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sexta-feira, 30 de março de 2012

Seminário discutirá novas leis trabalhistas em quatro palestras

As mudanças das leis trabalhistas e as novas propostas ainda em estudo são temas de um seminário sobre Direito do Trabalho que acontece nesta sexta-feira (30/3), no Rio de Janeiro. O encontro será dividido em quatro palestras e é promovido pelo escritório Siqueira Castro.

Entre os temas está a lei que trata do trabalho à distância. O advogado José Luiz Vieira Malta, sócio e subcoordenador do núcleo trabalhista do escritório, explica que a lei discute o entendimento do e-mail como prova da relação de trabalho à distância. "A proposta vale, por exemplo, para profissionais liberais que desenvolvem de casa um trabalho para uma empresa", esclarece Malta.

O novo texto equipara os direitos dos empregados à distância com os de quem está no estabelecimento do empregador. Trabalhadores com carteira assinada que executam tarefas fora da empresa também teriam direito a hora extra, adicional noturno e assistência em caso de acidente de trabalho.

De acordo com o último levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt), com base em estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a lei do trabalho à distância contempla um contingente de cerca de 10 milhões e 600 mil teletrabalhadores.

O seminário é gratuito e terá formato de workshop, sendo aberto para perguntas dos participantes. As palestras serão filmadas e disponibilizadas no site do escritório Siqueira Castro. Participam do evento especialistas em direito trabalhista do Rio e de São Paulo, como o desembargador Ricardo Areosa, do Tribunal Regional do Trabalho, o procurador do Trabalho Patrick Maia Merísio, e o advogado paulista Paulo Valed Perry Filho.

As inscrições são gratuitas pelo telefone (21) 2514-7364 ou através do e-mail do seminário . O endereço é Praça Pio X, 15, 3º andar, Centro do Rio de Janeiro.

Confira a programação

14h
Recepção e Welcome Coffee

14h20 - 14h30
Abertura: Cláudia Brum Mothé - Advogada e sócia coordenadora do setor Trabalhista da Siqueira Castro - Advogados / RJ.

14h30 - 15h15
Os Novos Desafios do Direito Coletivo do Trabalho: Patrick Maia Merísio - Procurador do Trabalho - MPT 1ª Região

15h15 - 16h
Aspectos do Direito Processual do Trabalho: Ricardo Areosa -Desembargador do Trabalho - TRT 1ª Região

16h00 - 16h45
Efeitos Jurídicos do Trabalho à Distância (Lei 12.551/2011): Paulo Valed Perry Filho - Advogado e sócio do setor Trabalhista da Siqueira Castro - Advogados / SP

16h45 - 17h
Encerramento: Claudia Brum Mothé

Empresas poderão contratar colaboradores para trabalho eventual com carteira assinada

O governo federal quer flexibilizar algumas regras trabalhistas previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Para isso, promete encaminhar ao Congresso proposta que deve permitir às empresas contratar um empregado para trabalhos eventuais. Se for aprovada, algumas mudanças podem surgir na relação entre empresas e colaboradores, garantindo carteira assinada para quem atualmente realiza atividade informal, seja ocasional ou por hora.

Para o especialista da Becker, Pizzatto & Advogados Associados, Evandro Matsumoto, cada empresa precisa avaliar sua necessidade antes de determinar o regime da contratação. “Antes de determinar se o vínculo deve ser estabelecido em condições especiais, a empresa precisa pesar se opta pelo empregado à disposição para ocasiões específicas e recebendo apenas pelos dias trabalhados ou se é melhor uma contratação tradicional e incorporar este colaborador ao quadro de colaboradores com carga horária regular”, explica ele.

Esse foi o caso da Endossa/loja colaborativa, que no ano passado contratou alguns funcionários em regime eventual para atender o público apenas nos finais de semana e com carga horária reduzida. “Precisávamos identificar a necessidade do nosso cliente e, para isso, algumas pessoas realizavam atendimento apenas durante 13 horas semanais. Foi uma boa oportunidade para avaliar futuras contratações”, explica Nathalia Anring, sócia da Endossa.

E o desempenho de alguns surpreendeu.
Convidada para trabalhar apenas aos sábados e domingos, a colaboradora Grasiela Ribas conseguiu uma rápida ascensão na empresa. “Depois de um mês trabalhando apenas nos finais de semana, fui contratada para o atendimento normal e, com mais um mês de trabalho, fui promovida à gerência”, conta Grasiela, que já está na empresa há um ano.

Mudanças para o empresário

Seja trabalho eventual ou não, o advogado da Becker, Pizzatto & Advogados Associados aponta que deve ser estabelecido um contrato de trabalho. “A principal mudança é formalizar um trabalho que permite ao empregador ter o colaborador à disposição para situações específicas e para os colaboradores os benefícios como férias, 13º salário e FGTS”, explica Matsumoto. As principais favorecidas com esta medida devem ser as organizações responsáveis pela realização de shows, filmes e serviço de buffet que conseguem manter o vínculo com bons profissionais, mas continuam efetuando o pagamento apenas dos dias trabalhados. Já nas contratações de horistas, as principais atividades desenvolvidas são em bares, restaurantes e eventos sazonais, como Natal.

“O empresário não pode esquecer que, apesar de estabelecer um contrato para quem trabalha dois dias por semana ou três horas por dia, por exemplo, precisa recolher todos os encargos trabalhistas e em caso de rescisão, todo procedimento é normal, incluindo aviso prévio e multa de 40% do FGTS” completa Matsumoto.

Empregado deixa de ser vítima na Justiça do Trabalho


A Justiça do Trabalho sempre pendeu mais para o lado do trabalhador e a ideia de que o empregado, como parte mais fraca no processo, merece proteção ainda existe. Mas o Judiciário brasileiro tem colocado cada vez mais as empresas em pé de igualdade com o empregado e, buscando combater a chamada indústria de reclamações trabalhista, tem sido mais rigoroso e aplicado multas para quem busca a proteção da lei de forma antiética.

