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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Mercado imobiliário em alta faz Creci registrar cem novos corretores por mês

20 Nov 2011. 07h41min h. Henrique Saunier portal@d24am.com
Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Amazonas recebe, em média, cem pedidos de inscrição na profissão. Pessoas são atraídas pela possibilidade de altos salários



Manaus - A cada mês, uma média de cem novos pedidos de registros para exercer a profissão são recebidos pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Amazonas (Creci-AM). Hoje, são cerca de 3,5 mil profissionais no Estado, sendo que há dez anos esse número era de apenas cem. A alta procura está ligada à velocidade em que os empreendimentos são vendidos na capital. Só no primeiro semestre foram comercializados pelo menos 2,3 mil novos imóveis.

O número ainda é considerado pequeno pelo presidente da entidade, Paschoal Guilherme Rodrigues. De acordo com o corretor é comum encontrar profissionais liberais com o engenheiros, arquitetos, advogados, psicólogos e até médicos interessados em atuar no ramo da corretagem, atraídos, principalmente, pelo retorno financeiro.

O perfil desses novos corretores, geralmente, é composto por profissionais entre 25 e 30 anos que, independente da sua formação acadêmica, veem o franco crescimento do setor imobiliário como uma oportunidade para incrementar a renda.

Na avaliação da presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Amazonas (Sindimóveis-AM), Jane Farias Picanço, o número de corretores em Manaus é muito baixo, levando em consideração a demanda da cidade. “A procura pela profissão é bastante acentuada, mas as empresas querem pessoas com qualificação. Quem não se recicla fica de fora do mercado”, observa.

Ela ressalta que essa profissão está longe de ficar saturada, pois em Manaus, ainda há muito espaço para a atividade. Além disso, existem os corretores especializados e que focam suas atenções para determinados mercados, como os de imóveis de luxo ou apenas para aluguel.

Segundo Paschoal Rodrigues, hoje, os profissionais seguem uma tabela de preços com elevadas comissões, dependendo do tipo do imóvel. Para um apartamento ou casa usada, o corretor recebe, em média, uma comissão de 6%. Se o profissional vender uma casa de R$ 80 mil, consegue lucrar R$ 4,8 mil. Quando o corretor trabalha para uma imobiliária, o lucro é dividido entre as equipes.

Já em unidades que estão em lançamento, o corretor pode cobrar até 2% de comissão em cima do valor total. Ou seja, caso ele consiga vender um apartamento de R$ 400 mil, valor médio praticado no bairro Adrianópolis, é possível lucrar R$ 8 mil.

Reclamações

O interesse demasiado na profissão acaba também atraindo pessoas mal intencionadas. De acordo com o presidente do Creci-AM, em 2010, 90 falsos corretores foram flagrados atuando no mercado. Em 2011, esse número já é de 40 pessoas sem o registro necessário.

Dados do Programa Estadual de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procon-AM) apontam que de janeiro de 2010 até outubro, o número de processos contra imobiliárias e corretores de imóveis somou 75 registros.

Jovem lidera equipe de 60 profissionais

Com apenas 23 anos, Leonardo Alexandre já é responsável por uma equipe de aproximadamente 60 corretores na imobiliária Novacasa, onde atua há dois anos. Alexandre estudou em São Paulo e estagiou em algumas empresas antes de assumir o posto de gerência.

“Meu avô era corretor de imóveis e meu pai está no ramo há 20 anos. Estou seguindo a carreira da família, que sempre me apoiou, mas sempre busco me aprimorar e continuar fazendo cursos aqui ou fora do Estado”, ressaltou.

Para Alexandre, não se acomodar e sempre buscar cursos que vão enriquecer seu aprendizado é algo essencial e ele admite também que aprende com os profissionais mais experientes que estão sob sua gestão.
“Nesse tempo como gerente percebo que já tenho o respeito de outros corretores, mas tenho consciência que não sei tudo sobre esse mercado e sempre busco aprender com a minha equipe”, disse.

Além do respeito e do aprendizado no dia a dia, o jovem executivo já conseguiu comprar um apartamento e não pensa em largar o ramo, que, segundo ele, está bastante aquecido e traz muito retorno, tanto profissional como pessoal.

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