SÃO PAULO - O novo cenário de juro baixo exige mais
uma tarefa do investidor: ter um planejamento...
SÃO PAULO - O novo
cenário de juro baixo exige mais uma tarefa do investidor: ter um planejamento
tributário. Para ajudá-lo na economia de imposto, existem investimentos no
mercado nos quais a pessoa física não paga Imposto de Renda. O Economia &
Negócios fez uma seleção de cinco produtos que hoje são isentos de Imposto de
Renda para os investidores pessoa física.
LCI. As Letras
de Crédito Imobiliário ganharam popularidade nos últimos meses, entre outros
motivos, pelo benefício tributário de isenção de IR. São títulos oferecidos
pelos bancos lastreados em créditos imobiliários. Esses papéis foram criados
inclusive para fomentar este mercado. São um dos meios do banco captar recursos
para emprestar. Oferecem como rentabilidade um porcentual do CDI e têm como garantia
o próprio emissor (banco) e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), em até R$ 70
mil. Funciona como se fosse um CDB, mas voltado para o crédito imobiliário e
sem IR.
Fundos
imobiliários. Outra aplicação atrelada ao mercado imobiliário, os fundos imobiliários
são carteiras negociadas na bolsa. A cota pode ser comprada pelo próprio home
broker das corretoras. Existem desde fundos que captam recursos para obras até
aqueles que fazem a administração de prédios e empreendimentos como shopping
centers. Justamente pela variedade de produtos, os especialistas dizem que é
preciso ter um cuidado na seleção. Fundos de imóveis inacabados, por exemplo,
podem ser mais arriscados. O ganho se dá pela valorização da cota na bolsa.
Poupança. A
aplicação mais popular do País perdeu atratividade este ano devido à mudanças
nas regras de rentabilidade. Quando o juro básico (Selic) estiver abaixo de 8%,
a caderneta irá render 70% da Selic mais a variação da Taxa Referencial (TR),
que na prática fica zerada para juros baixos. Apesar disso, ainda é
interessante para o dinheiro de emergência e se o investidor estiver em fundos
com taxas de administração acima de 1,5%. A poupança também é protegida pelo
FGC.
Vendas de até
R$ 20 mil em ações. Os pequenos investidores são isentos de Imposto de Renda em
ações desde que a venda mensal seja inferior a R$ 20 mil. Ou seja, se em
janeiro a pessoa comprou R$ 10 mil em ações e em outubro irá vender essa
carteira por R$ 15 mil, não pagará imposto sobre só R$ 5 mil de lucro. Vale
lembrar que no primeiro semestre o mercado acionário não teve bom desempenho.
Agora ensaia uma recuperação, mas continua sendo indicado para quem aceita
correr risco e pensa em investir no longo prazo.
Debêntures de
infraestrutura. Estes papéis representam a dívida de uma empresa com o
investidor. A diferença para uma debênture comum é que nas de infraestrutura o
dinheiro captado na emissão do papel deve ser utilizado especificamente para
projetos nesta área. As primeiras ofertas já estão em andamento e em outubro
estas debêntures devem começar a ser negociadas. O risco da aplicação consiste
em a empresa não conseguir pagar a dívida na data do vencimento. Além disso,
apesar do mercado secundário ter evoluído bastante ainda não é tão líquidopara
alguns papeis. Assim, se quiser vender uma debênture pode muitas vezes ter q
desvalorizá-la demais para conseguir.
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