SÃO
PAULO - A tendência para 2013 no mercado imobiliário é que os preços continuem
crescendo nas capitais. É o que acredita especialistas que acompanham o setor.
O professor de Economia
da FGV (Fundação Getulio Vargas), Paulo Gala, crê que os preços dos imóveis, em
geral, vão continuar subindo, mas num ritmo mais lento. “Os preços estão
subindo mais lentamente e mesmo assim as pessoas ainda estão (e continuarão) comprando”,
expõe o professor ao ressaltar os impactos na compra pelas ofertas de crédito
imobiliário.
Já o CEO da Vitacon
Incorporadora e Construtora, Alexandre Frankel, acredita que, em 2013, os
preços continuarão a subir, ao menos, durante o primeiro semestre. “O efeito da
queda na taxa de juros só deve começar a ser sentido após os seis primeiros
meses do próximo ano para os compradores de imóveis", diz ele, comentando
que somente num prazo mais longo os custos dos empréstimos deverão diminuir
para os bancos, refletindo a queda da taxa Selic, que na última reunião do
Copom (Comitê de Política Monetária) foi reduzida de 7,5% para 7,25%.
Frankel diz não acreditar
tanto nos impactos da redução da Selic num curto prazo, até por conta da alta
demanda por novos empreendimentos nas capitais. “São Paulo e Rio, por exemplo,
passam por um caso atípico de grandes capitais com dificuldades em colocar
novos projetos no mercado, prejudicando assim a oferta que é bem menor que a
demanda, gerando uma sustentação aos preços”, diz ele explicando que nos
primeiros seis meses de 2013 a alta vai passar dos dois dígitos – de no mínimo
10%. No mês de setembro, o preço dos apartamentos usados aumentou 0,9% em
relação a agosto e o metro quadrado está custando em média R$ 6.862, conforme
dados do indicador Fipe/Zap, baseado em seis capitais brasileiras. Estes
são só mais alguns números que mostram o aumento dos preços de imóveis no
Brasil.
Otimismo A questão da
contínua alta nos preços imobiliários dos últimos anos é polêmica. O professor
Gala não se mostra pessimista e descarta a possibilidade de ocorrer formação de
bolha no curto prazo.
“As pessoas continuarão
comprando imóveis, o crédito facilitou e é possível parcelar em 35, 40 anos e
além disso, a porcentagem do PIB (Produto Interno Bruto) destinada ao crédito
imobiliário ainda é baixa”, lembra ele citando que existem países com níveis
maiores como é o caso da África do Sul (mais de 42%) e do Chile (mais de 18% do
PIB). “Não dá para dizer que existe bolha. No médio e longo prazo pode até
surgir problemas no setor, mas por enquanto não”, finaliza.
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