de incorporadoras na bolsa ou em certificados de recibos imobiliários (CRIs), por exemplo.

Naquele ano, o número de ofertas registradas na autarquia foi de 560,7 milhões de reais, subindo para 2,8 bilhões de reais no ano seguinte.

"Os fundos imobiliários são a forma moderna de se investir em imóveis e as perspectivas são favoráveis", disse Vitor Bidetti, diretor da Brazilian Mortgages, que tem 27 por cento deste mercado. Segundo ele, no ano passado, houve excesso de demanda em todas as ofertas da instituição, que totalizaram 1,3 bilhão de reais. Para 2012, ele estima que suas novas emissões ultrapassem 2 bilhões de reais.

A isenção no imposto de renda para a aplicação e a tradição do brasileiro de investir em imóveis são fatores que atraem o investidor pessoa física - de acordo com Paglia, da RB Capital.

"Devido ao foco no mercado investidor pessoa fisica, os bancos de varejo alcançaram a crescente demanda por cotas de fundos de investimento imobiliário", diz a Uqbar, em relatório.

Um mercado mais desenvolvido ainda depende da liquidez do mercado secundário. "Este é um dos maiores problemas dos fundos imobiliários", afirmou o consultor de investimentos Bruno Lembi.

Visando a estimular o setor, a CVM prepara novas mudanças na Instrução 472, para permitir a contratação de formador de mercado para as cotas.

"Vai ser mais uma porta de saída para o investidor, já que as cotas dos fundos não são resgatáveis", disse gerente de acompanhamento de fundos estruturados da CVM, Claudio Maes.

Apesar de não haver dados concretos sobre como o formador de mercado poderá aumentar a liquidez dos fundos imobiliários, a autarquia está confiante.

"Temos a experiência de sucesso no mercado de ações. A gente acredita que possa auxiliar na liquidez das cotas do fundos", disse o gerente de aperfeiçoamento de normas da CVM, Antônio Carlos Berwanger. A Instrução está em audiência até 11 de maio.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Os caçadores do imóvel perdido

Imobiliária monta equipe com 20 profissionais para buscar casas e apartamentos em São Paulo
Por João Varella


Atender às exigências dos clientes é um desafio cada vez maior para as imobiliárias. Encontrar a casa dos sonhos parece mais difícil que as missões de Indiana Jones e sua arca perdida. A Lello não tem um caçador como Harrison Ford. Tem 20. Montado há um ano, o departamento de caça-imóveis hoje conta com 12 funcionários na área de vendas e oito em locações - fora os próprios corretores, que reforçam as buscas eventualmente. A Lello Imóveis tem cerca de 200 funcionários no total. Os caçadores passam de segunda a sexta gastando sola de sapato atrás de imóveis. Eles batem na porta das casas, falam com proprietários, zeladores, vizinhos e porteiros, em busca do imóvel vago - o Santo Graal da equipe.

As demandas cabeludas recebidas pelos corretores são repassadas a essa equipe, que vasculha a capital paulista e arredores. É função deles também convencer os proprietários de imóveis fechados e sem uso a oferecê-los para venda ou aluguel. Mas os caçadores não intermedeiam o negócio diretamente com os clientes. Essa função cabe aos corretores. Segundo Roseli Hernandes, diretora comercial da Lello Imóveis, no mês passado a equipe quebrou recorde de negócios efetivados após boas caças: 551 locações e 706 vendas.

Satisfeita com os números, Roseli promete ampliar a equipe. O plano é criar uma subdivisão de caçadores especializados em imóveis novos, que entrem em contato com as construtoras. Para quando é isso? “Para já”, disse Roseli em entrevista á DINHEIRO.

A carreira de caça-imóvel é indicada para quem gosta de trabalhar com imóveis, mas não gosta de lidar com as sazonalidades e volatilidade da venda. De acordo com Roseli, a carreira é mais estável, com ganho fixo e uma comissão quando o negócio é fechado.

Em um ano, o número de interessados em alugar um imóvel cresceu 25% na Lello Imóveis, que tem 18 filiais no Estado de São Paulo.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Copom reduz Selic a 9% e deixa porta aberta para mais corte

Quarta-feira, 18 de abril de 2012 21h02min BRT.

Por Tiago Pariz e Luciana Otoni

BRASÍLIA, 18 Abr (Reuters) - O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu por unanimidade nesta quarta-feira reduzir a Selic em 0,75 ponto percentual, para 9 por cento ao ano. Trata-se do sexto corte seguido desde agosto passado, quando iniciou o processo de afrouxamento da política monetária, e ainda deixou a porta aberta para mais reduções, na opinião de parte dos agentes econômicos.

