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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Mais da metade dos brasileiros espera por queda do preço do imóvel em 2015, diz pesquisa.

Desde 2013, compradores conseguiram, em média, 7% de desconto para fechar negócio.

O preço dos imóveis vai cair nos próximos 12 meses no Brasil: essa é a opinião de 55% dos brasileiros que pretendem adquirir uma casa nos próximos três meses e participaram da pesquisa Raio-X FipeZap - Perfil da Demanda de Imóveis, divulgada nesta quinta-feira (21).
A pesquisa do ZAP e da Fipe considerou três temas específicos: objetivo da compra do imóvel, descontos e expectativa de valorização. Ao todo, 1.564 pessoas responderam ao questionário entre os dias 8 e 27 de abril de 2015.
O levantamento mostrou ainda que 25% apostam que o preço dos imóveis vai permanecer igual nos próximos 12 meses e outros 20% consideram que o valor ficará mais caro no período.
A respeito do reajuste natural do preço dos imóveis, a expectativa da maioria (39%) é que o valor dos imóveis acompanhe a inflação nos próximos 10 anos. Outros 38% julgam que o aumento do preço do imóvel será acima ou muito acima da inflação. Por fim, 23% acreditam que as residências vão subir, mas abaixo ou muito abaixo do aumento natural dos preços.
Desconto
A pesquisa também quis saber qual o percentual médio de desconto que os compradores conseguiram no fechamento do negócio. Desde dezembro de 2013 até o primeiro trimestre de 2015, o abatimento médio foi de 7%.
Os descontos, porém, aumentaram ao longo do tempo. Em dezembro de 2013, a redução média foi de 6,5% nos últimos 12 meses encerrados naquela data. Em março de 2015, porém, esse desconto saltou para 7,5% nos últimos 12 meses.
Objetivo da compra
Entre os brasileiros que responderam à pesquisa e efetivamente comprar um imóvel nos últimos 12 meses, a maior parte o fez com o objetivo de usar a casa para moradia — 43% disseram que iriam morar sozinhos e outros 10% para dividir com alguém. Mais 10% disseram que outra pessoa moraria no imóvel. 
Por outro lado, 37% dos entrevistados compraram imóveis para investir, sendo 23% para revender a residência e 14% para aluguel.

