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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Em Portugal, crise faz imóvel terem desconto de até 70%.

Por Sílvio Guedes Crespo, estadao.com.br.
O preço de alguns imóveis em Portugal vai baixar até 70%, anuncia a corretora local ERA.

Pode parecer uma boa notícia para portugueses, mas na verdade ela apenas dá uma ideia da crise do mercado imobiliário no país.

No mesmo dia em que a empresa lançou a promoção, a associação de corretores informou que, no ano passado, os portugueses entregaram aos bancos 19 residências por dia por falta de pagamento de dívidas, como relatou o 'Diário Económico'.

No total, foram entregues 6,9 mil imóveis a instituições financeiras em 2011, uma alta de 18% em comparação com 2010.

No ano passado, as vendas de imóveis caíram 7,2%, ainda segundo a associação. A boa notícia é que dezembro deu sinais de melhora. De janeiro a novembro, foram vendidas no país 16 mil moradias por mês em média; em dezembro, esse número aumentou 18,7%, com a venda de 19 mil casas.

Desconto de R$ 100 mil

Numa rápida olhada pelo hot site 'Já ERA', nome que a imobiliária deu à promoção, nota-se que os maiores descontos ocorrem em terrenos vazios ou em casas em mau estado de conservação.

Mas há ofertas interessantes também em residências mais bem conservadas. Por exemplo, uma casa no Porto (foto acima) está baixando o preço de ? 170 mil (R$ 390 mil) para ? 127,5 mil (R$ 290 mil). Em reais, isso significa um desconto de R$ 100 mil.

Outra estratégia da corretora é financiar 100% do valor de alguns imóveis.



Desafio da Caixa e corretores de imóveis de MS é atingir R$ 2 bi em financiamentos imobiliários em 2012

O Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul (CRECI/MS) iniciou o Ciclo de Palestras de 2012 na noite da última quinta-feira, 26 de janeiro, com um desafio lançado em conjunto pelos corretores de imóveis e superintendente da Caixa Econômica Federal: atingir R$ 2 bilhões em financiamentos imobiliários, volume 33% maior que o de 2011, quando foram financiados 15 mil imóveis num montante de R$ 1,5 bilhão. Vale ressaltar que deste volume, R$ 410,8 milhões, ou seja, 27,38%, foram financiados através dos chamados correspondentes bancários imobiliários, aumento de 76% em relação a 2010.

Pelo menos pelo menos 250 corretores de imóveis
assistiram a palestra no auditório do CRECI - Assessoria

No ano passado o volume alcançado já foi 28% maior que em 2010, mas ainda assim a nova meta é factível, acredita o superintendente da Caixa. “Se não alcançarmos pelo menos chegaremos bem perto”. O presidente do CRECI, Eduardo Francisco Castro, tem a mesma opinião. “Além dos novos produtos lançados pela Caixa nossos corretores de imóveis estão cada vez mais empenhados, por isso aceitamos o desafio”.

E se por um lado há ferramentas e profissionais dispostos a trabalharem, de outro o próprio mercado cria oportunidades. Em Mato Grosso do Sul o déficit imobiliário é calculado em 45 mil unidades. À essa demanda é possível associar ainda o aumento do poder aquisitivo da população, que ocorre em todo o País. Em 2004 a classe C representava 38% da população e hoje já são 53%,um público que está com maior poder de compra.

Os projetos de infraestrutura do poder público estão influenciando diretamente no setor imobiliário e a Caixa também tem novos produtos e ferramentas, uma delas o Balcão de Imóveis, que vai alinhar a simulação de financiamento com a visualização dos imóveis disponíveis e já avaliados pelos engenheiros da Caixa. Em fase piloto, essa ferramenta em breve estará disponível no site da Caixa e deve dar celeridade aos processos. Além disso, a instituição também tem novos produtos, como linhas para compra e reforma de imóveis rurais e a linha do FGTS para compra de materiais de construção com limite de R$ 20 mil e juros de 12% ao ano, o menor do mercado.

A palestra teve adesão maciça dos corretores de imóveis, pelo menos 250 profissionais estiveram no auditório do CRECI, além dos que assistiram a transmissão ao vivo pelo site do conselho (www.crecims.com.br) nas cidades do interior do Estado.

Fonte: http://www.agorams.com.br/jornal/2012/01/desafio-da-caixa-e-corretores-de-imoveis-de-ms-e-atingir-r-2-bi-em-financiamentos-imobiliarios-em-2012/ - 31/01/2012.


Alugar casa para curtir folia no litoral de SP está até 40% mais barato.

Imóvel com três quartos sai a partir de R$ 568 por dia no Guarujá
A Praia de Pitangueiras, no Guarujá,
 é um dos locais preferidos dos paulistas em busca de descanso


O folião que preferir alugar uma casa em vez de comprar pacotes e se hospedar em hotel vai pagar entre R$ 150 a R$ 1.056 por dia. Segundo pesquisa do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo) este é o valor cobrado para o feriado prolongado no litoral paulista.

Dá para viajar no Carnaval a partir de R$ 189 por dia. Veja pacotes

RJ é o destino preferido para alugar casa no Carnaval

Quem optar passar os dias de folia no Guarujá, Santos e outras praias do litoral Central vai gastar menos do que no ano passado, já que as diárias estão até 40,78% mais baratas.