"O Copom considera que, neste momento, permanecem limitados os riscos para a trajetória da inflação. O Comitê nota ainda que, até agora, dada a fragilidade da economia global, a contribuição do setor externo tem sido desinflacionária", informou o Copom em comunicado. "Diante disso, dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 9 por cento ao ano, sem viés."

Pesquisa da Reuters mostrou na semana passada que 45 dos 47 analistas consultados previam corte de 0,75 ponto na Selic agora, sendo que os dois restantes esperavam uma redução de 0,50 ponto. O levantamento mostrou ainda que a grande maioria dos especialistas previa que a taxa ficaria em 9 por cento até o fim do ano.

A Selic, agora, está no menor nível desde abril de 2010, quando passou de 8,75 por cento ao ano -menor patamar histórico- para 9,50 por cento. A ata dessa reunião será divulgada na próxima semana.

PARADA?

O comunicado do BC, na avaliação dos especialistas, não foi claro sobre seus próximo passos. Para alguns, pode indicar que o atual ciclo de corte da Selic chegou ao fim. Porém, há quem entenda que uma porta ficou aberta para mais reduções, como é o caso da equipe do banco Santander, que enxerga uma outra baixa em maio, quando o Copom se reúne novamente.

"Não houve uma menção explícita ou implícita a uma pausa (nos cortes), o que é uma surpresa. Não se compromete com o comentário da última ata, que sinalizava que a Selic poderia se estabilizar em torno de 9 por cento", afirmou a economista sênior do banco espanhol, Tatiana Pinheiro.

Para outros, no entanto, o BC para por aqui.

"Talvez o mercado possa continuar precificando a possibilidade (de mais cortes), dependendo da evolução do cenário externo. Eu, particularmente, não espero. Continuo achando que a taxa de 9 por cento será mantida até o fim do ano", afirmou o estrategista-chefe do banco WestLB, Luciano Rostagno.

No mercado futuro de juros, uma pequena parte das apostas ainda indicavam que o Copom poderia voltar a reduzir a Selic em maio, no próximo encontro do Copom, com corte de 0,25 ponto percentual.

Em março passado, o Copom surpreendeu parte do mercado ao acelerar o passo e reduzir a Selic em 0,75 ponto percentual, para 9,75 por cento ao ano, voltando-a ao patamar de um dígito. A decisão, naquele momento, foi dividida: cinco diretores optaram pelo corte de 0,75 ponto e dois, pelo de 0,50 ponto.

Apesar disso, ao publicar a última ata em meados do mês passado, os diretores do BC afirmaram que a Selic se estabilizaria "ligeiramente acima" do mínimo histórico o que, para boa parte do mercado, significou dizer que a Selic ficaria em 9 por cento ao ano.

A autoridade monetária tem repetidamente afirmado que a inflação vai convergir para o centro da meta oficial -de 4,5 por cento pelo IPCA- no fim do ano. No último relatório de inflação, por exemplo, o BC previu que o indicador ficará em 4,4 por cento neste ano, mas elevou a estimativa para 2013 a 5,2 por cento.

Essa divergência para os cenários inflacionários foram vistos por analistas do mercado financeiro como um sinal de que o BC poderá ser obrigado a elevar a taxa básica de juros no ano que vem para conter as pressões de preço.

Em março passado, o IPCA subiu menos do que o esperado, ao registrar alta de 0,21 por cento, a menor desde julho de 2011, acumulando em 12 meses expansão de 5,24 por cento. No ano passado, o indicador fechou com alta de 6,50 por cento, exatamente no teto da meta do governo, que tem dois pontos percentuais de margem para mais ou para menos.

POUPANÇA

Apesar do cenário incerto sobre os próximos passos do Copom, o mercado avalia que há ainda mais problemas para mais cortes na Selic, como a poupança. A aplicação tem remuneração fixada em 0,50 por cento ao mês, mais a variação da Taxa Referencial, mas o aplicador é isento de Imposto de Renda. Com a Selic menor, que remunera as aplicações em renda fixa, os investidores podem migrar para a poupança, causando distorções.

Para o economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho, há indicações de que o BC baixará ainda mais a Selic em maio caso o cenário desinflacionário proporcionado pelos preços das commodities se confirme.

"Considero factível um corte para até 8,75 por cento (na Selic). Não considero 8,5 por cento como factível porque, nesse caso, o Copom irá equiparar à rentabilidade da poupança", comentou ele.