Fique por dentro de sete dicas para investir em imóveis


Manter-se atualizado, procurar uma boa incorporadora e dar preferência a locais prósperos estão entre as principais maneiras de ter sucesso nesse ramo.
Apesar da inflação elevada e do aumento da taxa de juros, investir em imóveis ainda é um dos melhores negócios que pode ser feito no Brasil. Com a perspectiva de crescimento para os próximos anos, a aplicação em bens imobiliários continua sendo uma opção segura e atrativa de investimentos.
Para que você possa entender melhor o porquê ainda vale a pena investir em imóveis, selecionamos 7 dicas para incentivá-lo a começar a aplicar seu capital no mercado imobiliário. Confira.
Atualize-se
Mantenha-se atualizado e procure sempre obter mais conhecimento para alcançar sucesso no universo dos negócios imobiliários. É importantíssimo ler jornais, revistas, livros e sites especializados. Vale também explorar regiões em outros estados, desde que se observe a possibilidade de valorização no futuro próximo.
Investindo em terrenos
Bons geradores de riqueza, os terrenos no entorno das grandes capitais oferecem valorização garantida em longo prazo. Cotia, por exemplo, era uma área sem reconhecimento nenhum nos anos 80 e 90. Hoje, no entanto, é uma cidade localizada na Grande São Paulo é cheia de condomínios fechados, tida como um dos centros mais prósperos e valorizados no rico estado de São Paulo. O mesmo pode ocorrer em um futuro próximo em regiões metropolitanas de outras capitais.
Aplicando em imóveis na planta
Um imóvel na planta geralmente custa 40% menos do que ele valerá quando estiver pronto. Por isso, muitos investidores sentem-se atraídos a comprar para revendê-lo por um preço mais alto assim que ele ficar pronto. Para não ter problemas ao comprar um imóvel na planta, além de escolher bem a localização e a possibilidade de valorização, o ideal é procurar uma incorporadora de confiança e com credibilidade (veja aqui mais informações sobre o assunto).
Investindo em imóveis usados
Para quem gostaria de investir em imóveis usados, a dica é saber identificar as boas oportunidades, dar aquela repaginada para mudar a cara do apartamento/casa/escritório e depois vender o mesmo com um bom retorno no curto prazo.
Vale lembrar que, antes de comprar qualquer imóvel usado, é fundamental pesquisar o histórico e procurar um especialista para visitar o local e verificar quais investimentos serão precisos para adequar o bem imobiliário às necessidades do comprador.
Investindo em imóveis para locação
Quem procura investir em um imóvel para locação deve pesquisar o máximo de informações possíveis e conhecer cada um dos diversos nichos de negócios para fazer a escolha certa. Entre as boas oportunidades em diferentes segmentos estão: imóveis populares, salas comerciais, flats, galpões, lojas, casas de veraneio e hotelaria.
Procure imóveis em diversas regiões
Não restrinja a escolha apenas à região que mora ou àquela que mais gosta. Certamente existirão excelentes oportunidades em outras regiões da cidade. É fundamental lembrar-se de que o investidor deve ter uma visão sempre mais abrangente.
Considere fundos imobiliários para aplicar capital em imóveis comerciais
Boas oportunidades de negócios têm surgido com os fundos imobiliários que compram diversos imóveis. Se antes o fundo tinha uma única propriedade, hoje já existem vários deles que juntaram capitais para investir em uma série de imóveis comerciais.


Comissão de corretagem é um dos temas da Pesquisa Pronta desta semana Agência STJ


Comissão de corretagem nos contratos imobiliários, aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC) no mercado de imóveis e intimação para julgamento adiado são os novos temas da Pesquisa Pronta disponibilizados nesta segunda-feira (25) na página do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A primeira pesquisa mostra diversos julgados nos quais o STJ considerou que a obrigação de pagar comissão de corretagem é daquele que efetivamente contrata o corretor. Veja todos os precedentes na pesquisa Comissão de corretagem nos contratos imobiliários.

Quanto ao segundo tema, há precedentes do tribunal no sentido de que o CDC deve ser aplicado aos contratos de compra e venda de imóveis.

O STJ tem reconhecido a nulidade do julgamento que foi adiado por lapso temporal considerável sem ter havido nova intimação. Confira os julgados nesse sentido em Necessidade de nova intimação na hipótese de adiamento de julgamento de processo incluído em pauta.

Conheça a Pesquisa Pronta

A Pesquisa Pronta foi criada para facilitar o trabalho de interessados em conhecer a jurisprudência do STJ. O serviço é online e está totalmente integrado à base de jurisprudência do tribunal.

Como sugere o nome, a página oferece consultas a pesquisas prontamente disponíveis sobre temas jurídicos relevantes, bem como a acórdãos com julgamento de casos notórios.

Embora os parâmetros de pesquisa sejam pré-definidos, a busca dos documentos é feita em tempo real, o que possibilita que os resultados fornecidos estejam sempre atualizados.

Como utilizar a ferramenta

A Pesquisa Pronta está permanentemente disponível no portal do STJ. Basta acessar Jurisprudência > Pesquisa Pronta, na página inicial do site, a partir do menu principal de navegação.

As últimas pesquisas realizadas podem ser encontradas em Assuntos Recentes. A página lista temas selecionados por relevância jurídica de acordo com o ramo do direito ao qual pertencem.

Já o link Casos Notórios fornece um rol de temas que alcançaram grande repercussão nos meios de comunicação.