Uma casa com três quartos, que saía por R$ 959 para a mesma temporada de 2011, pode ser locada a R$ 568 neste ano. É ali também que está o aluguel mais em conta da temporada – imóveis de um quarto saem a partir de R$ 150 por dia, uma redução de 33%.

Litoral norte sai mais caro

O litoral Norte, no entanto, é o mais salgado. Casas de quatro dormitórios em Ubatuba e Caraguatatuba saem custam a partir de R$ 1.056. Se for alugada por um grupo de 8 pessoas, por exemplo, a diária individual é de R$ 132.

Mesmo assim, o valor está 7% menor, de acordo com a pesquisa.O turista que optar por casas e apartamentos de um quarto é o que vai desembolsar mais – este tipo de imóvel aumentou 137% e sai por R$ 316 por dia.

A procura maior e os investimentos dos proprietários das casas do litoral valorizaram e encareceram os aluguéis da região. Contratos de cinco a 12 dias em Peruíbe, Praia Grande e Itanhaém subiram em sete dos oito tipo de imóveis pesquisados.

Não deixe para última hora

Para José Augusto Viana, presidente do Creci-SP, “quem deixar para alugar de última hora vai pagar mais caro a diária no litoral Sul e nem sempre encontrará o imóvel desejado”.

- Quem pesquisa agora tem mais condições de negociar preços, além de ter tempo para procurar o lugar ideal.

Cuidados

Ele ainda alerta para os cuidados necessários antes de fechar o negócio: promessas mirabolantes, preços quase inacreditáveis e imóveis que parecem ser do sonho podem ser uma cilada.

Os proprietários costumam estabelecer prazos e limites para os períodos de locação de temporada. A maioria pede no mínimo cinco e no máximo 12 dias de locação para fechar o negócio. Algumas exceções são feitas para casas e apartamentos de um quarto.

O Creci-SP consultou 66 imobiliárias das seguintes cidades litorâneas: Santos, Bertioga, Guarujá, Praia Grande, Itanhém, Ilhabela, São Sebastião, Ubatuba, Caraguatatuba, Mongaguá e São Vicente.

Governo quer reduzir atrasos na entrega de moradias do Minha Casa, Minha Vida.

Economia
Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O governo quer superar os atrasos na entrega das moradias construídas pelo Programa Minha Casa, Minha Vida 2. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse hoje (30) que a demora na entrega das unidades habitacionais aumenta os custos dos empreendimentos.

“Trabalhamos muito em identificar essas questões que estão provocando esse tipo de problema para atuar junto às concessionárias, os cartórios e prefeituras, especialmente das grandes cidades, para que isso seja minimizado, para não penalizar o equilíbrio econômico desses empreendimentos”, disse a ministra.

Acompanhada do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, a ministra concedeu entrevista depois de uma reunião com 20 empresários do ramo da construção civil. No encontro, que durou cerca de duas horas, os representantes do governo ouviram as reivindicações do setor para garantir o bom andamento do programa.

Entre os problemas que atrasam a entrega dos imóveis, está a demora para fazer as ligações de energia elétrica e para emitir o habite-se (documento emitido pela prefeitura que permite que o imóvel seja usado como moradia.

Para solucionar esses problemas, a ministra disse que o governo vai entrar em contato com as prefeituras das cidades com mais de 200 mil habitantes e com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Para este ano, a meta do Minha Casa, Minha Vida 2 é a contratação de 600 mil unidades, que somadas as 450 mil contratadas em 2012, ultrapassariam a metade da meta de 2 milhões de moradias previstas até 2014.

Mantega disse que o setor habitacional terá um papel importante para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). “O Minha Casa, Minha Vida é o maior programa habitacional implantado no país , nos últimos anos. E é um programa importante para viabilizar os investimentos necessários para que o Brasil em 2012 possa ter uma taxa de crescimento mais elevada do que teve no ano passado”.

Outro fator que deve ajudar na expansão da economia, segundo Mantega, é o crescimento do crédito habitacional. De acordo com o ministro, essa modalidade de empréstimos deve ter em 2012 uma taxa de crescimento semelhante aos 44% registrados no ano passado.

A Caixa Econômica Federal, principal instituição a atuar no crédito imobiliário, pretende emprestar R$ 90 bilhões ao longo do ano. Enquanto o Banco do Brasil estima R$ 7 bilhões em crédito para o setor.

Edição: Rivadavia Severo



domingo, 29 de janeiro de 2012

Especialistas alertam: falhas na fiscalização deixam população em risco

Annaclara Velasco
Uma obra ilegal seria a mais provável causa do desabamento que levou ao chão três prédios no centro histórico do Rio de Janeiro, na última quarta-feira (25). Entre mortos e feridos, fica a triste lembrança de mais um desastre que se origina em irregularidades e falta de fiscalização.  Desastres como este, infelizmente, estão deixando a categoria da exceção. Em outubro do ano passado, a explosão no restaurante Filé Carioca, também no Centro do Rio, deixou três mortos e 17 feridos; em agosto, um acidente em um parque de diversões em Vargem Grande, em que um dos brinquedos se desprendeu e atingiu o público, fez dois mortos e vários feridos. No fim do ano passado, mais um susto: um pedalinho em mau estado de conservação afundou na Lagoa Rodrigo de Freitas, deixando em pânico o casal que o usava.  Tudo isso deixa evidente uma grave constatação: a fiscalização, que deveria impedir práticas irregulares, não vem cumprindo sua missão, deixando a população exposta a riscos.

O presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA-RJ), Agostinho Guerreiro, observa que este não é um problema específico do Rio, mas do país como um todo.

  “Não temos um sistema de fiscalização moderno. Lamentavelmente, há mais de 50 anos, a fiscalização vem sempre ligada a problemas de corrupção. Isto está melhorando aos poucos. Tem alguns setores em que a fiscalização é mais séria, onde se usa equipamentos digitais, exigindo que a parte fiscalizada se movimente, apresente algum tipo de declaração. Mas é uma cultura que está mudando muito lentamente”, critica Guerreiro.

O engenheiro acredita que a criação de um sistema global de fiscalização, envolvendo os níveis federal, estadual e municipal, possa ser mais efetivo, pois, desta forma, os investimentos não ficariam apenas “nas costas do município”. Por outro lado, Guerreiro destaca o papel da parte fiscalizada, que tem uma cultura de enganar, com o famoso “jeitinho brasileiro”.

“Fiscalizar de forma presencial é quase impossível, porque tem muita coisa para ser fiscalizada. Por outro lado, a nossa cultura é aquela de tentar enganar, sobretudo o poder público, e isso acontece desde as coisas mais banais até coisas mais perigosas, como obras feitas irregularmente”, diz ele.


Guerreiro defende uma fiscalização mais proativa, feita de forma coletiva. Ele lembra o sucesso do disque-denúncia que, apesar de tratar de um assunto diferente, é uma forma bem sucedida de convidar a população a participar da fiscalização. Para o engenheiro, poderiam ser criados mecanismos, como centrais telefônicas, para onde qualquer cidadão poderia recorrer quando se sentisse prejudicado ou em dúvida sobre alguma obra. O presidente do Clube de Engenharia, Manoel Lapa, também acredita na força da fiscalização coletiva, e acha que ela deve ser estimulada.


“Se você for na Europa e começar a fazer uma obra sem avisar aos vizinhos, todo mundo vai reclamar, denunciar. Todos os inquilinos de um condomínio são responsáveis pela sua segurança. As pessoas não podem ficar omissas. Os condomínios deveriam exigir o projeto da obra, a contratação de um profissional responsável. O bom funcionamento depende não só do poder público, mas do público também”, comenta.


Manoel, no entanto, condena a falta de fiscalização em obras particulares. Segundo ele, uma obra dentro de um prédio, teoricamente, não precisa de aprovação nem da prefeitura nem do Crea, desde que o condomínio não se oponha a ela.


“O Brasil está muito atrasado em relação a fiscalização de obras particulares. Hoje as pessoas simplesmente começam uma obra e terminam sem nenhuma exigência. O correto seria ela contratar um profissional com registro do Crea, como acontece em obras públicas ou em obras externas , mas isso também é insuficiente. O poder público deveria fiscalizar as obras sob o ponto de vista da estrutura, das instalações, da vizinhança, como acontece em grandes cidades como Londres e Paris”, analisa Manoel, que lembra que, com os próximos eventos esportivos, serão feitas cada vez mais obras no país.


Perguntado sobre o assunto, o prefeito Eduardo Paes garantiu que a Defesa Civil Municipal fiscaliza sistematicamente lugares que apresentam risco.


“Nesta semana, inclusive, a rodoviária da Pavuna foi interditada. O trabalho acontece”, justifica.


Fonte: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2012/01/27/especialistas-alertam-falhas-na-fiscalizacao-deixam-populacao-em-risco/ - 29/01/2012.


Questionando com Todos (03) 2012.

“O presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA-RJ), Agostinho Guerreiro, observa que este não é um problema específico do Rio, mas do país como um todo”.

Faço das palavras do Senhor Agostinho Guerreiro, as minhas. Em relação à falta de fiscalização e de pessoas não preparadas em realizar vistoria seja na edificação quanto na liberação de alvará de funcionamento de elevadores que ao menos deveria ser profissional com formação em mecânica e eletrônica. Já na edificação deveria ser profissional pelo menos com formação em técnico em edificação.

E não pelo simples fato de ser concursado e tendo somente o nível médio como ocorre em toda esfera do funcionalismo publico no país. Acrescento já está mais do que na hora de haver gerenciamento privado nesta ultrapassada forma de trabalho do funcionalismo publico no país.

Normas contra incêndio dos bombeiros têm novas regras


No último dia 8 de janeiro passaram a vigorar novos procedimentos administrativos para as normativas de segurança contra incêndio em todo o Paraná. Apenas as obras cujos protocolos de vistoria foram iniciados até esta data seguem a legislação antiga.

De acordo com o primeiro sargento Valdir Marques, do Corpo de Bombeiros de Maringá, o código ficou menor, mas cada item remete a uma das Normas de Procedimento Técnico (NPT). "As obras de maior porte, como os shoppings e condomínios, devem ter mais detalhes das NPTs para seguir; em outras obras, muita coisa continua igual", esclarece.

No final deste mês, representantes dos quatro Sinduscon do Paraná e do Crea/PR se reúnem em Curitiba para avaliar o impacto e a aplicação das novas normas. As NPTs do novo Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico estão disponíveis na íntegra no site do Sinduscon NOR-PR
www.sindusconnoroeste.org.br.



