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domingo, 3 de junho de 2012

Compra de imóvel para revenda se mantém como bom negócio em Manaus

O investidor pode obter lucro médio de 30%, avalia o Sindicato dos Corretores de Imóveis.



Manaus - A compra de imóveis para a revenda continua a ser um investimento com retorno acima das aplicações financeiras, a exemplo da poupança e dos fundos de renda fixa, resultado da procura maior que a oferta e da expansão econômica local. Para a presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado Amazonas (Sindimóveis/AM), Jane Farias, o investidor pode obter lucro médio de 30% nesse negócio em Manaus.

Mesmo com menor liquidez, os imóveis têm venda rápida se estiverem localizados em pontos estratégicos, em bairros com infraestrutura. Nessas áreas, o mercado avalia que o negócio é fechado entre um e três meses. Nas aplicações financeiras, o resgate em dinheiro vivo com a rentabilidade depende do período contratado. Se o investidor sacar antes do prazo, terá perdas com os descontos dos tributos e a taxa de administração da instituição financeira.

Para o diretor da G9 Investimentos, Gustavo de Carvalho Chaves, além do lucro e da incorporação de capital ao patrimônio pessoal e empresarial, as operações de revenda de imóveis geram o aumento do grau de liquidez do investidor, ou seja, se transformam em moeda corrente para novas aplicações.

“Isso possibilita, por exemplo, que o resultado da venda seja mantido aplicado, rendendo juros, até que uma nova oportunidade de negócio apareça. Na prática, o aumento de liquidez é sinônimo de aumento do poder de barganha (obtenção de descontos), principalmente em períodos de ajuste de preços e aumento de ofertas como agora”, explica.

Para o corretor da C&Castro Imóveis, Maurílio Machado, o fato de um empreendimento empresarial lançando na cidade ter iniciado a venda de salas ao custo de R$ 160 mil e hoje valer R$ 220, mostra a lucratividade dos imóveis.

“Revender é um investimento que tem menos risco, diferente de você investir numa poupança que não rende muita coisa”, disse.

A presidente do Sindimóveis orienta ao cliente-investidor que avalie alguns aspectos do imóvel, como localização, aparência, condição e ‘idade’. “Você tem que levar em conta se existe uma estrutura comercial próxima ao local, porque se o lugar tiver um trânsito caótico e não tiver estrutura próxima, não vai valorizar”, afirma. Ela observa, ainda, que a condição de venda de pessoa física é menos competitiva em relação às construtoras e incorporadoras.

Segundo Jane Farias, os imóveis que mais seguem o perfil de revenda são os de dois ou três quartos, que estão na faixa de R$ 150 mil a R$ 250 mil com período médio de revenda de até 90 dias.

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