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domingo, 26 de agosto de 2012

Empreendimento no Brooklin será o maior de São Paulo

Megaempreendimento imobiliário, com torres residenciais e comerciais, poderá levar até 65 mil pessoas para região do Brooklin onde trânsito já é pesado.

Empreendimento da Odebrecht ficará localizado
 nas imediações da Marginal Pinheiros, em São Paulo
São Paulo - O maior empreendimento imobiliário de São Paulo - em área construída - será erguido na zona sul. Com 595 mil m², o complexo Parque da Cidade terá cinco torres corporativas, um prédio comercial e dois residenciais, shopping e hotel, além de espaço de lazer com restaurantes, bares, ciclovia e pista de cooper. A previsão é que, quando pronto, leve 65 mil pessoas, o equivalente à população do bairro de Pinheiros, à região de trânsito já pesado. O megaempreendimento vai ocupar um terreno de 80 mil m² entre a Marginal do Pinheiros e o futuro prolongamento da Avenida Chucri Zaidan, no Brooklin, em uma das regiões mais disputadas pelo mercado imobiliário na cidade. Com lançamento previsto para setembro, o Parque da Cidade deve demorar de 8 a 10 anos para ficar totalmente pronto. Até lá, segundo a Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR), responsável pelo projeto, o valor geral de vendas pode superar R$ 4 bilhões.

Tendência mundial, a promoção de uso múltiplo em um mesmo terreno, aliada ao conceito de cidade compacta, é a base do projeto. "Trata-se de um condomínio aberto à população, sem muros, à disposição da vizinhança. Na nossa visão, ele não se resume a um empreendimento imobiliário, mas de urbanismo", diz o diretor de Incorporação da OR, Saulo Nunes.

O objetivo de ofertar trabalho, lazer e moradia em um mesmo endereço já existe na cidade, mas não nessas proporções, de acordo com a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). O diretor Luiz Paulo Pompéia diz que a fórmula funciona, desde que o entorno disponha de infraestrutura. "Isso quer dizer acesso a transporte público, a vias expressas e comércios", afirma. Atualmente, nenhuma linha do metrô serve a região. Apenas a Linha 9-Esmeralda da CPTM, já saturada, atende a população do bairro.

Comércio e luxo

As obras começam no primeiro trimestre de 2013. A expectativa é que o shopping e o hotel - já negociado com uma rede de luxo internacional - sejam os primeiros a ficar prontos, em 2015. O edifício comercial, com 600 salas em 36 andares, e duas das cinco torres corporativas também devem ser finalizados no mesmo ano. Já as 599 unidades residenciais, com opções de planta que variam de 80 a 220 m², só serão lançadas em 2016. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Mercado imobiliário ainda é um bom negócio

Mesmo com a desaceleração, preços não vão se retrair e vender um imóvel ainda é vantajoso. Veja dicas

Prédio no Rio de Janeiro: de 2001 a 2010, os preços dos
imóveis residenciais e comerciais na cidade
sofreram um aumento de até 700%
São Paulo - O imóvel é considerado uma boa forma de investir dinheiro - é um patrimônio durável e que se valoriza ao longo do tempo, especialmente quando ocorrem melhorias na infraestrutura da região. Mesmo com a expectativa de estabilização do mercado imobiliário, vender ou alugar uma edificação continua sendo um bom negócio. "Os índices de valorização registram uma pequena queda, porém, os preços atuais não irão diminuir", explica Carlos Samuel de Oliveira Freitas, especialista em Direito Imobiliário e diretor de Condomínios De 2001 a 2010, os preços dos imóveis residenciais e comerciais no Rio de Janeiro sofreram um aumento de até 700%. O dado é do estudo "Panorama do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro", realizado pelo Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-RJ). A entidade constatou que em 2011 o crescimento do setor foi menor comparado ao mesmo período de 2010. "O valor médio do metro quadrado para venda teve um desaceleração significativa no ano anterior, assim como o preço para aluguel. Nos dois casos, o crescimento foi 50% menor do que em 2010", aponta.

Para Freitas, mesmo nesta fase de equilíbrio dos valores praticados pelo mercado imobiliário, ainda haverá um aumento nos preços das edificações. A razão é o forte investimento em urbanização e infraestrutura para receber a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016. "As unidades imobiliárias localizadas no entorno das sedes destes eventos, onde irão acontecer às competições, serão extremamente valorizadas, principalmente na época de realizado dos jogos. O preço de venda pode superar o valor primitivo em até 300%", enfatiza Freitas.

Saiba como vender seu imóvel mais rápido

Quem deseja vender um imóvel usado deve ficar atento a algumas orientações básicas que podem dar um empurrãozinho para o comprador fechar o negócio. O processo de venda, na maioria dos casos não é rápido, porém, ter cuidados básicos com a edificação ajuda a atrair mais interessados. "Os imóveis usados têm forte concorrência, por isso quanto mais atraente, maiores são as chances de vender. O primeiro passo é manter a residência sempre limpa e organizada. O jardim e o quintal também merecem mais atenção", observa. da administradora Primar. A conservação do imóvel é fundamental. Portanto, se houver a necessidade de fazer reparos na parte elétrica, hidráulica ou estrutural, faça antes de anunciar o imóvel para venda. Os consertos e melhorias eliminam possíveis distrações para os interessados. "As pessoas que vão visitar a casa ou apartamento se projetam naquele ambiente e se imaginam morando ali. Se o primeiro contato não for positivo, o negócio será prejudicado. Mesmo quando o interessado faz mais de uma visita, a primeira impressão sempre será a mais forte em sua mente" esclarece.

Caso o imóvel a venda esteja ocupado, a atenção deve ser redobrada. Os ambientes devem estar sempre arejados, sem mobília em excesso e objetos jogados em qualquer canto. Os dejetos dos animais de estimação devem ser removidos do quintal, assim como os entulhos. "A boa aparência deve ser mantida constantemente, afinal nunca se sabe quando o possível comprador vai solicitar uma visita. Mesmo que a administradora agende os encontros, será impossível deixar tudo organizado a tempo se não houver manutenção frequente", afirma.