Fonte: http://maringa.odiario.com/imoveis/noticia/534443/normas-contra-incendio-dos-bombeiros-tem-novas-regras/ - 29/01/2012



Questionando com Todos (02) 2012.



Apesar de existir a figura do Bombeiro padronizado por empresas privadas, ainda sim temos que aprender mais ou tornar as normas como parte de regulamentos de muitos edifícios aqui em Praia Grande/SP, pela simples falta de fiscalização ou mesmo de orientação por parte dos nossos representantes que empurra a solução de prevenção para pessoas pouco preparadas.

Consórcio ajuda a realizar o sonho da casa na praia

Kelly Moraes
Comprar um imóvel e transformá-lo num recanto de paz, que convida ao relaxamento e ao lazer em família, é o sonho dos brasileiros. Para muitos, o sonho só é completo em se tratando de um imóvel no litoral. Engana-se quem pensa que a concretização deste sonho é para poucos. Uma opção que torna a compra da casa na praia mais acessível é contratar um consórcio de imóveis.

Segundo a superintendente da Ademilar Consórcio de Imóveis, Tatiana Schuchovsky Reichmann, muitos clientes utilizam a carta de crédito contemplada para comprar ou construir uma casa no litoral.

De acordo com o levantamento feito pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), o número de participantes de consórcio de imóveis subiu 6,4% em outubro de 2011, em relação ao mesmo mês de 2010, passando de 575,5 mil para 612,3 mil.

“Minha casa na praia vai se chamar Cantinho da Família”, diz Rita


Vantagens

A superintendente explica que o crescimento se deve às facilidades e à flexibilidade do investimento. “Atualmente, o contemplado pode escolher como vai investir a carta de crédito, ou seja, ele pode comprar apenas o terreno, usar uma parte para aquisição do terreno e a outra para os materiais de construção, ou ainda comprar a casa ou apartamento prontos, novo ou usado”.

O consórcio funciona da seguinte maneira: ao adquirir uma cota, o consorciado paga parcelas que formam uma ‘poupança do grupo’. Esse dinheiro é utilizado mensalmente para contemplar os consorciados por sorteio ou lance. Assim, o participante concorre todos os meses ao crédito para adquirir seu bem antes de terminar de quitar as parcelas. “Vale ressaltar que na Ademilar o cliente, antes de ser contemplado, não precisa pagar o valor total das parcelas, podendo optar pelo pagamento da parcela reduzida, que beneficia especialmente quem paga aluguel”, destaca Tatiana Reichmann.

Engorde o cofrinho

Uma outra possibilidade do consórcio, que o torna mais atraente, é que pode funcionar como uma espécie de previdência privada, ou seja é possível utilizar a carta de crédito para a compra de imóveis que vão garantir uma renda extra na aposentadoria. “Hoje, percebemos que o maringaense, como qualquer brasileiro, quer adiantar a aposentadoria e aproveitar a vida enquanto tem saúde física e mental”, acrescenta a superintendente.

As vantagens do consórcio ainda vão além, entre elas o baixo custo e a flexibilidade, já que não há restrições de compra, além de permitir a compra à vista (o que dá poder de barganha). “Em dois anos, as vendas (cotas) dobraram e acreditamos que o principal fator é a visão moderna dos jovens, que já planejam o futuro e veem no consórcio uma ótima alternativa de investimento”, revela Tatiana Reichmann.

A funcionária pública estadual Rita Mara Galdino Iderval, que é casada e têm dois filhos, há dois anos é uma das participantes de um consórcio de imóveis. Assim que for contemplada, ela pretende realizar o sonho de comprar uma casa na praia.

“É muito difícil guardar dinheiro, então vi no consórcio uma maneira de poupar para realizar um antigo sonho. Quando for sorteada, vou comprar uma casa em uma das praias do litoral paranaense, e ela já tem até nome, vai se chamar Cantinho da Família”.

SIMULAÇÃO DE VALORES








Crédito imobiliário deve representar 10% do PIB em até 4 anos

SÃO PAULO – O crédito imobiliário continuará se expandindo e sua participação no PIB (Produto Interno Bruto) do País deve dobrar nos próximos anos, de acordo com a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
“O País entrou em um movimento de crescimento contínuo, com taxas de juros consistentes, e isso fez com que o crédito imobiliário pudesse crescer. Atualmente nós temos o cenário adequado para que o crédito imobiliário possa atingir cerca de 10% do PIB nos próximos 3 ou 4 anos”, disse o presidente da entidade, Octavio de Lazari Junior.

Atualmente, o crédito imobiliário representa 4,7% do PIB nacional, o que, segundo o executivo, é um número baixo. “Isso é muito pequeno em relação a países da própria América do Sul, como o Chile, em que o crédito imobiliário significa 16% do PIB”, diz.

Expectativas de crescimento O financiamento imobiliário com recursos da caderneta de poupança deve crescer em 2012, embora em um rítmo menor do que no ano passado. “De acordo com as variáveis econômicas, como crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e inflação, esperamos que o crédito imobiliário no País cresça em torno 30% este ano”, disse de Lazari Junior.

Em 2011, o valor dos empréstimos com recursos da poupança cresceu 42% para R$ 79,9 bilhões, novo recorde histórico no SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo).