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, João Dalazen, por exemplo, prefere a expressão Justiça do Trabalho e evita falar de Justiça Trabalhista. Para ele, a Justiça trata das relações de Trabalho, sem pender para o lado do trabalhador, como sugere o termo "Justiça Trabalhista".

“A Justiça via o trabalhador como a parte frágil, mas isto está mudando. Antigamente era comum o funcionário achar que poderia ganhar algo mais da empresa, mesmo quando já tinha recebido todos os seus direitos. Isto ajudava a formar uma verdadeira indústria de reclamações trabalhistas. É o se colar, colou”, revela a advogada Carla Romar, sócia do Romar Advogados.

Doutora em Direito do Trabalho pela PUC-SP, Carla Romar conta que há ainda os casos de e ex-funcionários que entram na Justiça pleiteando revisões de pagamento já efetuados. “É que alguns desses pedidos são baseados em tentativas de enganar a Justiça, usando informações inverídicas”.

Leone Pereira, Coordenador Pedagógico do Complexo Trabalhista Damásio de Jesus, aponta que os juízes mais antigos tinham uma visão tradicional em que preponderava a proteção do empregado, tanto que, cientes disso, mesmo com razão, dependendo do caso, as empresa eram orientadas pelo próprio advogado a fazer um acordo, sob o risco de, na dúvida, o juiz dar causa ganha ao empregado.

Mas Leone Pereira entende que os juízes mais novos são mais cautelosos, tanto que têm negado pedidos de Justiça gratuita para empregados e concedido para empregadores. “A Justiça tem exigido que o empregado comprove a necessidade da Justiça gratuita e determinado a gratuidade para empregadores de pequeno porte e domésticos, por exemplo. Isso é bom porque ressalta a imagem de um Judiciário imparcial”.

Segundo Carla Romar, até pouco tempo, a Justiça não multava artimanhas processuais dos empregados. Uma das multas perdoadas pelo TST foram as aplicadas entre 2005 e 2009 pelo Tribunal Regional do Trabalho da 12 Região (Santa Catarina) contra ex-funcionários do Banco do Estado de Santa Catarina, comprado pelo Banco do Brasil. Eles haviam participado de um plano de demissão voluntaria exigido pela própria categoria para, depois, entrar com ações buscando diferenças trabalhistas.

Se nas questões processuais as empresas já têm jurisprudência favorável, as situações em que os trabalhadores entram com ações temerárias ou sem qualquer direito ainda são menos punidas. “Um exemplo é uma reclamação que pede um pagamento maior do que o devido. Se a diferença for pequena, dificilmente o juiz irá perceber a má-fé", afirma Carla.

Leone Pereira ressalta que, atualmente, o maior empregador no Brasil é o micro e pequeno empregador, ou seja, nem sempre o trabalhador está em uma situação tão desfavorável com relação ao patrão. “A Justiça ainda protege mais o empregado, mas o cenário já tem sofrido algumas mudanças, e positivas. O aumento das condenações por litigância de má-fé e assédio processual tende a combater a indústria dos processos trabalhistas”.

Segundo Carla Romar, pelas leis brasileiras, qualquer uma das partes de um processo trabalhista — empresas ou funcionários— que tentar enganar a Justiça pode ser condenada. A punição clássica é a multa de 1% sobre o valor da causa. “Esse valor, no entanto, pode chegar a 20%, caso uma das partes consiga comprovar que teve prejuízos por conta da ma-fé.

Para as companhias que duelam na Justiça por casos desse tipo, no entanto, o volume financeiro que pode causar impactos positivos para o caixa em caso de vitória é quase irrelevante, mas é uma questão de não ter culpa sobre uma conduta não praticada.

Uma das formas de comprovar a má-fé é estabelecer laços entre antigos funcionários de empresas e advogados, diz Carla Romar. “Há casos de verdadeiro conluio entre testemunhas. Geralmente, eles pedem o mesmo à Justiça e têm o mesmo advogado, exemplifica.

Caso emblemático


Esta semana, uma doméstica da cidade de Gravataí (RS), que entrou na Justiça para ter reconhecido vínculo empregatício, foi ocndenada a pagar multa e indenização a sua própria madrasta. A 4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho entendeu que a relação não pode ser considerada como empregado-empregador, porque a mulher apenas cuidava de seu pai doente. Além disso, os ministros consideraram que, no início do processo, não constava nos autos que a suposta patroa era companheira do pai da autora da ação, o que foi considerado pelo Tribunal omissão de fato relevante, ficando evidente a tentativa da trabalhadora de alterar a verdade dos fatos.

O TST também determinou que, mesmo tendo sido beneficiária da justiça gratuita, a doméstica deverá arcar com o pagamento das penalidades, uma vez que foi caracterizado caso de deslealdade processual e litigância de má-fé.

Projeto de lei


O número de casos desse tipo tem crescido tanto que já há tentativas de apertar o cerco sob a prática. O assunto tem gerado tanta polêmica que a Câmara dos Deputados analisa projeto de lei, que prevê punição para as partes em processos trabalhistas que agirem de má-fé. Pela proposta, da deputada Gorete Pereira (PR-CE), aqueles que mentirem durante o processo, buscarem objetivos ilegais ou apresentarem recursos somente para retardar o julgamento, por exemplo, serão multados e pagarão indenização a outra parte.

O projeto altera a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho - Decreto-lei 5452/1943). Essas medidas já estão previstas no Código de Processo Civil (CPC - Lei 5869/1973), que pode ser aplicado nos casos de omissão da CLT. Segundo a autora do projeto, o objetivo é “desestimular processos temerários e sem fundamento”.

Pelo projeto, a multa para esses casos, determinada pelo juiz ou pelo tribunal, será de até 1% do valor da causa. Já a indenização a outra parte pelas despesas efetuadas será de até 20% do valor da causa.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Bancos voltam a emprestar dinheiro para a compra de casa

Habitação
Marta Marques Silva

Pela primeira vez no espaço de um ano, os bancos portugueses aumentaram a concessão de crédito à habitação.

