Todas as capitais pesquisadas têm alta na taxa, com
destaque para Fortaleza e Salvador
A taxa de desemprego no Brasil aumentou pelo terceiro mês consecutivo em março, ao passar de 10,1% em fevereiro para 10,8% no mês passado. As informações são da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), divulgada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) nesta quarta-feira (25).
A taxa de desemprego no Brasil aumentou pelo terceiro mês consecutivo em março, ao passar de 10,1% em fevereiro para 10,8% no mês passado. As informações são da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), divulgada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) nesta quarta-feira (25).
A PED leva em conta os dados do emprego em sete regiões metropolitanas brasileiras: Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal.
No mês passado, mais 175 mil pessoas entraram no contingente de pessoas sem emprego, o que elevou o número de desocupados para 2,4 milhões.
Segundo o Dieese, o resultado decorre do aumento da PEA (População Economicamente Ativa), que foi incrementada em 84 mil, e redução do número de pessoas ocupadas em 92 mil.
Já o contingente de pessoas empregadas nessas regiões metropolitanas ficou em 19,9 milhões em março, depois de marcar 20 milhões em fevereiro.
Capitais
A taxa de desemprego aumentou em todas as capitais brasileiras pesquisadas na passagem de fevereiro para março, segundo o Dieese e a Fundação Seade. Os avanços foram registrados em Fortaleza, onde o desemprego saltou de 8,5% para 9,6%, e Salvador, onde a taxa subiu de 15,8% para 17,3% - maior percentual entre as capitais pesquisadas.
No Distrito Federal, o desemprego está em 13,3% agora, após marcar 12,4% em fevereiro, o que coloca a capital federal na seguda colocação do ranking de regiões com maior percentual de desocupados. Recife, com 12,3% de desemprego, está na terceira posição.
Em São Paulo, o desemprego está em 11,1% - a menor
taxa para março desde 1990. Porto Alegre tem 7,6% de desempregados e, por
último, aparece Belo Horizonte, com 5,4% de taxa de desemprego - a menor entre
as capitais.
Setores
Setores
A indústria, a construção civil e os outros setores da economia, que incluem
serviços domésticos, apresentaram corte de vagas de trabalho em março. As
fábricas tiveram saldo negativo de 53 mil postos de trabalho, enquanto outros
setores cortaram 47 mil pessoas e a construção, 35 mil.
De acordo com Alexandre Loloian, da Fundação Seade, as chuvas atrapalharam a construção no 1º trimestre e o comportamento do emprego foi quase que idêntico em todo o País, com perdas de postos de trabalho em todas regiões. Mesmo assim, não há uma explicação clara para os cortes.
- Não há informação precisa da causa em cada região, mas houve as liberações de financiamento imobiliário recentemente. Os cortes são muito pontuais e a expectativa é de que o nível de emprego melhore no setor durante o ano.
Bolso
O salário médio real (descontados impostos) dos ocupados, grupo de todos os trabalhadores, formais ou não, ficou em R$ 1.459 em fevereiro - o Dieese leva em conta os dados do mês anterior. Já os assalariados passaram a ganhar, em média, R$ 1.516.
A remuneração média dos trabalhadores em geral subiu em São Paulo (para R$ 1.582), Fortaleza (R$ 987), Recife (R$ 1.077) e Distrito Federal (R$ 2.254). Por outro lado, recuou em Belo Horizonte (R$ 1.441) e em Salvador (R$ 1,029).
Fonte: R7.com
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