Outra recomendação importante é a revisão dos documentos do imóvel. A escritura deve ser fidedigna com a realidade. Qualquer diferença pode ser motivo para que o interessado desista de fechar o negócio. "O ideal é manter tudo atualizado para não haver transtornos no momento da negociação. O diálogo é outro fator que conta pontos. O proprietário e o corretor da administradora devem sempre ressaltar os pontos positivos da edificação, comentar sobre as características do bairro e os serviços oferecidos aos moradores, como linhas de ônibus, escolas e postos de saúde", acrescenta.


 

 

 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Secovi-SP estima retomada do mercado imobiliário de Campinas

Procura por imóveis econômicos de dois dormitórios estão em alta.

Maior cidade do interior brasileiro, Campinas é o centro de uma região metropolitana composta por parques industriais, comerciais, tecnológicos e grandes polos universitários. Devido à recente crise política, o mercado imobiliário local foi afetado, mas a expectativa é de retomada, pois a demanda na região é grande e o setor já tem reagido com novos lançamentos.

Um estudo elaborado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) e pela Robert Michael Zarif Assessoria Econômica mostrou que, entre julho de 2011 e julho de 2012, foram lançados 2.546 imóveis residenciais verticais na cidade de Campinas, onde 56,7% (1.444 imóveis) correspondem as unidades com dois dormitórios.

Também de acordo com a pesquisa, de junho/09 a junho/12, em sua maior parte, os lançamentos em condomínios são verticais, com 96,7% da oferta (11.450 unidades). Deste segmento vertical, os imóveis econômicos de dois dormitórios foram o destaque, com 5.739 unidades lançadas e 5.304 unidades comercializadas.

Isso se reflete também na maior procura por imóveis de 46 m² a 65 m², que apresentaram participação do mercado de 41% e um giro médio de 20% ao mês (932 unidades / mês).

Com relação ao preço de venda, o levantamento mostra que os imóveis mais procurados foram os de até R$ 170 mil e os inseridos na faixa de R$ 170 mil a R$ 350 mil.

Imóveis horizontais

Entre junho de 2009 e junho de 2012, foram lançados 383 imóveis horizontais em condomínios no município, o que representa 3,24% do mercado. O segmento de três dormitórios representou a maior parte da oferta, com 192 unidades lançadas (50,1%). Na sequência, estão os imóveis de quatro dormitórios, com 129 unidades lançadas (33,7%).

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A escala de preço dos imóveis irá continuar? .


Euracy Campos NOTÍCIAS - Economia.


Recentemente muito se tem discutido se é hora de vender ou comprar imóveis. O momento é bom para realizar o lucro? Os preços vão continuar subindo? Vão cair? Como o mercado imobiliário irá se comportar? Nos últimos quatro anos em São Paulo e no Rio de Janeiro, os preços dos imóveis residenciais aumentaram 140% - dados da Capital Economics. Em 2009, a alta no valor das casas e apartamentos no país foi de 22%, a terceira maior do mundo e, em 2010, a valorização chegou a 25%. O Brasil ficou com o primeiro lugar no ranking das maiores altas, o que tornou o mercado imobiliário brasileiro o mais caro da América Latina. Em 2012, encerrou o ano com a segunda maior valorização de imóveis no mundo, um aumento real de 19,79% nos preços e ficou atrás apenas da Índia no ranking da variação dos preços realizado pelo site Global Property Guide, que auxilia investidores na busca de imóveis ao redor do mundo.

 
Mas afinal, os preços chegaram ao topo, ou, ainda, há espaço para valorização? Ou a tendência agora é que os preços se acomodem – ou até caiam? A combinação de fatores como anos de estabilidade econômica, renda em ascensão, inflação sob controle, queda histórica na taxa de desemprego média, baixa das taxas de juros que facilitam o acesso ao crédito, aumentaram a demanda por imóveis e consequentemente forçaram o aumento do valor dos mesmos.


Além da lei da procura e da oferta, outro ponto que impulsionou a alta foram os custos de construção que sofreram enorme pressão, com a escassez de mão de obra qualificada e perda de produtividade das construtoras, fora as próprias altas nos preços dos terrenos. Devemos lembrar que o mercado imobiliário é um mercado “descontrolado” quanto maior a oferta quer seja por terreno, material de construção ou mão de obra o preço sobe, não existe “órgãos reguladores” capazes de coibir os abusos. Outro ponto interessante a se destacar é que o aumento no preço dos imóveis no Brasil foi uma atualização dos preços em relação ao mercado internacional. Em um estudo recente a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, órgão ligado à Universidade de São Paulo, constatou-se que o mercado imobiliário começa a perder fôlego. A desaceleração fica evidente em seis das principais capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza.
 

Percebe-se hoje que o consumidor tem analisado melhor antes de comprar. Lançamentos que antes eram vendidos em um final de semana hoje levam em medias 60 dias. Outro aspecto importante é que apesar da ascensão da renda ela não acompanhou nem de longe o aumento do preço dos imóveis. Apesar de faltarem dados e pesquisas nesse sentido, em algumas regiões do País o preço de um imóvel custa o equivalente a 10 vezes a renda per capita da população. Mas qual é a realidade atual do mercado imobiliário? A de um país que é o segundo mais valorizado do mundo ou de mercado que começa a desaquecer?


Infelizmente não há uma resposta simplista para essa pergunta. O que verificamos em curto prazo é um ajuste do mercado, demanda moderada, as construtoras lançando menos e entregando mais pontualmente e, consequentemente a estagnação e queda dos preços. Não há de se ter um quebra dos preços dos imóveis, visto que não houve especulação para tal. Vamos ter um mercado mais equilibrado. Em longo prazo com a queda da taxa de juros e previsão de que o crédito imobiliário chegue a representar 14% do PIB, teremos novas altas nos preços dos imóveis.


1. Artigo de: Daniele Akamine


Bacharelado em Direito, Pós-Graduada em Direito Civil, Direito Penal e Processo Penal, MBA em Economia da Construção e Financiamento Imobiliário, técnica em Contabilidade e sócia diretora da Akamines Negócios Imobiliários Ltda www.akamines.com.br.