Pela primeira vez desde Março de 2011, os bancos aumentaram a carteira total de crédito à habitação, o que significa que, em Fevereiro, os novos empréstimos ultrapassaram o montante de amortizações. No entanto os números ontem divulgados pelo Banco Central Europeu (BCE) estão ainda longe de sugerir uma inversão da tendência no que toca à concessão de crédito à economia.

 O total de empréstimos direccionados às empresas portuguesas voltou a cair no último mês, a par do comportamento verificado na restante zona euro, apesar de os bancos europeus terem sido auxiliados com mais de um bilião de euros nos últimos três meses.

Em Portugal, os bancos aumentaram em 432 milhões de euros o crédito total concedido às famílias portuguesas, 411 milhões dos quais via crédito à habitação. Algo que João Martins, director-geral da MaxFinance - o braço financeiro da ReMax - considera ser um fenómeno pontual e sustentado principalmente na venda de imóveis da própria banca. "Enquanto os bancos não resolverem os seus problemas de rácios de capital, o crédito à habitação não será uma prioridade", diz.

Nota ainda que "apenas nos imóveis da banca está a existir uma enorme dinamização para vender". Já o total de crédito concedido às empresas voltou a cair em Fevereiro, em 315 milhões de euros, ainda assim menos do que o verificado nos dois meses anteriores, quando o corte na carteira de crédito superou os 2,5 mil milhões de euros.

Em Dezembro e Fevereiro, o BCE concedeu aos bancos 1,02 biliões de euros de liquidez a três anos, com objectivo de prevenir um ‘credit crunch' na zona euro. No entanto, ao invés de chegar à economia real, este capital tem sido fortemente utilizado na compra de dívida soberana e também de obrigações emitidas por bancos.

Portugal não é excepção a esta conjuntura, com os bancos portugueses a aumentarem a sua exposição à dívida pública em 4,2 mil milhões de euros em Fevereiro - para um novo recorde de dívida pública nos balanços, superior a 29,8 mil milhões de euros - aos quais se somam mais 4,2 mil milhões de euros investidos em dívida emitida por bancos. Já para o financiamento às empresas, através da compra de títulos de dívida, foram reservados apenas 600 milhões de euros no último mês.

Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/bancos-voltam-a-emprestar-dinheiro-para-a-compra-de-casa_141391.html# - 29/03/2012.

Venda de imóveis novos cresce 28,7% em janeiro, diz pesquisa da SECOVI-SP.

SÃO PAULO - A venda de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo apresentou um crescimento de 28,7% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2011. Foram comercializados 1.068 unidades no mês, contra 830 em janeiro do ano passado, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 28, na Pesquisa do Mercado Imobiliário do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). O segmento de 2 dormitórios continua liderando as vendas, com 43,7% das unidades (467) no mês, seguido pelo de 3 dormitórios, com 38,9% (415 unidades).

A capital paulista contou com 674 unidades residenciais em lançamento no primeiro mês do ano, o que representa um aumento de 12,1% sobre janeiro de 2011. Dos lançamentos, 62% eram de 2 dormitórios (418 unidades), conforme dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) citados na pesquisa do Secovi-SP.

Em valores houve uma alta de 17,2%, para R$ 504 milhões em janeiro de 2012 ante R$ 430,1 milhões em igual período de 2011. Se atualizado o valor de janeiro do ano passado pelo Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), da Fundação Getúlio Vargas), a alta na mesma comparação fica em 9,5%.

Em tamanho de imóvel, os mais vendidos são entre 46 e 65 metros quadrados de área útil, que respondem por 44,1% das unidades comercializadas em janeiro; os entre 66 e 85 m² perfazem 27,2% das vendas na cidade de São Paulo.

O Secovi-SP explica, em nota, que não é recomendável a comparação dos resultados de janeiro com os de dezembro devido ao efeito da sazonalidade. 'O efeito sazonal nos resultados de janeiro, assim como em fevereiro, prejudica qualquer análise sobre os dados do mercado imobiliário. De qualquer forma, o ano deve superar os resultados de 2011, que foi bom, mas abaixo das expectativas em relação aos excepcionais registrados nos anos anteriores', diz o Secovi-SP em comunicado. O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, observa que as perspectivas de maior crescimento se concentram a partir do segundo semestre.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Corretor de Imóveis

Por Thais Pacievitch


O corretor de imóveis, também conhecido como corretor imobiliário, é a pessoa que intermedeia, durante a transação de um imóvel (urbano ou rural), a relação comercial entre o vendedor e o cliente comprador. Cabe, portanto, ao corretor apresentar ao(s) comprador(es) o imóvel que será negociado, disponibilizando as informações necessárias para que a venda seja efetuada.

Para seguir esta carreira legalmente é preciso que o corretor esteja credenciado junto ao CRECI (Conselho Regional de Corretores de Imóveis). O corretor de imóveis pode ser bacharel em Ciências Imobiliárias, curso que tem duração de quatro anos. Pode também ter o curso de Gestão Imobiliária (com duração de dois anos) ou pode especializar-se como Técnico em Transações Imobiliárias, cuja duração é de apenas um ano. Outra opção para exercer esta profissão é fazer o Exame de Proficiência, fato que lhe permite não somente ser um corretor, como também possuir sua própria administradora de imóveis (imobiliária).

Dentre as características necessárias para ser um corretor podemos citar a aptidão e o gosto por vendas. O trabalho deste profissional fica muito mais fácil se ele possuir carisma, bom humor, raciocínio espacial aguçado, paciência e aptidão para relacionar-se com o público, dedicação, argumentação e capacidade de convencimento, boa aparência e manter-se bem informado.

As principais atividades de um corretor de imóveis são a organização da compra, locação, permuta, venda e incorporação de imóveis e a reunião dos documentos e papéis que serão usados na negociação; apresentação de imóveis para a visitação do público, bem como do projeto desenvolvido e dos arredores do imóvel; a intermediação da negociação e a verificação da correta construção do imóvel.

O corretor pode trabalhar em empresas imobiliárias, construtoras, cartórios de registros de imóveis, leilões (empresas judiciárias), consórcios imobiliários, empresas de loteamento e planejamento imobiliário, etc.