ATIVIDADE

O corte desta quarta-feira foi o segundo seguido na mesma magnitude e está em linha com a estratégia do governo de estimular mais a economia e garantir crescimento na casa de 4 por cento neste ano. Barateando os custos dos empréstimos via Selic, o consumo é estimulado e, consequentemente, a atividade.

Dados recentes mostram que a atividade continua patinando, como o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). Considerado uma espécie de sinalizador do comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o indicador caiu 0,23 por cento em fevereiro ante janeiro, informou o BC na segunda-feira passada.

Foi o segundo mês seguido de contração, indicando que a economia terá um primeiro trimestre ainda ruim. No acumulado de 12 meses, o IBC-Br mostrou expansão de apenas 2,05 por cento em fevereiro.

Por conta disso, o governo também anunciou uma série de medidas para estimular o crescimento, com foco especial na indústria nacional.

(Reportagem adicional de Frederico Rosas e Aluísio Alves, em São Paulo)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Viana faz parceria com Blue Tree Hotels para comercialização e desenvolvimento de complexo imobiliário na região de Sorocaba.

Ana Paula Bortoloni NOTÍCIAS - Demais.

Empreendimento que reúne hotel e prédios comerciais e residencial em Votorantim reforça expansão da imobiliária no interior de São Paulo

A Viana Negócios Imobiliários fechou parceria com a Blue Tree Hotels, a SS Empreendimentos Imobiliários, a Lion Assessoria e a MSA Engenharia para desenvolvimento e comercialização de um complexo imobiliário no município de Votorantim (SP) que englobará área hoteleira, residencial e comercial.

Com o conceito europeu de morar, trabalhar e se divertir no mesmo lugar, o Espaço Business Campolim terá localização privilegiada: situado na divisa entre Votorantim e Sorocaba, próximo ao shopping Iguatemi Sorocaba, que tem previsão de inauguração no segundo semestre de 2013.

Líder em comercialização e locação de imóveis no Grande ABC, a Viana Negócios Imobiliários será responsável pelas vendas do novo empreendimento, além de prestar assessoria imobiliária no desenvolvimento do projeto, que terá quatro torres, sendo duas comerciais, uma residencial e o hotel de alto padrão. O EBC é o primeiro empreendimento comercializado pela imobiliária no local, parte do objetivo da empresa de expandir sua atuação para o interior do Estado de São Paulo.

Segundo o presidente da Viana Negócios Imobiliários, Aparecido Viana, a proposta de construção do maior complexo imobiliário da região surgiu de uma análise de mercado que detectou a demanda dos executivos que viajam para lá gerando negócios. “Trata-se de um local que está passando por grande processo de valorização imobiliária e para a Viana é uma honra participar desse projeto ao lado dessas grandes empresas, que são conceituadas no mercado”, comenta o empresário.

Só no hotel, segundo a Blue Tree Hotels, serão investidos R$ 150 milhões e o início das operações está previsto para 2014. A unidade hoteleira foi projetada com mais de 290 apartamentos, incluindo 14 suítes de diferentes categorias e unidades adaptadas para pessoas com necessidades especiais. Terá espaço para realização de eventos corporativos e sociais, com pé direito de 7 metros e capacidade para até 1000 pessoas, além de um restaurante para 255 pessoas e área de lazer com piscina, SPA e fitness center.

SOBRE A VIANA NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

Localizada em São Caetano do Sul e com atuação na Região Metropolitana de São Paulo, no litoral, interior paulista e também em outras capitais, a Viana Negócios Imobiliários está há 36 anos no mercado imobiliário.

Conta com duas sedes com know how nos segmentos comercial e residencial, pesquisa de mercado, desenvolvimento de produto, planejamento estratégico e de marketing. É parceira de grandes incorporadoras e construtoras.

Na Avenida Goiás 420, a Viana Negócios Imobiliários possui equipes especializadas em locação e vendas de imóveis de terceiros. Já na Rua Amazonas 439, está a divisão voltada a comercialização de lançamentos.

Site: www.viananegocios.com.br


Você sabe o que está incluído na taxa cobrada pelo corretor de imóvel?

SÃO PAULO - Comprar ou vender um imóvel não é uma tarefa fácil. Além do trabalho que dá escolher a casa ou o apartamento perfeito, é preciso fazer uma série de verificações e passar por uma longa e exaustiva negociação de preços. Para facilitar um pouco essa tarefa, muitos contam com a ajuda dos corretores de imóveis, que, por sua vez, cobram por esse serviço.