 

Vale a pena comprar imóvel pequeno para alugar?


Obter um bom retorno no mercado de locação residencial tornou-se mais difícil com o atual patamar de preços
 
A alta de preços tem levado a lançamentos
de imóveis cada vez menores
São Paulo – Imóveis compactos de um ou dois quartos e até 60 metros quadrados costumam ser bastante procurados tanto para compra quanto para locação em grandes cidades como Rio e São Paulo. Isso significa que comprar imóveis com esse perfil para alugar em grandes capitais é um ótimo negócio, certo? Não necessariamente. Os preços altos dificultaram a obtenção de bons retornos com os aluguéis, ao mesmo tempo em que a legislação e a economia já não ajudam. Mas em alguns casos pontuais, o investimento ainda pode ser vantajoso, como no caso dos imóveis de excelente localização.

No primeiro semestre deste ano, 52% dos imóveis comercializados na capital paulista tinham dois dormitórios. Embora não haja dados nesse sentido, a demanda de imóveis compactos para locação no segmento residencial também é relativamente alta, segundo pessoas com experiência no ramo imobiliário. Porém, a demanda dos que compram para alugar, dizem especialistas, é significativamente menor que a demanda de quem compra para morar.

“Ainda não há um grande volume de investidores no segmento residencial no Brasil. O mercado, em geral, é voltado para uso próprio. O que se encontra, muito frequentemente, são pessoas que herdaram imóveis ou que querem um imóvel maior que o atual, mas que ainda não precisam vendê-lo. Elas simplesmente compram um novo e alugam o antigo”, explica Mark Turnbull, diretor do Secovi-SP, o sindicato da habitação de São Paulo. 

Existem alguns motivos para isso. De acordo com especialistas ouvidos por EXAME.com, a legislação brasileira é limitadora, por proteger demais o inquilino residencial. “Isso faz com que os imóveis residenciais não sejam dos produtos mais interessantes. Do ponto de vista de investimento, os comerciais fazem mito mais sentido. Imóvel residencial não é um grande negócio no Brasil”, diz João da Rocha Lima, coordenador do núcleo de Real Estate da Poli-USP. 

Os prós dos “mini-imóveis”

Investimento menor. Nesse contexto, os imóveis compactos de um e dois quartos e as quitinetes têm alguns trunfos em relação aos imóveis maiores. Além de serem mais buscados para locação, é mais fácil conseguir uma boa remuneração sobre o investimento inicial, uma vez que os valores absolutos dos compactos são significativamente menores que os preços dos mais amplos. 

“Na compra, considera-se o preço por metro quadrado. Já o aluguel não é tão sensível a isso. Portanto, para o bolso do comprador faz diferença comprar um imóvel de 50 ou de 65 metros quadrados. É isso que altera a relação da remuneração e do investimento. Já o aluguel tem a ver com o valor máximo que o inquilino pode pagar por mês, mas para ele tanto faz morar em um imóvel de 50 ou 65 metros quadrados”, explica o economista Luiz Calado, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF) e autor de livros sobre fundos e imóveis.


Velocidade de locação. Não existem dados sobre vacância de imóveis residenciais do mercado como um todo, mas o Secovi-SP, por exemplo, aufere a velocidade de aluguel das unidades por número de dormitórios. Em julho, imóveis de um quarto levaram de 15 a 22 dias para serem alugados em São Paulo, enquanto que os de dois quartos levaram de 21 a 24 dias. Já os de três dormitórios demoraram pouco mais de um mês para serem alugados.

Público. Os pequenos imóveis se beneficiam ainda da mudança de perfil na população brasileira. Os inquilinos e os compradores desse tipo de bem normalmente são jovens solteiros que moram só ou com amigos, casais com um ou nenhum filho, universitários que mudam de cidade para estudar, divorciados, solteiros convictos, solteiros e casais não heterossexuais (LGBTs), além de casais idosos e viúvos.

“As famílias estão reduzindo de tamanho, os jovens estão saindo de casa mais cedo e os idosos querem morar sozinhos, ainda que perto dos filhos. É o que se chama de família em mosaico”, diz Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi-RJ. “O grupo dos idosos particularmente deve crescer nos próximos 10 ou 20 anos, já que está ocorrendo o envelhecimento da população brasileira”, diz Luís Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).


Além desses públicos, que se voltam para os imóveis populares e de classe média alta, existe ainda um público de alto padrão para imóveis de um dormitório já nem tão compactos assim. São apartamentos em edifícios de luxo, que chegam a ultrapassar os 100 metros quadrados, normalmente alugados por grandes empresas para seus executivos. De acordo com Pompéia, este segmento tem despontado nos últimos três ou quatro anos e conta com imóveis que chegam a valer mais de 1.000.000 de reais. Em São Paulo, os empreendimentos costumam se concentrar em bairros valorizados como Itaim, Jardim Europa, Ibirapuera e Vila Nova Conceição..

 

Oferta escassa. Um fator que em tese é benéfico para os imóveis de um dormitório e as quitinetes é a oferta ainda reduzida desse tipo de imóvel. Em São Paulo no mês de junho, por exemplo, o número de unidades de um quarto ofertadas (2.893) não chegava nem à metade do número de unidades de dois quartos ofertadas (6.499).

A escassez é grande no Rio. De acordo com o vice-presidente do Secovi-RJ, as construtoras realmente focam pouco nesse tipo de imóvel na cidade. “Há poucos lançamentos e uma grande demanda reprimida. Com o projeto Porto Maravilha, o Centro se tornou uma região interessante para esse tipo de empreendimento, uma vez que seu público busca fácil acesso a serviços e transporte. Quitinetes em Copacabana, Flamengo e Tijuca, por exemplo, são vendidas e alugadas com facilidade”, diz Leonardo Schneider.

Os contras dos “mini-imóveis”

Altos preços. Os especialistas ouvidos por EXAME.com alertam, porém, que o investimento em imóveis residenciais, que já era complicado por conta das questões legais, se tornou ainda mais arriscado com a recente alta nos preços e com as atuais perspectivas econômicas. Mesmo os imóveis menores, mais baratos em termos absolutos e com mais saída para venda e locação, foram atingidos por esse novo cenário.

