Segundo imobiliárias, preço de alguns locais cai nas proximidades do Chora Menino
Vanessa Sulina, do R7
O vizinho é quase perfeito: não faz barulho, não reclama e não faz mal a ninguém. Mas, para muita gente, o visual de um cemitério é decisivo na hora de escolher ou não um lugar para morar.
A localização do cemitério Municipal Chora Menino, no Alto de Santana, zona norte de São Paulo, é considerada “quase perfeita” para os corretores de imóveis e moradores da região, por ser perto de grandes avenidas e ter ótima infraestrutura. Porém, há quem se “espante” com o local.
A localização do cemitério Municipal Chora Menino, no Alto de Santana, zona norte de São Paulo, é considerada “quase perfeita” para os corretores de imóveis e moradores da região, por ser perto de grandes avenidas e ter ótima infraestrutura. Porém, há quem se “espante” com o local.
Depois do desabafo de alguns corretores de imóveis que não conseguiam vender imóveis naquela região, o R7 buscou informações para tentar entender melhor o que acontece na região.
Há seis meses, à procura de um apartamento no bairro, a dentista Vanessa Lex Lourenço foi uma das pessoas que disse “não” logo de cara para a proposta de conhecer um imóvel disponível na redondeza.
- O corretor começou a me rodear, rodear e demorou em falar. Já fiquei preocupada [risos]. Quando ele disse, não quis nem ir olhar. Quando vou a velórios, fico traumatizada, impressionada. Não é medo de assombração, sabe? Mas quero morar em um lugar que eu me sinta bem, com uma vista bonita, que me traga boas energias. Não aceitaria nem pela metade do preço.
Mas Vanessa não é a única que não teria uma casa ao lado de um cemitério. O dono de uma das maiores imobiliárias que atua na zona norte, Mirantte Imóveis, Luiz Carlos Kechichian, contou à reportagem que muitos clientes reclamam também de falta de tranquilidade.
- Você levanta de manhã, sai de sua garagem, tem carro funerário passando na sua frente, problema de estacionamento, flanelinhas, velório que gira 24 horas. A rua do velório do cemitério Chora Menino, Nova dos Portugueses, por exemplo, é morta. Ninguém tem interesse em construir na rua.
"Socorro!", dizem amigos de moradora
Kechichian ainda contou que já ouviu de incorporadores e construtores que não lançariam prédios nesta rua. Segundo os relatos, eles não conseguiriam imaginar um cliente abrindo a “janela da cozinha ou da sala e dando de cara com um velório”.
Há seis meses, à procura de um apartamento no bairro, a dentista Vanessa Lex Lourenço foi uma das pessoas que disse “não” logo de cara para a proposta de conhecer um imóvel disponível na redondeza.
- O corretor começou a me rodear, rodear e demorou em falar. Já fiquei preocupada [risos]. Quando ele disse, não quis nem ir olhar. Quando vou a velórios, fico traumatizada, impressionada. Não é medo de assombração, sabe? Mas quero morar em um lugar que eu me sinta bem, com uma vista bonita, que me traga boas energias. Não aceitaria nem pela metade do preço.
Mas Vanessa não é a única que não teria uma casa ao lado de um cemitério. O dono de uma das maiores imobiliárias que atua na zona norte, Mirantte Imóveis, Luiz Carlos Kechichian, contou à reportagem que muitos clientes reclamam também de falta de tranquilidade.
- Você levanta de manhã, sai de sua garagem, tem carro funerário passando na sua frente, problema de estacionamento, flanelinhas, velório que gira 24 horas. A rua do velório do cemitério Chora Menino, Nova dos Portugueses, por exemplo, é morta. Ninguém tem interesse em construir na rua.
"Socorro!", dizem amigos de moradora
Kechichian ainda contou que já ouviu de incorporadores e construtores que não lançariam prédios nesta rua. Segundo os relatos, eles não conseguiriam imaginar um cliente abrindo a “janela da cozinha ou da sala e dando de cara com um velório”.
Para evitar levar “não” dos clientes, é que Adriano Nicolas, proprietário de uma outra corretora de imóveis da região - Inovação Imóveis, evita trabalhar com os imóveis da área.
- Particularmente, acho que temos é que ter medo dos vivos [risos]. Mas evitamos pegar imóveis naquela região porque é mais difícil de vender, mas há clientes para tudo. Tem apartamentos virados para a frente do cemitério que ficam encalhados, e, por isso, o preço até chega a baixar um pouco. Por causa da vista mesmo.
Na região, tem imóveis que caíram de preço em 20% e 25%, segundo Kechichian.
- Na rua Nova dos Portugueses, por exemplo, próximo ao velório do cemitério não tem apartamento, só casas antigas. Ali, o jeito é virar algo comercial, como lanchonete, floricultura, porque para residencial é ruim.
Procurada pelo R7, a Gafisa que está construindo um edifício nas redondezas não quis se pronunciar. Outras duas empresas com empreendimentos no local, a Ecolife e a Eztec, não deram respostas à reportagem até a publicação.
- Particularmente, acho que temos é que ter medo dos vivos [risos]. Mas evitamos pegar imóveis naquela região porque é mais difícil de vender, mas há clientes para tudo. Tem apartamentos virados para a frente do cemitério que ficam encalhados, e, por isso, o preço até chega a baixar um pouco. Por causa da vista mesmo.
Na região, tem imóveis que caíram de preço em 20% e 25%, segundo Kechichian.
- Na rua Nova dos Portugueses, por exemplo, próximo ao velório do cemitério não tem apartamento, só casas antigas. Ali, o jeito é virar algo comercial, como lanchonete, floricultura, porque para residencial é ruim.
Procurada pelo R7, a Gafisa que está construindo um edifício nas redondezas não quis se pronunciar. Outras duas empresas com empreendimentos no local, a Ecolife e a Eztec, não deram respostas à reportagem até a publicação.

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