Ao contrário de outras profissões, o salário do corretor de imóveis não é fixo, visto que é baseado em comissões. Isto equivale a dizer que o salário do corretor varia de acordo com a quantidade e o tamanho do que for vendido. Sobre as vendas judiciais o valor da comissão é de 5%, sobre um imóvel urbano, é de 6 a 8%, sobre um imóvel rural, é de 6 a 10%, e quando se trata de imóveis industriais, é de 6 a 8%.

57% da classe C querem imóveis

De acordo com levantamento do Instituto Data Popular, 11 milhões de famílias querem casa própria

São Paulo. O objetivo de 11 milhões de famílias, pertencentes à nova classe média do Brasil, é comprar um imóvel nos próximos dois anos. O número foi divulgado, ontem, pelo Instituto Data Popular. Conforme os dados do estudo "A nova classe média e o mercado de reforma e construção", 57,6% integrantes dessa faixa social pretendem realizar o sonho ser possuidor do próprio lar, em breve.

A intenção de compra da classe C supera, inclusive, a das classes A e B (2,9 milhões ou 15,2%) e da D e E (5,2 milhões ou o mesmo que 27,2%). Ao todo, são 19,2 milhões de famílias espalhadas por todo o território nacional com o mesmo desejo.

"Mais da metade da nova classe média pretende reformar ou adquirir um imóvel nos próximos anos, o que significa que o mercado da reforma e construção deve abrir os olhos para este consumidor, que já responde por 11 milhões de famílias que desejam colocar o sonho da casa própria em prática", reforça o sócio diretor do Instituto, Renato Meirelles, reforçando a importância para a economia da mudança de comportamento da classe C. A pesquisa aponta também que 70,8% dos domicílios da classe média estão quitados, ante 73,7% e 73,1% das classes A e B, respectivamente, e 69,5% e 73,7% das classes D e E.

O levantamento mostrou ainda que tipo de imóvel predomina em cada faixa social.

Na alta renda, as casas representam 66,5% dos imóveis, enquanto que na classe média, 92,1%. Já na parte da população mais pobre, o percentual é ainda maior, 97,4%. Entre os que moram em apartamento, boa parte pertence à alta renda (33,4%), seguida pela classe média (7,6%) e a baixa renda(2,2%).

Quando o assunto é reforma, mais uma vez a nova classe média se destaca mais uma vez. No total, 24,5 milhões de famílias dizem ter a intenção, com 57,8% dessa faixa de renda dizendo que pretendem reformar seu imóvel nos próximos 12 meses, o mesmo que 14,2 milhões. Outros 13,9% (3,4 milhões) são das camadas A e B, e 28,3% (6,9 milhões) das classes D e E.

A pesquisa também explorou os cômodos que têm predileção em serem reformados. "Os brasileiros em geral apontam o quarto como o cômodo preferido da casa, por ser este o seu local de repouso e, algumas vezes, de privacidade. A sala é citada como segunda opção, mas é sempre priorizada na hora de decorar, pois é o lugar onde todos recebem as visitas", conta Renato.

Poupança

Os bancos concederam R$ 10,8 bilhões em empréstimos com recursos da caderneta de poupança para a construção e compra de imóveis no primeiro bimestre, com aumento de 10,2% ante igual intervalo em 2011.

Considerando apenas fevereiro, foram R$ 5,11 bilhões, com variação negativa de 1% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com os dados divulgados hoje pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

Obras em casa.


14,2 milhões de famílias inseridas na nova classe média brasileira desejam reformar imóvel em até dois anos, o que equivale a 57,8% do total de 24,5 milhões.



Sobram 85 mil vagas de corretor

Imobiliárias buscam profissionais com talento para vendas e atraem graduados com promessa de altos ganhosRúbia Evangelinellis
rubiae@diariosp.com.br

O mercado de trabalho para corretor de imóveis vai de vento em polpa. Com a carteira recheada de lançamentos e de imóveis usados, empresas do setor investem na contratação e treinamento de profissionais com ou sem experiência, muitos dos quais vindos de outras áreas e com diploma de curso superior.

“Precisamos atualmente dobrar o atual número de corretores com Creci ativo no estado de São Paulo. Temos 85 mil, enquanto o ideal seria 170 mil”, diz José Viana Neto, presidente do Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis).

Para se dar bem neste mercado é preciso ser comunicativo, bom de matemática, ter facilidade para vender e disposição para trabalhar nos feriados e finais de semana. O ganho é contabilizado por meio de concretização de vendas, sem salário fixo. As comissões cobradas pelas empresas variam de 10% (para grandes propriedades rurais) a 6% (na comercialização de residências e imóveis comerciais). Para o corretor é repassado o equivalente a 40% do ganho com a venda.

Acostumados a trabalhar com cifras altas, os corretores fazem o seu ganha pão de olho no preço do imóvel e no bolso do comprador. “Eu diria que na média o ganho mensal é de dez salários mínimos, no valor de R$ 6,2 mil. Mas eu tenho colegas que retiram até R$ 300 mil por mês”, diz Viana Neto.

Lucas Penteado, diretor da empresa Pronto (rh@pronto.com.br), do Grupo Lopes, explica que o céu é o limite, quando se fala em retorno financeiro. “Trabalhamos com produtos que custam em média R$ 600 mil e representam altas comissões. E exatamente por isso atraímos um público com graduação universitária e empresários. Tenho corretores que recebem R$ 600 mil ou mais por ano. Treinamos quem não tem experiência. Apesar de não fixarmos idade para contratação, a maioria está na faixa de 35 anos.”

Como este ramo se caracteriza por receber gente de todas idades e de setores diferentes, as empresas realizam de forma continua treinamento in company. “Temos todo o interesse de ensinar os iniciantes e também oferecer oportunidades de carreira. Aqui, o corretor chega a gerente”, avisa Thânia Sanches, gerente de recursos humanos da Coelho da Fonseca (http://bit.ly/coelhocontrata).