Conseguir uma renda de aluguel que valha a pena ficou ainda mais difícil. Considera-se que, para o segmento residencial, o aluguel deva corresponder a, no mínimo, 0,6% ao mês do valor investido – o que já é baixo, considerando-se que a caderneta de poupança rende cerca de 0,5% ao mês. Em locais onde os preços dos imóveis já estão exorbitantes, os aluguéis teriam que ser muito altos para compensar o investimento. Mas o limite do valor do aluguel é a renda do inquilino.

No Rio, por exemplo, o valor médio de um apartamento de um dormitório na Tijuca, na Zona Norte, era de 300.000 reais em junho. Será que haveria um único inquilino disposto a pagar 1.800 reais ao mês de aluguel (0,6% do valor investido), mais IPTU e condomínio, tendo em vista que o bairro, apesar da boa localização, não fica assim tão perto da orla nem das áreas mais nobres da cidade?

Crédito abundante. Outro fator que pode dificultar a vida dos locadores é a facilidade de comprar um imóvel pequeno. Embora o público-alvo desses empreendimentos quase sempre esteja em uma situação temporária, o que pode tornar a locação mais vantajosa, o acesso ao crédito a juros baixos faz com que muita gente prefira comprar a alugar. “Hoje o valor da prestação muitas vezes se aproxima do valor do aluguel. Mesmo quem não tem tanta renda prefere comprar”, diz Luís Paulo Pompéia, da Embraesp. Ele lembra que programas como o “Minha Casa Minha Vida” facilitam a compra de imóveis compactos, de valor absoluto menor.

Geralmente quem compra o imóvel compacto, notadamente o de dois quartos, não está em uma situação tão transitória assim. “As pessoas estão perdendo a capacidade de comprar imóveis grandes ou em determinados bairros. Já as incorporadoras estão acomodando sua oferta à capacidade de compra da demanda, entregando imóveis menores”, diz João da Rocha Lima, da Poli-USP.

Menor potencial de retorno. Uma questão um pouco mais complexa é a do retorno do investimento. Comprar um imóvel residencial, ainda que compacto, neste momento, pode significar comprar na alta e, com isso, não obter uma boa taxa de retorno no longo prazo. A taxa de retorno é uma taxa média que inclui renda de aluguéis e valorização do bem. Com os preços tão altos, pode não haver mais tanto espaço para a valorização. Com isso, a renda de 0,6% ao mês pode não ser suficiente para tornar vantajoso o investimento em um bem que pode valorizar muito pouco ou mesmo desvalorizar.

“Geralmente as pessoas só olham a taxa de renda, que é o valor do aluguel sobre o valor do investimento. Mas aí você está considerando a hipótese de que o investimento está protegido no valor do imóvel e que este nunca vai desvalorizar”, explica João da Rocha Lima. Segundo ele, a taxa de retorno deve ser levar em conta um horizonte de uns 20 anos, e cerca de 30% dela é composta pela variação no valor do imóvel no período. “Ou seja, de cada 100 reais de retorno, 70 virão dos aluguéis e 30 virão da possível valorização”, diz Lima.

Além de os preços já terem subido bastante, as perspectivas econômicas para os próximos anos não sugerem que a valorização continuará em ritmo tão forte, assim como a renda da população pode não subir tão vigorosamente. Isso pode representar altas mais modestas e mesmo desvalorizações, assim como períodos maiores de vacância entre um inquilino e outro. O cálculo da taxa de retorno, que pode ser feito por um especialista na área, leva em conta tudo isso. 

“É improvável que a realidade de hoje se repita pelos próximos 20 anos”, diz o professor. Segundo suas projeções, um retorno bruto de 9% ao ano em um imóvel residencial pode representar um retorno líquido antes de IR de 3% a 4,5% ao ano. Se o valor se enquadrar na faixa mais alta de IR, haverá ainda uma mordida de 27,5% da rentabilidade.

É bom para quem, afinal?

Quem herdou um imóvel, já aluga um compacto há um bom tempo ou pretende alugar o antigo após comprar um novo não terá grandes problemas em relação ao retorno. No primeiro caso, o investimento inicial não foi feito pelo atual proprietário; no segundo, o proprietário já se valeu da valorização recente e ainda pode optar entre vender ou continuar com a renda; e no terceiro, a compra não havia sido feita com o objetivo de investimento. Pode ser que, nesses casos, o aluguel seja rentável, especialmente se o imóvel for bem localizado.

Quem pretende comprar um imóvel residencial para locação, porém, terá mais trabalho. Tente achar pechinchas em bairros bem localizados e próximos a comércio, serviços e transporte público, pois estes fatores são cruciais para os locatários de imóveis compactos. Para Luís Paulo Pompéia, o segmento de alto padrão voltado para executivos pode ter boas oportunidades para quem tem bala na agulha.

Caso o imóvel fique vago por muito tempo e se localize em uma cidade com potencial turístico, uma possibilidade é destiná-lo ao aluguel para temporada, lembra Luiz Calado. “Outra ideia é considerar as quitinetes das cidades de interior, localizadas próximo a universidades. Mais baratas, elas podem ser alugadas para estudantes”, diz Calado.

domingo, 19 de agosto de 2012

Para quatro especialistas, imóveis são péssimo investimento neste momento.

Preços demasiadamente altos reduzem o potencial de continuidade da valorização; já aluguel paga menos que a renda fixa.

SÃO PAULO - Os preços dos imóveis no Brasil valorizaram 47,9% de agosto de 2010 a junho de 2012, de acordo com o índice FipeZAP, produzido em parceria entre a Fipe e o ZAP Imóveis. A alta valorização chama a atenção, principalmente para quem busca oportunidades de ampliar o patrimônio num cenário de mercado acionário em queda e juros com taxas baixas.