No mesmo período, o saldo das cadernetas de poupança no SBPE cresceu mais de R$ 30 bilhões, passando de R$ 299,9 bilhões em dezembro de 2010 para R$ 330,6 bilhões em dezembro de 2011.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Construção civil 'colocou pé no freio' e demitiu mais de 6 mil.


Foto: GERSON WALBER/CORREIO DO ESTADO
Setor da construção civil foi um dos mais afetados pelo desemprego

Para representante dos trabalhadores, os números não assustam. "Fim de ano sempre é o período de demissões, quando as empresas terminam contratos e obras. Também começam as chuvas, por isso esse número elevado", afirmou José Abelha Neto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Civil de Campo Grande (Sintracom/CG). Já em outros setores, a desaceleração do setor é evidente. "Não vamos ter mais um ano como 2009 e 2010, que tiveram a expansão do Minha Casa, Minha Vida. Hoje o lote em Campo Grande, por exemplo, está muito caro, muito valorizado, fora o preço para construir", comentou James Antônio Gomes, presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis (Sindimóveis/MS).

Além da desaceleração da construção imobiliária, os investimentos públicos também não ajudaram o setor. "A construção civil ligada a estradas, prédios, e outras obras do poder público, deu uma caída muito forte. Só a CGR demitiu mais de 400 funcionários", relatou Marcos Augusto Netto, presidente do Sindicato da Habitação (Sicovi/MS), citando a CGR Engenharia, que entrou em processo de recuperação judicial em janeiro.

Segundo dados disponibilizados pelo Sicovi, o setor da construção civil no Estado acompanhou o ritmo nacional e cresceu aproximadamente 4,8% em 2011, em relação ao ano anterior, bem abaixo dos 11,6% registrados entre 2009 e 2010.

Leia mais no jornal Correio do Estado

Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/noticias/construcao-civil-colocou-pe-no-freio-e-demitiu-mais-de-6-mil_139539/ - 26/01/2012.

Superintendente da Caixa falará sobre metas de financiamento imobiliário em palestra no CRECI/MS



No dia 26 de janeiro, quinta-feira, o superintendente da Caixa Econômica Federal em Mato Grosso do Sul, Paulo Antunes de Siqueira estará no auditório do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (CRECI/MS) para anunciar os números alcançados pelos financiamentos imobiliários em 2011 e também as metas para este ano de 2012.
“Esta é a primeira palestra de nosso Ciclo neste ano e será oportunidade dos corretores de imóveis saberem as novidades do mercado e tirarem suas dúvidas. Estamos otimistas em relação a 2012 porque com o nível de empregos elevado e a segurança profissional as pessoas continuam investindo no sonho da casa própria”, diz o presidente do CRECI/MS, Eduardo Francisco Castro.
Segundo informações da Caixa Econômica Federal, no ano passado o volume de recursos liberado para financiamento de imóveis em Mato Grosso do Sul cresceu 28% comparado a 2010. Durante a palestra, Paulo Antunes também falará sobre novidades no relacionamento da Caixa com os corretores de imóveis.
A palestra terá início às 18h30 e a entrada é 1 quilo de alimento não-perecível, que será revertido a entidades filantrópicas. O CRECI transmite a palestra ao vivo pelo site www.crecims.com.br, mas somente para corretores de imóveis das cidades do interior do Estado. Também é preciso confirmar a presença, antecipadamente, pelo site. O CRECI está localizado na rua Rio Grande do Sul, 174.





Londrina precisa de mais 2 mil imóveis para estudantes


O mercado imobiliário de Londrina está mais aquecido no início do ano por causa dos calouros e estudantes universitários a procura de um imóvel para locação, antes do começo das aulas nas universidades da cidade.

Segundo o presidente do presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina e região (Sincil), Marco Antônio Bacarin, a demanda de unidades habitacionais é maior do que a oferta. "A cidade de precisa de mais de 2 imóveis para atender este segmento", informou o presidente em entrevista à Rádio Brasil Sul.

A demanda reprimida também inflaciona o preço das locações. Bacarin comentou que os estudantes universitários procuram imóveis entre R$ 350,00 e R$ 1.200,00. "Quando não encontram apartamentos, dois ou três estudantes alugam um imóvel juntos", lembrou.

O presidente ainda ressaltou negar a locação do imóvel para estudantes "fere o direito constitucional". "A legislação não permite que o proprietário negue ou faça distinção. Se isso ocorrer, a pessoa pode denunciar no sindicato ou no Procon", alerta. "O estudante é um bom pagador e o contrato com a imobiliária prevê vistoria para que o local seja entregue nas mesmas condições", acrescentou. (Com informações da Rádio Brasil Sul)



Samsung e Vivo fecham acordo com Apolar Imóveis para automação de sua força de vendas com Galaxy Tab.

Com os tables com acesso a internet, o atendimento dos corretores de imóveis fica ainda mais rápido e eficiente. Consultas online, interação com central via web e vistoria digital são alguns dos benefícios adquiridos pela empresa com o Tab Samsung
A Vivo acaba de firmar contrato com a Apolar Imóveis, empresa com forte atuação na região do Sul do Brasil, para automação de sua força de vendas com a utilização de 200 unidades do Samsung Galaxy Tab 7 polegadas.

A proposta é trazer para os associados, corretores e autônomos a possibilidade de consultar imóveis, incluindo informações como detalhes de metragem, imagens e disponibilidade, diretamente do equipamento enquanto em trânsito, evitando desta maneira retornos constantes à central da Apolar.

