Uma obra ilegal seria a mais provável causa do desabamento que levou ao chão três prédios no centro histórico do Rio de Janeiro, na última quarta-feira (25). Entre mortos e feridos, fica a triste lembrança de mais um desastre que se origina em irregularidades e falta de fiscalização. Desastres como este, infelizmente, estão deixando a categoria da exceção. Em outubro do ano passado, a explosão no restaurante Filé Carioca, também no Centro do Rio, deixou três mortos e 17 feridos; em agosto, um acidente em um parque de diversões em Vargem Grande, em que um dos brinquedos se desprendeu e atingiu o público, fez dois mortos e vários feridos. No fim do ano passado, mais um susto: um pedalinho em mau estado de conservação afundou na Lagoa Rodrigo de Freitas, deixando em pânico o casal que o usava. Tudo isso deixa evidente uma grave constatação: a fiscalização, que deveria impedir práticas irregulares, não vem cumprindo sua missão, deixando a população exposta a riscos.
O presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA-RJ), Agostinho Guerreiro, observa que este não é um problema específico do Rio, mas do país como um todo.
O engenheiro acredita que a criação de um sistema global de fiscalização, envolvendo os níveis federal, estadual e municipal, possa ser mais efetivo, pois, desta forma, os investimentos não ficariam apenas “nas costas do município”. Por outro lado, Guerreiro destaca o papel da parte fiscalizada, que tem uma cultura de enganar, com o famoso “jeitinho brasileiro”.
“Fiscalizar de forma presencial é quase impossível, porque tem muita coisa para ser fiscalizada. Por outro lado, a nossa cultura é aquela de tentar enganar, sobretudo o poder público, e isso acontece desde as coisas mais banais até coisas mais perigosas, como obras feitas irregularmente”, diz ele.
Questionando com Todos (03) 2012.
“O presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA-RJ), Agostinho Guerreiro, observa que este não é um problema específico do Rio, mas do país como um todo”.
Faço das palavras do Senhor Agostinho Guerreiro, as minhas. Em relação à falta de fiscalização e de pessoas não preparadas em realizar vistoria seja na edificação quanto na liberação de alvará de funcionamento de elevadores que ao menos deveria ser profissional com formação em mecânica e eletrônica. Já na edificação deveria ser profissional pelo menos com formação em técnico em edificação.
E não pelo simples fato de ser concursado e tendo somente o nível médio como ocorre em toda esfera do funcionalismo publico no país. Acrescento já está mais do que na hora de haver gerenciamento privado nesta ultrapassada forma de trabalho do funcionalismo publico no país.
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