SÃO PAULO - Após abrirem a sessão em queda, as taxas dos principais contratos de juros futuros reverteram a tendência e fecharam em alta nesta segunda-feira (27). No começo do dia, o mercado repercutiu a fala do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sinalizando que a política monetária adotada pela instituição deve ser mantida.
"O BC sinalizou recentemente que há probabilidade de que tenhamos no futuro uma taxa de política monetária (Selic) de um dígito; essa estratégia não se alterou até o dia de hoje", afirmou Tombini. Ele enfatizou que a tendência de queda na taxa neutra de juros, segundo pesquisa realizada pelo BC na semana passada, está de acordo com a estratégia adotada pela autoridade monetária desde agosto.
Por sua vez, o relatório Focus desta segunda-feira reduziu as projeções inflacionárias para fevereiro. A expectativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em fevereiro foi para 0,47%. Na mesma linha, o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) apontou desaceleração, para 0,05%, mesmo caminho dado ao IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), que passou de 0,17% para 0,11%.
Em relação às variações para o acumulado de 2012, a projeção do mercado para o PIB (Produto Interno Bruto) foi mantida em 3,30% pela terceira semana consecutiva. Caminho semelhante foi dado ao IPCA, cuja expectativa ficou em 5,24%, assim como a taxa básica de juros, a Selic, mantida em 9,50%.
De acordo com o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, a desconfiança de uma inflação em alta mais tardiamente tem evitado que a queda nos juros de vencimento mais longo seja significativa. Para o economista, apesar dos fundamentos terem melhorado, o mercado não vê como crível os juros em um dígito por muito tempo no País.
"Acreditamos que haja espaço sim para a queda responsável dos juros, o que garantirá ganhos permanentes para a economia brasileira no médio prazo entre outro canais via um câmbio menos apreciado", afirma Perfeito.
Indicadores de inflação
Nesta manhã, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou que o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) apontou variação positiva dos preços de 0,07% na terceira semana de fevereiro.
Nesta manhã, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou que o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) apontou variação positiva dos preços de 0,07% na terceira semana de fevereiro.
Já a FGV (Fundação Getúlio Vargas) revelou o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), apontando deflação de 0,06% no encerramento do mês de fevereiro. O indicador apontou queda de 0,31 ponto percetual em relação à janeiro, quando a variação foi positiva em 0,25%.
Nos subgrupos do índice, o IPA (Índice de Preços no Atacado) apresentou taxa de variação de -0,26%, enquanto o índice no mês anterior foi de -0,07%, puxado pela reversão brusca de produtos agropecuários, enquanto os industriais seguiram com perda de fôlego da deflação. Para a equipe de análise da Rosenberg Consultores Associados, o índice deve reverter o movimento de deflação nos próximos meses, com a descompressão da queda do minério de ferro, a saída gradual da queda sazonal em carnes e alguma pressão de commodities.
Contrato de janeiro de 2014 fechou com taxa de 9,84%
O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 9,84%, 0,06 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.
Outros contratos que fecharam com bom volume negociado foram os com vencimento em janeiro de 2013, que registrou taxa de 9,33% e o de janeiro de 2015, com taxa de 10,38%. No fechamento de sexta-feira, as taxas apontadas por estes contratos eram 9,28% e 10,34%, respectivamente.
A seguir confira o fechamento das taxas dos principais contratos de juros futuros na BM&F:
O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 9,84%, 0,06 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.
Outros contratos que fecharam com bom volume negociado foram os com vencimento em janeiro de 2013, que registrou taxa de 9,33% e o de janeiro de 2015, com taxa de 10,38%. No fechamento de sexta-feira, as taxas apontadas por estes contratos eram 9,28% e 10,34%, respectivamente.
A seguir confira o fechamento das taxas dos principais contratos de juros futuros na BM&F:
| Vencimento | Taxa atual | Taxa anter | Diferença | Contr Neg |
| Março de 2012 | 10,31 | 10,28 | +0,03 | 49.395 |
| Abril de 2012 | 9,95 | 9,95 | 0,00 | 46.600 |
| Maio de 2012 | 9,81 | 9,80 | +0,01 | 41.445 |
| Junho de 2012 | 9,65 | 9,66 | -0,01 | 18.500 |
| Julho de 2012 | 9,54 | 9,52 | +0,02 | 61.920 |
| Outubro de 2012 | 9,38 | 9,34 | +0,04 | 3.705 |
| Janeiro de 2013 | 9,33 | 9,28 | +0,05 | 120.460 |
| Abril de 2013 | 9,38 | 9,32 | +0,06 | 3.055 |
| Julho de 2013 | 9,51 | 9,45 | +0,06 | 22.261 |
| Outubro de 2013 | 9,69 | 9,61 | +0,08 | 750 |
| Janeiro de 2014 | 9,84 | 9,78 | +0,06 | 204.110 |
| Abril de 2014 | 10,00 | 9,95 | +0,05 | 2.490 |
| Julho de 2014 | 10,16 | 10,11 | +0,05 | 355 |
| Outubro de 2014 | 10,23 | 10,23 | 0,00 | 5 |
| Janeiro de 2015 | 10,38 | 10,34 | +0,04 | 48.172 |
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