Adriana Barreta, gerente de recursos humanos da Lopes (rh@lopes.com.br), explica que o treinamento básico é dado a quem chega e outros são de formação continuada: “Queremos candidatos que tenham ensino médio, registro no Creci e experiência em venda”.
DE VOLTA À ESCOLA/ Animado com o cenário otimista traçado pelo setor, Luiz Cláudio Machado, de 48 anos, decidiu virar o jogo, buscar uma fonte lucrativa e voltou para a escola. Matriculou-se no curso técnico de transação imobiliária da Etec (escola técnica) da Zona Leste. Enquanto aprende o bê-á-bá para obter o Creci, dorme com os livros e sonha com fartas comissões. “Quero entrar em uma boa imobiliária, ganhar experiência e, depois, montar meu negócio”, diz.

Luiz é graduado em ciências contábeis e tornou-se sócio do seu contador depois de se desfazer do açougue que havia comprado com o dinheiro recebido quando saiu do banco. “Fiquei 17 anos no banco. Comecei como escriturário e cheguei a gerente administrativo. O meu primeiro emprego foi de vendedor de calçados. Foi então a primeira e única experiência que tive com vendas.”

Fonte: http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/16970/Sobram+85+mil+vagas+de+corretor+ - 27/03/2012.

sábado, 24 de março de 2012

Corretor de Imóveis - Veja como ser bem sucedido no mercado imobiliário

Você já percebeu que as pessoas bem sucedidas geralmente são aquelas que tem um alto grau de auto-estima e acreditam no potencial que tem, e baseado nisso vão a luta e conseguem um excelente resultado não por saberem mais ou terem mais sorte. mas simplesmente pelo fato de acreditarem em sim mesmos.
Meu primeiro emprego em uma empresa de vendas foi na Enciclopédia Britânica ( Barsa) e eu nunca tinha vendido nada desse tipo e muito menos sabia andar em São Paulo, mas durante uma semana de treinamento decidi que era aquilo que eu queria fazer. Conclusão, trabalhei durante anos vendendo Barsa e foi a maior escola de vendas que já conheci.

Hoje vejo muitos corretores de imóveis reclamando que o mercado esta ruim e que a vários meses não vendem nada, enquanto outros estão cada vez mais otimistas e não reclamam do mercado pois sabem do potencial do mercado imobiliário e acreditam no seu potencial profissional.

Muitas vezes aquele período difícil em que as vendas não saem é atraído pelo próprio vendedor pois inconscientemente ele acaba contaminando seu cliente com energias negativas afastando assim a chance de fechar negócio.

Virando a Mesa

Procure se cercar de pessoas positivas evite locais onde os vendedores se reúnem pra falar mal do mercado e reclamar da empresa, se for o caso mude de empresa pois as vezes a mudança de ambiente ajuda na melhora da auto-estima e traz uma nova energia um recomeço.

Cuide da sua aparência pois como diz uma velha máxima "a primeira impressão é a que fica", vista-se como um especialista, tenha sempre um sorriso no rosto, seja pontual e só prometa o que puder cumprir.

Empine os ombros e levante a cabeça ande com firmeza pois assim age uma pessoa com um alto grau de auto-estima , e isso que atrai o cliente e é fundamental para o fechamento de uma venda pois passa confiança ao comprador.

Não fique pensando só na venda pois ela é conseqüência de todo um processo, seja um consultor procure o melhor negócio para seu cliente dentro de suas expectativas e possibilidades, assim o cliente sentira confiança em fazer negócio com você.

Autor: Rony de lima meneses,



Autorizo usar este artigo desde que mantenha os links e faça referência ao autore a fonte original acima :

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/corretor-de-imoveis-veja-como-ser-bem-sucedido-no-mercado-imobiliario/62369/ - 24/03/2012.

Bolsa tem volume fraco

ANÁLISE
Sem notícias relevantes por aqui e lá fora, os investidores aproveitaram para embolsar parte dos lucros recentes, o que levou a Bovespa a encerrar esta quarta-feira com queda de 0,65%, aos 66.860,05 pontos. O giro financeiro, de R$ 5,304 bilhões, foi o pior desde 6 de fevereiro.

A "desculpa" usada pelos investidores para justificar a baixa liquidez ontem, foi, mais uma vez, o temor com o desaquecimento da economia chinesa, que, na véspera, voltou a preocupar. Somou-se a isso, o relatório da Associação Nacional de Corretores de Imóveis nos EUA que mostrou que as vendas de moradias usadas caíram 0,9% em fevereiro, para uma taxa anual de 4,59 milhões de unidades. O resultado contrariou as expectativas de uma alta de 1,3%.

Na mínima, o Ibovespa atingiu 66.762 (-0,79%) e, na máxima 67 436 pontos (-0,21%). No mês, a Bolsa acumula ainda acumula ganho de 1,59% e, no ano 17,81%. "Esse pregão fraquinho tão cedo, pode ser um sinal de que há alguma coisa ruim pela frente", disse um corretor de importante corretora paulista, referindo-se ao fato de o giro financeiro de terça-feira e de ontem ter sido abaixo da média diária do mês, de R$ 7,190 bilhões. "O mercado está realizando. Talvez, se tivesse dinheiro de fora entrando a Bolsa terminasse no zero a zero", estimou.

Os papéis da Vale e de siderúrgicas voltaram a fechar no vermelho, ainda sob o impacto das notícias da véspera, de que o consumo de minério de ferro pela China está se achatando e de que a venda de veículos no país também está ameaçada. As ações da Vale registraram recuo de 0,38% a ON e 0,34% a PNA. Já entre as siderúrgicas, Usiminas PNA (-3,96%) liderou a queda do Ibovespa, seguida de CSN ON (-3,69%%). Gerdau PN (-1,33%%), Metalúrgica Gerdau PN (-1,87%) também caíram. Do lado positivo, figuraram Oi PN (+5,12%), Embraer ON (+4,03%) e Brasil Telecom PN (+3,16%).

Em Nova York, as bolsas fecharam sem direção única. O índice Dow Jones caiu 0,35% e o S&P 500 perdeu 0,19%. Já o Nasdaq registrou leve alta de 0,04%. O presidente do banco central dos EUA, Ben Bernanke, disse, em uma audiência no Comitê de Supervisão e Reforma do Governo na Câmara dos Representantes, que a Europa precisa fazer mais para resolver sua crise.