Ao clicar num assunto de interesse, o usuário é direcionado a uma nova página com os espelhos de acórdãos do tribunal que dizem respeito ao tema escolhido.

Quem preferir pode clicar diretamente no link com o nome do ramo do direito desejado para acessar os assuntos que se aplicam a ele.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

BC eleva taxa de juros para 13,25% ao ano, maior patamar desde 2008.

Em meio a um cenário de fragilidade da economia, com inflação em alta e recessão, o Banco Central elevou, na quarta-feira, 29, os juros básicos (Selic) em 0,50 ponto porcentual, colocando a taxa em 13,25% ao ano. Esse é o maior nível desde dezembro de 2008, quando estava em 13,75% ao ano. O comunicado após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no entanto, não trouxe novidades: foi o mesmo da reunião anterior.
A decisão, a primeira com a presença dos dois novos diretores, Tony Volpon, de Assuntos Internacionais, e Otávio Ribeiro Damaso, de Regulação, foi unânime. "Avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 ponto porcentual, para 13,25% ao ano, sem viés", informava a nota divulgada após a reunião.
Para a economista Alessandra Ribeiro, sócia da Tendências Consultoria, o presidente do BC, Alexandre Tombini, parece querer reforçar a imagem de comprometimento do combate à inflação e mostra que há chances de o ciclo de alta continuar. "Acho que esse é o recado", afirmou.
Alexandre de Ázara, sócio e economista-chefe do banco Modal, ponderou que o BC descartou a possibilidade de zero no próximo Copom. "Minha impressão é a de que esse comunicado e essa decisão deixam o Copom na posição de máxima flexibilidade entre uma alta de 0,50 e 0,25 ponto porcentual", disse.
Meta
Apesar do esforço recente da autoridade monetária, que desde setembro do ano passado elevou a Selic em 2,25 pontos porcentuais, as projeções, que colocam o índice oficial de custo de vida em 8,25% ao ano no fim de 2015 indicam que será impossível ao BC cumprir a missão de manter a inflação dentro dos limites de tolerância, que leva em conta a meta central de 4,5% com margem de 2 pontos para mais ou para menos.
Depois da alta da inflação de 1,24% em janeiro, de 1,22% em fevereiro e de 1,32% em março, 58,9% da meta (já contando o intervalo de tolerância) foi comprometida apenas no primeiro trimestre. Se a previsão do mercado para abril se confirmar - IPCA de 0,70% -, apenas no primeiro quadrimestre, faltando ainda oito meses para o fim do ano, o Brasil terá acumulado 4,56% de inflação.
A decisão de ontem veio em linha com o esperado pela maior parte do mercado financeiro, que projeta, de acordo com a mediana das apostas, mais uma alta de 0,25 ponto porcentual, o que deixaria a Selic em 13,50% ao ano. Depois do comunicado de ontem, no entanto, começa o período de avaliação das palavras do BC para que se projete até onde a instituição pode ir com o atual ciclo de aperto monetário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



quarta-feira, 18 de março de 2015

Entenda as metas de inflação e seu papel na economia

Sistema foi adotado em 1999 para nortear a política monetária do país.
Piso e teto servem para evitar o risco de deflação ou hiperinflação.




O sistema de metas de inflação é um compromisso que o país assumiu em 1999, para dar segurança ao mercado sobre os rumos da economia. Esse sistema prevê que a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deve ficar dentro de um limite de tolerância; ou seja, dentro de uma faixa estabelecida.

O governo estabelece, para cada ano, uma meta de inflação, que é uma taxa fixa que deve ser buscado. A partir desse número, é estabelecida uma faixa de tolerância – quanto a inflação real pode variar acima ou abaixo dessa meta.
Segurança

O sistema de metas foi adotado como segurança para evitar o risco da hiperinflação, que atingiu o país nas décadas de 1980 e 1990 e só foi freada com o Plano Real em 1994 – após os preços terem chegado a subir 82,4% somente em março de 1990.

