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| Segundo levantamento da Anamaco, o setor deve crescer 7,5% em 2012 (Arte sobre foto Sxc.Hu - arquivo) |
As vendas de material de construção se mantiveram estáveis no mês de janeiro na comparação com o mês de dezembro, segundo dados divulgados hoje pela Pesquisa Anamaco. Já na comparação janeiro de 2012 sobre janeiro de 2011, o desempenho está 2,5% superior.Segundo a Pesquisa Anamaco, o Nordeste foi a região do país com maior queda de vendas em janeiro.
- Mais de um terço dos lojistas nordestinos tiveram queda no volume de vendas. As regiões Norte, Centro Oeste e Sul também tiveram um desempenho de vendas menor do que em dezembro, mas no Sudeste os lojistas registraram um leve aumento de vendas - diz Cláudio Conz, presidente da Anamaco.
Ainda segundo Conz, em janeiro o mercado se comportou de forma similar a dezembro, então o setor não apresentou crescimento.
- No entanto, os lojistas consultados continuam otimistas com relação às vendas em fevereiro. É claro que temos que lembrar que o feriado do Carnaval vai atrapalhar um pouco o volume de vendas, mas 50% dos entrevistados acreditam que as vendas devam crescer pelo menos 10% em fevereiro na comparação com janeiro - completa.
Os segmentos de argamassas e rejuntes, cimento e metais sanitários tiveram queda de 10%, 6% e 5% respectivamente. Já interruptores plugs e tomadas registrou aumento de 5%, seguido de tubos e conexões de PVC, com alta de 1,5%. O varejo de material de construção cresceu 4,5% em 2011 na comparação com 2010, e registrou um faturamento de R$ 52 bilhões.
Segundo o presidente da Anamaco, o setor continua otimista com relação ao desempenho em 2012.
- O lado positivo é que, na comparação com janeiro do ano passado, as vendas tiveram um crescimento de 2,5%, o que reforça a nossa convicção de que as vendas em 2012 serão maiores que em 2011. Estamos muito otimistas, principalmente por causa da criação da linha de financiamento de material de construção com recursos do FGTS, anunciada no mês passado pelo Conselho Curador do FGTS, do qual faço parte. A regulamentação, já publicada, trouxe diversos complicadores que não foram aprovados no Conselho e que burocratizam a operação. Eu estou levando este assunto a Brasília no sentido de procurar rever essas questões, pois esse financiamento é mais simplificado em sua operação do que o que foi publicado. Reforma e construção demandam planejamento e esta linha vai favorecer o acesso ao crédito para consumidores de todas as classes sociais, com juros bem menores que os praticados pelo mercado. Além disso, temos a redução do IPI dos produtos do setor válida até o final do ano e as obras em curso pelo "Minha Casa Minha Vida" 1 e 2, pela Copa do Mundo de 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016, que também vão ajudar a dar fôlego ao nosso desempenho. Também temos que lembrar que o Brasil possui mais de 53 milhões de imóveis que funcionam como seres vivos, demandando reforma conforme forem se desgastando, seja por uma infiltração, troca de forro, reforma do banheiro, ampliação e etc. Esses imóveis foram muito afetados pelo excesso de chuvas em grande parte do Brasil nesse início de ano. Isso por si só já garante uma movimentação mínima do nosso setor - diz Conz.
Segundo a Anamaco, o setor de material de construção deve crescer 7,5% em 2012.
Venda de imóveis usados cresce 44,96% no Estado de São Paulo
O mercado de imóveis usados do Estado de São Paulo registrou forte recuperação das vendas em novembro, que foram 44,96% maiores que em outubro segundo pesquisa com 1.465 imobiliárias de 37 cidades pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP). As imobiliárias consultadas venderam 1.115 imóveis, o que fez o índice estadual de vendas saltar de 0,5250 em outubro para 0,7611 em novembro. Em outubro, as vendas tiveram queda de 18,29% em relação a setembro.
- Importante é observar o desempenho acumulado no ano, expurgado das variações sazonais, onde se vê claramente que 2011, até novembro, foi um ano positivo para o mercado de usados no Estado - afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.
De janeiro até novembro, o volume de imóveis negociados no mercado imobiliário paulista é positivo em 26,50%.
- É muito provável que o ano feche no azul, sem sinal de crise - completa.
Outro indicador importante do bom comportamento do mercado de imóveis usados em São Paulo é o Índice Estadual de Preços de Imóveis Usados Residenciais (IEPI-UR/Crecisp), composto por todos os valores de venda e locação levantados pela pesquisa Creci-SP. Em novembro, o índice teve variação positiva de 12,11%, que sobe para 13,8% no acumulado de 2011.
As vendas cresceram nas quatro regiões do Estado que compõem a pesquisa Creci-SP. O aumento foi de 28,18% na capital, de 33,17% no litoral, de 62,31% no interior e de 52,05% nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco.
Os apartamentos foram os imóveis que as imobiliárias pesquisadas pelo Creci-SP mais venderam em novembro no Estado de São Paulo - 52,65% do total de vendas. As casas ficaram com os restantes 47,35%.

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