Ele afirmou ainda que o Fed não tem planos de adotar um papel ativo nos mercados de dívida soberana além das reservas internacionais que tradicionalmente possui.

O dólar à vista encerrou em queda, de 0,11%, e abaixo de R$ 1,82, cotado hoje em R$ 1,8190 no balcão, após subir 1,05% nas duas sessões anteriores. Na BM&F, o dólar spot encerrou na mínima, com baixa de 0,05%, em R$ 1,8207.

No mercado futuro, às 16h51, o dólar abril 2012 subia 0,16%, a R$ 1,8235, com giro de US$ 14,940 bilhões, de um total de US$ 15,136 bilhões movimentados com cinco vencimentos de dólar. Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (287.665 contratos) estava pouco acima da mínima em 8,93%, ante 8,97% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (261.120 contratos) marcava a mínima de 9,64%, de 9,70% na véspera.

O DI janeiro de 2017, com giro de 42.370 contratos, apontava a mínima em 10,85%, de 10,92% ontem, e o DI janeiro de 2021 (1.895 contratos) marcava 11,33%, de 11,40%.


quinta-feira, 22 de março de 2012

Dilma se compromete a baixar custos trabalhistas para incentivar investimento


A presidente Dilma Rousseff recebe um grupo de 28 empresários brasileiros no Palácio do Planalto.Brasília, 22 mar (EFE).- A presidente Dilma Rousseff se comprometeu nesta quinta-feira diante de 28 dos maiores empresários do país a oferecer novos incentivos, como a redução dos custos trabalhistas e dos juros sobre os créditos oficiais, para garantir o aumento dos investimentos privados.
O encontro entre a chefe de Estado e os presidentes das maiores empresas do Brasil resultou em um compromisso de ambas partes para aumentar os investimentos e acelerar o crescimento da economia, segundo resumiu o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista coletiva.

De acordo com o ministro, para incentivar as empresas a investir o governo estenderá a vários setores da indústria as diminuições nos custos trabalhistas que foram concedidos a alguns ramos com dificuldades em razão da crise econômica global.

Esse incentivo, que beneficia especialmente às empresas que demandam elevada mão de obra, pode ser estendido inicialmente a dez setores com os quais já é negociada a redução, segundo Mantega.

"Estamos abertos a negociar com qualquer setor industrial que deseje uma redução dos custos. Estamos preparando várias medidas para ampliar os benefícios e reduzir o custo da mão-de-obra sem prejudicar os trabalhadores", afirmou.

"O governo vai criar ainda mais facilidades para reduzir o custo dos investimentos. Vamos reduzir os impostos sobre os investimentos e sobre os custos trabalhistas", declarou o ministro.

Mantega acrescentou que o governo também reduzirá as taxas de juros sobre os créditos solicitados pelas empresas nos bancos estatais para aumentar seus investimentos e qualquer outra barreira que dificulte o investimento.

Na reunião, da qual participaram os presidentes dos maiores bancos do país, o governo também se comprometeu a estudar medidas que permitam diminuir o custo do crédito no Brasil.

O ministro assegurou que, ao contrário de alguns países que enfrentam a crise com medidas restritivas, o Brasil não adotará políticas que possam reduzir o consumo e frear o crescimento econômico.

"O Brasil tem que ser competitivo, mas da nossa maneira e não copiando os instrumentos que outros estão adotando. Não tornaremos o país mais competitivo fazendo os trabalhadores passarem fome. Alcançaremos a competitividade com o trabalhador ganhando mais, ampliando o mercado consumidor, melhorando a demanda e estimulando os investimentos", frisou.

O ministro disse ainda que alguns dos empresários presentes na reunião expuseram projetos de investimento que somam cerca de R$ 35 bilhões. "Percebemos que vários setores estão encorajados a realizar grandes investimentos no Brasil", ressaltou.

O governo considera que o investimento privado tem que aumentar para que o país possa alcançar o crescimento econômico de 4,5% previsto para este ano.

Apesar de ter se consolidado como a sexta maior economia do mundo, o Brasil cresceu no ano passado apenas 2,7%, bem abaixo dos 7,5% de 2010.

Entre os empresários que participaram da reunião com Dilma estava Eike Batista, classificado recentemente pela revista "Forbes" como o segundo homem mais rico da América Latina.

Também estiveram no encontro os principais executivos de grandes multinacionais como Vale, Embraer, AmBev, Marcopolo, Coteminas, Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Companhia Siderúrgica Nacional. EFE


Arrecadação do FGTS sobe 17% em 2011

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) registrou um crescimento de 16,9% em 2011, ante o ano anterior. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho, a arrecadação bruta do Fundo, no ano passado, totalizou R$ 72,2 bilhões, um recorde, e os saques somaram R$ 56,7 bilhões. Com isso, a arrecadação líquida foi de R$ 14,6 bilhões, resultado também recorde, e 22,7% maior que o registrado em 2010.
Os bons números do FGTS, segundo o ministério, são decorrentes, do aumento da renda nacional, da geração de novos empregos e da estabilidade econômica brasileira. Entre os setores que mais contribuíram para o aumento da arrecadação do Fundo estão o da Construção Civil, com crescimento de 25,8%, e o Comércio, com aumento de 21,4%.

Segundo os dados do ministério, os saques de recursos do FGTS beneficiaram mais de 34 milhões de trabalhadores em todo o País. Em 2011, pela primeira vez, o saque pode ser feito por trabalhadores brasileiros residentes nos Estados Unidos e Japão. Juntos, esses trabalhadores sacaram R$ 7,1 milhões no ano passado do Fundo. A partir de maio deste ano, os trabalhadores residentes na Europa também poderão sacar o FGTS sem precisar vir ao Brasil.

Os recursos do Fundo são aplicados nas áreas de habitação, saneamento básico e infraestrutura urbana. Em 2011, essas áreas receberam mais de R$ 37,7 bilhões do FGTS. Foram ainda destinados ao Programa Minha Casa Minha Vida R$ 19,5 bilhões de recursos para financiamento habitacional. Além disso, outros R$ 5,3 bilhões foram destinados para pagamento de parte do preço de aquisição da moradia dessa população, na forma de descontos em financiamentos habitacionais vinculados ao programa Carta de Crédito.