“A meta serve para dar previsibilidade ao mercado. É uma garantia de que o BC não vai deixar a inflação fora de controle”, explica o economista da LCA Investimentos, Francisco Pessoa. Ela é importante como referência, por exemplo, em contratos financeiros que preveem correção monetária pela inflação.

O que o governo faz para atingir a meta?

O Conselho de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), é o responsável por tomar as medidas necessárias para garantir que a inflação fique dentro deste patamar.

O principal mecanismo para manter a inflação sob controle no Brasil é a taxa de juros. Toda vez que os preços sobem acima do nível esperado, o Banco Central intervém com a elevação da taxa Selic. Isso faz o crédito ficar mais caro, e incentiva as pessoas e as empresas a gastarem menos. Se todos gastam menos, a tendência é que os preços também subam menos.

O que é o centro da meta?

É a inflação a ser perseguida no centro da faixa de tolerância criada para a oscilação dos preços, explica Pessoa (a taxa exata de inflação na qual o BC 'mira'). Desde 2005, o centro da meta se mantém em 4,5% ao ano no Brasil.

O que é a margem de tolerância?

A regra diz que a inflação pode ficar até dois pontos acima ou dois pontos abaixo do centro da meta.

Na prática, por essa regra a inflação anual não pode ficar abaixo de 2,5%, nem ultrapassar 6,5%. Em 2005, o país esteve mais próximo do centro da meta para o ano (4,5%), com inflação anual de 4,46%.

O que é o piso da meta?

É a variação mínima tolerada dentro do sistema de metas inflacionário. Serve para prevenir o risco de uma inflação muito baixa ou até uma deflação (queda de preços), o que pode indicar um desequilíbrio entre a oferta e demanda no mercado, com mais produtos disponíveis do que consumidores dispostos a comprá-los.

Esse desequilíbrio pode afetar a indústria por excesso de capacidade produtiva e provocar demissões, aumentando o risco de maior desemprego. Ao contrário do Brasil, os Estados Unidos e países da zona do euro lutam para combater a baixa inflação após a crise internacional de 2009.

O que é o teto da meta?

É o limite ao qual a inflação pode chegar dentro do sistema de metas em um determinado período. Atualmente, ele está 2 pontos percentuais acima do centro da meta (4,5%). Se a inflação estourar esse teto, o presidente do BC tem obrigação de divulgar uma carta aberta ao ministro da Fazenda justificando o descumprimento e informando quais medidas serão adotadas para que a inflação volte a níveis tolerados.

O que acontece se a meta não é atingida?

O IPCA estourou o teto da meta entre 2001 e 2004. “Não há punição quando se ultrapassa o teto, mas serve como uma advertência moral que gera insegurança nos investidores, que aumentam a exigência por juros para investir no país”, explica Pessoa.

Nesse caso, o presidente do BC, no entanto, deve divulgar uma carta aberta ao ministro da Fazenda justificando o descumprimento e informando quais medidas serão adotadas para que a inflação volte a níveis tolerados.


Mercado eleva para 7,93% previsão de inflação


Mariana Branca - Repórter da Agência Brasil Edição: José Romildo de Oliveira Lima
Os investidores e analistas do mercado financeiro voltaram a elevar a expectativa de fechamento da inflação para 2015. Segundo o boletim Focus, pesquisa feita com instituições financeiras divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrará o ano em 7,93%, e não mais  em 7,77% como na previsão da semana anterior. Os preços administrados, que são aqueles regulados pelo governo - como os da gasolina e da energia - subirão 12%. Antes, a estimativa era 11,18%.
Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a soma dos bens e serviços produzidos por um país, a projeção é que a economia terá retração de 0,78% contra 0,66% previsto anteriormente. Para a produção industrial, é esperada queda de 2,19%, e não mais o recuo de 1,38% estimado antes. No caso do câmbio, a projeção é que o dólar encerre o ano em R$ 3,06, nível superior à previsão anterior de R$ 2,95. Na sexta-feira (13), a moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 3,24, o maior valor desde 2 de abril de 2003.
A expectativa para o fechamento da Selic, taxa básica de juros da economia e principal instrumento do BC para controle da inflação, permaneceu em 13% ao ano para 2015. Isso significa que o mercado espera que o Comitê de Política Monetária da instituição eleve a taxa mais uma vez este ano em 0,25 ponto percentual. Em sua última reunião, nos dias 3 e 4 de março, o Copom subiu a Selic em 0,5 ponto percentual, chegando a 12,75% ao ano. O patamar de elevação confirmou as previsões de analistas.

A estimativa da dívida líquida do setor público permaneceu em 38% do PIB. A estimativa do déficit em conta-corrente, que mede a qualidade das contas externas, ficou em US$ 79,5 bilhões,. A projeção anterior era US$ 79,1 bilhões. O saldo previsto para a balança comercial recuou de US$ 4 bilhões para US$ 3 bilhões. Os investimentos estrangeiros estimados caíram de US$ 60 bilhões para US$ 57,5 bilhões.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Gasolina deve subir 8% em 2015 e energia 27,6%, estima Banco Central.


Com isso, preços administrados deverão avançar 9,3% em 2015.
Se confirmada, será a maior alta dos administrados em 11 anos.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou nesta quinta-feira (29), por meio da ata de sua última reunião, ocorrida na semana passada, quando os juros subiram para 12,25% ao ano, que estima um aumento de 8% no preço da gasolina e de 27,6% na energia elétrica em 2015.
De acordo com a autoridade monetária, a hipótese de elevação de 8% no preço da gasolina, estimada pelo BC, reflete, em grande parte, o aumento da tributação anunciada pelo governo na semana passada, por meio da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), do PIS e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
Já a estimativa de alta de 27,6% no preço da energia elétrica em 2015, ainda de acordo com o Banco Central, é reflexo do repasse às tarifas do custo de operações de financiamento, contratadas em 2014, da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
O governo anunciou, recentemente, que não pretende mais fazer repasses à CDE - um fundo do setor por meio do qual são realizadas ações públicas - em 2015, antes estimados em R$ 9 bilhões. Com a decisão do governo, as contas de luz dos brasileiros podem sofrer em 2015, ao todo, aumentos ainda superiores aos registrados no ano passado. Especialistas avaliam que a alta de energia, neste ano, pode chegar a até 40%.

Custo de produção maior

O custo de produção de eletricidade no país vem aumentando principalmente desde do final de 2012, com a queda acentuada no armazenamento de água nos reservatórios das principais hidrelétricas do país.
Para poupar água dessas represas, o país vem desde aquela época usando mais termelétricas, que funcionam por meio da queima de combustíveis e, por isso, geram energia mais cara. Isso encarece as contas de luz.
Entretanto, também contribui para o aumento de custos no setor elétrico o plano anunciado pelo governo ao final de 2012 e que levou à redução das contas de luz em 20%.
Para chegar a esse resultado, o governo antecipou a renovação das concessões de geradoras (usinas hidrelétricas) e transmissoras de energia que, por conta disso, precisaram receber indenização por investimentos feitos e que não haviam sido totalmente pagos até então. Essas indenizações ainda estão sendo pagas, justamente via CDE.

Gás de cozinha e telefonia fixa

O Banco Central estimou ainda, na ata do Copom divulgada na manhã desta quinta-feira, que o preço do gás de cozinha deve ter um aumento de 3% neste ano, enquanto que a telefonia fixa deve ter alta de 0,6% em 2015.

Preços administrados

Com a alta da tributação sobre gasolina e fim de repasses para a conta de luz, o Banco Central informou que prevê, para o conjunto de preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros), um aumento de 9,3% neste ano. Se confirmada, será a maior alta desde 2004 - quando houve aumento de 9,77%.


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