“Mobilidade e conectividade foram as palavras-chave para o desenvolvimento deste projeto. Nossa equipe comercial trabalhou durante um ano todo juntamente com a Samsung para personalizar a solução de acordo com a necessidade da Apolar, que já era nossa cliente nos serviços de voz”, explica Marcelo Tanner, Diretor da Vivo no Segmento Empresas do Sul.

Todo projeto foi baseado na premissa da Vivo Empresas, que é entender profundamente o negócio do cliente e então propor novos caminhos para solucionar problemas e necessidades do segmento de forma inovadora. “Assim, expandimos ainda mais as possibilidades de atuação dos nossos clientes”, conclui Tanner.

Com a utilização de filtros de pesquisa, os corretores podem encontrar em tempo real os imóveis disponíveis que vão de encontro às necessidades de cada cliente, além da possibilidade de agendar visitas de forma ágil, via internet.

“Quando buscávamos uma solução que atendesse nossa necessidade, encontramos em concorrentes produtos que não atingiam nossa expectativa em preço e flexibilidade, uma vez que necessitávamos de uma tecnologia livre para o desenvolvimento de nosso software proprietário. Apenas com a Samsung conseguimos a parceria necessária para a finalização do processo de compra. As 100 unidades entregues já estão com a equipe, e podemos dizer já neste primeiro momento que tivemos sucesso na parceria – os negócios estão fluindo de maneira mais rápida e podemos oferecer uma experiência superior aos nossos clientes e associados”, afirma Rhuan Moraes, coordenador de TI da Apolar Imóveis.

Além de serem utilizados como catálogo digital pela Apolar, os Galaxy Tabs também serão uma importante ferramenta no processo de vistoria dos imóveis para locação, acrescenta Rhuan. “Com a câmera do aparelho, poderemos fazer o registro de imagens que comprovem danos causados nos imóveis, um procedimento comum no ato de início de finalização de contrato de locação. Antes precisávamos adotar uma câmera digital e um relatório independente para fazer a vistoria. Hoje podemos integrar tudo num só processo, o que dá muito mais agilidade”, conclui.

No futuro próximo, mais aplicabilidades serão creditadas aos tablets da Samsung adquiridos pela Apolar, como a centralização de recursos de e-mail, consulta de documentação de imóveis e interação com a central em tempo real.

“Perceber que empresas estabelecidas como a Apolar escolhem nossos produtos para aprimorar seus negócios e a experiência de seus funcionários e clientes, nos traz a certeza de que estamos no rumo certo e que nosso vasto portfólio detém o produto perfeito para os negócios, seja qual for a necessidade e a área de atuação da empresa. Estamos muito orgulhosos com a parceria com a Apolar e confiantes de que ela será duradoura e com bons frutos para ambas as partes”, diz Silvio Stagni, Vice-Presidente de Telecom da Samsung.

A Apolar é a maior rede de franquias do Brasil e a maior imobiliária do Paraná. Fundada em 1969, conta com mais de 800 corretores e mais de 70 lojas espalhadas entre os estados do Paraná e Santa Catarina. Conta ainda com conexões em Miami e Paris com oportunidades de venda e aluguel de imóveis nestas cidades. Para mais informações sobre o grupo ou os imóveis de seu portfólio visite www.apolar.com.br [ana.viotto@vivo.com.br]

Crédito inflaciona compra de imóveis em Apucarana

Alta valorização dos terrenos dificulta implantação de empreendimentos habitacionais. Há 5 mil famílias na fila para casa própria
Adicionar legendaCrédito: Sérgio Rodrigo, da Tribuna do Norte -
Diário do ParanáCidade Educação,
 em construção na zona norte:
 novos empreendimentos em andamento


Com 5 mil famílias na fila para casa própria, a política habitacional de Apucarana esbarra principalmente no interesse econômico. Atualmente, o principal desafio de quem quer construir, seja pelo setor privado ou através de programas governamentais, é o alto preço dos terrenos na cidade. Ironicamente, a alta foi motivada pelo programa do Governo Federal “Minha Casa, Minha Vida”, que popularizou o crédito imobiliário.


Corretores de imóveis avaliam que a elevação passou de 50% em quatro anos. Morar na “Cidade Alta” ficou mais caro. O acréscimo encarece não apenas os projetos para classe média, como também os empreendimentos populares. Quanto mais caro o terreno, maior o custo do projeto.


O corretor de imóveis, Roberto Hara, de Apucarana, observa que o município passa por um momento de valorização já há algum tempo. Ele cita caso do Jardim Interlagos, na região Oeste. “Quando o loteamento foi lançado, um terreno de 275m² era vendido a partir de R$ 6 mil. Hoje, o mesmo terreno não se encontra por menos de R$ 35 mil”, avalia. O preço médio de um lote no local gira em torno de R$ 40 mil, uma valorização de 566% em 10 anos.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Tarifa de ônibus municipal tem reajuste

Apartir de domingo (22), usuários pagarão R$ 2,90 na passagem de ônibus.
Passageiros do transporte público municipal de Praia Grande passarão a pagar o valor de R$ 2,90 na tarifa de ônibus, a partir de domingo (22). O reajuste de 9,43% foi calculado de acordo com critérios estabelecidos pelo contrato de concessão do serviço, como dissídio coletivo dos funcionários da categoria (definido em maio de 2011), aumento nacional de 5,5% no valor do óleo diesel e renovação da frota de ônibus, que em Praia Grande tem uma média de 1,5 ano de tempo de circulação. Segundo a Secretaria de Trânsito e Transporte de Praia Grande (Setransp), cartazes informativos com os novos valores foram afixados dentro dos ônibus e nos terminais rodoviários.