Quase 90% dos trabalhadores tiveram reajuste acima da inflação em 2011

De um total de 702 unidades de negociação registradas em 2011 no Sistema de Acompanhamento de Salários do Dieese, 87% conseguiram reajustes acima da inflação. Apenas 8% foram corrigidos pela inflação e 6% abaixo dela. O comércio apresentou o maior percentual de negociações com aumento real de salários

A maior parte dos trabalhadores obteve no ano passado aumento salarial acima da inflação, segundo pesquisa divulgada ontem, dia 21, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De um total de 702 unidades de negociação registradas em 2011 no Sistema de Acompanhamento de Salários do Dieese, 87% conseguiram reajustes acima da inflação. Apenas 8% foram corrigidos pela inflação e 6% abaixo dela.

De acordo com o Dieese, o resultado confirma a tendência observada nos últimos anos - quando a maioria das categorias profissionais analisadas conquistou aumentos reais para os salários nas negociações de data base.

O comércio foi o setor que apresentou o maior percentual de negociações com aumento real de salários -cerca de 97%. Somente 2% tiveram reajustes com os mesmos percentuais da inflação e pouco mais de 1% perdas reais.

Na indústria, 90% das negociações foram com aumentos reais e 3% abaixo. Já no setor de serviços, 76% obtiveram aumentos reais, 12% iguais ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e 12% abaixo.

Dentre as categorias de serviços, os que trabalham em bancos e empresas de seguro privados tiveram o segundo maior percentual de reajuste, com 1,78% de ganho real. O maior índice foi obtido pelo segmento do turismo e hospitalidade, com 1,86%.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Aumentam oportunidades de trabalho para corretor

Veja como tornar-se um vendedor de imóveis em Sorocaba e quanto é possível ganhar ao mês com a COMISSÃOTATIANE Patron/Agência BOM DIA
tatiane.patron@bomdiasorocaba.com.br
O mercado imobiliário está em pleno vapor e lançamentos são anunciados a quase todo instante. Quem pega carona nesta boa fase é a corretagem. A renda pode chegar a R$ 9 mil por mês. Por isso, existem profissionais largando o que fazem há anos para tentar uma nova carreira.

Um exemplo é o atual corretor de imóveis Eduardo Fraga, 31 anos. Ele é formado em direito e até dois anos atrás era empresário e mantinha uma agência de comunicação visual.

Ao perceber que o que ganhava não era suficiente para pagar as despesas, decidiu mergulhar de cabeça em uma nova aventura. “Sempre soube lidar com o público. Quando fiquei sabendo quanto um corretor pode tirar por mês, não tive dúvidas e tentei”, conta.

Professor de educação física, transportador, policial militar e proprietário de franquia. Leandro Carriel, 34, tentou de tudo, mas descobriu a vocação: corretor de imóveis. Pai de dois filhos, enxergou que o mercado imobiliário poderia incrementar o orçamento familiar.

Segundo o presidente do Sciesp (Sindicato dos Corretores de Imóveis no Estado de São Paulo), Alexandre Tirelli, desde 2008 os lançamentos imobiliários estão super aquecidos, aumentando a demanda do mercado e as contratações.

Em lançamentos imobiliários é possível encontrar corretores de outras cidades. “Existe tanta demanda que é preciso chamar gente de fora”, comenta Eduardo Carriel.

Para provar que o mercado está precisando urgente de mais profissionais, Eduardo revela que em 15 dias conseguiu vender quatro imóveis.

De porta em porta


A rotina de um corretor de imóveis é atender pessoas que tem como principal sonho a casa própria. Para isso, o profissional precisa ser comunicativo, bom vendedor, ter conhecimento na legislação e em documentos imobiliários. “A área é sazonal. Alguns meses são fracos e dependemos de comissão, por isso o profissional tem de ser insistente”, afirma Eduardo.

Por outro lado, o profissional pode fazer o próprio horário. “Agora tenho mais tempo para ficar com os meus filhos”, conta Leandro.

Crescimento


O Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) registrou cerca de oito mil inscritos por ano, desde 2007. Até então, a média anual era de 2,5 mil membros. Na região de Sorocaba estão registrados três mil corretores. No Estado, há cerca de 130 mil profissionais inscritos no Creci. O corretor de imóveis é considerado um profissional liberal.

Qualificação é o foco


Para poder atuar, o profissional do ramo deve estar inscrito no Creci; empregadores reclamam da falta de qualificação e oferecem cursos

Apesar das inúmeras oportunidades para quem está interessado em entrar no ramo da corretagem, os empregadores ainda reclamam que falta qualificação. Para isso, empresas oferecem treinamentos.

Segundo o representante da AE Patrimônio, Márcio Borges, cerca de 90% dos corretores vieram de outras áreas. Para se tornar um profissional do ramo é preciso estar inscrito no Creci (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis).

Na empresa, há a seleção de candidatos e depois é oferecido um curso de qualificação de oito dias. “Apresentamos informações de Sorocaba, como zoneamento, quais regiões estão mais cara e mais baratas”, explica. Atualmente, na AE Patrimônio há 40 corretores e cerca de 20 vagas ainda devem ser preenchidas.

Já falta área em Sorocaba para construir. Na opinião do corretor Eduardo Fraga, até o fim do ano o preço do metro quadrado deve aumentar em 20%. Márcio Borges, por sua vez, acredita que tendência no município é a verticalização.

Idôneo


Para obter a inscrição do Creci é necessário fazer o curso de TTI (Técnico em Transações Imobiliárias). A Secretaria da Educação do Estado é o órgão que fiscaliza a idoneidade das escolas. Em outubro do ano passado, informa a Secretaria, uma unidade de ensino apresentou irregularidades e foi fechada.

Os representantes da categoria alertam a população: “é preciso investigar a escola, senão o aluno corre o risco de perder dinheiro e tempo”.

