Os
relógios deverão ser adiantados em uma hora neste domingo (21/10). O horário
brasileiro de verão vai até o dia 17 de fevereiro de 2013. Moradores das
regiões sul, sudeste e centro-oeste e do estado de Tocantins devem adiantar os
relógios em uma hora. Nos demais estados não haverá mudança no horário.
O
objetivo do horário de verão, é a economia do consumo de energia por meio do
aproveitamento da luz natural do dia. Assim, a prática reduz a demanda em períodos considerados
como “horários de ponta” (das 18 às 21hs), onde o consumo é bem maior.
No Brasil
o horário foi experimentado pela primeira vez no
verão de 1931/1932. Até 1967, sua implantação foi feita de forma desorganizada,
sem muitos critérios. Depois de passar 18 anos sem que o horário de verão fosse
instituído, a medida voltou a vigorar no verão de 1985/1986 em caráter de
emergência pelo governo, preocupado com o baixo índice dos reservatórios das
hidrelétricas, que na época obrigou a população a racionar água. A partir de
1985/1986, o horário de verão passou a ocorrer todos os anos, sem interrupção.
Em
2008, o então presidente Luís Inácio Lula da Silva assinou o decreto de número
6.558, que estabelece os padrões para as futuras horas de verão em parte do
território nacional. Segundo o artigo primeiro do decreto, fica instituído que
a hora de verão de todos os anos tem início a partir de zero hora do terceiro
domingo do mês de outubro, até a zero hora do terceiro domingo do mês de
fevereiro do ano seguinte.
O
secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner,
disse que mudança de horário proporciona um ganho considerável para a
segurança do sistema elétrico brasileiro. “Menor demanda implica maior
segurança para o sistema, que não fica tão ‘estressado’. Há também maior
flexibilidade operativa para liberar instalações para manutenção e redução da
geração de energia térmica para atender a esse consumo”, explicou o secretário.
De acordo
com expectativas do governo, com a adoção do horário de verão, será evitado um
gasto de R$ 280 milhões com o acionamento de usinas térmicas neste ano para
suprir a demanda no horário de pico. Segundo Grüdtner, a redução da demanda de
energia no horário de pico neste ano deve ser de cerca de 4,5%, o que
representa 2,2 mil megawatts. A redução total de consumo deverá ser de 0,5%.
O horário
vai gerar economia
A partir
da zero hora do próximo domingo (21/10), os relógios de quem mora nas regiões
Sudeste, Sul e Centro-Oeste, além do estado de Tocantins, deverão ser
adiantados em uma hora. Nesta data, entra em vigor no país, o horário de verão,
que se estenderá até 17 de fevereiro do ano que vem.
Com essa
medida, a Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig estima uma redução na
demanda diária máxima de energia de até 4%, o que corresponde a cerca de 320
MW, em Minas Gerais.
Essa
energia equivale, por dia, a uma redução no horário de pico comparável à
demanda no mesmo horário de Juiz de Fora e Sete Lagoas, cidades de porte médio
do interior de Minas, ou de uma grande cidade com 750 mil habitantes. Em termos
de geração, equivale a 2,4 usinas do porte da Usina Térmica Igarapé (com 131 MW
de potência).
Durante
os 119 dias, ou praticamente quatro meses, de Horário de Verão, espera-se uma
economia de energia de até 0,5% (88.000 MWh), o que seria suficiente para
abastecer a capital mineira durante dez dias. Para o consumidor residencial,
por sua vez, a redução mensal pode chegar a 5%, sem a mudança dos hábitos de
consumo. Essa economia pode ser ainda maior, se o consumidor seguir as dicas
listadas abaixo.
Segundo
Wilson Fernandes Lage, engenheiro de Operação do Sistema da Companhia
Energética de Minas Gerais – Cemig, o principal benefício do Horário de Verão é
o aumento da confiabilidade e segurança na operação do sistema elétrico, o que
acaba reduzindo o risco de apagões. “Isso é alcançado pela redução da demanda
máxima durante o horário de pico de carga do sistema elétrico brasileiro, que
ocorre no período das 18 às 22 horas”, afirma.
Ainda
segundo o engenheiro, o Horário de Verão pode gerar uma série de outros ganhos.
“Com a sua adoção, é possível, por exemplo, facilitar a programação de
manutenções, reduzir a necessidade de geração térmica para atendimento de
ponta, minimizar a necessidade de investimentos para atendimentos localizados e
preservar o meio ambiente, já que a poluição que seria produzida pela queima de
combustível fóssil é evitada”, explica Wilson.
De acordo
com Wilson Lage, como nesta época os dias ficam mais longos, a economia
registrada, principalmente nas regiões mais ao Sul do Estado, pode ser bastante
significativa. “Quanto maior a distância da linha do Equador, maior o efeito do
horário”, comenta.
Esta é a
42ª edição do Horário de Verão que, desde 2008, possui data fixa de início
(terceiro domingo de outubro) e término (terceiro domingo de fevereiro). Essa
medida é adotada em cerca 84 países do mundo, sendo que os países do Hemisfério
Norte adotam a medida entre março e outubro, enquanto que no Hemisfério Sul o
horário de verão é adotado entre outubro e março.
Confira
algumas dicas para economizar energia
Reduzir
termostatos Seja no chuveiro, aquecedor, condicionador de ar, geladeira ou freezer,
reduzir um grau centígrado na temperatura do termostato pode representar uma
economia de até 5% da sua conta.
