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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

CPI das casas populares recebe denúncia de novos golpistas

Funcionária pública aposentada acusa “corretor de imóveis” de golpe; ela será ouvida nesta terça-feira
Atualizada às 20h30

Uma funcionária pública aposentada denunciou a ação de novos golpistas na venda irregular de casas populares, em Ribeirão Preto, ao presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Walter Gomes, no início da noite de segunda-feira (19). Diante da denúncia, ela irá depor, às 15h30, desta terça-feira (20), na Câmara Municipal.

Segundo Gomes, a vítima informou que pagou R$ 7 mil a um corretor de imóveis, que se identificou como funcionário da Companhia de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (CDHU). “Essa mulher disse que outras 70 pessoas negociaram com o corretor de imóveis. Ela tem inscrição na CDHU e chegou participar de um sorteio, mas continua sem a casa própria e está para ser despejada de onde mora”, afirma.

Ainda de acordo com o presidente da CPI, a servidora aposentada entregou o dinheiro ao “corretor de imóveis” no dia 19 de janeiro de 2010, em frente a uma agência da Caixa Econômica Federal. “No dia havia outras pessoas com o suspeito, mas que não tiveram seus nomes revelados. Já temos a identificação do corretor que ela entregou o dinheiro, mas vamos ouvi-la primeiro”, diz.

Questionado sobre a participação do Ministério Público (MP) nas investigações da CPI, Gomes informou que tem falado com o promotor da Cidadania, Sebastião Sérgio da Silveira, e que vão trocar “informações”.

Procurado pela equipe do EP Ribeirão, o promotor de Justiça não foi encontrado. O Fórum entrou em recesso nesta terça-feira e seu expediente voltará no dia 6 de janeiro de 2012.

O relator da CPI, Samuel Zanferdini, afirmou que o corretor será intimado a prestar depoimento na próxima terça-feira (27), apesar da comissão ter considerado que a audiência foge ao objetivo da CPI. "Se nós começarmos a abrir a CPI para ouvir todas as reclamações que chegam aqui, a CPI não vai acabar nunca", disse.

Caso

No dia 8 de novembro, duas mulheres suspeitas de cobrar até R$ 6 mil para facilitar a compra de casas populares prestaram depoimento no 4º Distrito Policial. Na ocasião, a prefeita Dárcy Vera e sua irmã Marli Vera foram citadas como integrantes do esquema.

A prefeita negou qualquer tipo de envolvimento no caso e as investigações passaram a ser realizadas pela Delegacia Seccional, em 22 de novembro.



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