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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Copom reduz a taxa básica de juros pela 10º vez seguida

Comitê de Política Monetária baixou em 0,25 pontos percentuais a Selic para 7,25% ao ano. Primeira queda da taxa foi em agosto do ano passado, quando passou de 12,5% para 12%.

Pela 10º vez seguida, o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a taxa básica de juros, mas a decisão não foi unânime e os economistas já dizem que essa divisão indica que o fim da queda nos juros está chegando.

Foi a primeira vez no ano em que os economistas se dividiram nas apostas: o Copom iria manter ou baixar de novo a taxa básica de juros? Apesar da recente alta da inflação, venceu a turma que previu queda.

“A alta da inflação é vista como temporária pela autoridade monetária já que o crescimento moderado vai levar a inflação a cair num segundo momento”, fala o economista-chefe do banco Santander, Maurício Molan.

“O Banco Central entende que é necessário dar estímulos à economia, ela ainda se mostra muito fraca neste momento”, diz a economista do Link Corretora, Marianna Cota.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central baixou em 0,25 pontos percentuais a Selic para 7,25% ao ano. É o 10º corte seguido. A primeira queda da taxa foi em agosto do ano passado, quando passou de 12,5% para 12%.

A decisão do Banco Central não foi unânime. Cinco diretores votaram a favor da queda dos juros e três pela estabilidade da taxa. Segundo os economistas, essa divisão entre os diretores do BC indica que o período de corte de juros está chegando ao fim.

“Esses diretores que votaram contra entende que já é suficiente e que é necessário um tempo para ver como a economia vai reagir a esses cortes que já foram implementados no passado”, fala Marianna.

Os consumidores só vão sentir essa queda de juros daqui a seis meses, pelo menos, mas o economista-chefe do Santander, Maurício Molan, lembra que o mercado vive de expectativas e que a redução na Selic favorece o consumo e o investimento.

“A redução deve melhorar as expectativas do empresariado, melhorar as expectativas do consumidor também e favorecer um crescimento maior da demanda doméstica, do consumo e dos investimentos”.

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