Melhorias – Em 2011, a Prefeitura de Praia Grande assinou contrato de cinco anos, podendo ser renovado por mais cinco anos, com a empresa Viação Piracicabana, atual concessionária do transporte público na Cidade. Entre as melhorias já em andamento estão as reformas dos Terminais Rodoviários Tatico e Tude Bastos. Além disso, a partir da próxima semana, a frota passará a contar com 5 novos veículos, aumentando de 72 para 77 ônibus nas linhas municipais.

Outra melhoria prevista é a construção de duas novas estações de transbordo de passageiros nos Bairros Samambaia e Vila Sônia, com término da obra e início do funcionamento previsto para 2012.

E já para o primeiro semestre do ano está prevista a implantação de monitoramento eletrônico nos veículos, através de GPS e câmeras de monitoramento. Com o serviço, através de uma central de inteligência, a Setransp receberá as informações do posicionamento dos veículos em tempo real. As ações melhorarão e redistribuirão o acesso ao transporte público, diminuindo assim o tempo de espera e a demanda de passageiros por veículo.

Pesquisa - Recente pesquisa contratada pela Setransp identificou que o tempo de espera nas linhas teve avaliação regular, ou seja, teve 4% ótimo, 25% bom e 36% regular. Em Praia Grande as linhas são divididas em alimentadoras e troncais e elas tem característica de atendimento diversificada, ou seja, temos linha de 08 em 08 minutos e outras de 20 a 25 minutos.


Fonte: http://www.praiagrande.sp.gov.br/pgnoticias/ - 23/01/2012


Brasileiros compram imóveis de até US$ 300 mil em Miami

A despeito dos lançamentos de luxo em áreas nobres do condado de Miami Dade, 68% dos brasileiros que compram imóveis na região da Flórida gastam até US$ 299.999, segundo levantamento da Associação Nacional de Corretores (NAR, em inglês). Quase um terço (30%) gastam menos de US$ 100 mil em suas aquisições.
Paola Alambert, da Abyara, confirma a tendência e diz que os imóveis menores são os mais procurados. "A ideia da maioria dos compradores é investir. Por isso, há maior interesse em apartamentos de 60 m² a 70 m², que custam entre R$ 6,5 mil a R$ 7 mil por m²".

O estudo da NAR aponta ainda que 53% das compras feitas por brasileiros são de apartamentos e 34% de casas isoladas (6% de casas geminadas).



O ex-boia-fria hoje fatura R$ 600 milhões

Inconformado com a ideia de viver de colheita em colheita no interior de São Paulo, Aparecido Viana tentou a sorte na capital. Hoje, ele é dono de uma imobiliária especializada no ABC paulista que deve faturar 600 milhões de reais em 2011.
Viana: "Criei uma extensa rede de relacionamentos que foi
 fundamental para a expansão da empresa"

O empreendedor Aparecido Viana tinha 14 anos quando deixou para trás uma vida de trabalho árduo como boia-fria nas fazendas de café, batata e arroz do interior paulista para morar com a família em São Caetano do Sul, na região do ABC, na época um polo industrial emergente. Na cidade, ele trabalhou em metalúrgicas, indústrias plásticas e foi escrevente de cartório até conseguir um emprego como corretor de imóveis.

Foi o começo de uma trajetória que levou Viana a abrir a própria imobiliária, a Aparecido Viana Imóveis, no começo dos anos 80 — uma empresa com receitas de 600 milhões de reais em 2011. Nesta entrevista a Exame PME, Viana, hoje com 62 anos, conta sua história e fala sobre seus planos para o futuro.

Nasci em Bálsamo, uma peque­na cidade perto de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Sou o quinto de seis filhos. Não tive uma infância fácil. Vivíamos na roça e a família inteira trabalhava como boia-fria durante a colheita de café, arroz e milho.

No período da entressafra, co­mo não havia trabalho, inventei uma atividade. Juntava esterco no pasto das fazendas da região, transformava em adubo e oferecia, junto com pequenos serviços de jardinagem, aos moradores da cidade. Costumo dizer que fui o primeiro corretor de esterco da região.

Quando completei 14 anos, minha família decidiu mudar-se para a cidade grande. Em maio de 1963, chegamos a São Caetano do Sul. Éramos seis pessoas morando num cortiço com quarto e cozinha. O banheiro ficava do lado de fora.

Eram tempos em que a região formada por São Caetano, São Bernardo e Santo André — o ABC paulista — estava em desenvolvimento, com a chegada de grandes indústrias. Arrumei trabalho numa empresa de plástico e depois numa de cerâmica. Nos anos seguintes, tive vários empregos, desde auxiliar administrativo numa metalúrgica até auxiliar de escrevente de cartório.

Nunca me limitei a trabalhar só no meu horário de expediente. Entrava cedo, saía tarde e assumia responsabilidades acima das que meus patrões esperavam.

