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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Bolha da Privacidade

Sumaré 30 de dezembro de 2013.

Com tamanha audácia tivemos nossas privacidades quebradas por governos obsoletos incompetentes e sem capacidade de governabilidade, onde o simples direito de ir e vim são afetados mesmo no mundo virtual por governos municipais, estaduais e federais, onde mesmo nem sabem onde aplicar tanto dinheiro a não ser em bisbilhotar a vida de quem paga alto salários de um funcionalismo incompetente de pouca estrutura e principalmente sem qualificação adequada, mas com uma capacidade de questionar um local que não deve existir nem uma barreira ou se não estamos em uma ditadura virtual controlada por homens cretinos e políticos ignorantes que se protegem com leis que oprimem a verdade como oprimiu muitos intelectuais, mas que envaidecerem inúmeros salafrarios em um governo atrasado que atropela o direito de um pai e envaidecem o direito de mães promiscuas e prostituem uma sociedade que cada dia prevalece na mais pura ignorância da antiga ditadura a uma nova ditadura virtual.

Está na hora dos nossos hackers e crack e todos envolvidos na área de tecnologia dar um basta nestes governos que cada dia e cada hora só nos servem para impor uma nova incompetência a sua existência e sua precariedade a promiscuidade de se manterem a custas de um povo que está cansado de tamanha vergonha e desgosto de homens públicos agirem como moleques públicos que talvez lhe faltasse sim uma surra de uma verdadeira mãe e de um verdadeiro pai, quem sabe assim teríamos uma sociedade menos prostituida e bem mais futurista para nos e principalmente ao povo que possa sim se salvar de uma ignorância aplicada em uma ditatura não muito distante, mas de tamanha vergonha nacional com uma repercussão internacional e mesmo assim mantemos um governo na mais básica promiscuidade de tempos em tempos.  

Carteiros retomam entregas, mas avaliarão segurança em Campinas.


Eles ameaçam parar serviço se a Guarda Municipal não realizar rondas.
Entregas foram suspensas, mas liminar caiu e atividades foram retomadas.
As entregas de encomendas feitas pelos Correios serão realizadas na manhã desta segunda-feira (30) nas áreas de risco de nas regiões de Campinas (SP), Sumaré (SP) e Jundiaí (SP), contudo serão avaliadas as condições de segurança para os carteiros, segundo o sindicato que representa a categoria. Os trabalhadores declararam estado de greve durante uma assembleia na sexta-feira (27) e podem paralisar o serviço.
Os funcionários continuarão com as entregas nesta segunda-feira caso as viaturas da Guarda Municipal permaneçam nas áreas de risco da cidade, segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Campinas e região, Fábio Xavier. "Se não tiver rondas nos bairros, se a Guarda Municipal não estiver por lá de fato, nós vamos parar", afirma ele.
A medida de apoio da Guarda Municipal foi determinada em uma reunião entre representantes da Secretaria Municipal de Segurança de Campinas e dos Correios na semana passada. A corporação deve reforçar as rondas nos locais de risco da cidade até o dia 20 de janeiro, quando a escolta particular dos Correios começa a acompanhar os carros de entregas.
Por meio de nota, os Correios informou que as entregas de encomendas está normalizada em toda a região. Além disso, afirmou que as medidas de segurança contam com os acordos mantidos com os órgãos de segurança pública.
Sem segurança
A polêmica sobre as entregas de encomendas começou no dia 19 deste mês, quando uma liminar da Justiça proibiu que o serviço fosse feito em 73 áreas de 
Campinas, Sumaré e Jundiaí, consideradas de risco para os trabalhadores por causa de constantes assaltos.
De acordo com o sindicato dos carteiros, foram registrados cerca de 200 casos de roubos a funcionários nos três municípios com as proibições de entregas em 2013. O pedido foi feito pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) . Os Correios conseguiram derrubar a liminar na véspera do Natal e as entregas foram retomadas. 
Questionando com Todos 30-12-2013.

Onde e quando está Guarda Municipal não tem condições ou não tem capacidade de oferecer algo do que mais necessário, caso está Guarda não ofereça a segurança que os nossos Correios precisem fica a pergunta, para que precisamos deles?. Pelo que sei violação de correspondência é crime federal e quando ocorre o furto ocorre também à violação e se este não é um bom argumento está na hora de fazer a exoneração geral de toda guarda municipal que só gera gasto desnecessário.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Comissão de corretagem deve ser tratada com atenção na compra de imóvel novo


Prática gera polêmica entre consumidores e no meio jurídico, que muitas vezes a julga como abusiva, e, não raro, até tratada como “venda casada” 

Nos últimos anos, em decorrência do aquecimento do mercado imobiliário, foi verificado um aumento de ações judiciais em que consumidores que compram “apartamentos na planta” pedem à Justiça a restituição dos valores pagos como comissão à corretagem imobiliária. 