No entanto, especialistas são unânimes em afirmar: neste momento não há como fazer bom negócio com imóveis no País porque já estão muito elevados. "Para mim, nós vivemos uma bolha do setor imobiliário, com preços muito aquém do que os imóveis valem. E preços que não vão se sustentar por mais muito tempo. Sendo assim, a compra de um imóvel nesse momento não é bom negócio, nem para investimento nem para morar", afirma Willian Eid, coordenador do Centro de Estados de Finanças da FGV-SP (Fundação Getulio Vargas).

Para o coordenador do curso de Real Estate da Poli/USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), João da Rocha Lima Júnior, comprar um imóvel agora é como comprar uma ação em época de alta da Bolsa. "O mercado imobiliário já está precificado. Essa história de comprar e esperar valorizar já não é uma boa opção, e, em minha opinião, nem investimento é. É especulação. Investimento é comprar para alugar, mas isso também não é bom negócio. Primeiro que alugar imóvel residencial no Brasil é muito difícil por causa da lei do inquilinato, que protege muito o locatário, fazendo o risco do negócio ser muito alto para o locador. Além disso, a relação entre valor de aluguel e valor de imóvel é muito ruim no País".

Ambos os especialistas concordam em mais uma questão: os rendimentos da renda fixa são mais vantajosos do que a renda de um imóvel alugado. "Hoje tá valendo mais a pena deixar o dinheiro na renda fixa, principalmente se for a antiga poupança, do que investir em imóveis", diz Eid. Rocha Lima completa: "Não podemos esquecer que imóvel tem custo, corretor, imposto de renda e dor de cabeça, coisas que a poupança não tem. Isso precisa ser muito bem avaliado.”

Comprar para morar

Embora o momento não seja ideal para a compra de imóveis, o professor Willian Eid diz que entende quem deseja comprar um imóvel para morar mesmo nesse cenário. "Aqui no Brasil as pessoas têm necessidade de ter a casa própria. Nem que você prove por A + B que pagar aluguel talvez seja mais vantajoso neste momento, as pessoas querem ter a casa delas e, quando conseguem condições para isso, não avaliam outros fatores", explica.

Para ele, quem tem esse objetivo, mais do que mirar em um bom negócio financeiro, deve se preocupar em encontrar algo que supra as necessidades de toda a família. "É importante observar se o lugar é bom, se no futuro não haverá uma avenida, um viaduto, ou alguma coisa que possa vir a atrapalhar o imóvel. Também é importante caber no bolso. Não acho que feirões tenham boas oportunidades e também não acho que construir seja vantajoso. Eu acredito que hoje, a melhor opção seja encontrar um imóvel usado que atenda às expectativas.”

No entanto, o professor faz questão de frisar: "se a pessoa puder esperar um pouco, eu aconselharia o aluguel agora porque os preços devem começar a cair em breve.”

Samy Dana, PhD em finanças e professor da EESP-FGV, completa: "Atualmente os imóveis não são investimentos. São bens de consumo que devem ser comprados por razões muito diferentes da eficiência financeira, tais como realizar o sonho da casa própria ou a sensação de segurança pessoal que o imóvel próprio pode oferecer.”

Bolha Imobiliária

O educador financeiro Rafael Seabra, em artigo para o portal Quero Ficar Rico, explicou em sete itens como se forma uma bolha imobiliária e porque no Brasil ela pode estar próxima de estourar. Confira:

1) Aumenta a procura por imóveis e o preço sobe.

2) Aumenta o número de investidores que compram imóveis para alugar ou ganhar dinheiro.

3) Os preços começam a subir excessivamente, acima da capacidade de consumo das famílias.

4) O preço chega a um patamar insustentável, afastando potenciais compradores, que passam a considerar a hipótese de alugar imóveis. Com o preço dos imóveis cada vez mais irreais, as pessoas deixam de comprar e passam a cogitar o aluguel. Até porque passa a valer mais a pena alugar do que comprar, financeiramente falando.

5) Os preços dos aluguéis sobem pois a demanda por imóveis do tipo aumenta. Com tanta gente preferindo alugar do que comprar, o preço dos aluguéis disparam.

6) O preço dos imóveis começa a baixar como um todo devido à diminuição da procura. O País ainda não alcançou esse patamar, mas o preço em muitas cidades já começa a subir menos ou mesmo estagnar. Já existem vários indicadores que mostram que a alta no preço dos imóveis novos desacelera em várias cidades.

7) Há uma baixa mais expressiva nos preços dos imóveis pois os investidores começam a tentar vender os mesmos com urgência.

Esse é o ponto que ainda não atingimos e que não há previsão de ocorrer. Vale ressaltar que esse já é o último item para decretar o estouro da bolha. E já percorremos praticamente todo o caminho para isso. O Brasil está em um dos momentos finais dese ciclo: o momento em que as pessoas deixam de comprar imóveis novos para ir atrás de casas de aluguel. É praticamente o último momento antes da bolha imobiliária efetivamente estourar nas regiões metropolitanas.

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO - PTCC

O BENEFÍCIO DA ÉTICA E A DISTORÇÃO DE INFORMAÇÃO NO RAMO IMOBILIÁRIO.pdf - Google Doc



O BENEFÍCIO DA ÉTICA E A DISTORÇÃO DE INFORMAÇÃO NO RAMO IMOBILIÁRIO.pdf

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Nova classe média quer lazer e conforto na hora de comprar um imóvel

Segundo estudo da MZM, nova classe média prefere apartamentos com academia, quadra esportiva, varanda gourmet entre outros serviços.

Por Welington Vital

SÃO PAULO – Com as facilidades de crédito para o financiamento de imóveis a nova classe média esta cada vez mais realizando o sonho da casa própria. Esse público também passou a ficar mais exigente na hora de comprar um apartamento.

Segundo pesquisa da MZM Construtora, o mercado de imóveis passa por readequações para atender as exigências dessa parcela da população que agora querem infraestrutura aliada a equipamentos de lazer.

Com o preço metro quadrado em torno de R$ 4 mil, os apartamentos estão ficando mais compactos para incluir diversos itens de lazer no condomínio.

