Translate

domingo, 2 de setembro de 2012

Morre Lentamente


Morre lentamente quem não viaja quem não lê quem não ouve música, quem não encontra graça em si MESMO.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa AJUDAR.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, que não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não CONHECE.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu GURU.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com seu trabalho, seu amor, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples fato de respirar.

Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade. “Estejamos sempre vivos”.

Texto de PABLO NERUDA

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Total de visualizações de página