Ainda que seja considerado praxe no meio imobiliário que imóveis novos sejam intermediados por imobiliárias e corretores de imóveis autônomos, muitos consumidores alegam ver como ilegal o pagamento da comissão, chegando até mesmo a interpretá-la como “venda casada”, uma vez que, para adquirir um produto (apartamento), deve-se comprar outro (comissão).

De acordo com o advogado especialista em Direito Imobiliário do NELM Advogados, Dr. Rubens Elias, na maioria das vezes em que ocorrem ações ligando a comissão à pratica de venda casada, elas são julgadas como improcedentes. “Considerando que a intermediação imobiliária foi prestada, é tido como legal estipular ao consumidor o pagamento da comissão”, alerta.

Embora o conceito de venda casada seja visto amplamente como improcedente, Dr. Elias aponta que há juízes que enxergam a cobrança da comissão como prática abusiva, condenando muitas vezes não só as imobiliárias como as incorporadoras também. “Isso ocorre porque as incorporadoras são vistas como parte da cadeia de fornecimento e, portanto, solidárias com a prática”. No entanto, o especialista ressalta: juridicamente, não existe solidariedade entre incorporadora e imobiliária – nem contratual, tampouco legal. “Cada uma atua de forma diferenciada e com funções específicas, de acordo com a lei”, acrescenta.

Mediante esse cenário, o especialista ressalta que os valores pagos a título de comissão de corretagem vão diretamente à imobiliária, não sendo possível reaver estes valores da incorporadora, uma vez que ela não irá recebe-los. “Embora não haja um consenso jurídico nesse tema, é fundamental estabelecer a responsabilidade judicial dos envolvidos – seja por meio de contrato ou mediante adequação legislativa”, finaliza Dr. Elias.


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Golpes de falsos corretores fazem ao menos seis vítimas em Campinas

Proprietários são enganados por contratos de locação falsos, diz Creci. 
Inquilinos moram em propriedades e não pagam aluguéis por até 18 meses.

O golpe do falso corretor de imóveis fez ao menos seis vítimas em 2013 em Campinas (SP), segundo dados da Delegacia Regional do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis(Creci). Os estelionatários, que muitas vezes ficam com o dinheiro dos pagamentos, agem como corretores e fecham contratos falsos com proprietários de residências que estão disponíveis. Após algum tempo, o dono do local percebe que os pagamentos da locação estão atrasados e que o novo inquilino não é o mesmo que consta no contrato.

Bairros nobres

Segundo o advogado Mario Augusto Uchoa Filho, os estelionatários procuram imóveis em bairros nobres, que tem um aluguel com valores acima do mercado ou que estão há mais de quatro meses vazios. A preferência são pelos apartamentos. Segundo Filho, os golpistas utilizam do desespero do proprietário para fechar o negócio. “Eles dão o canto da sereia, falando que o locatário amou o lugar e que pagará o aluguel que o proprietário quer”, diz o advogado.
Após perceber a falta do pagamento dos aluguéis, o dono  procura a imobiliária ou o corretor e não consegue mais contato. É então que o proprietário procura o locatário e descobre que a pessoa que mora no lugar não é a mesma que está no contrato, e que o fiador é inexistente. Segundo Filho, os proprietários entram com ação de despejo, porém como no documento existe um fiador, a Justiça tenta procurar essa pessoa, que no caso não existe. É aí que o golpista utiliza da demora dos processos judiciários, que chegam a durar até 18 meses, para morar sem pagar aluguel.
Esquema
Uchoa Filho afirma que pelo menos esse ano 20 pessoas o procuraram para pedir ajuda referente a casos semelhantes. Ele suspeita que esses falsos corretores recebem um dinheiro para aplicar o golpe. “Eles cobram adiantado do interessado cinco parcelas do aluguel para fazer o golpe. Então se o aluguel mensal é R$ 1mil, eles recebem R$ 5 mil para fechar o negócio e o locatário paga esse valor para morar no local por um ano”, afirma Filho.
A aposentada Sandra Regina Alves, 58, não recebe há três meses o aluguel de seu apartamento na Avenida Princesa d’Oeste, área nobre da cidade. Segundo Sandra, uma imobiliária ligou para ela no mês de junho afirmando que havia uma pessoa muito interessada na propriedade.
Dois meses após fechar negócio, a aposentada percebeu que os aluguéis não estavam sendo repassados a ela. “Procurei a imobiliária e ninguém quis falar comigo e daí tentei entrar em contato com o inquilino e não consegui”, diz Sandra que afirma também que o nome que consta no contrato não é o mesmo do novo morador.
Creci
O subdelegado regional do Creci de Campinas, Waldemar Reinaldo Biondi, afirma que esse ano foram feitas seis denúncias junto ao Creci de São Paulo referente a golpes aplicados por esses falsos corretores.
Segundo Biondi, os proprietários dos imóveis devem procurar o Creci antes de fechar algum negócio. “A pessoa pode ligar no telefone da regional (Creci) e pedir para a gente verificar a idoneidade do corretor ou da imobiliária”, diz o subdelegado.
O órgão também alerta para as pessoas não confiarem em profissionais que não possuem o número de registro do Creci. “Muitos anunciam nos jornais sem nenhum número ou com números falsos, geralmente são esses os golpistas”, comenta Biondi.