Os condomínios-clube, como são chamados, contam com academia, quadra esportiva, varanda gourmet, brinquedoteca, espaço mulher, entre muitas outras alternativas de lazer que chamam atenção e são determinantes na hora de efetivar o negócio.

Segundo o presidente da MZM, Francisco Diogo Magnani, a nova classe média opta por imóveis mais próximos aos locais de trabalho e facilidade ao transporte público.

“Existe uma demanda significativa de compradores do primeiro imóvel impulsionados pela melhoria do poder aquisitivo e as facilidades dos financiamentos imobiliários. Para este público, as opções de itens nas áreas de uso comum, aliadas à proximidade com o trabalho, a facilidade ao transporte público e um bom comércio local são requisitos fundamentais observados na hora de assinar o contrato”, explica Magnani.

Com relação aos condomínios-clube, Magnani ressalta que os brasileiros procuram melhor qualidade de vida.

Segundo dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas), entre 2003 e 2011, cerca de 40 milhões de pessoas entraram para a classe média. O número subiu de 65,9 milhões para 105,5 milhões de brasileiros, um crescimento de praticamente 60%.



Novo programa de logística vai integrar rodovias, ferrovias e portos | Agência Brasil.

Daniel Lima, Pedro Peduzzi, Sabrina Craide e Yara Aquino.

Repórteres da Agência Brasil

Brasília - O Programa de Investimentos em Logística, lançado hoje (15) pelo governo, contemplará nove trechos de rodovias e 12 de ferrovias. O governo pretende - ao conceder rodovias à iniciativa privada e promover parcerias público-privadas (PPP) para as ferrovias - criar condições para que o país restabeleça a capacidade de planejamento do sistema de transportes, com integração de modais e articulação com as cadeias produtivas.

Segundo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que detalhou o novo programa, tudo ficará a cargo da estatal recém-criada Empresa de Planejamento e Logística (EPL).

A EPL terá o papel de trabalhar pela ampliação dos investimentos públicos e privados em infraestrutura. Á nova empresa, estará vinculada a também recém-criada Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav) e será presidida por Bernardo Figueiredo. 'Essa empresa vai cuidar de todos aspectos relacionados ao TAV [trem de alta velocidade] e ferrovias, ficando responsável pelo planejamento, pela visão estratégica, pelos estudos a serem feitos em diversas regiões do país e por apresentar os projetos necessários ao nosso desenvolvimento', disse Passos.

'A criação dessa empresa é passo fundamental para essa nova etapa, de forma a recuperar a capacidade de investimento adequado [na logística do país] e reestruturar um sistema de transporte mais eficiente. Começamos com rodovias e ferrovias, mas vamos atender portos e aeroportos também', disse a presidenta Dilma Rousseff, durante o lançamento do novo programa.

Segundo o Passos, a previsão é que sejam investidos R$ 42 bilhões em 7,5 mil quilômetros de rodovias. 'Vamos duplicar os principais eixos rodoviários do país, reestruturar o modelo de investimento e exploração das ferrovias e expandir e aumentar a capacidade da malha ferroviária', disse o ministro.

Os trechos de rodovias a serem concedidos estão localizados na BR-101, entre Porto Seguro e Salvador; na BR-262, entre João Monlevade (MG) e Vitória (ES); na BR-153, que liga Goiás a Tocantins, trecho entre Anápolis (GO) e o entroncamento da TO-080, a 56 quilômetros de Palmas (TO); na BR-050, em Goiás, de Cristalina até pouco depois de Catalão; na BR-163, tanto em Mato grosso como em um trecho de Mato Grosso do Sul, estado que será beneficiado também com obras nas BR-267 e 262.

O Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais terão, ainda, concessões em trechos das BR-060, 153 e 262; e, em Minas Gerais, a BR-116 será concedida no trecho que vai de Além Paraíba, na divisa com o Rio de Janeiro, até Divisa Alegre, já chegando na Bahia. No Distrito Federal, a BR-040 terá concedidos, à iniciativa privada, trechos da ligação entre Brasília e Luziânia (GO) e, em Minas Gerais, entre Sete Lagoas e Juiz de Fora.

Já as ferrovias - que têm previsão de investimentos de R$ 91 bilhões via PPP, em 10 mil quilômetros da malha - terão 12 frentes de parcerias com a iniciativa privada. Estão entre elas os ramos norte e sul da Ferroanel, em São Paulo; o acesso ao Porto de Santos, desde Riberão Pires, passando por Raiz da Serra e Cubatão. 'A Ferroanel é um grande problema que será resolvido', garantiu o ministro dos Transportes.

'Em Mato Grosso, onde é grande a produção de grãos, chegaremos até a região de Lucas do Rio Verde. Com isso, o escoamento de mais de 37 milhões de toneladas de grãos será feito de forma mais rápida. Certamente os produtores vão recorrer à ferrovia que estamos construindo', disse Passos. Caso se confirmem as expectativas do governo, essa estrada chegará a Uruaçu e, depois, a Corinto e a Campos. Outro trecho fará uma ramificação que ligará essa ferrovia aos portos de Vitória e do Rio de Janeiro.

Recife, onde chegará, via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) a Ferrovia Transnordestina, será o destino de outra estrada de ferro, que se estenderá até Belo Horizonte via Salvador, passando por Aracaju e Maceió. '[Nesse caso] falamos de uma configuração de uma grande malha ferroviária que tem lógica', destacou Passos.

A Região Sul será beneficiada com uma ferrovia que se estenderá do Porto de Rio Grande (RS) até São Paulo, passando por Porto Alegre e Mafra (PR), de onde será feita uma ramificação até Maracaju (MS).

'Teremos também um grande trecho de alta capacidade, que fará um corredor na Região Norte, que é fundamental para o transporte de grãos, minérios e para a produção siderúrgica', acrescentou o ministro, em referência ao trecho que ligará Açailândia (MA) ao Porto de Vila do Conde, em Belém.

