Pela 10º vez seguida, o Comitê de Política Monetária do Banco
Central reduziu a taxa básica de juros, mas a decisão não foi unânime e os
economistas já dizem que essa divisão indica que o fim da queda nos juros está
chegando.
Foi a primeira vez no ano em que os economistas se dividiram nas
apostas: o Copom iria manter ou baixar de novo a taxa básica de juros? Apesar
da recente alta da inflação, venceu a turma que previu queda.
“A alta da inflação é vista como temporária pela autoridade
monetária já que o crescimento moderado vai levar a inflação a cair num segundo
momento”, fala o economista-chefe do banco Santander, Maurício Molan.
“O Banco Central entende que é necessário dar estímulos à
economia, ela ainda se mostra muito fraca neste momento”, diz a economista do
Link Corretora, Marianna Cota.
O Comitê de Política Monetária do Banco Central baixou em 0,25
pontos percentuais a Selic para 7,25% ao ano. É o 10º corte seguido. A primeira
queda da taxa foi em agosto do ano passado, quando passou de 12,5% para 12%.
A decisão do Banco Central não foi unânime. Cinco diretores
votaram a favor da queda dos juros e três pela estabilidade da taxa. Segundo os
economistas, essa divisão entre os diretores do BC indica que o período de
corte de juros está chegando ao fim.
“Esses diretores que votaram contra entende que já é suficiente
e que é necessário um tempo para ver como a economia vai reagir a esses cortes
que já foram implementados no passado”, fala Marianna.
Os consumidores só vão sentir essa queda de juros daqui a seis
meses, pelo menos, mas o economista-chefe do Santander, Maurício Molan, lembra que
o mercado vive de expectativas e que a redução na Selic favorece o consumo e o
investimento.
“A redução deve melhorar as expectativas do empresariado,
melhorar as expectativas do consumidor também e favorecer um crescimento maior
da demanda doméstica, do consumo e dos investimentos”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário