Mariana Branca - Repórter da
Agência Brasil Edição: José Romildo de Oliveira Lima
Os investidores e analistas
do mercado financeiro voltaram a elevar a expectativa de fechamento da inflação
para 2015. Segundo o boletim Focus, pesquisa feita com instituições financeiras
divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), a inflação medida pelo Índice
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrará o ano em 7,93%, e não mais em 7,77% como na previsão da semana anterior.
Os preços administrados, que são aqueles regulados pelo governo - como os da
gasolina e da energia - subirão 12%. Antes, a estimativa era 11,18%.
Com relação ao Produto
Interno Bruto (PIB), a soma dos bens e serviços produzidos por um país, a projeção
é que a economia terá retração de 0,78% contra 0,66% previsto anteriormente.
Para a produção industrial, é esperada queda de 2,19%, e não mais o recuo de
1,38% estimado antes. No caso do câmbio, a projeção é que o dólar encerre o ano
em R$ 3,06, nível superior à previsão anterior de R$ 2,95. Na sexta-feira (13),
a moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 3,24, o maior valor desde 2
de abril de 2003.
A expectativa para o
fechamento da Selic, taxa básica de juros da economia e principal instrumento
do BC para controle da inflação, permaneceu em 13% ao ano para 2015. Isso
significa que o mercado espera que o Comitê de Política Monetária da
instituição eleve a taxa mais uma vez este ano em 0,25 ponto percentual. Em sua
última reunião, nos dias 3 e 4 de março, o Copom subiu a Selic em 0,5 ponto
percentual, chegando a 12,75% ao ano. O patamar de elevação confirmou as
previsões de analistas.
A estimativa da dívida
líquida do setor público permaneceu em 38% do PIB. A estimativa do déficit em
conta-corrente, que mede a qualidade das contas externas, ficou em US$ 79,5
bilhões,. A projeção anterior era US$ 79,1 bilhões. O saldo previsto para a
balança comercial recuou de US$ 4 bilhões para US$ 3 bilhões. Os investimentos
estrangeiros estimados caíram de US$ 60 bilhões para US$ 57,5 bilhões.
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