Edição: Lana Cristina

Tribunal anula nova lei do registro de imóvel em cartórios no MT

Fonte: Só Notícias

O pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso declarou inconstitucional a Lei Estadual 9351/2010 sobre a abertura de matrículas nos Cartórios de Registros de Imóveis do Estado baseado em título de domínio originário de imóvel destacado do patrimônio público. A lei estadual impugnada, em seu artigo 1º, tornava supérflua a certificação do memorial descritivo, ou seja, o georreferenciamento, no ato de abertura de matrícula de domínio de imóvel destacado do patrimônio público.

O relator entendeu que essa dispensa reduz a margem de segurança inerente à escrituração dos imóveis. As leis federais que versam sobre o assunto exigem a certificação. "Art. 1º Para efeito do primeiro registro em nome de particulares, a certificação do memorial descritivo não será exigida no ato de abertura de matrícula baseada em título de domínio de imóvel destacado do patrimônio público", diz trecho da lei estadual considerada inconstitucional.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 17303/2011 foi proposta pela Associação dos Notórios e Registradores do Estado de Mato Grosso (Anoreg-MT) em desfavor da Assembleia Legislativa e do governador. Contudo, o Governo do Estado foi excluído do pólo passivo em virtude dele não ter sancionado o projeto de lei elaborado pela Assembleia, pelo contrário, o Executivo vetou a proposta, contudo o veto foi rechaçado pelo Legislativo.

A Assembleia, em sua defesa, afirmou que a lei impugnada teria por objetivo promover a regularização fundiária, facilitando principalmente a situação daqueles que carecem de recursos financeiros para arcar com o alto custo do procedimento de georreferenciamento.

Apesar da nobre intenção dos legisladores, o Tribunal Pleno considerou a lei ofensiva aos artigos 25 e 26 da Constituição Estadual, uma vez que não é competência da Assembleia legislar sobre registros públicos e sim da União (artigo 22, XXV, da Constituição Federal).

O relator da ação no Tribunal de Justiça, desembargador Alberto Ferreira de Souza, até reconhece a autonomia dos legislativos estaduais para legislar sobre realidades regionais, observa, contudo, que as leis não podem ser elaboradas sem qualquer parâmetro ou em desrespeito à Constituição Federal.

"É notório que o Estado brasileiro se organiza sob a forma federativa, marcada pela concessão de autonomia aos entes regionais e locais, aos quais são deferidas competências e faculdades, além de direitos e deveres dispostos de maneira diferenciada. Por outro lado, é inerente a esta ordem jurídica descentralizada a imposição de determinados parâmetros normativos em caráter uniforme", diz trecho do voto do relator.

O magistrado expôs que a decisão não tem efeito retroativo porque seria ofender o direito adquirido e causar insegurança jurídica àqueles que se beneficiaram da norma antes dela ser contestada.

O Tribunal de Justiça já havia concedido medida cautelar suspendendo o efeito da lei até a análise do mérito, porque entendeu que havia riscos de decisão tardia. Mas com a análise do mérito em plenário a questão foi pacificada.

A informação é da assessoria do Tribunal de Justiça.

Dilma diz que R$ 133 bilhões são decisivos para desatar nós.

Presidenta disse ainda que, com a criação do operador ferroviário independente, o País quer uma logística competitiva, que não tenha donos.

A presidente Dilma Rousseff disse que os R$ 133 bilhões de investimentos previstos no Programa de Investimentos em Logística: rodovias e ferrovias, anunciado nesta quarta-feira, são decisivos para desatar vários nós. "Acreditamos que, com os R$ 42 bilhões que vamos aplicar duplicando 7,5 mil quilômetros de rodovias e também com os nossos investimentos de R$ 91 bilhões nas ferrovias, vamos recuperar nossa capacidade. Porque estamos resgatando um modal que por vários motivos esteve paralisado, que é o ferroviário", afirmou.

Dilma disse ainda que, com a criação do operador ferroviário independente, o País quer uma logística competitiva, que não tenha donos. "Que haja neutralidade entre quem oferece capacidade e quem transporta a carga. É a Valec comprando capacidade, portanto, reduzindo o risco do negócio". Dilma avaliou que o Brasil oferece hoje oportunidades "extraordinárias" de investimento.


"Digo a investidores que o Brasil tem ótimas oportunidades, com ambiente de estabilidade. As parcerias que estamos propondo hoje são muito atraentes em termos de rentabilidade e risco." Ela afirmou que o governo não está se desfazendo de patrimônio público para reduzir dívida ou fazer caixa.

"É para beneficiar a população e saldar uma dívida de décadas de atraso em investimentos de logística." "Nosso propósito com esse programa e com os que anunciaremos na sequência, para aeroportos e portos, é nos unirmos aos concessionários e reforçar o planejamento do Estado", completou.

Crescimento

Segundo a presidente, desde 2003 o Brasil adotou um modelo de desenvolvimento baseado em crescimento, estabilidade e inclusão social. "Crescemos a ponto de, com tudo que herdamos do passado, nos tornar a sexta economia mundial. E temos condições de galgar postos ainda mais avançados nesse ranking de economias desenvolvidas e emergentes", afirmou.


A presidente disse também que o governo preservou a estabilidade econômica e conseguiu combater e derrotar a inflação. E que o País tem uma situação bastante estável e uma relação dívida/PIB cadente. Destacou que o governo tem zelado pelo rigoroso respeito aos contratos e tem sido disciplinado nos gastos.

"Recentemente começamos a buscar juros compatíveis com nossa situação macroeconômica e com a importância de nossa economia, e estamos convergindo para patamares próximos dos internacionais", afirmou. A presidente afirmou também que o emprego cresceu e que foi assegurada a expansão da renda dos trabalhadores. "Promovemos ascensão de 40 milhões de pessoas para a classe média e estamos reduzindo a miséria."

Nova etapa

Para Dilma, o País inicia uma etapa da qual sairá mais rico, forte, moderno e competitivo e que dará à economia o tamanho que ela merece. "Teremos finalmente uma infraestrutura compatível com o tamanho do País", afirmou. Dilma destacou que a criação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), por meio de Medida Provisória (MP) que transformará a Empresa de Trem de Alta Velocidade (Etav) em EPL, será fundamental nessa nova etapa.