Em São Paulo, por exemplo, a comissão dos corretores de imóveis pela intermediação em imóveis usados é de 6%, taxa estabelecida pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis). Ou seja, se um proprietário estiver vendendo um apartamento de R$ 600 mil reais, R$ 36 mil vão para a conta do corretor.

Cada estado, porém, tem suas taxas específicas, de acordo com o estabelecido por cada entidade regional. Ainda no caso dos imóveis em lançamento, também em São Paulo, a comissão pode variar de 3% a 6%, dependendo da negociação.

De todo modo, o montante que o corretor recebe quando uma venda é finalizada não é um valor desprezível. Em uma venda de um imóvel no valor de R$ 1 milhão, R$ 60 mil reais vão para os corretores, e o proprietário fica com R$ 940 mil. Mas, se de um lado o vendedor deve pagar essa taxa, de outro, o que o corretor é obrigado a dar em troca?

Mediando o negócio De acordo com o corretor de imóveis e presidente da RE/MAX Brasil – rede de franquias imobiliárias -, Renato Teixeira, a lei prevê uma série de atribuições ao corretor de imóveis. Basicamente, explica ele, “o corretor é obrigado a executar a mediação com a prudência que requer o negócio”.

Na prática, o corretor deve prestar um serviço de assessoria às partes envolvidas, levantando informações sobre as condições financeiras do imóvel e também do seu estado de conservação. Assim, se o negócio for finalizado e, posteriormente, o novo proprietário descobre que o imóvel tinha dívidas atrasadas de condomínio ou mesmo de impostos, como o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), o comprador pode entrar com uma ação de indenização contra o corretor e, consequentemente, contra a imobiliária.

Da mesma forma, o corretor deve informar ao comprador sobre as condições do imóvel de ordem estrutural. É claro que o corretor não é um advogado nem um engenheiro, porém, ele tem condições de identificar se o imóvel apresenta determinados problemas. Se ele não for capaz de avaliar a questão mais a fundo, ele tem obrigação de aconselhar ao comprador contratar especialistas – como engenheiro e advogados para sanar qualquer dúvida. Caso contrário, poderá ser acionado judicialmente no futuro.

O corretor também deve dar suporte na assinatura do contrato e acompanhar o processo com os interessados. É de responsabilidade do vendedor, porém, entregar todas as certidões necessárias para comprovar a situação do imóvel. Se ele não quiser entregar, deve pagar para que o corretor retire esses documentos.

Como contratar um corretor Para se tornar um corretor, o interessado não precisa de um curso superior. Deve apenas fazer um treinamento obrigatório no Creci. Isso quer dizer, bascamente, que não é tão complicado se tornar esse profissional. Os vendedores e compradores, portanto, devem fazer uma boa pesquisa antes de contratar um corretor.

De acordo com Teixeira, o primeiro passo é verificar a ficha do corretor no conselho regional dos corretores de imóvel. Lá é possível ver se o profissional está regular com o conselho e se está envolvido em alguma ação judicial, ou seja, se está ou não tudo em ordem.

Além disso, o próprio conselho oferece consultoria de graça, no sentido de ajudar os interessados a encontrar um corretor. Vale ainda contar com dica de conhecidos, que possam sugerir algum profissional.

Contrato de exclusividade: sim ou não? Ao assinar um contrato de exclusividade com um determinado corretor ou imobiliária, o vendedor se compromete a trabalhar apenas com aqueles profissionais. Logo, se você fechar o negócio com outro corretor, é possível que seja processado, tendo de pagar a corretagem novamente, para os corretores contratados inicialmente.

Para o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, o vendedor tem várias vantagens ao contratar uma imobiliária assinando o contrato de exclusividade. Em primeiro lugar, quando o corretor tem esse contrato, ele dá mais atenção ao imóvel e trabalha mais focado, pois sabe que a exclusividade tem um prazo determinado.

Muitos podem pensar que, se não assinarem o contrato, decidindo trabalhar com vários corretores, terão a vantagem de o imóvel ser visto por mais pessoas. Viana Neto, porém, discorda dessa avaliação. Segundo o profissional, os corretores não dão muita atenção aos imóveis que não possuem o contrato de exclusividade e só irão mostrá-lo para um possível vendedor em último caso ou em casos específicos.

“Se o interessado quer um primeiro andar, de um prédio que não tem piscina, e eu só tiver aquele que não tem contrato de exclusividade, eu mostro. Mas, se eu tiver outras opções com contrato, darei preferência”, explica Neto, ressaltando que essa é a lógica da maioria dos corretores.

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