Alta valorização dos terrenos dificulta implantação de empreendimentos habitacionais. Há 5 mil famílias na fila para casa própria
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| Adicionar legendaCrédito: Sérgio Rodrigo, da Tribuna do Norte - Diário do ParanáCidade Educação, em construção na zona norte: novos empreendimentos em andamento |
Com 5 mil famílias na fila para casa própria, a política habitacional de Apucarana esbarra principalmente no interesse econômico. Atualmente, o principal desafio de quem quer construir, seja pelo setor privado ou através de programas governamentais, é o alto preço dos terrenos na cidade. Ironicamente, a alta foi motivada pelo programa do Governo Federal “Minha Casa, Minha Vida”, que popularizou o crédito imobiliário.
Corretores de imóveis avaliam que a elevação passou de 50% em quatro anos. Morar na “Cidade Alta” ficou mais caro. O acréscimo encarece não apenas os projetos para classe média, como também os empreendimentos populares. Quanto mais caro o terreno, maior o custo do projeto.
O corretor de imóveis, Roberto Hara, de Apucarana, observa que o município passa por um momento de valorização já há algum tempo. Ele cita caso do Jardim Interlagos, na região Oeste. “Quando o loteamento foi lançado, um terreno de 275m² era vendido a partir de R$ 6 mil. Hoje, o mesmo terreno não se encontra por menos de R$ 35 mil”, avalia. O preço médio de um lote no local gira em torno de R$ 40 mil, uma valorização de 566% em 10 anos.

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