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Grandes bancos trocam crédito mais arriscado por consignado e imobiliário

Números do Itaú, Bradesco e Santander mostram alta das operações de crédito consignado e de financiamento imobiliário, em detrimento de segmentos como automóveis.
Josette Goulart - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - As três maiores instituições financeiras privadas do País, donas de mais de 30% dos ativos totais do sistema, estão mais seletivas na concessão do crédito e registram crescimento em ritmo mais lento até agora do que em anos anteriores. As carteiras do Bradesco, Itaú Unibanco e Santander cresceram em média 6%, em nove meses até setembro, e 10,5% em doze meses.
Os bancos têm focado principalmente em linhas como as de crédito consignado, em que o trabalhador penhora seu salário, e imobiliário, em que os imóveis são dados em garantias.
Para as grandes empresas, o crédito continua sendo ofertado, mas pequenas e médias tiveram redução de linhas em alguns bancos. Esse movimento reflete o movimento dos bancos privados em manter o retorno a seus acionistas apesar da queda dos spreads (os ganhos com a diferença entre as taxas de juros e as efetivamente cobradas no empréstimo). Eles estão usando o tripé de crédito mais seletivo, redução da inadimplência e corte de despesas para manter lucratividade.
Juntas, as três instituições lucraram neste ano R$ 25 bilhões, segundo mostram os balanços até o terceiro trimestre. Enquanto Itaú e Bradesco tiveram lucros maiores, o banco Santander registrou uma queda de 9% em nove meses, mas está tentando se reestruturar e cortar fortemente as despesas desde que seu novo presidente, Jesús Zabalza, chegou ao Brasil em junho deste ano.
O banco espanhol teve forte pico de inadimplência no primeiro e segundo trimestres deste ano, mas conseguiu reduzi-la com um programa de renegociação, que dobrou sua carteira de recuperação de ativos. No ano, a queda é de 0,2 ponto, mas em alguns segmentos chegou a registrar queda de dois pontos em seis meses.
A maior queda de inadimplência (atrasos de 90 dias) do ano se deu no Itaú, com 0,9 ponto porcentual no ano. No Bradesco, a queda foi de 0,5 ponto.
Carros. Um ponto em comum entre as instituições foi a redução do financiamento de automóveis, depois de terem visto a inadimplência crescer há dois anos. No caso do Itaú, os empréstimos giravam em torno de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões por mês e caíram para R$ 1 bilhão neste último trimestre.
Segundo o diretor de relações com investidores do banco, Rogério Calderon, a instituição, que antes financiava 100% dos automóveis, passou a financiar apenas 75%. "O cliente fica mais comprometido com o pagamento e esperamos voltar a crescer no segundo semestre de 2014", diz Calderon. Da mesma forma, o banco espera voltar a crescer no crédito para pequenas e médias, desde que baseadas em recebíveis.
O diretor do Bradesco, Luiz Carlos Angelotti, explica que a inadimplência teve uma forte alta no fim de 2011 em função da crise na Europa e de um cenário de crescimento menor da economia. Esse não é mais um cenário com que o banco trabalha até o próximo ano e por isso tem a expectativa de que a inadimplência continue controlada. De qualquer forma, não vê a retomada do crédito como nos anos anteriores, quando chegou a crescer mais de 20%.
A carteira de crédito de pequenas e médias empresas do Bradesco foi um dos destaques, com crescimento de 12% - mas puxado pelas médias.

Um “Raio X” do atual mercado de fundos imobiliários

Num contexto em que muitos fatores condicionam a evolução deste mercado, a Funds People foi saber a opinião de algumas gestoras de fundos imobiliários.
Os últimos dados APFIPP sobre fundos de investimento imobiliário em Portugal relativos a setembro dão conta de um crescimento de quase 5% no seu valor líquido face a agosto.
Mas como é que as gestoras de fundos imobiliários olham para o atual panorama deste mercado em Portugal? A Funds People falou com algumas entidades, que traçaram o atual cenário.
Num contexto de insolvência de empresas ou atrasos de pagamento de rendas, as entidades têm opiniões que convergem no que diz respeito à atual situação do imobiliário. “O ano de 2013 revela-se particularmente complexo, pois confluem factores contraditórios das diferentes forças presentes no mercado imobiliário”, diz Manuel Puerta da Costa, do Conselho de Administração da BPI Gestão de Activos, que acrescenta que “as dificuldades financeiras das empresas continuam a pressionar as condições de arrendamento como um todo”. Como consequência de um cenário de redução na atividade económica, Diogo Pinto Gonçalves, Administrador daSelecta – SGFII, SA, lembra que a “desocupação de escritórios, indústrias, infraestruturas logísticas e espaços comerciais leva a uma redução dos valores de mercado, afetando por isso a rentabilidade dos ativos”.
Um outro fator apontado como “causador” da desvalorização dos imóveis são os ajustes nas rendas. “Este reajuste, refletido em capitalização de rendas, tem, a curto prazo, um efeito de redução da rentabilidade do ativo mobiliário”, diz Diogo Pinto Gonçalves. Esta é uma ideia que Rui Alpalhão, Presidente da Comissão Executiva da Fundbox partilha, já que “a fragilidade das tesourarias dos inquilinos afeta o rendimento dos ativos imobiliários de rendimento, e por essa via reduz o respetivo valor”.
Novos fundos sinónimo de transferência de ativos bancários?
As difíceis condições de mercado que as entidades enunciam, levam-nas também a apontar uma escassez de novos produtos. “O mercado está estagnado não por falta de boas oportunidades de negócios, mas por falta de liquidez”, diz Pedro Coelho, Administrador da Square Asset Management – SGFII, SA. Ainda assim, será que os novos fundos lançados no mercado imobiliário refletem um processo de transferência de ativos não estratégicos dos balanços dos bancos? As opiniões dividem-se.  
Da BPI GA, a opinião é perentória: “não há processos de transferências de ativos imobiliários do banco para fundos de investimento criados para esse efeito, ou já existentes previamente”. Da Selecta, por outro lado, há uma visão contrária. A gestora que gere distintos fundos, com ativos imobiliários provenientes do mercado financeiro, explica que estas transferências “acontecem porque a carteira de ativos dos bancos aumentou e os bancos não têm vocação e disponibilidade para tratar os ativos imobiliários como devem ser tratados, fases de maior dificuldade do mercado”.  Diogo Pinto Gonçalves, acrescenta que “a experiência na gestão de ativos, de olhar para o seu best use e as suas soluções alternativas, são fundamentais para acelerar a sua rentabilização”.
Já Rui Alpalhão, da Fundbox, que acredita que “os bancos têm privilegiado a venda de ativos a veículos subscritos em club deals, o que não potencia particularmente a colocação de produtos no mercado”.

domingo, 8 de setembro de 2013

Uma crise no mercado imobiliário pode afetar as LCI?

Internauta se preocupa que eventual crise no mercado de imóveis aumente os riscos de seu investimento em Letras de Crédito Imobiliário
Prédios em construção: LCI não é tão afetada pelo mercado imobiliário quanto pela saúde do banco emissor
Dúvida do internauta: Comprei um lote de 50 mil ações da LCI em janeiro de 2013. Fiz um plano com resgate de rendimentos. O prazo total de investimento foi de 24 meses pela Caixa. Estou preocupado com uma possível crise no mercado imobiliário, quero saber o quanto devo me preocupar com os riscos, se é que há algum. Enfim, o que de fato quero saber é se fiz um bom investimento. Tenho motivos para me preocupar? Se sim, o que é aconselhável fazer nessas situações?
Resposta de Beto Veiga*:
Começando do princípio, você não comprou “ações” da LCI. A Letra de Crédito Imobiliário, LCI, é um título de crédito, isto é, quem o possui é credor (empresta o seu dinheiro) de quem o emitiu (devedor), no caso em questão a Caixa Econômica Federal. Nesse tipo de negócio, você está emprestando o dinheiro, e a Caixa vai pagar os juros para utilizá-lo. Tanto assim, que você já acertou o resgate dos rendimentos
A LCI é, simplificando, uma nota promissória que o devedor assina quando toma um empréstimo. Você está na posição contrária e, portanto, a Caixa emitiu o título para lhe dar garantia. No livro “Case com seu banco com separação de bens” eu desço mais em detalhe sobre essa característica da LCI.
Acerca da crise no mercado imobiliário, vamos tratar não dela, mas dos elementos de garantia da LCI. Este título possui, digamos assim, três camadas de garantia: a primeira é o banco (no caso da operação com a Caixa, entendo que é a melhor delas); a segunda é do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura o pagamento (desde que não haja uma crise, ou que um banco desses grandes vá para o buraco e quebre o fundo com ele) até o montante de 250 mil reais. Finalmente, há a garantia dos empréstimos imobiliários realizados pelo banco que lhe deve.
Veja que há uma série de salvaguardas que lhe tiram muitas preocupações, mas a que eu diria ser a mais segura, é a emissora da Letra.
Quanto ao fato de ser ou não um bom investimento, há uma questão complicada para lidar. Pense na seguinte situação: se eu chegasse e lhe pedisse dinheiro emprestado e, sob seu ponto de vista, fosse uma operação com boas garantias (como é a situação da sua LCI). O que faltaria para fechar negócio comigo? Se a sua resposta foi “acertar os juros”, parabéns. O que acontece, na prática, é que você não fez exatamente isso com a Caixa, acredito eu. Não se “lembrou” dessa última parte. Não negociou os juros, simplesmente aceitou aquilo que lhe foi dito.
Mas por que isso seria um problema, então? Bastaria negociar os juros. O problema é que os grandes bancos são tão grandes que eles não estão nem aí para negociar os juros, a menos que você também seja grande. Não é por isso, todavia, que você não deve exigir o máximo pelo seu dinheiro. Caso o banco se negue a oferecer uma remuneração maior, só cabe tentar ver outras possibilidades com a concorrência, observando sempre a qualidade da instituição, ou passando a aceitar como garantia as duas últimas camadas, como mencionei.
*Beto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília, ex-funcionário do Banco Central e consultor de valores mobiliários registrado na CVM. É autor dos livros “O Essencial sobre o Tesouro Direto” , “Tudo sobre CDB”, além do Blog "Beto Veiga - finanças desvendadas" e "Case com seu banco com separação de bens".
Dúvidas, observações ou críticas sobre esta resposta? Deixe um comentário abaixo!
Envie outras dúvidas financeiras para seudinheiro_exame@abril.com.br.