Os únicos estabelecimentos que ainda funcionam são a Escola Técnica Estadual Rubens de Faria e Souza e a Ebrae (Escola Brasileira de Ensino a Distância), em parceira com o sindicato regional.

Nas aulas são abordados temas como planejamento, prospecção de clientes, abordagem e contato, levantamento de necessidades e sondagem, proposta de valor, negociação e fechamento.

Mercado imobiliário está em constante crescimento


O desenvolvimento acelerado de Sorocaba está refletindo no valor das áreas. Em um ano, os imóveis tiveram aumento de 36%. O corretor de imóveis Eduardo Fraga dá como exemplo um terreno no Ibiti Royal, que estava à venda por R$ 80 mil e hoje está R$ 120 mil, aumento maior que a expectativa, atingindo 50%. “Acredito que até o fim do ano os preços subiram 20%. Com a inauguração das empresas multinacionais e do parque tecnológico [previstos para funcionarem a partir do segundo semestre deste ano], com certeza a tendência é valorizar ainda mais”, diz.

Entre 2010 e 2011, houve quase três mil lançamentos residenciais no município, sendo dois mil verticais. A justificativa é que falta terreno para construção de casas devido o crescimento acelerado do município, segundo o Secovi. “Para ter bom aproveitamento do espaço são construídos os prédios”, diz. “Não há terrenos próximos ao Centro. Por isso, os novos imóveis estão localizados em bairros mais distantes”, explicou o vice-presidente do Secovi, Flávio Amary.

Quem também afirma essa tendência de verticalização é o representante da AE Patrimonio, Márcio Borges. “Em Sorocaba há regiões com áreas mais caras ou mais baratas, atendendo todos os bolsos, mas estamos chegando num ponto em que não se encontra mais local para construir. A solução é a verticalização, isso é inevitável”, conclui.

Para o delegado regional do Creci, Luiz Otávio Landulpho, este é o momento perfeito para quem quer ingressar na área, justamente porque as oportunidades não vão parar de aparecer. “Sorocaba e região apresentam um forte desenvolvimento econômico e industrial. Isso reflete no setor imobiliário”, conclui.

Novo cartão de crédito promete parcelamento em até 200 vezes

Com a promessa de revolucionar o mercado, empresa brasileira Shopcards vai oferecer vantagens como parcelar o sonho da casa própria em até 200 vezes com taxas de juros parecidas com as praticadas pelo mercado, informa o Portal HD . Em tese, embora permita o parcelamento em quase 17 anos, por ser um cartão de crédito como qualquer outro, poderá financiar honorários de advocacia também.

O pagamento de honorários com cartão de crédito já foi objeto de análise da Comissão de Ética e Disciplina do Conselho Federal da OAB, que em agosto de 2010, que decidiu que não se tratava de infração ético-disciplinar. Na ocasião, a controvérsia decorreu da previsão constante da Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia) e do Código de Ética, de que o exercício da advocacia não pode ser mercantilizado. A comissão firmou entendimento de que receber honorários por meio de cartão de crédito não é mercantilizar a profissão, apenas aceitar uma forma moderna de recebimento de honorários advocatícios, uma vez que o cheque no formato papel é algo praticamente em extinção.

O Judiciário também pretende aceitar cartões de crédito ou débito para o pagamento de dívidas trabalhistas. O compromisso formal que faltava para que a medida fosse concretizada foi firmada, em fevereiro deste ano, no Conselho Nacional de Justiça. Representantes do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Judiciário, como a corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon e o corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro Antônio José de Barros Levenhagen, assinaram um termo de cooperação técnica que permitirá o uso do sistema. Com o uso de cartões, a quitação poderá ser imediata, se efetuada via débito automático, ou em 30 dias, no caso de crédito.

Uma vez pagos no cartão de crédito, a dívida trabalhista e os honorários advocatícios passam a ser uma despesa comum na fatura do cartão, estando sujeita a todas as operações que eles oferecem, inclusive, a de parcelamento da fatura. Desta forma, pode-se concluir que uma dívida trabalhista paga com cartão, poderá, posteriormente, ser parcelada junto à operadora do cartão na quantidade máxima de parcelas permitida por ela.

Além do parcelamento em até 200 vezes, o Shopcards irá oferecerr outros diferenciais como anuidade gratuita do cartão de crédito, máquinas de cobrança gratuitas (o custo médio é de R$ 150) e transação feita pelo computador e também por celular.

A empresa foca também em nichos pouco explorados pelos cartões, como atendimentos médicos e odontológicos, estacionamentos e serviços de táxi. A ideia é que o paciente possa parcelar um tratamento mais caro e pagá-lo utilizando o computador do médico, dentro do consultório.

A expectativa é atingir 600 mil clientes até julho deste ano. O Shopping D&D, localizado em São Paulo e focado em arquitetura, decoração e design, é uma das empresas que utilizarão o sistema da Shopcards.

A fórmula adotada pela Shopcards é a redução dos juros para aumentar o consumo dentro de um prazo maior oferecido ao cliente, informa o sócio e vice-presidente da empresa, Marcello Gimenez. "Hoje, as classes C, D e E estão tendo acesso a um crédito que antes não tinham. Se eu consigo dar acesso ao consumo oferecendo parcelas de valores menores, o consumidor passa a querer comprar mais", explicou.

A estratégia segue o modelo de comércio praticado nos Estados Unidos, onde, segundo Gimenez, é mais comum realizar as compras em longo prazo.

De fato, o brasileiro tem se demonstrado mais favorável ao uso do crédito. Em 2011, o número de cartões em operação saltou de 41,5 milhões, em 2002, para 173,2 milhões, de acordo com a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços). Nesse mesmo intervalo, o setor de cartão de crédito faturou cerca de R$ 386 bilhões, volume muito superior aos R$ 68,5 bilhões registrados em 2002.

O modelo da empresa teve investimento de mais de R$ 10 milhões nos cinco anos de desenvolvimento do negócio, sendo que cerca de R$ 2 milhões foram aplicados na plataforma de tecnologia, também importada dos EUA.

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