A valorização dos imóveis pode
complicar a portabilidade dos financiamentos entre bancos. Confira o que mudou
Aline Lima (redacao.vocesa@abril.com.br) 22/10/2012
A troca do financiamento imobiliário
de um banco que cobra taxa de juro maior para outro com taxa menor pode, na
prática, tornar-se financeiramente inviável.
A nova lei que
facilita a migração de dívida remove um dos principais empecilhos até então
apontados para a portabilidade do crédito: o custo de um novo registro do
imóvel, que pode chegar a 3% do valor do bem. Porém, o banco que recebe o
crédito originado por outra instituição vai fazer um novo contrato. E é aí que
as coisas podem complicar, uma vez que um novo contrato requer uma nova
avaliação do imóvel.
O que
mudou?
A nova lei de
portabilidade reduz o custo da troca de dívida imobiliária de um banco para
outro que cobre uma taxa de juro mais baixa.
Não há mais
necessidade de se fazer um novo registro do imóvel, custo que pode chegar a 3%
do valor do bem. Permanece a taxa de registro da garantia (em São Paulo, ela
custa 530 reais para um financiamento de 350 000 reais).
Cuidado: a
valorização dos imóveis nos últimos anos pode, na prática, elevar o saldo
devedor do empréstimo que migrar de um banco para outro.
Verifique o
saldo devedor de seu financiamento atual, vá a outros bancos e simule quanto
ficaria esse saldo quando calculado pelo valor atualizado do imóvel.
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