Existe o perigo de bolha imobiliária no Brasil?

Paula Adamo Idoeta
O aquecimento do mercado imobiliário em cidades como São Paulo e Rio, com aumento nos preços e na oferta de imóveis, levanta preocupações de que exista uma eventual "bolha imobiliária" em cidades brasileiras.
É possível que haja uma sobrevalorização nos preços, que poderiam cair repentinamente se a eventual bolha "estourar"?
Autoridades e especialistas brasileiros descartam a hipótese, mas um economista americano que previu a bolha imobiliária dos Estados Unidos acha preocupante o fato de os preços dos imóveis terem dobrado nos últimos cinco anos nas maiores cidades brasileiras.
E, nos últimos 12 meses, o aumento dos preços do metro quadrado em 16 capitais foi de em média 12,3%, segundo o índice da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgado nesta quarta-feira. Em Curitiba, esse aumento chegou a 26,8%; em São Paulo e Rio, 13,7% e 15,3%, respectivamente.
Dados do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP) apontam que o número de novas unidades de imóveis cresceu 46% e as vendas subiram 63% neste primeiro semestre no Estado.
"Não é possível saber com certeza, mas suspeito que exista uma bolha imobiliária nas maiores cidades do Brasil", disse o economista Robert Shiller, professor da Universidade de Yale (Estados Unidos) e que previu a bolha imobiliária dos EUA. Ele esteve em Campos do Jordão (SP) neste final de semana para um congresso da BM&FBovespa.
"O fato de os preços terem dobrado nos últimos cinco anos não soa bem. Se os preços caírem, isso pode criar problemas", afirmou Shiller, fazendo a ressalva de que não conhece a fundo a realidade brasileira.
Ele alega que, nos Estados Unidos, a possibilidade de um imóvel perder valor era vista como inimaginável – e, no entanto, foi isso o que aconteceu com a crise de 2008, fazendo com que muitos proprietários vissem seu patrimônio se depreciar. Em muitos casos, hipotecas passaram a superar o valor dos imóveis.
Brasil diferente
O caso do Brasil, no entanto, é diferente dos EUA, argumenta Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo).
"Em conversas com Banco Central, Caixa Econômica Federal e Abecip (Associação Brasileira de Crédito Imobiliário), descartamos completamente a hipótese de uma bolha aqui", diz Petrucci à BBC Brasil, alegando que o aumento de preços acompanhou o crescimento econômico do país e, no momento, reflete os custos mais altos de terreno e de mão de obra e matéria-prima.
"O que está acontecendo está dentro da normalidade. Nos EUA, mais do que uma crise imobiliária, houve uma crise de papéis (em referência à comercialização, no mercado financeiro, de títulos de hipotecas que se revelaram 'podres', gerando a crise do subprime). Aqui, a geração de emprego e renda continua positiva, o financiamento segue abundante e barato e temos uma população economicamente ativa grande (apta a comprar imóveis)."
Segundo ele, as taxas de financiamento imobiliário não superam os 10,5% ao ano – pouco acima da atual taxa básica (Selic), de 9%.
Petrucci argumenta que o sistema de crédito imobiliário ainda tem "saúde" no Brasil, que o estoque de imóveis não vendidos está equilibrado (uma redução desse estoque levou a aumentos nos preços em 2010) e que os preços não devem subir mais aos níveis de 2009 e 2011.
O ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco declarou, também no congresso da BM&FBovespa, que é preciso "ficar de olho" nos preços dos imóveis, mas que não vê perigos imediatos de uma bolha imobiliária, porque a demanda por imóveis se mantém consistente no país.
Comportamento anormal
Eduardo Zylberstajn, economista da Fipe e coordenador do índice que mede os preços dos imóveis, admite que existe uma preocupação com os preços.
"Não é normal que os preços dobrem (em tão pouco tempo). É algo que precisa ser estudado e debatido", diz à BBC Brasil.
"Mas tampouco era normal a situação que vivemos nos anos 1980 e 1990, quando a hiperinflação corroeu ativos e inibiu o crédito", agrega. Ou seja, seguindo esse raciocínio, o boom imobiliário é decorrência de uma demanda reprimida por crédito e por moradia.
"Minha impressão é de que os preços estão muito ligados ao desempenho do mercado de trabalho, que esteve muito aquecido, mas dá sinais de mudanças de rumo – com salários (crescendo em ritmo) mais moderado", completa o economista. "Isso deve afetar a demanda por imóveis."
Ele cita o caso do Rio, onde a Fipe chegou a observar aumentos de preços de 50% em curto período de tempo. Esse aumento baixou agora para a casa dos 15%, com leve tendência de queda.