"Com ela, vamos recuperar a capacidade de planejamento integrado na logística, de projetar a médio e longo prazos um sistema de transportes eficiente e compatível com o desenvolvimento sustentável", afirmou. "Começamos com rodovias e ferrovias, mas obviamente vamos cuidar de aeroportos, portos e hidrovias."

Dilma disse que o País precisa que seus modais atuem em conjunto, olhando os interesses do setor privado e de toda a população, e integrando as cadeias produtivas considerando as melhores opções de cada região. "Essa é uma tarefa de Estado que vamos fortalecer em benefícios de nossa economia. Investimento é a palavra-chave para melhorar e expandir nossa infraestrutura logística."

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ideias para o Marketing da sua Imobiliária.

Ideias e provocações criativas para as imobiliárias perceberem a importância de se estabelecer um forte canal de relacionamento com seus clientes, e, principalmente, ganharem espaço na mente de clientes potenciais.

Quando uma pessoa está a procura de um imóvel para alugar, a parte dos classificados do jornal é um dos primeiros pontos a serem visitados. Depois a caminhada pelas ruas, em bairros desejados para a moradia, passa a ser um trabalho em busca do local ideal para o novo lar.

Poucas pessoas se dirigem primeiro às imobiliárias para conhecer ofertas de imoveis disponíveis, até por que não é a imobiliária que fará a diferença, afinal todos os serviços de uma imobiliária são iguais, o local de moradia é que é o importante.

Contudo, a internet tem mudado esse cenário. O comportamento das pessoas na busca por qualquer necessidade ganhou a característica do Google. E percebo que, cada vez mais, antes de abrir os classificados e sair pelas ruas em busca do lar ideal, as pessoas entram na internet, pesquisam imobiliárias e analisam o catálogo virtual disponível.

Bem, se as pessoas estão tendo esse tipo de comportamento, agora, a marca da imobiliária fará diferença. E, se o serviço "aluguel" é igual para todas as imobiliárias, posso afirmar que aquela que agregar mais diferenciais aos seus serviços ganhará a preferência do cliente e conquistará o coração e a mente do seu público, promovendo até mesmo a fidelização dessa família com a imobiliária prestadora do serviço.

Qual marca de imobiliária fará diferença ?

- Aquela mais conhecida;

- Aquela que tem uma comunicação de simpatia;

- Aquela que conseguiu evoluir da ideia de ter um iquilino. Agora, ela tem um cliente;

- Aquela que tem diferenciais impactantes para a vida da comunidade de forma geral;

- Aquela que tem melhor posicionamento, credibilidade e caráter humano, afinal o produto aluguel é um produto de segurança básica para quem não tem uma casa própria.

O advento dos canais digitais pode proporcionar uma série de atividades de posicionamento indispensáveis para esse tipo de empresa, apresentado um custo baixo e ganhando forte repercussão social, com grande apelo comercial para a empresa.

Os canais sociais são um grande exemplo disso. Quem tem uma casa alugada hoje, pode, a qualquer momento, precisar mudar para outro lugar, e, quanto mais perto a marca da sua imobiliária estiver dessas pessoas, mais fácil e cômodo será para esse novo cliente conversar com a sua empresa, visitar seu site, conhecer seus diferenciais e querer ser cliente da sua casa.

As redes sociais são canais de forte impacto no quesito marketing de envolvimento. São fortes canais de fortalecimento do marketing de relacionamento para a sua empresa, de posicionamento para a sua marca e de estabelecimento desse relacionamento a longo prazo.

O segredo do sucesso para a sua imobiliária conseguir esse espaço nos canais sociais está diretamente relacionamento à relevância dos conteúdos e à relevância das ações que a sua empresa criará para a conquista da atenção das pessoas.

Um trabalho que sempre indico para essas imobiliárias que querem conquistar novas oportunidades no mercado, fidelizar seus clientes atuais, dispertar o interesse do mercado pela marca e até mesmo minimizar a inadimplência são as ações dos Programas de Relacionamento.

Por que os Programas de Relacionamento são importantes?

1 – ampliam o seu relacionamento com clientes conquistados;

2 – dispertam o interesse de clientes em potencial para os valores da empresa;

3 – Posicionam sua marca na vida do público-alvo;

4 – Ampliam seu canal de comunicação com os clientes;

5 – Ampliam de forma dinâmica e criativa seus argumentos e conversas nas redes de conteúdo e relacionamento;

6 – Podem oferecer ideias criativas de trabalhos para a geração de renda extra para as famílias.

Exemplo disso: uma imobiliária pode criar um espaço para desenvolver uma série de ações, como encontros e promoções de informações sobre os cuidados com o lar; desenvolver parcerias com empresas que oferecem produtos que auxiliam os inquilinos nos problemas corriqueiros do lar; criar encontros com dicas de economia doméstica e também corretoras de seguros; informar sobre cuidados com os animais, e, até mesmo, dar dicas de decoração, culinária, jardinagem, eletricidade e outros assuntos.

Tudo isso são ações de relevância que aproximarão, de forma criativa, as pessoas e a sua imobiliária, sem falar na diferenciação que a sua empresa estará provocando em relação às imobiliárias concorrentes.

O segredo é um programa bem estabelecido, bem planejado, com ações pontuais, presenciais, trabalhando bem o relacionamento dos clientes e do público em geral com a marca da sua empresa e criando um vínculo de amizade.

Para se montar um Programa de Relacionamento, sempre indico começar pela definição do nome do programa e da política de atuação do mesmo. Depois, deverão ser estabelecidos como o programa irá funcionar e como será a alimentação de suas ações. O terceiro passo é a definição dos canais de comunicação do programa. Deve- se definir quem serão as pessoas e suas responsabilidades, a periodicidade de cada ação e, claro, os mecanismos de avaliação e mensuração dos resultados do projeto.

Essas ações de trabalho e envolvimento, de forte criação de conteúdo para as redes sociais, de construção de comunicação e de posicionamento no mercado farão a grande diferença!

Boas ideias!

Fábio Mesquita Torres

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/ideias-para-o-marketing-da-sua-imobiliaria/65334/ - 13/08/2012

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