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domingo, 14 de agosto de 2011

Corretores de imóveis e prefeitura não entram em acordo em Itapema

Categoria acusa prefeitura usar má-fé para aumentar a arrecadação do município

Ana Maria Veiga
@anaveiga_ND
Tijucas



Os corretores de imóveis da cidade não concordam com a tabela da Planta Genérica de Valores da prefeitura. Eles acusam o órgão de usar má-fé para tentar alavancar a arrecadação do município. Segundo a Associação dos Corretores de Imóveis de Itapema, o valor venal, estipulado pela prefeitura, sobre o qual tem incidência de impostos, está muito superior ao preço real de mercado. O poder público discorda. Os donos de imobiliárias devem se reunir ainda nesta semana e organizar uma nova manifestação, semelhante a que aconteceu no ano passado.
A corretora Ilene Simpsan está revoltada. Segundo ela, a tabela de preços para cálculos de ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a eles Relativos da Prefeitura) não condiz com a realidade. Ela conta que o problema está atrapalhando as vendas de imóveis na cidade. “Ninguém vai querer comprar um apartamento de R$ 400 mil e pagar sobre ele imposto de R$ 600 mil. Isto é um absurdo”, condena.
Outro corretor, Luciano Fronza tem a mesma opinião. Ele dá o exemplo do apartamento 402 B, no edifício Ilhas do Sul, bairro Morretes. Segundo ele, vários corretores estipularam o valor de mercado da residência em R$ 400 mil. Na prefeitura, o valor venal chega ultrapassa os R$ 720 mil. O secretário de finanças Eduardo Schuster, diz que os valores da plantas são genéricos e “que em poucos casos realmente pode haver diferença nos preços”. Segundo Fronza, o desentendimento entre a prefeitura e a classe já chega a um ano. Em 2010, a categoria fez um protesto e ficou acordado que os corretores iriam “opinar” na nova tabela de preços da planta genérica de valores da prefeitura.
O corretor Renato Ribeiro acusa o poder público de ter mentido e diz que “na elaboração da tabela não foi levada em conta as considerações dos corretores”. O secretário de Finanças diz que “o órgão considerou alguns pontos e, que em outros, não houve consenso”. Segundo ele, a aprovação dos valores deve ser votada na próxima semana na Câmara de Vereadores. O secretário “discorda piamente” da versão dos corretores de que o valor venal está muito superior ao real. De acordo com Schuster na cidade há mais de 40 mil imóveis e que é “impossível fazer uma planta específica para cada um deles”.

Publicado em 25/05-00:12 por:
Ana Maria Veiga. Atualizado em 14/08-21:57



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