domingo, 1 de setembro de 2013

Pode haver uma bolha imobiliária no Brasil, alerta Shiller.

Por Natalia Gomez
CAMPOS DO JORDÃO, 31 Ago (Reuters) - Há uma boa probabilidade de que exista uma bolha imobiliária no Brasil neste momento, tomando como exemplo o comportamento do mercado em outros países, na visão do professor de Economia na Yale University, Robert Shiller, conhecido por ser cocriador do índice de preço de imóveis S&P/Case-Shiller.
O principal indicador da existência da bolha, segundo ele, é o fato de os preços no Rio e em São Paulo terem dobrado nos últimos cinco anos.
"Suspeito que exista uma bolha no Brasil", disse durante o 6o Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, em Campos do Jordão (SP).
De acordo com o economista, este comportamento de preços nunca ocorreu nos EUA, mesmo depois da Segunda Guerra Mundial, quando os soldados voltaram ao pais e geraram uma grande demanda por moradias.
"O caso do Brasil me lembra o Japão nos anos 80, quando os preços dos imóveis subiram até atingir um pico em 1990, e vem caindo desde então", disse Shiller, que é autor de livros sobre finanças comportamentais.
Shiller questionou como as pessoas poderão pagar pelos imóveis no Brasil se os preços continuarem em alta, e sugeriu que o governo precisa não apenas ajudar a financiar a compra de imóveis, mas também garantir que exista oferta, de modo que o mercado seja sustentável.
"É importante que o financiamento seja responsável para impedir que pessoas comprem suas casas antes de estarem prontas e poderem pagar", afirmou.
Outros países vivem um cenário semelhante em relação aos preços de imóveis, como China, Índia, Rússia, Colômbia e Canadá, citou. Em sua avaliação, isso reflete um entusiasmo generalizado sobre os países emergentes.
"A percepção é de que os emergentes estão ficando ricos e os mercados imobiliários estarão fabulosos em 100 anos. Mas isso não pode estar certo, porque outros países tiveram forte trajetória de crescimento e os preços das casas não subiram desta forma", disse.
(Edição de Roberto Samora)

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

MPF quer fim de taxa de corretagem em venda direta de imóveis

Segundo a procuradoria, consumidor é obrigado a pagar 5% sobre o valor do imóvel mesmo sem a intermediação de corretores.
SÃO PAULO - O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação civil pública contra a Caixa Econômica Federal, o Conselho Regional dos Corretores de Imóveis da 4ª Região, o Sindicato dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais e a Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais, para impedi-los de cobrar taxa de corretagem das pessoas que adquirem imóveis remanescentes dos chamados Feirões da Casa Própria.
O MPF pede que a Justiça Federal declare a nulidade da cláusula que exige a obrigatoriedade da intermediação de corretor nas operações de venda direta de imóveis, proibindo-se a Caixa de exigir a contratação. Segundo o MPF, a cobrança seria ilegal e abusiva, porque obriga o consumidor a pagar uma comissão de 5% sobre o valor do imóvel, ainda que não tenha havido qualquer intermediação de corretores no processo de compra e negociação.
De acordo com o procurador da República, Fernando de Almeida Martins, autor da ação, os imóveis que não são vendidos nos leilões patrocinados pela Caixa são posteriormente negociados com o primeiro interessado que apresentar proposta de valor igual ou superior ao mínimo estabelecido no edital do leilão.
Ao comprador não seria dada a opção de escolher a contratação do serviço. Caso queira adquirir o imóvel, ele é obrigado a pagar a taxa de corretagem. Para o MPF, é clara a configuração de venda casada, pois o banco não oferece qualquer liberdade de escolha ao interessado.
O MPF afirma que, segundo o banco, a contratação obrigatória dos serviços de corretagem fundamenta-se em convênio, válido em Minas Gerais, firmado no ano de 2000. Nesse acordo estaria expressamente consignado que a remuneração do corretor será custeada diretamente pelo comprador.