Em 1976, o dono de uma imobiliária em que eu já havia trabalhado como auxiliar de escritório me chamou para voltar à empresa. Ele queria que eu tomasse conta da área administrativa, cargo que eu já havia ocupado em outras empresas. Sua proposta era que eu passasse algum tempo em vendas para conhecer melhor o funcionamento da imobiliária.

Para quem já havia vendido um bocado de coisa, até esterco, achei que poderia fazer um bom trabalho, mesmo num prazo curto. Telefonei para todos os meus conhecidos oferecendo casas, terrenos e apartamentos. Em dez dias, vendi dez imóveis, mais do que qualquer corretor da imobiliária já havia conseguido em tão pouco tempo.

Naquele mês, ganhei uma comissão 24 vezes maior do que o salário combinado com o meu patrão. Depois disso, meu patrão pediu para eu continuar como corretor. Ele continuou no administrativo.

Percebi que para vender um imóvel era preciso criar e manter laços pessoais com os clientes em potencial. Em vez de ficar sentado esperando as pessoas me procurarem, eu visitava gente que poderia comprar um imóvel. Durante anos, tive compromissos quase todas as noites.

Não perdia uma oportunidade de comparecer a jantares, eventos sociais e festas. Conheci muita gente. Com o passar do tempo, criei uma extensa rede de relacionamentos que se tornou fundamental para meus negócios. Já vendi imóveis para três gerações da mesma família.

Depois de fazer um caminhão de amigos, achei que era hora de testar minha habilidade para influenciar as pessoas. Quando conhecia alguém que planejava construir uma casinha para vender, eu o apresentava a outra pessoa que estava erguendo um sobrado. Mostrava aos dois como poderiam unir forças para investir num prédio maior, de três ou quatro andares.

Na oportunidade seguinte, eles já conseguiam erguer uma construção maior. Foi assim que surgiram os primeiros projetos de incorporação imo­biliária de São Caetano do Sul. Eu nunca me tornei sócio. Apenas facilitei os negócios e garanti o direito de vender os imóveis.

Em 1983, decidi que era hora de montar minha própria empresa. Foi quando fundei a Aparecido Viana Imóveis. O negócio começou com uma boa clientela, entre as quais incorporadoras que eu já atendia como corretor desde jovem.

Os negócios com imóveis residenciais iam bem, mas comecei a perceber problemas nas vendas de salas comerciais e escritórios. As grandes indústrias estavam deixando o ABC paulista, e as prefeituras locais nada faziam para atrair novas empresas.

Um dos problemas é que ninguém se interessava em construir edi­fícios comerciais em São Caetano do Sul. Em 1992, havia apenas dois prédios de escritórios na cidade. A legislação municipal impedia a construção de edifícios mais altos e, além disso, as empresas de serviços evitavam se instalar lá. A maioria era afugentada pela alíquota do imposto sobre serviços, mais alta do que nos municípios vizinhos.

Muitos dos vereadores da ci­dade eram meus conhecidos. Alguns haviam sido até meus clientes. Sempre que eu encontrava algum deles, começava com uma ladainha sobre os problemas que atrasavam os negócios imobiliários e pedia que fizessem alguma coisa para alterar as leis. Não sei ao certo quanto pesou minha influência, mas o fato é que, em 1996, a legislação foi alterada.

Mesmo com a mudança na legislação, as grandes incorporadoras e construtoras não se interessavam pela região. Continuei, então, formando grupos de investidores com amigos e pessoas próximas, que juntavam dinheiro para comprar terrenos e construir prédios comerciais. Minha empresa trabalhava como administradora do negócio e fazia a gestão financeira das obras, além de vender as salas e os escritórios.

No final dos anos 90, fui procurado por executivos da fabricante de equipamentos refratários Magnesita. A empresa era proprietária de uma imensa área ociosa de 400 000 metros quadrados em São Caetano do Sul, que pertencera a uma cerâmica desativada. Primeiro, propus avaliar a área para tentar vendê-la.

Depois, sugeri transformar o terreno num bairro que reunisse serviços, moradia e lazer num mesmo lugar. A Magnesita gostou da ideia e segui adiante. Foi assim que surgiu o meu projeto mais ambicioso: o Espaço Cerâmica, com prédios comerciais, residenciais, 122 lotes para construir casas, shopping center e hospital.

Em 2005, começamos a viver um grande momento. As grandes construtoras e incorporadoras brasileiras abriram o capital na Bolsa de Valores. Com bastante dinheiro em caixa, passaram a buscar oportunidades de investimento na região do ABC. Consegui atrair para o Espaço Cerâmica empresas como Rossi, Gafisa e Multiplan, que me contrataram para vender seus empreendimentos. Esses negócios ajudaram a Viana a dar um salto. Em cinco anos, quadruplicamos nossas receitas.

O ABC paulista sempre foi meu principal mercado, mas já vendi imóveis em São Paulo, no Guarujá, em Curitiba, em Goiânia e em Miami. Sempre adorei o contato direto com os clientes, mas hoje já não tenho tanto tempo para isso. Estou passando parte das responsabilidades para outras pessoas. Meus três filhos e uma nora também trabalham comigo na imobiliária. E tenho uma equipe de diretores com autonomia para tomar decisões.

Hoje me concentro mais em planejar o futuro da Viana. Eu quero atuar mais fortemente em planeja­men­to, urbanização ou reurbanização de áreas. Tenho uma equipe de 500 corretores, que precisam ter algo novo todos os dias para vender.

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