Desligar
quando não estiver em uso: Equipamentos elétricos e eletrônicos produzidos no
Brasil antes de 2001 tendem a consumir bastante energia mesmo quando em
stand-by, mas mesmo os aparelhos mais modernos tendem a consumir alguma energia
durante todo o tempo em que estão ligados na tomada – levando a até 35% de
desperdício. Conectar carregadores, sintonizadores de TV a cabo, o aparelho de TV
e o de DVD e mesmo o seu computador em uma régua ou estabilizador que disponha
de chave liga/desliga pode ser uma forma prática de interromper este circuito
sem tirá-lo fisicamente da tomada.
Iluminação:
Evite acender lâmpadas durante o dia, aproveitando ao máximo a iluminação
natural. Prefira as lâmpadas fluorescentes compactas, pois elas duram mais e
gastam menos energia. Pinte paredes e tetos com cores claras, que refletem
melhor a luz, diminuindo a necessidade de iluminação artificial.
Geladeira:
Evite abrir a geladeira frequentemente. Quando for usar o eletrodoméstico,
retire de uma só vez os alimentos de que precisa. Não guarde alimentos ainda
quentes. Para saber se a borracha de vedação está em bom estado, faça o
seguinte teste: coloque uma folha de papel entre a porta e a geladeira, feche a
porta e tente retirar a folha, se ela sair com facilidade, está na hora de
trocar a borracha. Repita o teste em vários pontos da porta da geladeira. Não
utilize a grade traseira para secar roupas ou calçados.
Tomadas e
fios: Tomadas quentes são sinônimo de desperdício. Por isso, evite o uso de
benjamins. Emendas mal feitas ou com fios de bitolas diferentes causam perda de
energia.
Celulares
e Câmeras: Nunca deixe seu aparelho "dormir" carregando. Ou seja, dê
a carga e retire-os da tomada. Para câmeras digitais que não usam pilhas,
aplica-se a mesma regra do celular. Só carregue o tempo necessário especificado
no manual.
Computadores:
Quando não estiver usando, mantenha o monitor desligado e o estabilizador
desconectado da tomada. Dê preferência aos notebooks que consomem menos
energia. Um computador ligado durante uma hora por dia consome em média 5 kWh
por mês. No decorrer de um ano, a economia decorrente do desligamento do
computador durante uma hora a menos será de 60 kWh. Não deixe os acessórios do
computador (impressora, estabilizador, etc.) ligados sem necessidade.
País
economizará R$ 3 bi com horário de verão
O horário
de verão começa no próximo domingo (21), quando os relógios deverão ser adiantados
em uma hora, e termina no dia 17 de fevereiro. Com a medida, o País irá
economizar cerca de R$ 3 bilhões em gastos para a construção de novas usinas.
O horário
de verão deste ano poderá evitar gastos estimados em R$ 3 bilhões na construção
de novas usinas térmicas a gás, que seriam necessárias para garantir a
segurança do suprimento de energia no horário de pico, se não houvesse a
medida.
“Se não
houvesse redução da demanda, o País teria que instalar usinas para atender às
necessidades. Então, não instalando usinas, os gastos deixam de ser feitos”,
disse o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo
Grüdtner.
Segundo
ele, a mudança de horário proporciona um ganho considerável para a segurança do
sistema elétrico brasileiro. “Menor demanda implica maior segurança para o
sistema, que não fica tão 'estressado'. Há também maior flexibilidade operativa
para liberar instalações para manutenção e redução da geração de energia
térmica para atender a esse consumo”, explicou o secretário.
Economia
De acordo
com expectativas do governo, com a adoção do horário de verão, será evitado um
gasto de R$ 280 milhões com o acionamento de usinas térmicas para suprir a
demanda no horário de pico. Segundo Grüdtner, a redução da demanda de energia
no horário de pico neste ano deve ser de cerca de 4,5%, o que representa 2,2
mil megawatts. A redução total de consumo deverá ser de 0,5%.
O estado
do Tocantins adotará o horário de verão pela primeira vez. A Bahia, que aderiu
ao sistema no ano passado, vai ficar de fora. Segundo Grüdtner, o governo
baiano pediu a retirada por causa da rejeição da medida pela sociedade. O
horário de verão é adotado em todos os estados das regiões Sul, Sudeste e
Centro-Oeste.
A medida
é adotada sempre nesta época do ano, quando os dias são mais longos por causa
da posição da Terra em relação ao Sol, e a luminosidade natural pode ser melhor
aproveitada.
História
O horário
de verão foi instituído pela primeira vez no Brasil no verão de 1931/1932, pelo
Presidente Getúlio Vargas. Sua primeira versão durou quase seis meses,
vigorando de 3 de outubro de 1931 até 31 de março de 1932.
No verão
seguinte, a medida foi reeditada com a mesma duração da primeira versão.
Posteriormente, o horário de verão foi retomado em períodos não consecutivos,
nos anos de 1949 até 1953, de 1963 até 1968, e nos tempos atuais a partir de
1985. O período de vigência é bastante variado, mas a média nos últimos 20 anos
está em torno de 120 dias de duração.
Fonte: http://www.pontagrossa.com.br/noticia.php?id=945 – 20/10/2012
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