Economia brasileira cresce 1,5% no 2º trimestre, diz IBGE.

Em valores correntes, PIB alcançou R$ 1,2 trilhão no segundo trimestre.
Destaque foi para a agropecuária, com crescimento de 3,9%.
A economia brasileira cresceu 1,5% no segundo trimestre deste ano, na comparação com os três meses anteriores, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o PIB em valores correntes alcançou R$ 1,2 trilhão no segundo trimestre.  É o melhor resultado neste tipo de comparação desde primeiro trimestre de 2010, quando a alta foi 2%.
O destaque foi para agropecuária, com crescimento de 3,9%, seguida por indústria, com alta de 2%, e serviços, com alta 0,8%.

Na comparação com o segundo trimestre de 2012, o PIB cresceu 3,3%. Nesse caso, a alta na agropecuária foi de 13%, seguida por indústria, com aumento de 2,8%, e serviços, com alta de 2,4%, diz o IBGE.
No primeiro semestre do ano, a expansão foi de 2,6% em relação a igual período de 2012. No acumulado em 12 meses, o crescimento foi de 1,9% em relação aos 12 meses imediatamente anteriores.

Subsetores
No segundo trimestre na comparação com o primeiro, todos os subsetores que formam a indústria apresentaram resultados positivos, com destaque para o desempenho da construção civil, que cresceu 3,8%.
A indústria de transformação apresentou crescimento de 1,7%, seguida pela extrativa mineral (1%) e por eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (0,8%).
Dentro de serviços, o subsetor comércio é destaque, com alta de 1,7%. Demais atividades também cresceram no péríodo: intermediação financeira e seguros (1,1%), transporte, armazenagem e correio (1,0%), serviços de informação (0,9%), outros serviços (0,7%) e atividades imobiliárias e aluguel (0,7%). O subsetor de administração, saúde e educação pública manteve-se praticamente estável, com variação positiva de 0,1%.

A despesa de consumo das famílias e a despesa de consumo da administração pública apresentaram crescimento de 0,3% e 0,5%, respectivamente, no período.

O investimento, denominado no PIB como formação bruta de capital fixo, teve alta de 3,6%.

Com relação ao setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 6,9% e as importações aumentaram em menor ritmo: 0,6%.

Resultado supera 'prévia'

O resultado do PIB veio bastante acima do previsto por meio do indicador conhecido como "prévia do PIB", do Banco Central. A instituição havia divulgado, no último dia 15, que a atividade econômica do país tinha subido 0,89% na comparação com os três meses anteriores. O resultado, porém, é do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador que não é o oficial do PIB e foi criado para tentar ser um "antecedente" do resultado.

Ministro da Fazenda

Na noite de quinta-feira (29), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a nuvem cinza colocada sobre o país começa a se dissipar por conta da retomada do crescimento e da redução da inflação.
“A redução da inflação, a retomada do crescimento, tudo isso começa a dissipar essa nuvem cinza que foi colocada sobre o nosso país. Temos de trabalhar para que a confiança aumente cada vez mais e seguir nessa trajetória rumo ao crescimento sustentável”, disse, durante participação de evento da revista "IstoÉ Dinheiro", em São Paulo.


Reajuste de 6,6% do salário mínimo será o menor em 15 anos Projeto do mínimo de R$ 722,90 recebe críticas.


Os ministros do Planejamento, Mirian Belchior, e da Fazenda, Guido Mantega, defenderam a proposta
Brasília – Os trabalhadores que recebem o salário mínimo serão atingidos em cheio pelo baixo crescimento da economia no governo Dilma Rousseff. Segundo a proposta de Orçamento de 2014, encaminhada ontem pelo Ministério do Planejamento ao Congresso, o reajuste do rendimento básico no país será de apenas 6,6%, o menor em 15 anos. O valor a ser pago a partir de janeiro próximo foi fixado em R$ 722,90, com impacto de R$ 29,2 bilhões no caixa da Previdência Social. Em relação ao salário atual, o aumento vai representar um ganho de R$ 44,90 para aposentados, pensionistas e trabalhadores que recebem o menor salário vigente no país. Como a proposta será votada no Congresso, valor pode ser alterado.

O novo piso nacional consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) para 2014, documento divulgado ontem pela equipe econômica e que foi duramente criticado. “Do ponto de vista de impacto fiscal, esse reajuste é até algo positivo. Como o ganho real será pequeno, o peso nas contas públicas também será menor”, avaliou Cristiano Oliveira, economista-chefe do banco Fibra. “Já vimos reajustes maiores. Em termos reais, o do ano que vem vai ser um dos menores em anos”, disse. Para Oliveira e outros especialistas, o problema do Orçamento não está no mínimo, mas nas “previsões irrealistas” usadas para desenhá-lo, o que pode prejudicar a execução dos gastos públicos em 2014.

Nos cálculos de Alexandre Póvoa, economista-chefe da Canepa Asset, o planejamento orçamentário do próximo ano deve ser revisado para pior. Ele explica que a projeções para Produto Interno Bruto (PIB) de 4% para 2014, e de inflação em 5%, estão exageradamente otimistas. Esses números são usados para prever receitas e despesas e, por isso, segundo analistas, deveriam ser o mais corretos possível. “Eles estão fora de qualquer previsão”, disse Póvoa. “Esse Orçamento é algo complicado. Se torna completamente informal, principalmente quando o gestor anuncia uma meta de superávit primário, mas não se compromete com ela”, ponderou o economista.
Estimativas ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebateu as críticas durante a apresentação do documento. Classificou o Orçamento como conservador e disse que as projeções para receitas e despesas podem apresentar números melhores no decorrer do ano do que o previsto. “Os 4% de PIB não estão relacionados diretamente com a receita”, disse. “É sim um Orçamento conservador do ponto de vista da receita, que pode ser melhor do que o esperado”, defendeu o ministro.

Mantega ainda afirmou que os 4% de crescimento se baseiam na perspectiva de ligeira melhora da economia internacional. Segundo ele, as previsões macroeconômicas são apenas parâmetros para o Orçamento e que o que vale como projeção do governo são as do Banco Central. “Vamos ter de fazer ajustes nesse Orçamento quando ele for implementado”, disse. “É um Orçamento estimativo. Ele é praticamente refeito no início do ano à luz da realidade que lá teremos”, admitiu.


sábado, 3 de agosto de 2013

Reajuste do IPTU acima da inflação só pode ser feito por lei, decide STF.

Quando aumento for para correção da inflação pode ser realizado por decreto.
Segundo associações, maioria das cidades já reajusta por meio de lei.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (1º), por unamidade, que as prefeituras só podem reajustar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) acima da inflação por meio de lei aprovada nas câmaras municipais.
Conforme o entendimento dos ministros, os prefeitos podem editar decreto para o aumento somente para efetuar a correção do valor pela inflação. A decisão foi tomada na primeira sessão do Supremo após o recesso do Judiciário, que não contou com a presença do presidente da Corte, ministro Joaquim Barbosa.
A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e a Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais Brasileiras (Abrasf) informaram que os municípios já realizam o reajuste por meio de lei. Segundo a CNM, há poucos casos pelo país de aumento por decreto, mas a entidade não informou em quais municípios isso ocorre.
A decisão tem repercussão geral e deve ser adotada por tribunais de instâncias inferiores em processos sobre o mesmo tema. Os ministros destacaram, durante o julgamento, que o Supremo já vinha decidindo desta forma.
O Supremo analisou recurso da Prefeitura de Belo Horizonte contra decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que decidiu que o aumento não poderia ser feito por decreto.
Durante o julgamento, o ministro Luís Roberto Barroso, que participou da primeira sessão no Supremo após tomar posse em junho, sugeriu a possibilidade de se permitir que uma lei delegue ao chefe do Executivo a possibilidade de reajustar e fixar critérios técnicos para o aumento.
“A questão é buscar um equilíbrio para proteção do contribuinte. Mas o prefeito fica refém da Câmara Legislativa e, por animosidade política ou populismo, pode ficar privado da sua maior fonte de receita”, afirmou Barroso.
Presidente da CNM, Paulo Ziulkoski disse que poucas cidades editaram decretos de reajuste. Segundo ele, isso acontece porque prefeitos têm dificuldade de aprovar o aumento na câmara. "Quando o prefeito tenta atualizar, a população se reúne, os vereadores contestam, há uma pressão e não se consegue. Com isso, o município perde arrecadação."
Ziulkoski destacou que o STF deveria ter "modulado" a decisão, ou seja, estabelecido o que deve ser feito nos casos onde as prefeituras reajustaram por decreto. Como isso não foi analisado pela corte, deverá ser tratado em eventuais recursos contra a decisão.
O consultor jurídico da Abrasf, Ricardo Almeida, destacou que algumas capitais, como Rio de Janeiro e Porto Alegre, fizeram tentativas de reajuste por decreto, mas que foram rejeitadas. "Como decisões do Supremo contrárias à edição de decretos vêm sendo tomadas nos últimos dez anos, essa decisão já era esperada."
Para Almeida, a "novidade" do julgamento foi o fato de que Barroso admitiu a possibibilidade de que uma lei delegue ao prefeito. "É um tema sensível e que pode ter desdobramentos interessantes para os municípios."

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